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SILVANA – Para você a implantação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) é uma medida positiva no seu processo de formação inicial de professor de Matemática, ou não? Por quê?
EOSB – Sim, porque a gente
tem uma vivência já na sala de aula. Nós vamos nos formar e depois entrar na sala de aula sem saber o que vai acontecer. Tanto que hoje já estou na sala de aula e o PIBID me ajudou bastante, porque eu já tinha entrado, já tinha sentido como era, então, eu entrei mais confiante na sala de aula. O PIBID ajuda muito.
SILVANA – Quando você
entrou você não sentiu aquele frio na barriga (risos)?
EOSB – É já não senti tanto o
frio... (risos). Ainda senti um pouco, no caso eu já era titular. Mas depois já dá... Acho que depois vão vir essas perguntas ainda, mas auxilia muito, até na questão de preenchimento de documentos, tudo. SILVANA – Ao observar as diferentes ações metodológicas utilizadas pelos professores de Matemática das escolas, você poderia indicar/descrever quais considera interessantes e quais as desinteressantes? EOSB – Então, eu gosto de
uma aula diferente. As aulas da professora “PR” que eu já assisti são diferentes, ela traz material concreto e eles [os alunos] mexem. Então, eu acho que é mais fácil para eles assimilarem o conteúdo. A outra professora já não gosto muito.
SILVANA – Por que ela é mais tradicional?
EOSB – É mais tradicional,
principalmente com o programa do governo. Eu percebo que, simplesmente, eles [Referindo-
se aos professores] pegam a
apostila e determinam para os alunos que façam páginas,
depois corrigem aquelas
páginas, e assim vai indo. Basicamente, é isso mesmo que ela faz [Referindo-se à
professora cujas aulas a entrevistada não gosta].
SILVANA – Então você não acha interessante?
EOSB – É, eu não acho
interessante. Eu acho
interessante trabalhar a
apostila, mas fazer um
conteúdo diferente, para que os alunos assimilem, porque a apostila já é difícil. Eu acho que teria que diferenciar para eles conseguirem aprender, embora
tenha alguns exercícios
diferentes na apostila também, principalmente de Geometria.
SILVANA – É muita, muita coisa boa.
EOSB – Mas eu acho que tem
professora que deixa de lado a Geometria.
SILVANA – Você assistiu o trabalho do professor “PR”? Você se identificou com este trabalho?
EOSB – Assisti. É, realmente
tem professor que deixa de lado.
SILVANA – O PIBID permite que os bolsistas vivenciem a realidade escolar desde o início do curso. Inserido no cotidiano escolar por meio do PIBID você observa ações que integram a Universidade e a Escola? Em caso afirmativo, quais são elas? EOSB – Foi a partir do
segundo semestre e eu
acredito que sim, porque o projeto que a gente faz no PIBID, pelo menos para mim, me ajudou muito. Até nos meus trabalhos da universidade, tanto é que eu me inspirei no PIBID para o meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Eu vou falar sobre os jogos, porque, até então, eu achei que dar aula seria tradicional. Chegar lá, passar o conteúdo.
SILVANA – Você não sabia que existia a metodologia de jogos?
EOSB – Sabia, mas eu não
tinha me atentado ao assunto.
SILVANA – Então não foram a aulas da universidade, foi o PIBID que te trouxe isso?
EOSB – Foi o PIBID que
clareou a ideia e, de uma forma, ou de outra, ajudou-me
até no trabalho da
universidade, até para
apresentar os trabalhos. Acho que me ajudou em tudo.
SILVANA – A sua presença no PIBID melhorou o seu dia a dia na universidade? Contribuiu para a sua desenvoltura?
EOSB – Acredito que sim,
[através] da convivência com
as pessoas. É preciso
conversar, falar. Acredito que sim. Ajudou-me bastante.
SILVANA – Então, na sua concepção, contribuiu para a sua formação como aluno e como futuro professor, e também para a sua atuação na escola.
SILVANA – Descreva algumas ações que você vivenciou nas reuniões com as Coordenadoras do PIBID e que contribuíram para a sua formação profissional.
EOSB – Eu acho que algumas
aulas na universidade e teve uma palestra que... Não me lembro de onde ela é... Uma
moça... [Referindo-se à palestrante] que destacou muito o trabalho do professor.
SILVANA – Ela falava da identidade do professor?
EOSB – Isso.
SILVANA – Você nunca tinha ouvido falar sobre o tema?
EOSB – Já ouvi, mas,
infelizmente, o que a gente ouve fora, até mesmo dos professores... [Exemplificou] “Eu não acredito que você vai ser professor!”.
Eu acho que, se você vai ser professor, tem que amar aquilo
[Referindo-se à profissão], você
tem que querer e, por mais que você tenha muita dificuldade para chegar lá, você tem que gostar e ela [Referindo-se
novamente à palestrante]
destacou isso: amor pela profissão.
SILVANA – Nesta palestra que você assistiu no PIBID foi a primeira vez que você ouviu alguém falando sobre o tema, ou você já tinha ouvido alguma coisa anteriormente?
EOSB – Eu acredito que foi
uma das primeiras vezes, que sempre destaca que ama muito a profissão.
SILVANA – Você acha que na Graduação os professores não mostram este olhar que a palestrante do PIBID mostrou?
EOSB – Isso. Infelizmente, o
que eu posso perceber é que,
principalmente quem faz
Pedagogia, que teria que ser o
[aluno, indivíduo] mais
diferenciado, porque cuidará dos pequenininhos, faz o curso por ser mais fácil, mais acessível e o mercado de
trabalho é muito amplo.
[Exemplifica o pensamento do aluno do Curso de Pedagogia] “Então eu vou fazer Pedagogia que está mais fácil”. É o que a
gente percebe. Infelizmente, é isso! Não é porque gosta de ensinar. Têm muitos que não sabem nem como se portar. Na
verdade, é isso que eu
percebo, infelizmente.
SILVANA – Você acredita que
a palestra que o PIBID
ofereceu em uma das reuniões agregou valor a sua formação profissional ao mostrar a identidade do professor e como se valorizar?
EOSB – Isso.
SILVANA – Você falou dos jogos e que foi assistindo a
aplicação dos jogos na
Coordenação que você trouxe para escola, é isso? Se você não tivesse aprendido os jogos
pelo PIBID, você não
conseguiria tê-los trazidos para o ambiente escolar?
EOSB – Sim. Acredito que as
minhas aulas de agora em diante, na maioria das vezes, será através de jogos, para tentar sempre diferenciar.
SILVANA – Descreva algumas ações que você vivenciou nas reuniões com o(a) Supervisor(a) do PIBID e que contribuíram para a sua formação profissional.
EOSB – Na formação profissional?
SILVANA – Sim.
EOSB – A Supervisora tenta
deixar a gente a par de muitas coisas [como, por exemplo] a questão de preenchimento de diário, o que a gente pode fazer ou não, ela explica muito, o que a gente pode fazer na sala de aula, como a gente pode tratar o aluno.
SILVANA – As questões que
vocês discutiram nessas
reuniões, você está levando para a sua docência?
EOSB – Sim, pois ajudou
bastante na formação
profissional.
SILVANA – Descreva algumas ações que você vivenciou nas reuniões com o(a) Supervisor(a) do PIBID e que contribuíram para a sua atuação no ambiente escolar. E na sala de aula, nas intervenções com o acompanhamento do Supervisor?
EOSB – Acredito que ela deu
algumas dicas para a aplicação de aulas e a gente teve algumas aplicações de aulas.
SILVANA – Ela deixou vocês aplicarem alguma coisa?
EOSB – Ela pediu, foi a “AP”
que aplicou as “Barras de Napier”. Então, ela dava orientação na questão do plano de aula.
SILVANA – Ela não deixa aplicar sem o plano?
EOSB – Não. Aqui pelo menos
eles exigem o plano de aula.
SILVANA – Você acha que o PIBID tem contribuído para a melhoria da qualidade do ensino nas escolas? Em caso afirmativo, explique de que maneira.
EOSB – Sim.
SILVANA – Você acha que é uma coisa que tá acontecendo de verdade?
EOSB – Eu acredito que sim.
Embora eu ache que sejam poucas escolas que participam.
SILVANA – Do PIBID?
EOSB – É.
SILVANA – Eu não tenho uma estatística.
EOSB – Eu não sei, mas, ao
menos, onde eu estou,
projeto.
SILVANA – É? Na escola em que você está trabalhando?
EOSB – É.
SILVANA – Não tem PIBID nesta escola?
EOSB – Não tem. Tem um
professor que faz o PIBID de Filosofia, mas faz em outra escola. Ele dá aula junto
comigo. Mas, muitos nem
conheciam.
SILVANA – Você acha que a escola que tem o PIBID, apresenta melhorias?
EOSB – Eu acredito que sim,
porque muitos nem conhecem a Matemática através de jogos.
SILVANA – Como você avalia a sua atuação/participação no PIBID?
EOSB – Avaliar-me é meio
difícil.
SILVANA – Como você se vê no projeto?
EOSB – Eu acho que melhorei
bastante.
SILVANA – Como?
EOSB – Quando eu iniciei na
primeira turma, meio que a turma fez... [Referindo-se a
certo clima de intimidação, constrangimento], e eu fiquei
na retaguarda. Mas, agora eu tomei a frente, porque eu já estou no segundo ano, então, eu já “levei o carro”, vamos
assim dizer [Referindo-se à
própria atitude de segurança em relação à turma].
SILVANA – Que bacana!
EOSB – Eu acho que tive uma
progressão.
SILVANA – Você sente isso?
EOSB – Eu sinto que sim.
SILVANA – Você acredita que irá optar pela docência na escola pública, depois de formada?
EOSB – Sim.
SILVANA – Você pretende
exercer a profissão docente?
EOSB – Sim.
SILVANA – Quando você
começou a fazer o curso, você já tinha essa certeza?
EOSB – Já, já queria ser
professora.
SILVANA – O PIBID contribuiu para esta decisão?
EOSB – Eu queria ser
professora, sim, pela questão até de ter três filhos, gostaria de ter um auxilio maior para eles. Até mesmo no horário diversificado, poder dar uma atenção maior para eles, essas coisas todas. E o PIBID fez-me querer mais, pela questão de entrar na sala e ver que realmente é aquilo, por mais que no primeiro ano eu tivesse uma quinta série que era meio “arretada”, mas, mesmo assim, eu gostava do que estava sentindo ali. Eu gosto.
JCM
20 anos – 1,6 ano de atuação no PIBID.
SILVANA – Para você a implantação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) é uma medida positiva no processo de formação inicial do professor de Matemática, ou não? Por quê?
JCM – Eu creio que sim,
porque no PIBID, em um primeiro momento, todos nós fazemos uma observação na escola e podemos constatar as maiores dificuldades do aluno e, assim, desenvolver um
projeto que é focado
exatamente nesta dificuldade específica que foi constatada. Então, acho muito positivo, porque a gente vai trabalhando uma dificuldade de cada vez.
SILVANA – Você falou que faz observações. Ao observar os alunos, você acaba observando também os professores?
JCM – Exato.
SILVANA – Aproximadamente quantos professores têm aqui?
JCM – Mais ou menos...
SILVANA – Professores de Matemática.
JCM – De Matemática? Eu
acho que deve ter por volta de doze.
SILVANA – Você já assistiu à aula de quase todos?
JCM – Olha, tirando os
professores da noite, creio eu que já assisti de todos. E de muitos professores que já não estão mais aqui, porque, no
meio do ano, muitos
professores perderam o cargo e entraram novos professores, então, eu tive a oportunidade de assistir à aula de muitos professores.
SILVANA – Ao observar as diferentes ações metodológicas utilizadas pelos professores de Matemática das escolas, você poderia indicar/descrever quais considera interessantes e quais as desinteressantes? JCM – Uma ação que eu achei
muito interessante é a que o professor passa o exercício, ele dá um tempo para o aluno responder e, assim, conforme ele vai corrigir, ele não simplesmente dá a resposta, ele tenta resolver junto com a sala. Então, ele escuta o que a sala está falando. Às vezes, um aluno fala algum passo errado e ele continua neste passo errado só para mostrar ao aluno: “Olha não vai dar deste
jeito. Vamos voltar aqui, tentar de outra forma.”. Eu acho muito
interessante, porque assim o
professor constrói o
conhecimento junto com os alunos.
De negativo, eu já acho que tem professor que passou o exercício, mal deu tempo do aluno responder e já está querendo dar a resposta, ou que, muitas vezes, o aluno está
precisando só de um
empurrãozinho para conseguir chegar lá e o professor não quer dar, porque quer que o aluno faça exclusivamente sozinho o exercício.
Em minha opinião, eu acho que, muitas vezes, o aluno sabe fazer sozinho, mas ele
precisa de um pequeno
empurrão para ter confiança para fazer só.
SILVANA – O PIBID permite que os bolsistas vivenciem a realidade escolar desde o início do curso. Inserido no cotidiano escolar por meio do PIBID você observa ações que integram a Universidade e a Escola? Em caso afirmativo, quais são elas?
JCM – Sim, sim.
SILVANA – O quê, por
exemplo?
JCM – O próprio projeto que os
“Pibidianos” fazem já é uma
integração escola e
universidade.
Muitas vezes eu estou vendo uma matéria na faculdade que casa com o que os alunos estão tendo aqui.
Eu lembro-me que tinha
acabado de entrar, foi a minha primeira semana no PIBID, e eu nunca tinha vindo à escola depois de formado. Eu estava tendo Geometria na faculdade, aí, eu vim assistir uma aula da 8ª série e o pessoal estava tendo a mesma matéria, então, eu achei muito legal, porque, muitas vezes, a matéria casa. No começo do ano eu estava tendo Probabilidade e eu fui acompanhar o 2º ano e eles
[Referindo-se aos alunos da série] também estavam tendo,
então, é uma coisa boa, pois conforme eu vou aprendendo lá na universidade, eu consigo ajudar mais os alunos aqui, na escola.
SILVANA – Descreva algumas ações que você vivenciou nas reuniões com as Coordenadoras do PIBID e que contribuíram para a sua formação profissional. JCM – Então, a Coordenadora? SILVANA – Sim. A Coordenadora do PIBID na universidade.
JCM – Ah, está bem!
SILVANA – Da reunião que é feita na universidade.
JCM – Eu acho que sempre
são apresentadas coisas
diferentes. Trazem para a gente jogos, atividades, como
uma das atividades que eu participei lá [Referindo-se à
reunião com a Coordenadora na Universidade] e que eu
trouxe para alguns alunos aqui
[Referindo-se à escola], que foi
o “Tangram”. Eles adoram. Eu passei o desenho, ajudei a recortar, aí, eu mostrei como montar algumas figuras.
SILVANA – Isso você fez no horário de sala de aula, ou não?
JCM – Isso eu fiz num horário
de sala de aula, [enquanto] o professor estava passando algumas atividades. Já era uma aula destinada para algumas coisas diferenciadas, aí, cada grupo de alunos estava com uma atividade diferente e eu ajudei os que estavam com o “Tangram” e tinha uns alunos que estavam com um jogo que foi produzido o ano passado.
SILVANA – Produzido pelo PIBID?
JCM – Pelo PIBID.
SILVANA - E você estava também na produção do jogo anterior, ou não?
JCM – Eu estava. Eu ajudei a
produzi-lo. Eu não entrei na ideia inicial do jogo, mas eu entrei em sua construção.
SILVANA – Então você acha que as ações vivenciadas nas reuniões servem tanto para a formação profissional, como para a situação do ambiente escolar?35
35 As seguintes questões originais
foram sintetizadas:
Descreva algumas ações que
você vivenciou nas reuniões com as Coordenadoras do PIBID e que contribuíram para a sua formação profissional.
Descreva algumas ações que você vivenciou nas reuniões com as Coordenadoras do PIBID e que contribuíram para a sua atuação no ambiente escolar.
JCM – Isso! Eu acho que tanto
a formação profissional, quanto o ambiente escolar, são duas faces de uma mesma moeda, porque o ambiente escolar é formado pela formação do professor, por isso que, creio eu, que muitas salas se comportam de um jeito com um
professor e com outro
professor totalmente diferente. Para mim isso ocorre devido à metodologia de cada um, à formação de cada um e pelo jeito que cada um se porta. Então, eu acho que o PIBID tem esse efeito positivo, tanto
para a minha formação
profissional, quanto para o ambiente escolar.
SILVANA – Apesar de já termos falado um pouco sobre a formação profissional e ambiente escolar, peço que você descreva algumas ações que você vivenciou nas reuniões com o(a) Supervisor(a) do PIBID e que contribuíram para a sua formação profissional.
JCM – A minha Supervisora
sempre procurou trazer
bastante da teoria. Ela traz muitos assuntos que dizem respeito ao professor que já está atuando. Ela traz coisas sobre licença prêmio, férias e “abonada”. Ela sempre tenta esclarecer o máximo possível de dúvidas, pois, muitas vezes,
quando você ingressa
[Referindo-se ao ingresso no mercado como profissional da Educação], você não sabe,
muitas vezes ninguém te conta e você só aprende conforme vai atuando.
SILVANA – Descreva algumas ações que você vivenciou nas reuniões com o(a) Supervisor(a) do PIBID e que contribuíram para a sua atuação no ambiente escolar. E na sala de aula, nas intervenções com o acompanhamento do Supervisor?
JCM – Para atuação no
ambiente escolar, muitas
vezes, a minha supervisora tenta levar alguma matéria escolar e pede para a gente fazer um plano de aula, ou, às vezes, ela marca uma reunião na escola e faz uma gincana com os alunos. Então, assim, ela tenta diversificar bastante. Ela tanto traz coisas que seriam boas para a formação, quanto para sua experiência profissional.
SILVANA – Você acha que o PIBID tem contribuído para a melhoria da qualidade do ensino nas escolas e para o ensino da Matemática? JCM – Acredito que sim, tanto
com os materiais que são produzidos, como com a ajuda que o “Pibidiano” dá em particular, pois, muitas vezes, o professor frente a 40 alunos
[Referindo-se ao professor efetivo da sala e ao número de alunos atendidos por turma]
não consegue dar uma ajuda específica para um aluno, ou para outro que precisa de um pouquinho só para prosseguir
[Referindo-se à atenção e ao
apoio que o Professor
necessita fornecer ao aluno com algum grau de dificuldade, para que este consiga aprender o conteúdo e seguir em frente].
Têm muitos alunos que são ajudados pelo “Pibidiano” [e
com esta ajuda] você vê o
brilho no olhar [do aluno],
porque, finalmente, ele
aprendeu. Eu acho que isso
contribui muito para a
Educação, nem que seja um grão de areia de cada vez, mas, realmente, eu acredito que ajuda muito.
SILVANA – Quando você fala de materiais produzidos você está se referindo a quê?
JCM – Foram produzidos dois
jogos o ano passado. Então, eu estou me referindo a esses dois jogos.
SILVANA – Mas nestas
reuniões não se produz
material?
JCM – Não. Nas reuniões a
supervisora traz muita coisa pronta que já existe e mostra como deve ser aplicado.
SILVANA – Alguma vez o
Supervisor Já deixou vocês irem para sala de aula aplicar?
JCM – Já. Eu acompanho a
minha supervisora.
SILVANA – Sempre?
JCM – A maioria das vezes, ele
me dá bastante liberdade, porque muitas das coisas que eu aplico junto com ele foram coisas que ele mesmo trouxe. Então, eu acho essa parte muito legal, muito positiva.
SILVANA – E você tem noção da dimensão, do tamanho desse projeto, percebe o quanto ele é grande?
JCM – Sim, tenho.
SILVANA – E como você se
sente, como você se vê como uma peça deste projeto tão grande? Como você avalia a sua atuação/participação no PIBID?
JCM – Eu me sinto bem,
porque eu me enxergo como uma engrenagem de uma máquina que faz o bem, uma
máquina que pode ajudar
muitas pessoas. Eu me sinto parte tanto da minha equipe, que é da escola em que eu participo, quanto da equipe da universidade. Então, eu me sinto integrado mesmo e eu vejo o quanto isso está fazendo o bem para a Educação.
SILVANA – Você contou-me outro dia... Poderia contar o fato do aluno que não tinha laudo, mas que você percebeu
que apresentava algumas
necessidades especiais?
Parece que você teve uma
importância na vida dele, ou ele na sua como formador...
JCM – Isso. Eu acompanhava
uma professora e nesta sala tinha um aluno que, apesar de não ter laudo, apresenta todos os sinais [Referindo-se ao
laudo médico e às
necessidades especiais]. Em
parte, creio eu, que ele não tenha laudo, porque os pais se recusam a leva-lo ao médico para fazer algum exame ou
algo do gênero. Também
porque eles afirmam que ele é uma pessoa que não tem nenhum tipo de problema, nenhuma necessidade.
No começo, quando eu
comecei a acompanhar esse aluno, ele era aluno de outra professora, então, desde o
começo, eu tentava me
aproximar dele, na verdade, eu tentava me aproximar da sala no geral.
A cada tempo eu ficava com