Chapitre 2 : Études des polyphénols et des flavonoïdes dans l’asperge et ses coproduits
4 Optimisation de l’extraction des polyphénols et des flavonoïdes dans les coproduits
A Bibliometria é considerada uma técnica que mede os índices de produção e disseminação do conhecimento científico, tomando como base o fluxo das publicações científicas. E a Altmetria (em inglês, altmetrics) são indicadores da comunicação científica que refletem a rapidez e o amplo impacto nos ecossistemas de informação on-line, ou seja, redes sociais, gerenciadores de referências, dentre outros, dos resultados de pesquisas visualizados, dos compartilhamentos, dos downloads, das menções e visualizações. Essas duas técnicas são complementares, em momento algum a utilização da Bibliometria inviabiliza a Altmetria, ou vice-versa.
Embora a revisão por pares e a Bibliometria tenham se tornado métodos padrões para medirem o impacto da pesquisa em ciência, ainda não existe um quadro aceito para medir o impacto na sociedade. As métricas alternativas denominadas altmetrics para distingui-las da Bibliometria são consideradas uma opção interessante para avaliar o impacto societal da pesquisa, pois oferecem novas maneiras de medir o engajamento (público) com o resultado da pesquisa. Pois, Altmetrics é um termo utilizado para descrever métricas baseadas na web para o impacto de publicações e outros materiais acadêmicos, usando dados de plataformas de redes sociais, a exemplo do Twitter ou gerenciadores de referência como Mendeley e o CiteULike (Bornmann, 2014).
É vital a necessidade de indicadores direcionados a medir de forma confiável e válida a repercussão da pesquisa, à medida em que diferencia o impacto entre estudiosos (impacto científico) e o impacto gerado no público (impacto societal) em certas partes da sociedade, tendo como objetivo principal a criação interativa e produtiva de comunicação de forma bem-sucedida entre as investigações desenvolvidas e as partes interessadas da sociedade (Bornmann, 2014).
Levando em consideração a importância dessas métricas alternativas indicadas na atualidade. Foram estabelecidas parcerias entre desenvolvedores de altmetrics e produtores bem estabelecidos de indicadores Bibliométricos. Assim, foi estabelecida a parceria entre a Scopus e a Altmetric. com, que resultou na inclusão de dados altmétricos ao lado da Bibliometria tradicional na interface da Scopus. Assim como a Elsevier, não só entrando em parceria com a Altmetric, no rastreamento e análise da atividade on-line em torno de literatura acadêmica, e comprando o Mendeley, combinando um gerenciador de citações com uma rede social acadêmica (Bornmann, 2014; Roemer & Borchardt, 2013).
Além disso, os estudiosos como Pease e Rauh (2013); Kurtz e Bollen (2010) Lin e Fenner (2013); Chamberlain (2013) e Piwowar; Priem (2013) estão englobando altmetrics nas listas de publicação em seus currículos, não se centrando mais apenas nas medidas de impacto de citações. Estão organizando também conferências sobre o assunto (altmetrics.org/ altmetrics14) e organizações (ImpactStory e Altmetric) criadas para coletar e fornecer altmetrics. Essa evolução esta trazendo à tona uma revolução na scientometria, constituindo um novo paradigma de avaliação de pesquisa
denominado de uma “renaissance in bibliometrics” como uma notável e nova definição da expressão “impacto da ciência”. Assim, a referida altmetrics esta sendo vista por estudiosos na contemporaneidade como uma área dinâmica, rápida e em larga expansão em todas as áreas do conhecimento (Bornmann, 2014).
Dessa forma, um dos principais pontos fortes da altmetrics consiste em avaliar e medir o impacto proporcionado pela disponibilização dos documentos científicos, assim como níveis de agregação, oferecendo uma nova perspectiva, na medida em que essas ações são realizadas em tempo real. Tais fatos podem dimensionar o impacto da pesquisa tanto por meio do monitoramento, realizado sob a forma de revisão por coletivos de pares ou revisão de pares, após a publicação. Dessa forma, conseguem apresentar avaliações mais amplas, transparentes e equilibradas (Barros, 2015b; Torres-Salinas, Cabezas-Clavijo, & Jiménez-Contreras, 2013).
Os estudos métricos e as métricas alternativas são responsáveis por avaliar o impacto da atividade científica e consequentemente dos produtos científicos gerados para fins de reconhecimento, visibilidade e internacionalização dos atores e instituições responsáveis pelo desenvolvimento de pesquisas, além de servirem de base para o planejamento, gestão e implementação da política científica e tecnológica em níveis nacional e internacional. Como enfatiza Hayashi (2012,p.2) com base em Rostaing (1997), "o homem de ciência sofreu com toda força a explosão do crescimento dos conhecimentos”, em um cenário mutável em que a “exploração de métodos e ferramentas torna-se indispensável para melhor apreender esta complexidade”.
Sob a luz do pensamento de Rostaing (1997) e Courtial (1990), Hayashi (2012, p. 4) enfatiza que os anos 1960 e 1970 impulsionaram pesquisadores das áreas de sociologia e outras correntes de pensamento nos Estados Unidos, a passarem a reconhecer que não era mais possível reagrupar os métodos sob a denominação de Bibliometria. Era premente a necessidade de ir além da ferramenta estatística e estabelecer uma outra denominação para essa atividade intitulada “de ciência da ciência”.
Inicia-se, assim, a utilização de técnicas científicas com o intuito de analisar a história da sociologia da ciência. Pois bem, dessa confluência de ideias surge a Cientometria, proveniente da convergência da documentação científica, da Sociologia
da Ciência e da História Social da Ciência, direcionada a estudar a atividade científica como fenômeno social, por meio de indicadores e modelos matemáticos, ligada diretamente à corrente econométrica, para fins de medição e avaliação das atividades científicas, ou seja, métricas de impacto (Hayashi, 2012).
Para tanto, as métricas de impacto são descritas como construções multifacetadas, compostas de quatro pilares: uso, revisão por pares, citações, altmetrics. Comumente, altmetrics não são realizadas para substituir as tradicionais medidas bibliométricas de influência acadêmica. O serviço de altmetria Impact Story, por exemplo, coleta dados de meios de comunicações sociais, desde aplicativos de propósito geral como Twitter, Wikipedia e Facebook, até soluções académicas específicas, como o Mendeley. Em seguida, cria um relatório incluindo estatísticas de todas as plataformas consideradas (downloads, citações, dentre outras). Esse serviço demonstra a natureza multifacetada da comunicação científica, da colaboração e do alcance do conhecimento científico gerado em larga escala (Hoffmann, Lutz, & Meckel, 2016).
Os estudos métricos da informação, como a Bibliometria, Cientometria, Infometria e a Webometria, constituem-se para a área da Ciência da Informação, campos interdisciplinares voltados para o estudo de dados quantitativos da ciência e tecnologia, com vistas a avaliar a produção científica e tecnológica gerada pelas comunidades científicas em várias áreas do conhecimento, como: artigos científicos (revistas, anais de eventos científicos), livros, capítulos de livros e patentes (Hayashi, 2012, p.2).
Desse modo, a dinâmica social da construção do debate acadêmico e científico on-line, por meio das redes sociais representa uma mais-valia na construção social da comunicação científica, na ressignificação do papel das comunidades científicas, no processo de transformação da informação em conhecimento público e no fortalecimento do compromisso público com a ciência.
A existência de um novo estilo de comunicação institucionaliza o perfil profissional on-line, marcando a presença on-line do docente/investigador na rede, e enquanto aumentam as oportunidades diversificam também as suas formas de atualização profissional. Tal processo cria, portanto, uma demanda institucional que fortalece a rede de conexões e a representatividade das comunidades científicas no
sistema de comunicação científica global. Além de suportar um processo distribuído de rede de construção de conhecimentos, por meio da conexão e da promoção de redes de interação social (Manca & Ranieri, 2016; Pinheiro & Ribeiro, 2005).
Conforme argumentos até aqui explicitados, faz-se necessário que as Instituições de Ensino Superior (IES) criem políticas informacionais que estabeleçam diretrizes para o acesso, a cultura e a informação, por meio do desenvolvimento de pesquisas que priorizem o desenvolvimento de competências comunicacionais, éticas, informacionais e tecnológicas voltadas para agregarem valor às atividades de investigação e ensino, capacitando os seus docentes/investigadores para a utilização dos ambientes digitais em prol da produção de conteúdo, do desenvolvimento de produtos científicos e do estabelecimento de parcerias para o desenvolvimento de projetos de investigação que favoreçam a evolução da ciência e tecnologia aplicadas à área da Biblioteconomia e Ciência da Informação no Brasil e em Portugal.
O que ocorreu é que com o avanço das Tecnologias Digitais (TD), em especial da internet e de todas as mídias sociais que a complementa e com a transição dos cientistas para os ambientes on-line a já citada Bibliometria não respondia mais a todas as necessidades de comunicação e avaliação da produção científica. Como afirma Priem, Taraborelli, Groth, & Neylon (2010) com a explosão da literatura acadêmica, os estudiosos precisaram de filtros mais ágeis para selecionar as fontes mais relevantes e significativas. Infelizmente, os três principais filtros de importância começaram a não corresponder mais as expectativas, como:
“Peer-review has served scholarship well, but is beginning to show its age. It is slow, encourages conventionality, and fails to hold reviewers accountable. Moreover, given that most papers are eventually published somewhere, peer-review fails to limit the volume of research.
Citation counting measures are useful, but not sufficient. Metrics like the h-index are even slower than peer-review: a work’s first citation can take years. Citation measures are narrow; influential work may remain uncited. These metrics are narrow; they neglect impact outside the academy, and also ignore the context and reasons for citation.
The JIF, which measures journals’ average citations per article, is often incorrectly used to assess the impact of individual articles. It’s troubling that the exact details of the JIF are a trade secret, and that significant gaming is relatively eas (Jason Priem, Groth, & Taraborelli, 2012, para. 3).
Em se tratando do impacto, a questão é saber qual o significado desse termo no processo de avaliação da produção científica, ou seja, um trabalho tem impacto no meio científico pelo número de vezes que é citado, ou quando se torna referência em sua área e influencia outras investigações? No meio acadêmico o termo impacto é visto predominantemente como sinônimo do Fator de Impacto, indicador bibliométrico criado por Eugene Garfield em 1955. Este foi um preeminente estudioso das métricas de impacto fundamentadas em citações e criador do Institute for Scientif Information (ISI) (Nascimento, 2017).
Garfield (2006) em seu artigo publicado em 1955 na Science e reeditado em 2006 pelo International Journal of Epidemiology, intitulado: Citation indexes for Science. A New Dimensionin Documentation trough Association of Ideas implementou o que ele denomina de Índice de Citação para a Ciência que nada mais é que o Fator de Impacto na atualidade atribuído aos periódicos científicos de maior prestígio e visibilidade, considerados como referência de qualidade em uma determinada área do conhecimento por estarem em índices de prestígio, tanto nacionais como internacionais. Na altura Garfield idealizou esse índice para a ciência como:
Útil na pesquisa histórica, quando se tenta avaliar o significado de um trabalho específico e seu impacto na literatura e no pensamento do período;
Semelhante à medida quantitativa obtida pela Gross, na avaliação da importância relativa das revistas científicas;
Cada cientista individualmente, poderia facilmente determinar os outros cientistas que faziam referência ao seu trabalho, aumentando assim as possibilidades de comunicação entre cientistas;
Tomar consciência individualmente das implicações dos estudos que ele não conhecia antes; Permite aos autores ver como seus trabalhos são recebidos;
Rastrear as origens de uma ideia;
No caso de um artigo altamente significativo, o índice de citações tem um valor quantitativo, pois pode ajudar o historiador a medir a influência do artigo - isto é, seu fator de impacto; Em relação a um trabalho tido como menos significante, seria suspeito que as vantagens
bibliográficas pudessem ser aumentadas, porque o cientista ou o bibliotecário receberiam referências que não seriam encontradas em índices convencionais.
Assim Garfield idealizou o Fator de impacto que não foi pensado para ser um ranking de periódicos, mas para ser um índice de citações que amenizasse a utilização de artigos considerados de baixa relevância para o desenvolvimento da ciência. O foco principal desse índice concebido em 1955 por Garfield era ajudar os cientistas na identificação de fontes relevantes para as suas investigações por meio da análise das citações auferidas a cada artigo individualmente. Portanto, visava a identificação posterior do contributo dos artigos produzidos para a literatura da área, ou seja, o seu fator de impacto. Em 1964 esse índice passou a ser desenvolvido pelo ISI, denominado de Science Citation Index (SCI). Depois, o ISI foi comprado pela Thomsom Reuters em conjunto com o SCI. Hodienarmente, o SCI é disponibilizado na plataforma da Web of Science da Clarivate Analytics para consulta por meio de assinatura (Nascimento, 2017).
Assim, os índices “formam fontes de informação críticas para os sistemas nacionais de avaliação de produção científica”. Eles também são considerados pertinentes aos criadores e responsáveis pela publicação do conhecimento científico, pois disponibilizam informações relativas aos “níveis de indexação e impacto dos artigos e dos periódicos”. O cenário brasileiro, possui “o Programa Qualis Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes)”. Este origina um dos indicadores, “o índice de impacto medido pelo WoS, a categorização anual em sete extratos (A1, A2, B1 a B4, C) da grande maioria dos periódicos nacionais e internacionais”, (A. L. Packer, 2011b, p.31) nesse contexto encontram-se os vários tipos de publicações científicas oriundas de investigadores vinculados aos Programas de Pós-Graduação existentes no Brasil avaliados pela referida Agência.
Existem também, índices de citações, como o Science Citation Index Expanded formado por dados de citações oriundos, por exemplo dos periódicos indexados na Rede SciELO (América Latina e Caribe, Espanha, Portugal e África do Sul) em conjunto com o Social Science Citation Index (SSCI), agregam cerca de 12.000 periódicos e assim reúnem bases para a produção de uma série de métricas focadas em citações. Esses índices viabilizam aos autores identificarem quais os artigos citaram um determinado artigo anteriormente, ou um especificamente, assim como aqueles que foram citados com maior frequência. Sendo assim, os dados do Science Citation Index e do Social
Science Citation Index são utilizados para calcular o fator de impacto dos periódicos, o qual é publicado anualmente pelo Journal Citation Reports (JCR) (Nascimento, 2017).
Como visionário, Garfield também anteviu que o ideal seria que cada periódico assignasse um código único nos artigos publicados, e que os autores listassem esses números em sua bibliografia, facilitando o trabalho dos indexadores. Isso na verdade foi nada mais que o embrião do DOI (Digital Object Identifier) que é utilizado na atualidade para os artigos em formato eletrônico. O diferencial é que não surgiu entre 5 e 10 anos como vislumbrou esse autor e sim em aproximadamente 45 anos essa ideia foi enfim implantada (Nascimento, 2017).
As análises das citações representam um papel fundamental nos sistemas de avaliações das pesquisas, sendo os seus resultados largamente aplicados como complementos à revisão de expertises. Por isso, a citação há décadas vem sendo considerada como um indicador de seu impacto científico e utilizada para posicioná-lo em relação a outros agentes na rede de comunicações acadêmicas. Ao longo dos anos, várias métricas fundamentadas em contagens de citações foram desenvolvidas para avaliar o impacto de periódicos acadêmicos, um dos quais, o Fator de Impacto, idealizado por Garfield tem sido amplamente utilizado há mais de 40 anos (Garfield, 2006; González-Pereira; Guerrero-Bote; Moya-Anegón, 2010).
Garfield, contudo, não imaginou que o seu fator de impacto iria ser utilizado para outros fins, diferentes do seu propósito original, que era ser ferramenta para a expansão de coleções em bibliotecas, particularmente como sistema de ranqueamento de journals. Assim, ao se tornar um dos principais sistemas de ranking de periódicos, o fator de impacto passou a ser utilizado como ferramenta para editores classificarem, qualificarem e compararem a performance dos periódicos com outros de áreas de conhecimento similares. Dessa forma, os periódicos que obtêm as melhores posições são considerados os mais importantes e com maior prestígio pelas comunidades científicas, sendo os mais disputados para envio de trabalhos pelos autores (Nascimento, 2017, p.23).
Nesse sentido, a visibilidade da informação científica, para fins de afirmação da identidade digital das universidades e do seu corpo docente e de investigadores é fundamental para a acreditação acadêmica. Para tanto, se faz necessário medir a qualidade que envolve diretamente o local de publicação dos resultados das
investigações científicas. Tais aspectos são importantes para que as agências e instituições financeiras tenham parâmetros para medir de forma qualitativa e quantitativamente as publicações (Arévalo, 2014).
C. Oliveira & Pastorini (2017) fizeram um levantamento sobre o que alguns autores como Ferreira e Caregnato (2014), Pecker e Meneghini (2006) e Zimba e Mueller (2004) destacam como algumas ações que proporcionam visibilidade aos periódicos científicos, destacando dentre elas: presença na Web, o acesso aberto, busca, idioma e presença em fontes de informação. Assim a “visibilidade se aplica a diferentes componentes e processos que conformam o conjunto da comunicação científica incluindo índices e bases de dados bibliográficas, publicações em geral, autores, instituições de fomento e pesquisa, projetos, eventos, etc. (A. L. Packer & Meneghini, 2006, p. 237).”
Dentre os indicadores e atributos de visibilidade propostos por Packer e Meneghini, encontram-se:
“a) Sociedade Científica, Organização, grupo ou empresa editora responsável pela publicação do periódico – representa um indicador do potencial de sustentação, representatividade e prestígio do periódico.
b) Editor responsável e corpo editorial – representam de acordo com a distribuição geográfica e institucional, a representatividade e o prestígio que o periódico possui no âmbito da área temática a que se destina.
c) Distribuição institucional e geográfica da afiliação dos autores – sinaliza o grau da sua representatividade no âmbito da comunidade de cientistas da área temática.
d) Publicação eletrônica na Internet e com acesso aberto – indicador essencial de visibilidade e acessibilidade do periódico.
e) Idioma ou idiomas de publicação – determina o público que o periódico pode atingir. Assim o ideal é a publicação multilíngue na internet, em inglês e no idioma local, solução que maximiza a visibilidade do periódico, tendo em vista que este é o idioma da comunicação científica internacional.
f) Número de índices referenciais nacionais e internacionais em que está indexado – quanto maior o número de índices que o periódico é indexado, maior é a sua visibilidade.
g) Números médios de leituras ou de artigos acessados periodicamente – indicador de excelência da visibilidade de um periódico on-line.
h) Número de citações recebidas e fator de impacto – evidência que o periódico é lido e que seus artigos são considerados e influenciam a comunidade científica” (A. L. Packer & Meneghini, 2006, pp. 250–254).
Esses atributos, citados acima, apresentam os parâmetros para uma maior representatividade, visibilidade e internacionalização da ciência, tendo como foco as publicações científicas em âmbito global. No caso dos periódicos com maior prestígio passam a ser aqueles que possuem essas características, pelo fato de estes serem responsáveis pela promoção e disseminação das pesquisas. Com isso, as entidades responsáveis pelas publicações e divulgação dos journals precisam oferecer meios apropriados ao acesso ao público dos artigos publicados, além de proporcionarem ferramentas de buscas eficientes. Outra particularidade necessária é a aquisição de uma excelente avaliação em sua área de conhecimento (C. Oliveira & Pastorini, 2017).
Consequentemente dentre as medidas de qualidade coletiva, ou seja, o fator de impacto dos periódicos em âmbito internacional tem-se a WoS, SJR, ISI JCR, Scopus, ERIH, LATINDEX, IN-RESH/IN-RECJ/IN-RECH. Individualmente avalia-se o número de citações por meio da ISI WoK, Scopus e do Google Scholar Citations. Há também, argumentos favoráveis para esses tipos de avaliações como cobertura internacional ampla com mais de 12400 publicações em mais de 60 países. Entretanto, existem fatores considerados desfavoráveis como: será realmente que o número de citações mede a qualidade da publicação? O período de cálculo da base para citações é considerado muito curto. A natureza dos resultados em diferentes áreas de pesquisa como na área das ciências sociais e humanas são avaliadas tomando como base os mesmos parâmetros das áreas exatas e tecnológicas. Outro inconveniente é o viés linguístico e geográfico. A língua predominante é o inglês e as publicações, em sua grande maioria, são oriundas de países desenvolvidos (Arévalo, 2014).
Em um estudo realizado por Prins; Costas; van Leeuwen & Paul Wouters et al. (2016) sobre a aplicação de métricas baseadas no Google Scholar (GS), comparando as citações do GS com a WoS (Web of Science) para as publicações dos programas de pesquisa das áreas de Educação, Ciências Pedagógicas e Antropologia na Holanda, mostra que é promissor usar GS para campos com menores graus de cobertura em WoS, em particular para campos que produzem tipos de produção mais diversos do
que apenas artigos de pesquisa. As restrições ao uso de GS são relativas a necessidade