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Nucléation sur le graphène reporté sur saphir

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 95-98)

3.2 Nucléation du GaN sur le graphène issu de la CVD sur cuivre

3.2.3 Nucléation sur le graphène reporté sur saphir

Trecho 1(Prudente de Morais) Trecho 2 (Ponte Newton Navarro/Av. Moema Tinôco) Trecho 3 (BR406/Acesso Norte-Sul/BR304) BR304/101 (Sul) e Av. João Medeiros Filho (Norte)

Arena das Dunas Núcleos consolidados Aeroporto S. G. Amarante

Fonte: Elaborada pelo autor sobre Plano Executivo 2014 (PRICE WATER HOUSE COOPERS, 2009 E GOVERNO DO RIO GRANDE DO NORTE, 2018)

Quanto às transformações espaciais promovidas pelos marcos arquitetônicos em si aborda-se aqui a contribuição da Arena das Dunas, no bairro de Lagoa Nova, e do Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, enquanto marcos projetuais que se

129 Conforme Plano Executivo Projeto Natal 2014 (PRICE WATER HOUSE COOPERS, 2009), no mapa 06 o trecho

01 corresponde ao Prolongamento da Av. Prudente de Moraes, acesso rápido para o antigo Aeroporto Augusto Severo e a cidade de Parnamirim e o trecho 02 ao eixo inserido na Zona Norte partindo-se de Ponte Newton Navarro, e correspondente a av. Moema Tinôco, garantindo acesso para o litoral norte.

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beneficiam de situações privilegiadas ditadas pela conveniência das coalisões locais no reconhecimento de um espaço privilegiado. Apesar de não ser o foco deste trabalho abordar o processo decisório130 da escolha de Natal como sede da Copa de 2014131, torna-se

importante esclarecer os motivos da escolha do local onde foram implantados por preservar interpretações estratégias de valorização espacial e do ambiente construído.

De acordo com Silva (2014) o caráter multiuso da Arena das Dunas associado a torres de apartamentos, negócios e hotéis (figura 18) tinha o propósito de mitigar prejuízos financeiros decorrentes da doação do terreno do antigo estádio Machadão (que fora demolido), por parte do município ao estado. A modalidade de viabilização do empreendimento seria Operação Urbana (em desacordo com o Estatuto das Cidades132 e com

o Plano Diretor de Natal133), logo descartada por consumir longo tempo de execução,

partindo-se para a Parceria-Público Privada.

O primeiro impacto espacial presente nesse projeto não diz respeito somente às questões patrimoniais134. A estratégia de reservar uma área pública extensa (143 mil m²), que

exigiria a demolição do Centro Administrativo Estadual, o Estádio Machadão, o ginásio Machadinho para acomodar a nova arena e as torres empresariais, abre frentes de destinação de uso pouco conectadas às necessidades da população e muito vinculadas estratégias de rentabilidade particulares (no caso à Construtora OAS).

Entretanto, pressões de proprietários privados do entorno ocorreram de modo a coibir a construção dos edifícios empresariais, prevalecendo apenas a Arena Multiuso. Isso porque o risco desses proprietários não terem ganhos com seus imóveis eram grandes, uma vez que concentrar oportunidades negociais em imóveis empresariais dentro de uma grande área - 143 mil m² segundo Silva (2014) - poderia ser uma ameaça ao próprio processo de circulação do capital imobiliário em um bairro privilegiado. As demais obras no entorno da arena

130 Ver Silva (2014) e Silva (2017, in: NOBRE, 2017) em Sports Mega-Events and Urban Legacies. 131 Escolhida em 2009 ao lado de outras 11 capitais brasileiras, conforme Silva (2014) e Nobre (2017). 132 Lei 10.257/ 2001.

133 Lei Complementar 82/2007.

134 O antigo Estádio Machadão (nome popular associado ao jornalista João Cláudio Machado), projetado pelo

arquiteto Moacyr Gomes, era um dos mais expressivos exemplares do brutalismo dos anos 70 (VELOSO, PEREIRA e VIEIRA, 2010; VIEIRA-DE-ARAÚJO, DANTAS e NASCIMENTO, 2014; TEIXEIRA e DANTAS, 2016).

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consistem em tuneis, trincheiras, vias elevadas por estruturas estaiadas e delimitação de binários que são prioritárias para o usuário de automóvel (figuras 19, 20 e 21). Desse modo, o contexto de rupturas legais provocou transformações urbanísticas pontuais que não se relacionam com um plano global que atenda também ao pedestre (figura 21).

Figura 18: Versão do projeto da Arena das Dunas com torres residenciais, de negócios e hotéis.

Fonte: http://infraestruturaurbana17.pini.com.br/solucoes-tecnicas/32/artigo300064-2.aspx

Figura 19: Obras viárias do entorno da arena (passarelas, viadutos e trincheiras).

Fonte: http://defesacivilguamare.blogspot.com.br/2013/10/obras-de-mobilidade-no-entorno-do- arena.html

115 Figura 20: Túneis e via elevada estaiada do entorno da Arena das Dunas.

Fonte: http://www.pontodevistaonline.com.br/prefeito-inaugura-complexo-viario-entorno-da- arena-das-dunas/

Figura 21: Binários viários em avenidas de entorno da Arena das Dunas.

Fonte: Portal da Prefeitura Municipal de Natal – Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (2018)

Porém Silva (2014) percebe que entre 2007 e 2012 há uma redução de ofertas de imóveis, na mesma proporção que há uma crescente elevação dos preços. Em sua pesquisa, revelou-se a redução ofertas de imóveis abaixo de US$ 46,700 e elevação de oferta de apartamentos a partir de US$ 97.000 e acima de US$ 281.000 (90% da amostra referem-se a propriedades usadas). Outro dado importante é que tais imóveis quase sempre estão em quadras muito próximas às obras de estruturação viária e até mesmo da nova arena, o que possibilita relacionar localização de ícones urbanos, obras de infraestrutura, mobilidade e valorização imobiliária (figura 22).

116 Figura 22: Verticalização em Lagoa Nova no entorno da Arena das Dunas (em construção).

Fonte: https://fiscalambiental.wordpress.com/2013/09/09/natalrn-bairro-lagoa-nova-lidera- estatisticas-de-expedicao-de-alvaras/

Quanto ao Aeroporto de São Gonçalo do Amarante135, o primeiro impacto sobre a

RMNatal se dá pela localização (figura 23). Conforme o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável para a Região Metropolitana de Natal – Natal Metrópole 2020 (2007), o Governo federal, através da INFRAERO (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) decide, mediante estudos de viabilidade, por implantá-lo em uma área de expansão de 1.500 hectares em São Gonçalo do Amarante, preservando grande distância do antigo Aeroporto Augusto Severo, para evitar conflitos com relação ao pouso e decolagem de aeronaves, e tomando proveito da proximidade do sistema rodoviário metropolitano que inclui as rodovias federais e estaduais (BR 101, BR 226, BR 304, BR 406, RN 160, RN 301 E RN 302).

135 O aeroporto demorou quase 20 anos para ser concluído. Conforme Loturco (2014), desde sua concepção em

1996 até sua conclusão em 2014, passou por várias etapas até a edificação do terminal de passageiros. A primeira e mais demorada consistiu em aberturas das pistas de rolamento, pátios, drenagens e acesso principal sendo executada até 2009. A segunda consistiu na construção do terminal de carga e passageiros, sendo inserido da Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo segundo programação do PAC 2, em 2011, e executado em 20 meses (entre 2013 e 2014), sendo entregue à administração privada, desde a concepção projetual à administração (Consórcio Inframerica, associação entre Infravix - do grupo Grupo Engevix -, e pela Corporación América).

117 Figura 23: Aeroporto de SGA. Edifício do terminal de cargas e Passageiros.

Fonte: http://infraestruturaurbana17.pini.com.br/solucoes-tecnicas/42/artigo326344-1.aspx

Com especial olhar sobre a localização, o aeroporto encontra-se próximo à áreas de engorda fundiária, isto é, aquelas de teor especulativo e de possibilidades de valorização em função de prováveis estratégias de ocupação, estimuladas pelos governos federais, estaduais e municipais que viabilizam a atuação do setor privado enquanto transformador do solo rural em urbano, redirecionando o eixo de expansão RMNatal através de loteamentos destinados à moradias136 (CÂMARA e CONCHAND, 2015). A transformação do uso do solo então parece

ter sido estimulada em parte pela implantação de um grande equipamento urbano em área rural, somado à vantagem de deslocamento de parte do trajeto através da zona norte de Natal, de menor renda na comparação com a região sul.

Nessas áreas predominam grandes glebas parceladas em lotes de 200 m² (10m x 20m), ampliadas em diversas etapas, quase sempre em áreas lindeiras às rodovias, ou áreas intersticiais entre o São Gonçalo do Amarante e Natal. São caracterizadas pelas quadras longas, ausentes de áreas de lazer e equipamentos coletivos. Essas são características da reprodução do solo para o lucro, mas sujeitas a valorização em função da infraestrutura viária disponível de acesso ao aeroporto (figuras 24 e 25).

136 Algumas dessas, já registrados em cartório desde meados dos anos 1990. Em capítulos posteriores,

será discutido que, apesar dessas áreas estarem sendo parceladas nesse período, muitas delas só começam a sofrer um processo crescente de valorização a partir dos anos de 2010, representando área de poder especulativo e de potencial valorização.

118 Figura 24: Vista aérea mostrando o loteamento Cidade das Flores em 2007 (à esquerda) e

nos dias atuais (à direita), as margens BR 406.

Fonte: http://conselhoemacao2010.blogspot.com.br/2011/09/ e

http://conselhoemacao2010.blogspot.com.br/2016/04/prefeitura-de-sao-goncalo-esclarece- que.html

Figura 25: Folder publicitário de Loteamento Bosque das Tulipas e a proximidade do aeroporto.

Fonte: https://zipanuncios.com.br/ads/loteamento-bosque-das-tulipas-proximo-ao-novo- aeroporto/

O entendimento da implantação de projetos urbanos da RMNatal contextualizados à Copa do Mundo de 2014 é particularmente importante para que seja possível correlaciona- los à valorização imobiliária. As transformações espaciais são impulsionadores da acumulação e circulação do capital, e ao que parece, de vetores de expansão e refuncionalização somados à marcos projetivos de impacto incluídos em um pacote de vantagens agregados ao solo e ao que se produz sobre ele.

Em síntese, podem-se apontar aqui que no caso de Natal e Região Metropolitana há:

Loteamento

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(1) Prioridade pela implantação de equipamentos de grande impacto urbano em áreas valorizadas – de centralidade em consolidação - ou em áreas de expansão – em território semirrurais e de reserva fundiária;

(2) Processos decisórios unilaterais que beneficiaram proprietários privados do entorno da Arena das Dunas em termos de valorização espacial, no caso de Lagoa Nova;

(3) A implantação de equipamentos de impacto urbano em áreas rurais – a exemplo do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante - em processo de espraiamento urbano, e onde incidem a produção do solo em loteamentos e moradias viabilizadas por programas governamentais;

(4) A formação de um anel metropolitano que, além de permitir a circulação de pessoas, bens e serviços, acentua níveis de integração entre poucos municípios da RMNatal, e a cidade polo.

(5) Destravamento de áreas de engorda fundiária para produção e comercialização imobiliárias graças à gradual infraestrutura viária associada às obras de grande impacto urbano.

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apítulo II

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