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Optimisation conique point-intérieur (code MOSEK)

Optimisation point intérieur 3.1Introduction et historique

3.3 Optimisation conique point-intérieur (code MOSEK)

Entre os diferentes entrevistados existem cinco idosos que estão na residência ou em centro de dia há menos de um ano, como é o caso de Ana (E1), Manuel (E3), Beatriz (E4), Mariana (E5) ou Maria Luísa (E8). Existe um grupo que está há cerca de um ano na instituição, como João (E2), a sua mulher Isabel (E9) e Maria da Conceição (E6). Joaquina (E7) está no lar também há cerca de um ano, apesar de já estar em centro de dia há cerca de três anos. Para além dela, existem ainda três pessoas que estão há mais de dois anos: Jorge (E10), que está há pouco mais de três anos, Margarida (E12), apenas em centro de dia também há dois anos e meio e o que está há mais tempo é Eduardo (E11), que está no lar há doze anos.

68 Tabela 2- Tempo de permanência na residência

Menos de 1 ano Cerca de 1 ano Mais de 2 anos 12 anos

Ana(E1) João (E2) Jorge (E10) Eduardo (E11) Manuel (E3) Isabel (E9) Margarida (E12) –

Centro de Dia Beatriz (E4) – Centro de

Dia

Maria Conceição (E6)

Mariana (E5) Joaquina (E7) – Centro Dia 3 anos antes Maria Luísa (E8)

De todas as razões mencionadas para a entrada na instituição, os motivos de saúde, do próprio ou do cônjuge são os que prevalecem como o principal para dar entrada na residência. Um exemplo é João (E2), que nos conta «bem, eu vim para aqui

provisoriamente porque a minha mulher adoeceu e eu, na altura que ela estava para sair do hospital, já tinha a minha doença em evolução, precisei de fazer uma colonoscopia e precisei de fazer a preparação e senti que, andava a fazer radioterapia, fiz 37 sessões todos os dias, estava no meio de toda essa complicação e vim para aqui provisoriamente... para ter um apoio, e cá estou ainda. Isto passou-se há um ano. (...) Por outras complicações que entretanto surgiram comigo e com ela. Sim, mais porque ela decaiu em capacidade e embora eu precise de assistência, ela ainda precisa mais.»

Mariana (E5) refere o mesmo motivo de saúde: «foi quando fiquei completamente

toda dormente e, toda a parte de baixo.(...) Por isso vim parar aqui outra vez. Eu queria tudo menos estragar a vida das raparigas (filhas).» Maria da Conceição (E6) conta-nos

também que veio «por causa de fazer fisioterapia. Nessa altura é que eu decidi vir para o

lar para eles estarem mais à vontade. Andaram sempre, nunca ninguém se queixou, andaram quase dois anos comigo de hospital em hospital. Eu disse-lhe (ao filho) que queria vir para o lar. A minha mãe tinha aqui estado e eu gostei. (...) Vim de vontade. Já conhecia a Dra. Joana, damo-nos todos bem, somos todos uma família. Uns com categoria, outros com pouca categoria, como eu tenho, mas não, aqui ninguém rebaixa ninguém. São todos iguais.»

Joaquina (E7) também diz que o que a levou a entrar na instituição foi: «porque a

minha filha a maior parte do tempo está no Algarve e o meu filho está no Cartaxo, e já não me podiam dar assistência.» Começou a ter problemas de saúde, até que decidiu entrar

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marido levava-me o almoço e o jantar. Até que me arranjaram para vir para aqui. Primeiro eu e depois o meu marido. E o meu marido começou também com Alzheimer. Não sabe de nada.»

Isabel (E8), mulher de João (E2), conta que ainda está cá «porque o meu marido ia

todos os dias de manhã, tomava o pequeno almoço e ia-se embora, e levava a roupa à lavandaria - eu não tinha a roupa aqui - e caiu. (...) Tropeçou e ficou com a perna doente, e agora não há meio. Não estamos em condições. (...) de repente eu tenho receio, mais dele do que de mim. E tem a doença oncológica... O meu marido é que está a prender um bocadinho. Eu por mim, faço a fisioterapia que também posso fazer noutro sítio.»

Outro caso é o de Jorge (E10), que conta que entrou para a residência porque

«primeiro tive... uma coisa que me deu, uma coisa no cérebro, que eu estava assim meio desnorteado, estive cá os primeiros tempos em recuperação, estou-lhe a dizer que quinze dias depois de cá estar já estava farto e só me queria ir embora. Entretanto, a minha mulher adoece e tem que vir para aqui. E lá tive que ficar. E cá estou. E agora estou cá por causa dela.» Por último, Eduardo (E11) conta que «fui operado à próstata e depois vim para cá para recuperar.» E está na residência há 12 anos.

Para além das questões de saúde e de não quererem sobrecarregar os filhos, outra razão referida para a entrada na instituição é o facto de viverem sozinhos. Porque são solteiros ou viúvos, na maior parte das vezes, estão muitas vezes sozinhos o dia todo em casa, o que os leva a procurar apoio, companhia e segurança. Ana (E1, solteira), refere que foi este o motivo: «vivia sozinha em casa e devido à minha idade. (...) tinha medo agora de

estar na casa sozinha. Já não posso cozinhar (...). E além disso por causa dos assaltos. Tenho medo. E acho que estou melhor aqui.»

Manuel (E3) conta que veio por ser «viúvo, por isso é que estou aqui. Viver sozinho,

não podia ser. O meu filho não me deixava viver sozinho. O meu filho e a minha cunhada, a minha família. Não cheguei a viver sozinho, já com a minha mulher doente, (...) viram que eu já não estava bem. Arranjaram uma senhora para dormir lá, mas quando eu mais precisava dela era quando ela não estava. Na altura em que me levantava e ia fazer a higiene, andava de pé e podia cair, já não tinha ninguém. Isto de estar sozinho e cair em casa é um perigo.»

Outro motivo referido apenas por Maria Luísa (E8) são as razões financeiras. Conta- nos que «vim para cá por uma questão de... eu já não podia com as despesas da casa, que

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eu tenho as pensões é do meu marido, que a minha pensão são 288 euros, (...) e então, a casa era uma casa muito grande, tinha duas empregadas, era muita despesa.» No entanto,

a este motivo juntam-se os seus problemas de saúde.

Por outro lado, os que procuram o centro de dia, como Beatriz (E4) e Margarida (E12) fazem-no, essencialmente, para ter companhia para passar os dias. Ambas são viúvas. Beatriz (E4) vai passar apenas dois dias ao centro de dia, e refere que não vai mais porque «a reforma é pequena.» Já Margarida (E12) começou a ir ao centro de dia por influência da neta: «a minha neta esteve cá a estagiar e como eu estava sozinha em casa,

ela sugeriu que viesse para cá.»

Podemos ver como as condições de saúde (do próprio ou do cônjuge) na maior parte dos casos, questões de autonomia física e financeira, ou ainda a solidão em alguns casos, são os motivos que levam os idosos à institucionalização.