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Extraction et quantification des polyphénols totaux dans deux segments de la tige

Chapitre 2 : Études des polyphénols et des flavonoïdes dans l’asperge et ses coproduits

1 Études des polyphénols et des flavonoïdes dans deux segments de la tige d’asperge

1.3 Extraction et quantification des polyphénols totaux dans deux segments de la tige

A expansão do uso da internet, e a presença on-line das universidades cria uma ambiência propícia à internacionalização e também à aplicação do desempenho das universidades. Assim, o Laboratório de Cibernética do CSIC (Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha), em meados dos anos noventa começou o desenvolvimento de indicadores quantitativos da web usando técnicas semelhantes à Bibliométrica e Cientométrica. Essa investigação teve como foco as instituições acadêmicas e de pesquisa.

Na altura os resultados desse estudo não foram muito promissores, em virtude de as universidades ainda não possuírem uma presença proeminente na web. Além disso, o indicador principal utilizado, o fator de impacto na web de ingwersen, apresentou vieses visíveis e deficiências técnicas. Nesse sentido, a coleta sistemática de dados começou em 1999 usando robôs. Entretanto, atendendo aos altos requisitos de recursos humanos e computação, finalmente optaram por usar os bancos de dados dos principais motores de busca comerciais (Aguillo, 2011).

Considerando que as universidades no contexto mundial contemporâneo são impulsionadas pelos avanços tecnológicos permanentes, tendo o ensino, a pesquisa e a produção de conhecimento como diferenciais de qualidade independente da sua

localização geográfica. Partindo desse pressuposto, evidencia-se a necessidade de um olhar mais crítico sobre o valor real dos rankings como mecanismos que influenciam a competitividade e a prosperidade local, regional, nacional, e internacional dessas instituições.

Os rankings institucionais globais (Tabela 2), sejam eles centrados na investigação ou na reputação das IES, pertencem a organismos internacionais como a agência britânica Quacquarelli Symonds (QS), o jornal britânico Times Higher Education (THE), e a Escola Superior de Educação Shangai Jião Tong University (ARWU), dentre outras. Esses rankings analisam o desempenho das IES por meio de um conjunto de dados de citações relacionados ao desempenho dos departamentos e grupos de pesquisa nas quais essas Instituições estejam vinculadas.

Tabela 2 - Perfis dos principais rankings globais

Ranking Ano País Agência Número de

Universidades Indicadores Bases de dados QS World University Ranking

2010 Reino Unido Quacquarelli Symonds (QS) 700 universidades de todo o mundo Ensino e investigação Reputação (50%) Scopus, Elsevier THE World University Rankings

2010 Reino Unido Times Higher Education 400 universidades de todo o mundo Ensino (30%) Investigação (60%) (33% indicadores reputacionais – 18% investigação; 15% ensino) Web of Science, Clarivate Analytics Academic Ranking of World Universities (ARWU) 2003 China Shanghai Jiao Tong University 500 universidades de todo o mundo Ensino (30%) Investigação (70%) (30 % dos indicadores ensino dependentes de factores reputacionais) Bases Web of Science, Clarivate Analytics

Best Global Universities Rankings

2014 USA U.S. News

Centre 500 universidades de todo o mundo Investigação (65%) Reputação (25%) Web of Science, Clarivate Analytics Ranking de Leiden

2008 Países Baixos Centre for Science and Technology Studies, Universidade de Leiden 750 universidades de todo o mundo Investigação (100%) Web of Science, Clarivate Analytics Scimago Institutions Ranking

2009 Espanha Scimago Lab, Espanha 5000 instituições e organizações do ensino superior, da saúde, agências governamentais e empresas de todo o mundo com actividades de investigação 3 rankings: investigação, inovação e visibilidade na Web, mas muito centrados em actividades de investigação Scopus, Elsevier PATSTAT (inovação) Google e ahrefs (visibilidade na web). Performance Ranking of Scientific Papers for Research Universities 2007 Taiwan Universidade Nacional de Taiwan 500 universidades de todo o mundo Investigação (100%) Web of Science, Clarivate Analytics Investigação University Ranking by Academic Performance (URAP)

2009 Turquia Middle East Technical University, Ankara, Turquia 2000 2000 universidades de todo o mundo Investigação (100%) Web of Science, Clarivate Analytics Ranking Web of Universities (Webometrics) 2004 Espanha Cybermetrics Lab, Conselho Superior de Investigação Científica (CSIC), Espanha 12000 IES de todo mundo Actividade (50%) com foco na actividade de investigação (1/3) e nos repositórios (1/3) Visibilidade Visibilidade: Majestic SEO e ahrefs Presença e Actividade na Web: Google search,

(50%) Google Scholar

Fonte: (Pechincha et al., 2015, pp. 57–85).

As avaliações são realizadas tomando como parâmetros os indicadores relacionados às atividades de pesquisa, produção científica, atratividade de programas, impacto na sociedade, internacionalização, dentre outros. Para a realização dessas avaliações não existem métricas padronizadas, por isso para contagem das citações, como parte dos requisitos dessas avaliações são utilizados os dados das bases de dados internacionais como a Scopus e a Web of Science. No entanto, esses indicadores privilegiam a investigação, o que faz com que as universidades com forte tradição em pesquisa sempre ocupem as primeiras posições. Assim como as universidades que possuem um maior número de alunos, ocupando assim sempre as melhores posições as IES no contexto EUA (Nascimento, 2017).

No caso do Brasil esses dados vêm a corroborar com os apresentados por Abell L. Packer em 2011 em seu artigo intitulado Os periódicos brasileiros e a comunicação da pesquisa nacional. Assim, na tabela 3 ele apresenta o ranking das vinte instituições brasileiras que contemplam o maior número de artigos indexados na SciELO e WoS, bases de dados consideradas como “referência de indexação da produção científica” no cenário científico nacional e internacional. Nesse contexto, um aspecto importante a ser evidenciado é que a Universidade de São Paulo (USP) que se encontra em primeiro lugar nesse ranking (tabela 3) é a única IES pública brasileira classificada entre as 100 IES mais prestigiadas em nível mundial (Tabela 5). Existem também outras IES altamente prestigiadas no contexto da América Latina para além da USP (também em primeiro lugar), que estão entre as dez mais prestigiadas de acordo com a classificação dos rankings THE e Webometrics, edição de 2017, conforme apresentamos na tabela 6, todas essas IES são contempladas pela referida pesquisa de Packer, tal fato demonstra o valor da produção científica no cenário mundial para o alcance das melhores posições nos rankings institucionais (A. L. Packer & Packer, 2011b, p.34).

Tabela 3 - Ranking das vinte instituições brasileiras com maior produção de artigos indexados no SciELO e WoS

Fonte:(A. L. Packer & Packer, 2011b, p.57).

Assim, os rankings se apresentam de acordo com Marques, & Cabral (2015) a partir de critérios classificatórios que contemplam indicadores prioritários de avaliação, como:

(i) Rankings reputacionais – voltados para a avaliação da reputação das universidades (QS World University Ranking, Times Higher Education Ranking, Academic Ranking of World Universities (ARWU), Best Global Universities Rankings);

(ii) Rankings de investigação – maior peso para as atividades focadas na produção científica das IES (Ranking de Leiden, Rankings Scimago, Ranking de Taiwan, University Ranking by Academic Performance (URAP);

(iii) O Webometrics, que valoriza de forma intensa a presença on-line das Universidades e estimula o livre acesso às atividades desenvolvidas por essas Instituições;

(iv) U.Multirank, ranking multi-dimensional focado em indicadores que buscam avaliar todas as atividades das IES, como: o ensino, a investigação, a

“transferência de conhecimento”, além dos direcionados para as atividades locais nas regiões das quais as universidades fazem parte.

 Rankings Reputacionais

Inicia-se apresentando o QS World University Ranking, o qual foi elaborado pela agência britânica Quacquarelli Symonds (QS). Essa mesma agência até 2009 produzia o Times Higher Education (THE). Este ranking faz uso de indicadores da base de dados Scopus e Elsevier voltados para avaliar a qualidade das IES, com foco no ensino e na investigação. No entanto concentra 50% do seu peso em aspectos reputacionais das IES analisadas. Por isso, esse sistema fornece uma visão detalhada das instituições, a partir de categorias que visam avaliar: a qualidade do programa, instalações, empregabilidade de pós-graduação, responsabilidade social e inclusão. Este ranking chama atenção para o aspecto de que cada universidade possui pontos fortes que lhes são particulares, entendendo que ao avaliarem as IES apresentam possibilidades de escolhas aos alunos de acordo com o que buscam qualitativamente dessas instituições para atingirem os seus anseios profissionais (“QS World University Ranking: 2017,” 2017; Pechincha, Marques, & Cabral, 2015).

No quesito metodologia de avaliação, o QS utiliza indicadores a partir dos dados da Scopus da Elsevier, em aproximadamente oito categorias comparando o desempenho nacional em quatro áreas, isto é, System Strenght com base no desempenho das IES nos rankings internacionais; Accsess pautado na ampliação do acesso ao ensino superior de classe mundial; Flagship institution avaliando o desempenho principal das instituições do país dentro dos rankings globais; e Economic context por meio da avaliação do impacto do investimento nacional no ensino superior, tomando como parâmetros a situação financeira de cada país e, o seu desempenho no ranking internacional. (“QS World University Ranking: 2017,” 2017; Pechincha, Marques, & Cabral, 2015).

Em junho 2003 a Academic Ranking of World Universities (ARWU) lança a Classificação ou Índice de Xangai, criado pelo Centro de Universidades de Classe Mundial (CWCU), Graduate School of Education (anteriormente Instituto de Ensino Superior) da Xangai Jiao Tong University, China. Tal índice anualmente classifica 1200

universidades, publicando as 500 melhores universidades em nível global. A partir de 2009 o ARWU passou a ser publicado e protegido por direitos autorais pela Consultoria de Xangai. Essa Consultoria é uma organização independente, não vinculada legalmente a universidades ou agências governamentais, que se dedica a estudar assuntos ligados ao desempenho do ensino superior (“Academic Ranking of World Universities (ARWU),” 2018).

O ARWU, faz uso de indicadores focados no ensino, na investigação, e reputação, a partir dos dados da Web of Science da Clarivate Analytics para classificar as universidades mundiais, incluindo assim: o número de ex-alunos e investigadores que ganham prêmios Nobel e Medalhas Fields, número de pesquisadores altamente citados, número de artigos publicados nas revistas Nature e Science, número de artigos indexados em Índice de Citações da Ciência e desempenho per capita da universidade. Esse índice é considerado referência no ranqueamento das Instituições de Ensino Superior (IES) servindo de inspiração para a criação de uma série de outros sistemas de classificação em nível global (“Academic Ranking of World Universities (ARWU),” 2018; Aguillo, 2011; Takata, 2015).

O Times Higher Education World University (THE), em seus ranqueamentos utiliza tabelas de desempenho global que avaliam as universidades voltadas para a investigação, com foco em suas missões principais, ou seja, o ensino, a pesquisa, a reputação, a transferência de conhecimento e as perspectivas internacionais. Em suas classificações para as universidades Latino Americana, o THE utiliza de forma criteriosa os mesmos indicadores usados em sua classificação nos rankings de classe mundial. Nesse sentido as tabelas de desempenho estão diretamente relacionadas as missões acima citadas das universidades, com vistas a refletir de forma equilibrada as características das IES dos países do continente Latino Americano, caracterizados como emergentes. Os indicadores utilizados para a avaliação das universidades, tomam como referência os dados da base Web of Science da Clarivate Analytics (“Times Higher Education World University (THE),” 2018; Pechincha, Marques, & Cabral, 2015).

Em 2014, o Jornal Norte-Americano U.S. News cria o Best Glogal Universities Rankings, que classifica anualmente as 500 melhores universidades no cenário mundial, tendo como foco central os indicadores de investigação, a partir dos dados da

Web of Science da Clarivate Analytics, assim como os indicadores que refletem os aspectos reputacionais globais e regionais direcionados à investigação. Os idealizadores desse Ranking acreditam que as informações apresentadas sobre as universidades analisadas, globalmente, influenciam nas decisões dos estudantes que planejam se matricular fora de seu país de origem. Este Ranking classifica as melhores universidades concentrando-se especificamente na pesquisa acadêmica e reputação da escola em geral e não em seus programas separados de graduação ou pós- graduação, isso favorece aos candidatos compararem com precisão as instituições no cenário mundial (“Best Glogal Universities Rankings,” 2018; Pechincha, Marques, & Cabral, 2015).

 Rankings de investigação

Como os rankings direcionados a avaliar a reputação das IES focam no prestígio que essas adquirem em âmbito global ao longo dos anos, tomando como parâmetro a qualidade do trabalho acadêmico e científico desenvolvido, revestidos em prêmios, medalhas e publicações científicas em periódicos indexados em bases de dados altamente prestigiadas pelas comunidades científicas em nível global. Partimos para as considerações sobre os rankings centrados na investigação.

No caso do Centre for Science and Technology Studies (CWTS) da Universidade de Leiden, Países Baixos, cria o Leiden Ranking, este publica anualmente uma lista sobre o desempenho científico de mais de 900 universidades consideradas de excelência em todo o mundo. Seus indicadores são direcionados para as atividades científicas desenvolvidas no âmbito dessas IES. Os indicadores que essa base integra para suas classificações são retirados da base de dados bibliográfica Web of Science da Clarivate Analytics. Para os produtores desse Ranking, os dados que este apresenta fornece um conjunto sofisticado de indicadores bibliométricos sobre o impacto científico das universidades e o envolvimento dessas em colaboração científica ((CWTS), 2018; Pechincha et al., 2015).

Localizado na Espanha, o Scimago Lab, publica o Scimago Institutions Rankings (SIR). Este integra em suas listas três Rankings: investigação, inovação e visibilidade na Web. Com maior peso para a investigação. Atualmente as suas listas apresentam mais

de 5000 instituições e organizações que integram os sistemas de ensino superior, assim como sistemas de saúde, agências governamentais e empresas localizadas em todo o globo que desenvolvem atividades de investigação. Este Ranking também integra indicadores retirados integralmente da base de dados Scopus da Elsevier, da PATSTAT (inovação) e do Google e Ahrefs (visibilidade na Web) (Pechincha et al., 2015). Na mesma linha, apresenta-se o Performance Ranking of Scientific Papers for World Universities criado em 2007, realizado pela Universidade Nacional de Taiwan, cujas listas são publicadas anualmente e integram 500 universidades localizadas em todo o mundo. Este utiliza também indicadores bibliométricos para fazer os seus ranqueamentos a partir dos dados extraídos da Web of Science da Clarivate Analytics. Porém um diferencial desse Ranking que pode ser considerado um fator de exclusão para as áreas das Ciências Sociais, Artes e Humanidades é a não inclusão dos artigos científicos dessas áreas (Pechincha et al., 2015).

A partir de 2009 a Middle East Technical University de Ankara na Turquia passou a produzir o University Ranking by Academic Performance (URAP). Sua lista se renova anualmente e contempla 2000 universidades de todo o mundo. Este concentra suas forças em tornar as suas listas mais abrangentes possíveis no intuito de abarcar o maior número de universidades, não privilegiando somente as universidades consideradas de elite. Os indicadores bibliométricos que utiliza em suas classificações também são retirados da base de dados Web of Science da Clarivate Analytics (Pechincha et al., 2015).

 Outros Rankings

Outrossim há outros rankings que merecem destaque por ter grande reputação internacional, como é o caso do Ranking Web of Universities (www.webometrics.info), criado em 2004 e produzido pela Cybermetrics Lab, do Conselho Nacional Superior de Investigação Científica (CSIC) localizado na Espanha. A sua principal finalidade é promover a divulgação aberta do conhecimento científico, denominada de iniciativas de Acesso aberto. Este ranking é o resultado de uma série de trabalhos de pesquisa e, portanto, foi evoluindo ao longo do tempo, por meio da adaptação de metodologias aos resultados obtidos com as suas várias edições consecutivas. No entanto, as bases fundamentais foram estabelecidas a partir da edição de 2006. Utiliza indicadores sobre

visibilidade da base de dados Majestic SEO e da Ahrefs, assim como indicadores para caracterizar a presença e atividades desenvolvidas pelas IES das bases Google Search e Google Scholar (Aguillo, 2011; Pechincha et al., 2015). A popularidade mundial dos rankings universitários internacionais é fonte propulsora para o debate sobre a qualidade e o desempenho dos sistemas de ensino superior e tem impacto considerável na sociedade global à luz da internacionalização das IES. Rankings internacionais de maior reputação, como o já citado ARWU, incluíram como critério prioritário o desempenho dos documentos científicos para universidades mundiais. Este critério é considerado essencial para que Instituições altamente prestigiadas no cenário internacional façam parte de suas listas (Filippo, Casani, García-Zorita, Efraín- García, & Sanz-Casado, 2012).

O avanço no crescimento e na aceitação dos rankings universitários demonstram a sua utilidade como mecanismo de avaliação. Eles não somente são úteis para os responsáveis pela formulação de políticas, mas também disponibilizam informações sobre o prestígio das instituições. Tais ações são relevantes e contribuem na captura de recursos de forma efetiva para o financiamento de projetos e a viabilização de bolsas de estudos para mobilidade estudantil (alunos e professores). Essas classificações também influenciam a escolha dos estudantes da instituição onde pretendem efetivar a sua inscrição, servindo de atrativo para estudantes estrangeiros (Filippo et al., 2012).

Baseado em pesquisas de autores que se dedicam a estudos sobre ranqueamentos, Filippo, Casani, García-Zorita, Efraín-García, & Sanz-Casado (2012) afirmam que a posição de uma universidade em um determinado ranking, é fundamental para a promoção das suas atividades científicas, assim como para a divulgação da sua excelência educacional, de pesquisa, e para a sua reputação e efetividade na transferência de conhecimento. A posição que ocupa cada instituição depende fortemente das categorias e indicadores utilizados. No entanto, muitas críticas são aplicadas contra a formulação e a falta de transparência desses indicadores, dos procedimentos aplicados para o peso das variáveis, com forte tendência para as publicações científicas, em detrimento de outros aspectos importantes do desenvolvimento das atividades universitárias.

Em seu Relatório de Rankings de 2011, a Associação Europeia de Universidades ressalta que os rankings mais largamente aceitos, como: ARWU, QS e o THE, que publicam indicadores de apenas 200-500 universidades, representam apenas 1-2% no contexto mundial. Evidencia-se que a metodologia usada para a formulação desses rankings não é suficiente para fornecer dados confiáveis para mais de 700-1.200 instituições, devido à ampla variação das universidades não incluídas nas posições mais altas. Considera-se então essa metodologia como "elitista", na medida em que exclui a maioria das universidades mundiais. Por outro lado, quando os indicadores relativos são aplicados, as principais posições são para as instituições nas quais o desempenho por professor é alto (Filippo et al., 2012).

Outro fator preponderante a ser considerado no contexto da internacionalização da educação superior é o domínio das universidades de língua inglesa (que também não ocasionalmente são as mesmas universidades que oferecem os MOOCS), como pode ser observado no ranking das 20 maiores universidades do mundo, fornecido anualmente pelo ARWU. Segundo os dados desse ranking, aproximadamente dois terços das 100 maiores universidades do mundo pertencem a países de língua inglesa, e as demais adotaram cursos de língua inglesa em seus currículos. Na listagem de 2005 apresentada por Graddol, as 20 principais universidades pertencem a países de língua inglesa, com exceção da Ecole Polytechnique em França, a Universidade de Pequim na China e a Universidade de Tóquio no Japão. A propósito, essas três exceções possuem sites em inglês e também oferecem cursos em inglês (Finardi et al., 2015).

Essa questão potencializa a análise na sociedade atual de como o perfil de uma universidade pode afetar a sua posição nessas listas. Assim como quais seriam as melhores estratégias institucionais e as mais adequadas para a obtenção de maior visibilidade internacional, uma vez que se parte do princípio que a missão de uma IES está diretamente relacionada com o seu prestígio internacional, com base na posição que alcança na lista dos rankings internacionais. Dessa forma, se faz necessário considera-se que sendo a produção de conhecimento com qualidade, a missão primordial das universidades é essencial para que os critérios de avaliação sejam apresentados de forma clara e precisa, assim como seja determinado o que se deve

esperar ao analisar a posição dessas IES em rankings internacionais (Filippo et al., 2012).

A Tabela 4 fornece um resumo dos resultados distribuídos pelas regiões. Observa-se a liderança dos países da América do Norte, ao possuírem o maior número de universidades na categoria Top 100, em detrimento dos outros continentes como o Europeu, Ásia, entre eles o Brasil dentre outros.

Tabela 4 – Princípais números do Ranking Web, julho de 2010

Tabela 4 – Cifras principales del Ranking Web, Julio 2010

Região/País Top 100 Top 201 Top 500 Top 1000 Total

América do Norte 79 123 212 398 3485 Europa 16 60 222 415 4975 Asia 3 7 38 104 6142 Oceanía 1 6 15 35 149 Latino América 1 3 9 39 3486 México 1 2 5 907 Brasil 1 5 17 1494 Chile 1 1 3 81 Argentina 1 3 105 Colombia 3 282 Perú 2 93 Venezuela 2 55 Costa Rica 1 60 Porto Rico 1 40 Equador 1 70 Mundo Árabe 2 4 569 África 5 355 Total 19161 Fonte: (Aguillo, 2011, p. 173).

Levando em consideração a relevância dos ranqueamentos para a clarificação acerca dos reais benefícios dessas classificações para fins de reconhecimento e validação do trabalho acadêmico e científico desenvolvido pelos atores e instituições responsáveis pela consolidação do conhecimento científico em escala global, fez-se um levantamento nos rankings acadêmicos mundiais de 2017 e 2018 divulgado pela Webometcris, THE, ARWU e QS com o intuito de verificarmos se houve crescimento do número de instituições pontuadas nas categorias elencadas nas tabela 3 e 4 nos contexto europeus, brasileiros e português, tendo em vista a predominância dos primeiros lugares para os países localizados na América do Norte, em especial dos Estados Unidos, conforme demonstrado na tabela 5.

Tabela 5 - Ranking Acadêmico Mundial – ARWU, THE e QS

World Rank

ARWU (2017) THE (2018) QS (2018)

1 Havard University (EUA) University of Oxford