SECTION 3 PRINCIPLES OF OPERATION
2.10 OPERATING FUNCTIONS
1
PARA VOCÊ A IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID) É UMA MEDIDA POSITIVA NO SEU PROCESSO DE FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSOR DE MATEMÁTICA, OU NÃO? POR QUÊ?
BAO
Totalmente [positiva], porque você vê exemplos a seguir, ou não, na sala de aula e como os alunos se comportam. [...] como eu terminei o Ensino Médio o ano passado, só tinha a visão de aluno, não tinha a visão de como era para o professor. Aí, vi que é muito mais difícil para o professor que para o aluno, ali, tendo todas as matérias, muito mais difícil.
EOSB
Sim, porque a gente tem uma vivência já na sala de aula. Nós vamos nos formar e depois entrar na sala de aula sem saber o que vai acontecer. Tanto que hoje já estou na sala de aula e o PIBID me ajudou bastante, porque eu já tinha entrado, já tinha sentido como era, então, eu entrei mais confiante na sala de aula. O PIBID ajuda muito.
JCM
Eu creio que sim, porque no PIBID, em um primeiro momento, todos nós fazemos uma observação na escola e podemos constatar as maiores dificuldades do aluno e, assim, desenvolver um projeto que é focado exatamente nesta dificuldade específica que foi constatada. Então, acho muito positivo, porque a gente vai trabalhando uma dificuldade de cada vez.
MLV
Sim, claro que sim. Para mim o PIBID foi uma forma de conhecer o olhar de um professor. Eu nunca tinha percebido este olhar. Por exemplo, quando eu estava na escola, para mim era tudo normal, o professor não fazia nada, só dava nota e normal. Agora eu estou vendo como ele é cobrado, que o diário tem que ser bem preenchido, o olhar de professor está sendo muito diferente daquele que eu tinha como aluno. Então, sim, o PIBID me ajuda muito, na minha carreira também.
TPF
Eu acho que sim, porque faz com que a gente vivencie a realidade escolar antes do término do curso. Eu sempre gostei da docência e nunca tive dúvida que eu queria ser professora. Isso [Referindo-se ao PIBID] só me fez ter a certeza e gostar mais de ter o contato [com a docência]. Antes eu pensava: “Meu Deus, eu quero ir logo
[Referindo-se ao início da prática docente], como eu vou fazer?”. Aí, surgiu o PIBID,
que me mostrou as metodologias diferenciadas. Nossa, uma maravilha, porque ninguém gosta de Matemática; são poucos os alunos que gostam da matéria e, assim, fez com que eu aprendesse modos diferentes de ensinar Matemática, que é o que eu gosto de fazer e faz com que os alunos gostem também – não sei se gostar é a palavra ideal, mas... [...] Mas, é porque a gente não pode ensinar ninguém a gostar, mas, pelo menos, pode incentivar a pessoa a trabalhar aquilo
[Referindo-se à matéria, à Matemática].
VAFV
Sim, eu considero uma medida positiva, porque possibilita que a gente vivencie o ambiente em que será inserido na prática, pois, muitas vezes, a dúvida do professor que está iniciando é como lidar com o seu ambiente de trabalho, e a gente, aqui, está vivenciando na prática um pouco desta experiência, então, considero uma medida importante na nossa formação inicial.
AGRUPAMENTO DAS RESPOSTAS
2
AO OBSERVAR AS DIFERENTES AÇÕES METODOLÓGICAS UTILIZADAS PELOS
PROFESSORES DE MATEMÁTICA DAS ESCOLAS, VOCÊ PODERIA
INDICAR/DESCREVER QUAIS CONSIDERA INTERESSANTES E QUAIS AS
DESINTERESSANTES?
BAO
Tem uma professora que interage muito com os alunos. Ela é totalmente liberal, mas na hora que ela vira, os alunos ficam quietos e começam a prestar total atenção na aula. Já, o negativo, é que tem professor que está de costas, está de frente e não resolve nada. Lá tem professor assim. [...] tem professor que fala que vai até sair da escola, que não conseguiu dar todo o conteúdo que deram para ele.
EOSB
[...] eu gosto de uma aula diferente. As aulas da professora “PR” que eu já assisti são diferentes, ela traz material concreto e eles [os alunos] mexem. Então, eu acho que é mais fácil para eles assimilarem o conteúdo. A outra professora já não gosto muito [porque] é mais tradicional, principalmente com o programa do governo. Eu percebo que, simplesmente, eles [Referindo-se aos professores] pegam a apostila e determinam para os alunos que façam páginas, depois corrigem aquelas páginas, e assim vai indo. Basicamente, é isso mesmo que ela faz [Referindo-se à professora
cujas aulas a entrevistada não gosta]. [...] Eu acho interessante trabalhar a
apostila, mas fazer um conteúdo diferente, para que os alunos assimilem, porque a apostila já é difícil. Eu acho que teria que diferenciar para eles conseguirem aprender, embora tenha alguns exercícios diferentes na apostila também, principalmente de Geometria. [...] Mas eu acho que tem professora que deixa de lado a Geometria.
JCM
Uma ação que eu achei muito interessante é a que o professor passa o exercício, ele dá um tempo para o aluno responder e, assim, conforme ele vai corrigir, ele não simplesmente dá a resposta, ele tenta resolver junto com a sala. Então, ele escuta o que a sala está falando. Às vezes, um aluno fala algum passo errado e ele continua neste passo errado só para mostrar ao aluno: “Olha não vai dar deste
jeito. Vamos voltar aqui, tentar de outra forma.”. Eu acho muito interessante,
porque assim o professor constrói o conhecimento junto com os alunos. De negativo, eu já acho que tem professor que passou o exercício, mal deu tempo do aluno responder e já está querendo dar a resposta, ou que, muitas vezes, o aluno está precisando só de um empurrãozinho para conseguir chegar lá e o professor não quer dar, porque quer que o aluno faça exclusivamente sozinho o exercício. Em minha opinião, eu acho que, muitas vezes, o aluno sabe fazer sozinho, mas ele precisa de um pequeno empurrão para ter confiança para fazer só.
MLV
Eu percebo que alguns professores têm mais dificuldade de controlar a sala, outros nem tanto. Eu considero como boas professoras a “PR” e a “PMF”, pois, no meu ponto de vista, elas conseguem controlar uma aula, aplicar uma boa didática, ter um bom desempenho dentro de sala de aula. Ah, a “PRN” também, mas como é 5ª série, o pessoal já é mais extrovertido [Referindo-se aos alunos], então, ela consegue dar uma boa aula. Mas o “PM”... não sei se é pela sala, ou por ele, às vezes, a gente percebe que ele tem certa dificuldade para controlar [os alunos]. Então, certas coisas, sim [Referindo-se às metodologias e didáticas], eu vejo que têm coisas que eu faria em uma e não faria em outra [situação]. [Sobre as
metodologias que pretende aplicar] Acho que parte da “PMF” [Referindo-se à metodologia aplicada pela professora], pois ela se impõe na sala como professora.
ela recebe é muito boa. Então, esta atenção que eu vi que ela consegue ter é que eu quero estabelecer para mim. A “PMF” traz bastante coisa inovadora, a “PR”, que é da 6ª série, também traz bastante coisa inovadora, é uma professora, digamos, bem atualizada, então isso é outra coisa que eu gostaria de adquirir, um potencial para dar uma boa aula.
TPF
Eu fiquei com as professoras “PV” e “PC”, e o professor “PR”. [...] a professora “PV” interage mais com os alunos, ela é bem descontraída, fala a língua deles e consegue levar uma aula bem tranquila. O professor “PR” e a professora “PC” já são mais rígidos, mas os alunos respeitam, se intimidam com a rigidez deles. Com a “PV” eles têm mais intimidade, então conversam mais com ela. [...] Interagir com os alunos faz com que eles gostem mais do professor. [...] É mais interessante. Agora, não digo ser desinteressante, mas ao ser muito fechado [Referindo-se ao
comportamento do professor], o aluno tem medo de chegar ao professor, não que
seja desinteressante...
VAFV
Aqui, na “Escola LG”, onde a gente faz o PIBID, tem uma abordagem diferente, então, ainda não tive a possibilidade de ver algo que me desinteressasse. Os professores costumam trabalhar sempre da maneira mais diferenciada possível, eles enfeitam a sala, colocam tudo visível ao aluno, fica tudo bem claro na mente do aluno. Então, é algo que me interessa e não tive a possibilidade de ver algo desinteressante.
AGRUPAMENTO DAS RESPOSTAS
3
O PIBID PERMITE QUE OS BOLSISTAS VIVENCIEM A REALIDADE ESCOLAR DESDE O INÍCIO DO CURSO. INSERIDO NO COTIDIANO ESCOLAR POR MEIO DO PIBID VOCÊ OBSERVA AÇÕES QUE INTEGRAM A UNIVERSIDADE E A ESCOLA? EM CASO AFIRMATIVO, QUAIS SÃO ELAS?
BAO
O conteúdo é muito junto, bem impactante. Assim, sempre o que está sendo dado na faculdade, é o que eles estão dando na escola também. [...] Um exemplo de Geometria, que a gente teve neste semestre. Eles estavam dando no 5ª e no 7º ano [Referindo-se à escola pública]. [...] Era Geometria Plana, só mostrando o que era vértice, aresta e os sólidos [Porque era de Fundamental I e II].
EOSB
Foi a partir do segundo semestre e eu acredito que sim, porque o projeto que a gente faz no PIBID, pelo menos para mim, me ajudou muito. Até nos meus trabalhos, no Projeto de Inovação Pedagógica (PIP), tanto é que eu me inspirei no PIBID para o meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Eu vou falar sobre os jogos, porque, até então, eu achei que dar aula seria tradicional. Chegar lá, passar o conteúdo. [Do conhecimento dos jogos como metodologia de ensino e a
contribuição do PIBID neste sentido] Sabia, mas eu não tinha me atentado ao
assunto. [...] Foi o PIBID que clareou a ideia e, de uma forma, ou de outra, ajudou- me até no PIP, até para apresentar os trabalhos.
EOSB
Acho que me ajudou em tudo. [O PIBID melhorou o seu dia a dia na universidade?] Acredito que sim, [através] da convivência com as pessoas. É preciso conversar, falar. Acredito que sim. Ajudou-me bastante.
JCM
Sim, sim. [Exemplo] O próprio projeto que os “Pibidianos” fazem já é uma integração escola e universidade. Muitas vezes eu estou vendo uma matéria na faculdade que casa com o que os alunos estão tendo aqui. Eu lembro-me que tinha acabado de entrar, foi a minha primeira semana no PIBID, e eu nunca tinha vindo à escola depois de formado. Eu estava tendo Geometria na faculdade, aí, eu vim assistir uma aula da 8ª série e o pessoal estava tendo a mesma matéria, então, eu achei muito legal, porque, muitas vezes, a matéria casa. No começo do ano eu estava tendo Probabilidade e eu fui acompanhar o 2º ano e eles
[Referindo-se aos alunos da série] também estavam tendo, então, é uma coisa
boa, pois conforme eu vou aprendendo lá na universidade, eu consigo ajudar mais os alunos aqui, na escola.
MLV
A universidade com a escola... Não sei... É um exemplo bom... Mas eu, o “AV” e o “AB”4 já demos uma aula do Excel aqui [Referindo-se à escola em que atuam
através do PIBID]. Então, algumas práticas que a gente aprendeu com a professora
“PC”, a gente trouxe para cá também. [...] é a professora da Universidade que dá aula de Excel para gente no laboratório de informática. Algumas coisas que eu aprendi com ela transmiti para os alunos, tanto eu, quanto “AV” e o “AB”. [Sobre o
conhecimento do programa Excel] Já conhecia, eu já tinha feito curso, mas como
eu não trabalho com isso, eu já tinha esquecido. Achei que nem ia utilizar, então, quando eu entrei no curso de Excel pela Universidade, deu para relembrar bastante coisa. Aí o “AV” montou uma aula, eu e o “AB” também conseguimos mostrar, trazer uma coisa da faculdade para a escola.
TPF
No segundo semestre [...] observando as aulas, o conteúdo anda mais ou menos junto. Foi mais interessante para mim, porque tinha conceitos básicos que eu não lembrava, mas, aí, vendo as aulas, o professor estava dando aquele conceito básico que eu precisava usar para fazer algo mais complexo utilizado na
universidade. Isso é o que anda junto, o conteúdo, querendo ou não, anda junto. [...] Às vezes, eu lembrava, às vezes, eu falava: “Nossa! Graças a Deus, veio uma
luz!”, porque eu não lembrava.
VAFV
[...] Sim, em vários aspectos, principalmente, no conteúdo que a gente aprende nas aulas de cálculo do curso [da universidade] e aqui como o professor trabalha com os alunos. E, além desta parte do conteúdo do cálculo, a gente percebe outras abordagens, como o planejamento, a didática, as abordagens de ensino. Por exemplo, eu identifiquei que esta é uma escola humanista [Referindo-se à
escola em que atua através do PIBID], tem aula de protagonismo com os alunos e
o Humanismo diz que o aluno é o protagonista do seu processo de ensino- aprendizagem. Então, eu consigo perceber vários aspectos que a gente aprende na teoria e aqui na prática. [...] O PIBID possibilitou que a gente pudesse ver essa integração, se não tivesse o PIBID... [Não seria possível] Eu acho que não.
AGRUPAMENTO DAS RESPOSTAS
4
DESCREVA ALGUMAS AÇÕES QUE VOCÊ VIVENCIOU NAS REUNIÕES COM AS COORDENADORAS DO PIBID E QUE CONTRIBUÍRAM PARA A SUA FORMAÇÃO PROFISSIONAL.
BAO
As palestras com pessoas diferentes [Referindo-se a palestrantes externos à
instituição de ensino]. Eu acho interessantes as palestras que mostram um jeito
diferente de se ver, um jeito diferenciado que a Coordenadora mostra nas reuniões
[Como, por exemplo, a palestra sobre a identidade do professor].
EOSB
[...] teve uma palestra que... Não me lembro de onde ela é... Uma moça...
[Referindo-se à palestrante e à palestra sobre a identidade do professor e perguntado se conhecia o tema] Já ouvi, mas, infelizmente, o que a gente ouve
fora, até mesmo dos professores... [Exemplificou] “Eu não acredito que você vai ser professor!”. Eu acho que, se você vai ser professor, tem que amar aquilo
[Referindo-se à profissão], você tem que querer e, por mais que você tenha muita
dificuldade para chegar lá, você tem que gostar e ela [Referindo-se novamente à
palestrante] destacou isso: amor pela profissão. Infelizmente, o que eu posso
perceber é que, principalmente quem faz Pedagogia, que teria que ser o [aluno,
indivíduo] mais diferenciado, porque cuidará dos pequenininhos, faz o curso por
ser mais fácil, mais acessível e o mercado de trabalho é muito amplo.
EOSB
[Exemplifica o pensamento do aluno do Curso de Pedagogia] “Então eu vou fazer
Pedagogia que está mais fácil”. É o que a gente percebe. Infelizmente, é isso! Não é porque gosta de ensinar. Têm muitos que não sabem nem como se portar. Na verdade, é isso que eu percebo, infelizmente.
JCM
Eu acho que sempre são apresentadas coisas diferentes. Trazem para a gente jogos, atividades, como uma das atividades que eu participei lá [Referindo-se à
reunião com a Coordenadora na Universidade] e que eu trouxe para alguns alunos
aqui [Referindo-se à escola], que foi o “Tangram”. Eles adoram. Eu passei o desenho, ajudei a recortar, aí, eu mostrei como montar algumas figuras. [...] Isso eu fiz num horário de sala de aula, [enquanto] o professor estava passando algumas atividades. Já era uma aula destinada para algumas coisas diferenciadas, aí, cada grupo de alunos estava com uma atividade diferente e eu ajudei os que estavam com o “Tangram” e tinha uns alunos que estavam com um jogo que foi produzido o ano passado [...] pelo PIBID. [...] Eu ajudei a produzi-lo. Eu não entrei na ideia inicial do jogo, mas eu entrei em sua construção.
MLV
Olha, não sei se como professor, eu acho que também, mas mais como um meio. Uma palestra que a nossa Coordenadora fez sobre o número de aulas ajudou-me um pouco no trabalho da universidade e também pode ser um ambiente de pesquisa no futuro profissional, caso eu não queira ser professor, mas eu quero, mas têm outros meios.
TPF Sim, os vídeos que foram passados, a oficina trabalhada nas reuniões fez com que agregasse muito.
VAFV
Nas reuniões com as Coordenadoras do PIBID por diversas vezes nós aprendemos, tivemos alguns desafios a serem desenvolvidos e que, eu creio, somaram [e
contribuíram] para a minha formação, minha experiência profissional, minha
formação no curso, e que possibilitaram ver maneiras diferentes daquele conteúdo que a gente vê na universidade.
AGRUPAMENTO DAS RESPOSTAS
5
DESCREVA ALGUMAS AÇÕES QUE VOCÊ VIVENCIOU NAS REUNIÕES COM AS COORDENADORAS DO PIBID E QUE CONTRIBUÍRAM PARA A SUA ATUAÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR.
BAO Por enquanto, não, talvez mais à frente.
EOSB Acredito que as minhas aulas de agora em diante, na maioria das vezes, será através de jogos. Vou tentar sempre diferenciar.
JCM
[...] Eu acho que tanto a formação profissional, quanto o ambiente escolar, são duas faces de uma mesma moeda, porque o ambiente escolar é formado pela formação do professor, por isso que, creio eu, que muitas salas se comportam de um jeito com um professor e com outro professor totalmente diferente. Para mim isso ocorre devido à metodologia de cada um, à formação de cada um e pelo jeito que cada um se porta. Então, eu acho que o PIBID tem esse efeito positivo, tanto para a minha formação profissional, quanto para o ambiente escolar.
MLV Ainda não, ainda não percebi isso aqui, das reuniões para cá. Acho que ainda não, não houve [Referindo-se à contribuição] para mim.
TPF
Acredito que as oficinas. Às vezes, a sala está muito agitada, o professor não consegue dar uma aula e, aí, você dá alguma coisa diferente, os alunos gostam e se interessam e você consegue passar o conteúdo através daquilo.
VAFV
Muitas vezes, nas reuniões, a gente teve a possibilidade de ver os jogos dos alunos do PIBID, os quais são trabalhados com os conteúdos para facilitar o processo de ensino do aluno. Isso abriu o nosso leque, a gente viu que existem outras formas de ensinar aquele conteúdo, então, isso nos proporciona uma maneira diferente de lidar dentro da sala de aula. Além disso, houve a formação para lidar com os alunos dentro da sala de aula, que também ajudou bastante.
AGRUPAMENTO DAS RESPOSTAS
6
DESCREVA ALGUMAS AÇÕES QUE VOCÊ VIVENCIOU NAS REUNIÕES COM O(A) SUPERVISOR(A) DO PIBID E QUE CONTRIBUÍRAM PARA A SUA FORMAÇÃO PROFISSIONAL.
BAO
A experiência dela. Ela já tem muitos anos de cargo e conta tudo que já viveu, e também tudo o que vive. [Como a Supervisora aproveita os momentos de
reunião] Ela fala sobre temas da escola, sobre como está a Diretoria de Ensino,
sobre tudo. [E têm coisas que você nem imaginava que acontecia?] Ela fala que tem todo o tipo de pessoa em sala de aula, que eu não acreditava. [Na própria
escola de vocês ou em outras?] Não. Em outras que ela trabalhou.
EOSB
Na formação profissional? A Supervisora tenta deixar a gente a par de muitas coisas [como, por exemplo] a questão de preenchimento de diário, o que a gente pode fazer ou não, ela explica muito, o que a gente pode fazer na sala de aula, como a gente pode tratar o aluno. [As questões que vocês discutiram nessas
reuniões, você está levando para a sua docência?] Sim, pois ajudou bastante na
formação profissional.
JCM
A minha Supervisora sempre procurou trazer bastante da teoria. Ela traz muitos assuntos que dizem respeito ao professor que já está atuando. Ela traz coisas sobre licença prêmio, férias e “abonada”. Ela sempre tenta esclarecer o máximo possível de dúvidas, pois, muitas vezes, quando você ingressa [Referindo-se ao
ingresso no mercado como profissional da Educação], você não sabe, muitas
vezes ninguém te conta e você só aprende conforme vai atuando.
MLV
Por exemplo, planejamento de aula, ela fala bastante. [Ela ensina a fazer?] Sim, ela que nos encoraja a vir e a dar aula. A nossa Supervisora é bem rígida, mas, ao mesmo tempo, ela é “bem solta com a gente” [Referindo-se à descontração,
desinibição, afabilidade da Supervisora em relação aos alunos bolsistas do PIBID].
[...] Ela conversa sobre plano de aula, sobre coordenadorias, como o Professor de Matemática é cobrado, então, como futuro professor, ela ajuda muito.
TPF
As informações que ela trouxe em pauta, porque, às vezes, a gente quer saber alguma coisa sobre o professor. Ela [Supervisora] trazia as pautas de licença prêmio, de como funciona a categoria, os concursos, então isso ajudou. [Sobre a
discussão acerca das diversas metodologias] Ela sempre levava atividades para a
gente ter ideia de como fazer. Atividades que ela já teria trabalhado, ou que iria aplicar para a gente dar uma opinião de como aplicar... [...] As pautas são bem interessantes.
VAFV
O novo modelo de escola do estado vai ser o ensino integral, e eu não conhecia este programa, eu não sabia, eu conhecia o ensino regular e, a partir das reuniões com a Supervisora, ela comentou como são trabalhados os conteúdos, o planejamento, o planejamento horizontal, vertical, bimestral, semestral, anual, plano de ação. [...] Eu não conhecia, mas nas reuniões eu pude perceber o quão importante é [o projeto] e como são desenvolvidos os requisitos no ensino integral.