Na trajetória do pensamento e movimento feminista, é nítida a importância dos diferentes feminismos, não só para garantia dos direitos das mulheres, pelo avanço discursivo sobre a sexualidade, como também denunciando as abusivas práticas culturais de opressão e exclusão feitas pelas mais diversas instituições. Dissertarei sobre uma das mais impactantes, que é a crítica feminista direcionada a ciência, pois é através dela que se questiona a desqualificação das mulheres, ao proferirem que elas são seres frágeis e inferiores aos homens, discursos que ainda permeiam nossa realidade no século XXI. Ter conhecimento da abrangência destas críticas se torna primordial para que possamos compreender a relevância das teorias feministas que abrem um leque de possibilidades para que a população LGBTQI+ comece também a questionar a supremacia da ciência sobre seus corpos e sexualidade.
A observação sobre a construção de o conhecimento científico ter sido produzido por homens e para os homens, levantou questões envolvendo gênero e ciência. Evelyn Fox Keller (2006) analisa mais especificamente dentro do campo da biologia, as mudanças que foram feitas através da participação das mulheres na ciência e a crítica feminista aos diversos campos científicos, sejam eles sociais e naturais, que excluíram e invisibilizaram as mulheres, observando a divisão sexual e emocional do trabalho que as subjugou e relegou-as ao campo da subjetividade e os homens a objetividade.
O que presenciamos hoje ao vermos mulheres ainda ganhando menos que os homens, compelidas a seguirem múltiplas jornadas de trabalho, a sofrerem diferentes tipos de violências, não é algo ahistórico e sim secular e muitas/os autoras/es em suas pesquisas vão demonstrar o quanto à ciência contribuiu para disseminar que o lugar das mulheres é no espaço doméstico, oprimidas e submissas aos homens da casa, sejam eles seus pais, irmãos ou maridos.
Londa Schiebinger (2001) em sua obra o Feminismo mudou a ciência? Aponta que desde o século II as mulheres já eram vistas dentro dos estudos do médico grego Galeno como seres imperfeitos, tendo seus órgãos sexuais invertidos, o que para ele se configurava numa inferioridade anatômica imposta pela natureza diante da perfeição corporal dos homens.
Dissecar os corpos das mulheres para comprovar sua inferioridade foi algo comum entre os ditos cientistas do século XVIII, que com o passar do tempo não só disseminavam que os órgãos sexuais eram imperfeitos e inferiores como também toda anatomia corporal das mulheres. A divulgação da ideia de que haviam dois sexos diferentes portados pelos homens e pelas mulheres, mas que mesmo com essa descoberta não favoreceu em nada a condição
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delas, pois toda a sua considerada fragilidade era posta como culpa do seu útero e por seu cerebelo ser menor que o dos homens.
O pensamento médico e o pensamento filosófico corroboravam para a exclusão e subordinação das mulheres, ao ligar elementos como a sensibilidade, fragilidade, emoção, paixão e seus corpos, que para eles as constituíam inferiores aos homens, por ser algo imutável
e posto pela natureza. Os pensadores Iluministas reforçaram ainda mais tais pensamentos ao ligar às mulheres a paixão e os homens a razão e categoricamente escreviam e discursavam que o lugar das mulheres era em seus lares, cuidando de seus maridos e prole, era inconcebível que elas pudessem adentrar os espaços públicos.
Na contramão de todo esse pensamento as críticas feministas são fundamentais para se questionar uma ciência que se coloca como detentora de ―verdades‖ imutáveis e nesse sentido, que Keller (2006) vai expor seu pensamento, dizendo que não é sua pretensão transformar a ciência subjetiva e feminina, mas que ela seja de fato objetiva sem distinção de gênero, pois a ciência foi construída num viés androcêntrico e com demasiada resistência foi ao poucos lidando com a entrada das mulheres nesse campo, e a partir daí, elas puderam contribuir e escrever suas histórias no campo científico, portanto, podemos responder de forma afirmativa que o movimento feminista e de mulheres mudou a ciência, principalmente no que tange a biologia, ao afirmar que nada é natural, mas sim cultural.
A autora enumera efeitos que o movimento feminista e de mulheres impactaram nesse campo, primeiro ela vai dizer que foram os efeitos maternos na fertilização, ao comprovarem que o papel do óvulo é tão importante e ativo quanto do espermatozóide no processo de fertilização e essa descoberta foi publicada em periódicos científicos. O segundo efeito se refere às mutações dentro do que envolve a maternidade e biologia do desenvolvimento, onde a autora denuncia o androcentrismo dentro das conceituações biológicas, onde em resumo ao se referir ao citoplasma como sendo o óvulo que seria o corpo passivo e facilitador e tão logo núcleo seria o espermatozóide ativador e viril. Mostra como o impacto de tais críticas fo i sentido nas publicações conceituadas da área.
Keller atribui essas vitórias dentro do campo biológico as próprias mulheres cientistas sejam elas feministas ou não, tiveram papel fundamental na mudança conceitual e prática desta área, mas também não deixa de citar a máxima importância do feminismo da chamada segunda onda, que questionou toda a linha de pensamento ligado a biologia, rompendo com qualquer ligação das mulheres com a natureza. Portanto, as mudanças devem e muito ao movimento das mulheres e a histórica década de 1970 onde se firmou o feminismo da
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segunda onda, que oportunizou as mulheres a assumirem postos de liderança nas diversas áreas científicas.
As mudanças realizadas pelas mulheres em diferentes áreas disciplinares mostram como gênero se tornou uma ferramenta fundamental para analisar o processo de exclusão destas dos campos científicos, defendendo que o modo das mulheres fazerem ciência cooperou de forma pertinente para o avanço da ciência. Mas nessa trajetória, também houveram momentos diferenciados de defesa do feminismo, sendo o liberal defensor de uma igualdade entre homens e mulheres, propondo uma adequação das mulheres ao campo científico e não visualizando que o contrário deveria ocorrer. Mas o feminismo da diferença, que já tratei como feminismo radical no segundo capítulo rompia com a ideia de igualdade entre os sexos e apontavam para a importância da diferença, tendo seu grande ápice, ao afirmar que o determinante para essa diferença em nada tinha a ver com a ―natureza‖.
Entendiam que as mudanças dentro da ciência deveriam ser realizadas para a incorporação das mulheres, como mudanças teóricas, curriculares e práticas, e a partir desse momento apontam que não há uma neutralidade na ciência e que esta tem sim, a consciência da exclusão das mulheres do processo científico, por esse motivo que a partir de 1970 historiadoras e feministas perceberam a necessidade de se resgatar contando ou recontando a trajetória de mulheres cientistas para creditá-las o devido valor, indagando e derrubando discursos que outrora trataram as mulheres como incapazes de produzir conhecimento científico e essas escritas foram de extrema relevância, pois o imaginário construído foi de que as mulheres se tornaram cientistas a partir do século XX, o que não se configura em realidade, pois documentos históricos comprovam que desde a antiguidade já haviam mulheres cientista, mesmo com todos os discursos contrários dentro da periodização30 da história, com a criação das universidades no século XII até o início do século XX, as mulheres enfrentaram duras críticas a sua inserção nas instituições superiores, e apesar da mínima presença delas nesses espaços, algumas31 alcançaram posições de prestígio.
Mas não só mulheres que tinham acesso ao campo científico contribuíram ou faziam ciência, outras sem nenhum acesso a educação e de baixa renda realizavam partos, tinham conhecimento de plantas medicinais para cuidar da saúde das mulheres, praticavam medicina em diferentes partes do mundo e em diferentes culturas. (SCHIEBINGER, 2001).
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Apesar de sabermos da não linearidade histórica, aqui chamo de periodização: Pré-História- antecede a escrita (até 4000 a.C). Idade Antiga: (de 4000 a. C até a queda do Império Romano-476 d.C). Idade Média: (476 d. C até 1453) Idade Moderna: (1453 até 1789) Idade Contemporânea: (1789 até os nossos dias).
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Para maiores esclarecimentos sobre as mulheres cientistas que ascenderam no campo científico em diferentes períodos da história, ler SCHIEBINGER, 2001.
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Para além de visualizar e criticar a ciência e o seu discurso de exclusão das mulheres desde a antiguidade a contemporaneidade, novos debates foram sendo construídos, de forma aprofundada, no que tange em se fazer uma ciência feminista contribuindo para transdisciplinar as áreas de conhecimento.
Com o avanço desses questionamentos, a crítica feminista a ciência rompe com a noção de neutralidade científica,
[...] As práticas científicas feministas fundamentam-se, assumidamente, em uma práxis política – em um projeto de transformação das relações de gênero –, ao passo que um dos fundamentos básicos da Ciência Moderna é justamente a necessidade de se impor uma separação entre ―fatos‖ e ―valores‖. Sem essa separação, ou melhor, só com total ―neutralidade‖ é possível assegurar a objetividade necessária para a busca de ―verdades científicas‖. Conseqüentemente, pensar em uma ciência feminista – ou em qualquer outra possibilidade de ciência politizada – requer, como primeiro passo, a desconstrução dos pressupostos iluministas quanto à relação entre neutralidade, objetividade e conhecimento científico. Requer, portanto, a construção de uma epistemologia feminista – de uma teoria crítica feminista sobre o conhecimento –, que possa autorizar e fundamentar esse saber que se quer politizado. (SARDENBERG, 2001, p.3)
Apesar da grande sacada do feminismo da diferença ou radical ter sobre a questão da não neutralidade científica e de perceber a necessidade demarcar a diferença como um ato político, essa corrente teórica não teve fôlego para visualizar e explanar para além de uma ―mulher universal‖ como se apontou desde Donna Haraway, Judith Butler ao afirmarem, que as mulheres tem diferentes histórias e vem de diferentes lugares, logo outros marcadores sociais de exclusão como classe, raça, sexualidade, orientação sexual, geração entre outros, ficaram de fora da discussão desta corrente. (SCHIEBINGER, 2001).
O que prefiro me ater nesta tese, não é uma busca por uma ―verdade‖ dentro de diferentes perspectivas feministas, nem de apontar a supremacia de uma em detrimento de outra, isso me remete a uma ocasião numa aula quando eu ainda freqüentava o mestrado e uma colega se posicionou informando que, por ela toda produção feita por feministas liberais e radicais poderia ser excluída da grade da disciplina que estávamos freqüentando e pra mim aquela fala soou como uma falta de maturidade, inclusive para compreender a construção desses feminismos para denunciar a opressão, subordinação a estrutura patriarcal na qual estavam submetidas às mulheres, evidente a deficiência e diferentes demandas apontadas por cada uma dessas correntes, mas descartar a produção e contribuição na libertação das mulheres, no meu entendimento, não contribui na construção para pautar novas demandas e muito menos para construção de uma crítica fundamentada. Por esse motivo, não descartarei
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nesta pesquisa a relevante contribuição da discussão que envolve as diferentes correntes teóricas e suas perspectivas, pois é na trajetória do movimento feminista e na relevante importância da crítica feminista a ciência dominante e excludente, que se influenciou uma crítica a ciência que patologiza a população LGBTIQ+.
É inegável a importância das críticas feministas a ciência, principalmente quando esta insere a categoria de gênero como um marcador de opressão, denunciando o androcentrismo científico moderno pautado por ideias iluministas, que em seus discursos estavam impresso a inferioridade e, portanto, a incapacidade das mulheres para desenvolverem ciência. A escrita feminista comprovando que a ciência tem sexo, gênero, raça e classe, questionou a possibilidade de uma neutralidade no campo científico, que é sentida na ausência das mulheres nessa área, como também sentida e impressa em seu próprio corpo, considerado apenas para ocupar os espaços privados e para reprodução.
A historização da ciência feita pela crítica feminista põe a categoria gênero no cerne das discussões e sua importância em oposição ao campo científico sendo um reduto de homens, mas outras críticas feministas somam para historicizar a ciência, como a discussão e luta contra o patriarcado, capitalismo e os dualismos postos,
Alega-se que a ciência, tal como praticada, simplifica as relações de causa e efeito: primeiro, olha para os corpos como se fossem todos masculinos; segundo, faz distinções arbitrárias entre sujeito e objeto, natureza e educação, biologia e meio ambiente, indivíduo e comunidade, ignorando a interação dialética de cada par. As feministas localizaram essas falsas dualidades — e devíamos acrescentar à lista separação/vinculação — na tradição ocidental do género masculino. Aproximadamente nos últimos vinte anos, emergiu um paradigma oposicionista a esses dualismos. (FARGANIS, 1997, p. 229-230).
A problematização levantada pelas feministas sobre a relação entre ciência e poder e de como a formação das mentalidades delegaram as mulheres o campo subjetivo e ao homem o objetivo, disseminou discursos excludentes contra a participação das mulheres no campo científico e nesse sentido que é importante a desconstrução de um papel masculino dominador desse campo, com a proposta de uma ciência social feminista que garanta o espaço das mulheres no fazer ciência. (FARGANIS, 1997). Pois, o poder no qual a representação masculina exerceu sobre a ciência, fez com que muitas mulheres absorvessem os discursos e se distanciassem das áreas científicas, acreditando que não seriam espaços destinados a elas. ―Com suas experiências de vida voltadas para servir e não para exercer domínio sobre a natureza e seres humanos‖. (BERMAN, 1997, p. 241 e 242).
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Os avanços alcançados pelas mulheres com méritos de seus próprios esforços modificou esse quadro de exclusão e hoje presenciamos a ocupação delas em todos os espaços, dentre eles nas universidades nos cursos da área de ciências, mas Ruth Berman (1997) alerta para as dificuldades de se romper com discursos enraizados, pois a ciência é parte de uma sociedade e molda suas estruturas, por isso a importância das cientistas feministas de questionar e denunciar essa monopolização da ciência e tecnologia nos diferentes governos mundiais. Portanto, o pronunciamento de feministas cientistas tem sido uma ferramenta para combater os discursos de ordem de gênero patriarcal.
No exame da crítica feminista à ciência, devemos, portanto, refletir sobre tudo o que a ciência não faz, as razões das exclusões, como elas conformam a ciência precisamente através das ausências, quer sejam elas reconhecidas ou não. (HARDING, 1993, p. 13)
A identificação e crítica feminista sobre a má condução da ciência por um viés androcêntrico se deu em todos os âmbitos, desde a elaboração de conceitos, objetivos, metodologia, a prática, observação, interpretação, resultados, ou qualquer ordem que se aplique em diferentes campos, foi percebida a exclusão das mulheres. Nesse sentido, Harding (1993) irá mensurar sobre a necessidade de uma ―transcendência de todo gênero‖, pois desta forma se elevaria a objetividade no campo científico, mesmo consciente das dificuldades de se chegar a um resultado igualitário, pois a construção da ciência se deu no âmbito de um reduto masculino envoltos de privilégios de gênero, raça e classe. Portanto, articular como a epistemologia feminista deve e precisa ser inserida na prática e teoria em diálogo com outras epistemologias é o primeiro caminho a ser apontado, sem preterir ou se julgar superior as demais. A proposta de Harding inclui todos os grupos invisibilizados e excluídos do campo científico e aponta a importância das críticas também feitas pelas feministas negras e decolonial, da necessidade de se perceber a potencialidade de diferentes marcadores que legitimam tal exclusão.
[...] teoria de sistemas múltiplos [...] Desse ponto de vista, cada epistemologia alternativa – feminista, terceiro mundista, homossexual, operária – indica as condições históricas que produzem as oposições conceituais a serem superadas, mas não gera conceitos universais nem objetivos políticos. Como o gênero é também uma classe e uma categoria racial em culturas estratificadas segundo classe, raça e também gênero, a experiência isolada de uma mulher não pode servir de base para concepções e políticas que nos emanciparão a todas da hierarquia de gênero. Vários grupos sociais lutam, no momento, contra a hegemonia da visão de mundo ocidental, branca, burguesa, homofóbica e androcêntrica e contra a política que essa hegemonia, ao mesmo tempo, engendra e justifica. As lutas internas
94 raciais, sexuais e de classe, bem como as diferenças das nossas histórias culturais que definem quem somos nós como seres sociais, impedem nossa união em torno de objetivos comuns. Somente a história poderá resolver ou dissipar esse problema, não os nossos esforços analíticos. Entretanto, as feministas brancas ocidentais, deveriam prestar atenção na necessidade de travar uma luta teórica e política mais ativa contra nosso próprio racismo, classismo e centrismo cultural, forças que mantêm a permanente dominação das mulheres em todo o mundo. (HARDING, 1993, p. 23-24).
Pontuar a crítica feminista a ciência e perceber a sua contribuição para novas abordagens e teorias, como a queer é fundamental nesse processo, pois foram tais análises de percepção do quanto à ciência foi excludente e patologizadora das mulheres, que foi possível lançar um novo olhar sobre a patologização das identidades trans.
Nesse sentido, analisar o quanto a ciência ditou regras criando os binômios dicotômicos heterossexualidade/homossexualidade nos livros de Medicina Legal a partir do século XIX, munida com as lentes dos feminismos, da crítica feminista ciência e da teoria queer, ficou nítido o quanto a ordem de gênero patriarcal dominou esse campo científico, são eles, os homens, que ditaram as regras normatizadora e normalizadora dos corpos, com o aval da própria ciência, da religião, do direito, da cultura e da sociedade civil, foram autorizados a classificar o que era normal e patológico.
Entretanto, essa discussão possibilitou que estudiosas/os queer também atentassem para o que foi vislumbrado pela ciência diante de corpos que não se enquadram nos padrões científicos tidos como ―normais‖. Se tem pênis= homem=masculinidade e vagina=mulher=feminilidade e que ambos tenham identidades de gênero próprias ditadas pelo seu sexo biológico. Acontece que, como bem definiu Judith Butler (2015) de que sexo é gênero, mas gênero não é sexo, e que ambos são construções culturais que demarcam e definem os corpos e são normatizados pela linguagem.
E visualizando não só a secular patologização da população LGBTIQ+, como também a tensão do movimento feminista em abraçar por completo a causa dessas pessoas, que a teoria queer avançou.
1.17- OS ESTUDOS QUEER
Teresa de Lauretis (1991) escreveu um artigo intitulado Queer Theory: Lesbian and Gay Sexualities para relatar e problematizar as discussões que surgiram na Universidade da Califórnia, Santa Cruz, na Conferência Teorizando Lésbicas e Gays ocorrida em fevereiro de 1990, onde ela começa a discutir a problemática dos movimentos gays e lésbicas não