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Optimisation linéaire point-intérieur (code XA) .1Dualité

Optimisation point intérieur 3.1Introduction et historique

3.2 Optimisation linéaire point-intérieur (code XA) .1Dualité

informal?

Uma forma de ultrapassar a dificuldade deste momento é continuar a trabalhar, mesmo que informalmente. Foi o caso de João (E2), que conta «tive várias coisas.

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correctores internacionais. Estive ligado a eles durante uns anos como gestor mas já em regime livre, já como técnico. Não parei. Continuei até aos oitenta.» Gostava de trabalhar

e do que o trabalho lhe permitia usufruir, tendo por isso prolongado enquanto possível, não sendo funcionário da empresa e trabalhando então por conta própria. Os motivos que refere são: «gostava e todo o conjunto, a minha vida passou a estar num determinado centro,

num determinado meio e eu era compelido a trabalhar, a continuar nele. Eu fiz parte de vários... do clube americano, do clube inglês, do Rotary. Eu estava sempre ligado e portanto tinha sempre um conjunto de relações em que a minha vida estava animada por esse mundo.»

Assim, vemos a importância das relações que se criam com o mundo profissional e como a pessoa constrói a sua vida à volta destas. Daí que, no momento da reforma, haja um sentimento de perda, não só das rotinas como de todas estas relações que muitas vezes se perdem com o fim da actividade profissional.

Manuel (E3) também ultrapassou este período da passagem à reforma de uma forma positiva, quando diz: «passei muito bem, não tive problema. Quando me reformei tive tempo para me dedicar a outras coisas». Conta-nos que passou a colaborar na Igreja, na

área da gestão, onde tinha alguns conhecimentos e podia ser útil, como refere: «depois o

Padre José... convidou-me para fazer parte da direcção lá da igreja, do Centro Paroquial e Social. Como ele sabia que eu tinha já fundamentos de dirigir, não de mandar, porque um director não manda, dirige. Eu fui director anos e anos nos hotéis, e ele apercebeu-se que eu tinha qualquer coisa em mim que seria bom para o ajudar. Fiquei a colaborar na parte da direcção social da igreja. Eu gostava também de conhecer coisas novas. (...) Ajudei a montar a parte social, na cozinha, nas refeições, para os necessitados na paróquia. (...) De modo que enchi a minha vida. Foram uns três anos ou coisa assim.»

Tanto João (E2), que continuou a desenvolver a sua actividade (para a empresa mas agora sob a forma de prestação de serviços, continuando a complementar os seus rendimentos depois da reforma), como Manuel (E3), que optou por dedicar-se a actividades voluntárias (que atestam o seu envolvimento cívico), só pararam quando a saúde já não lhes permitiu continuar. O primeiro porque adoeceu com cancro, o outro porque começou a sentir dificuldade em andar. Estes são, no entanto, casos atípicos na nossa amostra. A maior parte dos entrevistados, quando entrou na reforma, deixou de

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trabalhar definitivamente fora de casa. É o caso de Jorge (E10), que diz que «Não, não.

Parei mesmo.»

Nas mulheres, assiste-se apenas a um caso, Joaquina (E7), por razões financeiras, que conta: «eu continuei sempre a trabalhar, engomar roupa, lavar roupa, fosse o que

fosse, eu fazia tudo, queria chegar ao fim do mês e ter mais uns tostões. Ainda criei duas crianças, fazia as coisas da casa durante o dia e tomava conta desses meninos. (...) Até aos 75 anos ainda me fartei de trabalhar. Estive numa casa a substituir a minha cunhada que se reformou e ajudava lá na roupa, depois fui para um restaurante ajudar na costura das toalhas de mesa.» E foi enquanto a saúde lhe permitiu, conta: «até que tive uma úlcera. Estive oito meses sem conseguir andar. Depois apareceu-me a ciática, depois outra úlcera. Já não conseguia andar.» São estas limitações das condições de saúde, em

grande parte fruto da vida dura que estas pessoas tiveram, que obrigam à paragem do trabalho, mesmo quando este já só existe a título informal depois da reforma.

À excepção de Joaquina, todas as outras continuaram a trabalhar apenas nas tarefas de casa, como Isabel (E9) que, acerca da passagem à reforma nos responde: «foi boa,

porque tinha sempre em casa que fazer. A minha casa tem um grande bocado de terreno, eu regava, gostava de fazer aquela vida ao ar livre. Tenho na varanda mesa e cadeiras, sentava-me ali a ler ou fazer croché, outras coisas, tinha sempre que fazer. Sim, sempre fiz tudo.» Outras ajudavam a família (pais, irmãos ou netos), como Maria da Conceição (E6)

que diz que não voltou a trabalhar depois da reforma contando «não, nunca, trabalhava em

casa, ajudava o meu irmão» ou Beatriz (E4) que cuidava do marido doente «tinha o meu marido para me dar trabalho». O que vemos é que estas actividades depois da reforma

eram desenvolvidas apenas pelas mulheres. Enquanto metade dos homens prolongam a sua actividade profissional, mesmo que informalmente, depois da passagem à reforma, as mulheres dedicam o seu tempo maioritariamente a cuidar da casa e da família.

Pode concluir-se pelos vários discursos que as trajectórias de vida activa são diversas, tendo os entrevistados tido uma vida activa distinta na forma e na duração. Estas, por sua vez, imprimem diferentes formas de passagem ao período de reforma, com maior ou menor dificuldade na adaptação a uma nova vida e também a diferentes envelhecimentos. O que vemos é que aqueles que prolongam a sua vida activa, depois de se reformarem, continuando activos com outro tipo de ocupação, se encontram mais ocupados e satisfeitos por um maior número de anos, diminuindo assim as consequências

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negativas que a passagem à reforma pode trazer, como o sentimento de inutilidade, exclusão social e solidão. Por isso, é importante não só preparar esta fase da vida, como prolongar a actividade da pessoa, seja ela a título formal ou informal, conforme o que for possível e desejado por cada indivíduo.

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Capítulo 4 - Quotidiano actual: desde o momento que levou à entrada na