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3 M ETAMODELE DE COMPOSANTS A SERVICES

3. M ETAMODELE DE COMPOSANTS A SERVICES Une spécification composite peut spécifier, par exemple, les composants pour lesquels la

3.2.3 I NSTANCE COMPOSITE

A Lumen Gentium apresenta a eclesiologia conciliar com uma visão declaradamente trinitária da Igreja. A Igreja, segundo esta Constituição Dogmática, é ontologicamente uma misteriosa extensão no tempo da Trindade em si mesma e anuncia a sua própria essência como mistério de comunhão Trinitária, Koinonia. Deste modo, a Igreja é imagem e fruto da comunhão trinitária enquanto povo de Deus Pai que, por Cristo, no Espírito Santo, congrega os homens num só povo210.

Segundo alguns autores, a principal novidade eclesiológica do Concílio Vaticano II consiste em apresentar a Igreja como “mistério”, revalorizando a dimensão pneumatológica da Igreja em sentido autenticamente trinitário. Segundo Nicola Ciola, depois do Sínodo dos Bispos de 1985,

208 Cf. KASPER, Walter – Teología e Iglesia. Barcelona: Herder, 1989, p. 325-345.

209 Cf. FERNÁNDEZ, Pablo María Pagano – Espíritu Santo, Epíclesis, Iglesia: Aportes a la Eclesiología

Eucarística. Salamanca: Secretariado Trinitario, 1998, p. 50-51.

210

impôs-se a imagem da Igreja Comunhão, lida em sentido trinitário, emergindo uma “eclesiologia trinitária” como forma omnicompreensiva do mistério da Igreja211

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Deste modo, a Igreja é “povo reunido a partir da unidade do Pai, do Filho e do Espírito

Santo”212. Esta referência trinitária fundamental é desenvolvida em toda a Constituição Lumen

Gentium, particularmente no capítulo primeiro. A Igreja resulta do desígnio de salvação de Deus-

Pai, que enviou o Seu Filho, na força do Espírito para levar a cabo a obra da salvação. A Igreja vem da Trindade e a Santíssima Trindade explica, por outro lado, o que a Igreja é, enquanto ícone da Trindade, isto é, está estruturada, na sua comunhão, à imagem e semelhança da comunidade trinitária213.

O carácter trinitário da Igreja Comunhão pode precisar-se a partir das relações específicas com as distintas pessoas da comunhão trinitária de Deus: trata-se de saber como aparece na figura visível da Igreja o amor auto-doador do Pai, o amor agradecido do Filho e o amor unificador do Espírito Santo. Deste modo, à luz desta dimensão trinitária da Igreja, o conceito teológico da Igreja como comunidade de crentes enche-se de conteúdo e alcança a sua plenitude formal e sistemática214. Em virtude da participação na vida do amor trinitário de Deus acontecida fundamentalmente em Cristo e aberta a todas as pessoas no Espírito Santo, a Igreja é chamada e capacitada, por sua vez, como imagem, semelhança e até como “sacramento” desta comunhão divina (LG 8).

Por isso, a unidade e comunhão da qual a Igreja é sinal e realização, tem como fonte e modelo o mistério trinitário de Deus, como afirma o Decreto Unitatis Redintegratio: “Este é o

sagrado mistério da unidade da Igreja, em Cristo e por Cristo, realizado pelo Espírito Santo na variedade dos ministérios. Deste mistério o supremo modelo e princípio é a unidade dum só Deus, o Pai e o Filho no Espírito Santo, na Trindade de pessoas” (UR 2).

A comunhão que existe em Deus Uno-Trino há-de ser expressa no discipulado redimido por Cristo e estendida, assim, a toda a Igreja, tal como desejou o próprio Cristo: “para que todos

sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti” (Jo 17,21). Na verdade, a Igreja é chamada

a ser aquilo que diz o Concílio Vaticano II: “como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento

da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano” (LG 1). A Igreja surge assim,

211 Cf. CIOLA, Nicola – Da Trindade Mistério de Comunhão à Igreja: Discussões e desenvolvimentos do tema a 40

anos do Vaticano II . In CONGRESSO INTERNACIONAL Santíssima Trindade Pai Filho e Espírito Santo. Fátima:

Santuário de Fátima, 2008, p. 310.

212 CYPRIANUS, santo - De oratione domenica 23. PL 4, col. 553.

213 Cf. MÜHLEN, Heribert – El Espíritu Santo en la Iglesia. Salamanca: Secretariado Trinitario, 1998, p. 468-469. 214

no dizer de Greshake como “forma de expressão do Deus trinitário” realizando o mistério de comunhão trinitária (koinonia) 215.

A Igreja é ícone da Trindade porque se constitui como Povo de Deus Pai que, por Cristo, no Espírito Santo, congrega todos os homens no seu povo. É imagem, mas também corpo, espaço e fruto da actividade trinitária. Assim, esta comunhão realiza-se como “unidade pericorética”, isto é, como uma comunidade onde cada qual tem parte no ser particular do outro e, assim, os diferentes dons, funções, missões e carismas hão-de considerar-se em analogia com a vida trinitária de Deus, na medida em que, aquilo que pertence a um, pertence também ao outro e o que um possui, também o possui o outro e o que cada um leva a cabo realiza-o com os demais e nos demais. Sendo a comunhão trinitária a fonte e modelo da comunhão eclesial, a Igreja deve manifestar a comunhão como uma reciprocidade entre iguais e simultaneamente diferentes tal como na Trindade divina.

Deste modo, a Igreja nascida no seio da Trindade encontra-se dentro deste grande movimento trinitário: Povo de Deus Pai, redimido pelo Filho que na, força do Espírito, realiza a comunhão desejada pelo Criador. Assim como o homem foi criado à imagem de Deus e reflecte a actividade divina pelo seu conhecimento e amor, da mesma forma a Igreja que continua a obra salvífica de Cristo no mundo deve ser manifestação, no tempo, da vida trinitária de Deus: epifania de Deus Uno-Trino através de Cristo e da Sua Igreja na força do Espírito. Assim, a Igreja é ícone da Santíssima Trindade: nascida do Pai, pelo Filho no Espírito Santo, tem que voltar ao Pai, no Espírito pelo Filho, até ao dia em que tudo fique submetido ao Filho e este entregue tudo ao Pai, para que “Deus seja tudo em todos” (1 Cor 15,28)216

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