Enelise Adriana Baller1, Gabriel Giacomin2, Jaqueline Pereira da Silva3, Mateus Müller4, Patrícia Peccini Sautier5 eFernando Maciel Ramos6
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Graduanda do curso de Ciências Contábeis da Universidade do Contestado, Campus Concórdia, [email protected].
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Graduando do curso de Ciências Contábeis da Universidade do Contestado, Campus Concórdia, [email protected].
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Graduanda do curso de Ciências Contábeis da Universidade do Contestado, Campus Concórdia, [email protected].
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Graduando do curso de Ciências Contábeis da Universidade do Contestado, Campus Concórdia, [email protected].
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Graduanda do curso de Ciências Contábeis da Universidade do Contestado, Campus Concórdia, [email protected].
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Mestre, Professor dos cursos de Ciências Contábeis e Administração da Universidade do Contestado, campus Concórdia, pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Administração em Ciências
Contábeis (GEPACC) da UnC, [email protected].
Palavras-chave: capital de giro, capital circulante líquido, cooperativa ABC. INTRODUÇÃO
O advento da era da informática trouxe uma quantidade imensuráveis de informações na tomada de decisões das entidades, mas para a escolha correta, é necessário saber identificar qual a melhor forma de análise. Uma dos meios mais utilizados para descobrir quanto a organização necessita para manter suas atividades, sem correr o risco de precisar tomar capital oneroso de terceiros, é a Necessidade de Capital De Giro (NCG). Portanto, para chegar a tal ponto, faz-se crucial entender o que é Capital de Giro, segundo Neto e Silva (1995 p. 14) “o termo giro refere-se aos recursos correntes (curto prazo) da empresa, geralmente identificados como aqueles capazes de serem convertidos em caixa no prazo máximo de um ano”, recursos que estão relacionados com todas as contas financeiras que giram ou movimentam o dia a dia da empresa e estão diretamente relacionadas a atividade da entidade. O objetivo deste estudo foi examinar o capital de giro de uma cooperativa de trabalho, que nesse será denominada Cooperativa ABC. Para a realização deste estudo da Necessidade de Capital de Giro, as bases serão as informações contábeis da “Cooperativa ABC”, que tem entre suas atividades Educação infantil, Ensino Fundamental e Médio, Cursos de Pré-Vestibular, Pré-Enem, Oficinas Educativas, Cursos de Línguas Estrangeiras, adquirir e comercializar material didático escolar para os educandos, entre outras atividades educacionais. A presente entidade estudada é uma Cooperativa de Trabalho, a qual congregará professores habilitados, pedagogos, psicopedagogos, coordenadores, entre outros profissionais do ramo da educação.
MATERIAIS E MÉTODOS
O presente estudo foi elaborado a partir de uma pesquisa bibliográfica de embasamento teórico referente a algumas formas de análise de Capital de Giro da empresa e, em seguida, aplicadas as demonstrações contábeis (Balancete e Balanço Patrimonial) que foram exclusivamente fechados no final do mês de maio de 2016, desta forma, suas informações tiveram que ser proporcionalizadas para os cálculos e sua devida análise. Para a construção dos resultados, utilizou-se o Prazo Médio de Estocagem (PME), que tem por objetivo calcular o prazo em que os produtos permanecem parados no estoque, o Prazo Médio de Recebimento de Vendas (PMRV), que expressa o tempo decorrido entre a venda e o recebimento das mercadorias, o Prazo Médio de Pagamento a Fornecedores (PMPF), seria o quanto a empresa leva para pagar seus fornecedores, o Ciclo Operacional (CO) que é o tempo utilizado pela entidade para fazer/comprar seus produtos até a sua venda, o Ciclo Financeiro (CF) que contrapõe o Ciclo Operacional com o recebimento das vendas, a Necessidade de Recursos em Caixa (NRC) que são os valores utilizados para a manutenção das atividades da organização, emergências e especulações no mercado, a Necessidade de Recursos em Estoque (NRE) que é o valor ideal disponível para financiar estoques, ou seja, ter disponível em matérias primas, produtos acabados, materiais de uso e consumo e para manter suas atividades em dia, a Necessidade de Recursos para Financiamento das Vendas (NRFV) que será o valor ideal que a empresa precisa ter disponível enquanto aguarda o pagamento de suas vendas, a Necessidade de Capital de Giro (NCG) que é a soma dos valores das Necessidades anteriores e apresenta o valor ideal para a organização e, por fim, o Capital Circulante Líquido (CCL), que demonstra a realidade da entidade, contrapondo com os cálculos realizados anteriormente.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
A Cooperativa ABC apresenta duas NCG distintas, quando considera-se os seus Fornecedores Não- Operacionais ou não, sofrendo uma influência significante, pois esses Fornecedores são imprescindíveis para o cálculo dos Dias a Descoberto, que compõem o cálculo da NRC. Desta maneira, utilizando os Fornecedores, identificou-se uma NCG de R$ 281.266,94, para Cooperativa manter atividades,
especulação, emergências, financiar suas vendas, entre outros. E no caso de não utilizar os Fornecedores, um valor de R$ 335.082,62. A Cooperativa ABC apresenta um Capital de Giro apropriado para suas atividades, devido a seu CCL ser maior que a NCG em R$ 51.263,72, levando em consideração a conta de Fornecedores, composta apenas por valores Não-Operacionais, e de R$ 34.894,99 quando não utilizada a conta. Apesar da Cooperativa possuir valores a maior que a sua NCG, a mesma não mantém o seu capital parado e sem frutos, mas gerando juros na Aplicação e, se vier a precisar com urgência, podendo sacar e sanar essa necessidade, pelo mesmo ser de curto prazo e estar à disposição. Contrapondo o ponto positivo, temos o Prazo Médio de Recebimentos de Clientes alto, 25 dias, porém constante e quase certo, pois suas receitas são apropriadas no início do período e pode-se levar em consideração que a inadimplência não é um fator tão relevante se nos atentarmos as Demonstrações. Mas pelo PMRC ser alto, consequentemente há uma necessidade maior para o Financiamento de suas vendas. Com os resultados anteriores, foram sugeridos os seguintes pontos: Um recebimento mais imediato do valor total das parcelas anuais, incentivadas através de desconto diminuiriam o Prazo Médio de Recebimento de Clientes e, consequentemente, o número de dias a descoberto; Elaboração de um acompanhamento mensal dos índices para manter os mesmos equilibrados e a Cooperativa dentro dos valores esperados, podendo somar outras formas de análise para complementar a análise.
CONCLUSÕES
A Cooperativa ABC apresenta seu Capital de Giro conforme a Necessidade calculada pelas fórmulas de estudo dessa análise, desta forma, entende-se que a organização está de acordo com que precisa para a manutenção de suas atividades. Levando em consideração o valor disponível na aplicação financeira, avalia-se como ponto positivo, pois esta ação além de trazer retorno aos cooperados pode ser usado em casos de emergências e também para fins especulatórios. Outro ponto positivo são as receitas apropriadas todas no início do exercício, o que possibilita a Cooperativa a planejar o seu fluxo de caixa durante o exercício, trabalhando para que os custos não ultrapassem esse valor. Porém, como no mercado atual as informações mudam constantemente, a organização precisa fazer o acompanhamento constante da sua necessidade, para assim, ter capital de giro suficientes em eventuais acontecimentos.
REFERÊNCIAS
1. NETO, Alexandre Assaf; SILVA, César A. Tibúrcio. Administração do Capital de Giro. São Paulo, Atlas, 1995.
2. PAULO OLIVEIRA, Anderson de; MOREIRA, Héber Lavor. O Capital de Giro como Fator Estratégico para o desempenho Econômico-Financeiro das Empresas: Um estudo de caso. Universidade Federal do Pará, 2003.