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Nouveau volet : commande optimale en temps discret et techniques d’intelligence

Após se ter realizado o pré-processamento é necessário compensar o efeito da normalização espacial. No caso da utilização da VBM, esta permite efetuar, comparações na concentração relativa de SC e SB das imagens após a normalização espacial. Todavia existem casos em que o objetivo de estudo é identificar diferenças volumétricas em tecidos particulares, para isso torna-se então necessário adquirir um conhecimento prévio sobre os volumes normais e também é necessário garantir que a informação absoluta sobre os volumes é garantida e não perdida durante a normalização. Estes modelos apresentam também um sistema de modelação incorporado que compensa os possíveis efeitos da normalização espacial. Este passo envolve multiplicar os volumes da SC pelo seu volume relativo antes e depois na normalização espacial, garantindo assim que a quantidade SC se matem a mesma antes e depois da normalização.

Em suma a realização da multiplicação da normalização da SC pelo seu volume relativo antes e depois da deformação apresenta implicações importantes para a

interpretação das imagens obtidas ( Mechelli, Price, Friston, & Ashburner, Voxel- Based Morphometry of the Human Brain: Methods and Applications, 2005).

3.2.8 Limitações

Apesar de todos os esforços efetuados, os estudos utilizando o VBM ainda apresentam certas limitações. Algumas destas limitações estão associadas ao processo de aquisição e por isso todos os exames agregados a uma investigação devem ser efetuados usando o mesmo equipamento, com parâmetros de aquisição idênticos, uma vez que diferenças significativas nas imagens obtidas se podem dever a mudanças de equipamento ou na sequência da RM. Outras causas destas limitações prendem-se com dificuldades na normalização espacial de cérebro atípicos, na robustez do padrão de testes paramétricos e na interpretação de resultados.

Uma das objeções que a VBM apresenta, são os padrões específicos de anatomia anormal que podem resultar em registos incorretos. O resultado da VBM demonstra- se sensíveis a diferenças sistemáticas que ocorrem devido a erros associados à etapa de normalização espacial. Outra situação a ser atendida é o movimento dos grupos experimentais durante a aquisição dos exames o que pode provocar o surgimento de artefactos. Estes artefactos podem influenciar a segmentação produzindo diferenças de classificação sistemáticos. A Ilustração 16 apresenta um caso que é inviável o estudo da VBM (Bookstein , 2001).

Ilustração 16 Imagem demostra uma imagem nativa de RM que apresenta muito ruído e artefactos. ( CUNHA, 2010)

O estudo de cérebros que incorporam patologias severas, pode apresentar-se como uma dificuldade durante a normalização espacial e a segmentação devido às características atípicas que os cérebros nestas condições apresentam.

Um exemplo desta situação são cérebros que apresentam características que não estão presentes na imagem padrão, o que impossibilita a correspondência exata entre as duas imagens. Os efeitos desta incompatibilidade podem propagar-se a outras regiões cerebrais devido ao efeito de suavização inerente aos campos de deformação. Outra situação limitadora é o facto da segmentação apenas abarcar SC,SB LCR, o que a inibe de modelar tecidos atípicos associados a patologias como tumores ( Mechelli, Price, Friston, & Ashburner, Voxel-Based Morphometry of the Human Brain: Methods and Applications, 2005).

A VBM apresenta um método de deformação simples, que apenas efetua o registo de imagens globais do cérebro. Todavia uma das principais desvantagens da utilização de métodos que efetuam o registo pouco preciso de imagens, é a dificuldade em localizar de forma precisa todas as diferenças volumétricas regionais

( Mechelli, Price, Friston, & Ashburner, Voxel-Based Morphometry of the Human Brain: Methods and Applications, 2005).

Os procedimentos paramétricos padrão, usualmente utilizados na VBM só apresentam validade, se os resíduos forem normalmente distribuídos após serem realizados ajustes no modelo. Quando os resíduos não se apresentam normalmente distribuídos as inferências retiradas da VBM apresentam-se inválidas, uma vez que surgem muitos falsos positivos durante a suavização. Assim modelos desequilibrados apresentam-se como sendo pouco robustos. Uma forma de contornar esta dificuldade é a utilização de métodos não paramétricos que não necessitam de conter resíduos normalmente distribuídos (Salmond, Ashburner, Vargha-Khadem, Connelly, Gadian, & Friston, 2002).

Vários autores classificam a VBM como uma abordagem preconceituosa perante as alterações ocorridas em todo o cérebro associados a um mesmo fenómeno, uma vez que esta técnica apenas focaliza as alterações regionais. Todavia existem alterações patológicas, que se expressão anatomicamente, de forma espacial e subtil, não sendo detetadas aquando da análise regional.

A caracterização destas dependências inter-regionais requerem uma abordagem multivariada. A VBM não apresenta funcionalidade para a caracterização total destas patologias, sendo a sua classificação efetuada por análises volumétricas multivariadas desenvolvidas para caracterizar fenómenos altamente distribuídos e não lineares (Friston & Ashburner , 2004) (Davatzikos , 2004) ( Mechelli, Price, Friston, & Ashburner, Voxel-Based Morphometry of the Human Brain: Methods and Applications, 2005) .

A natureza das transformações de SC e SB identificadas quando se efetuam análises de VBM, é ainda é pouco compreendida, sendo os indivíduos normais aqueles onde as mudanças são mais incompreendidas. Em estudos sobre a doença de Alzheimers e outras doenças degenerativas, acredita-se que as alterações da SC e SB observadas no VBM estão intimamente relacionada com a perda neuronal. Todavia a interpretação das alterações SC e SB torna-se problemática quando mudanças subtis nas estruturas do cérebro estão associadas com disfunções neurológicas e psiquiátricas. (Richardson, Friston, Sisodiya , & Koepp, 1999). A Ilustração 17 demostra a influência das condições do neuro córtex apresenta na medição da SC.

Ilustração 17- Condições que o neuro córtex pode aparecer e que influenciam a medição da espessura da SC. Imagem da esquerda (córtex normal) imagem do centro (córtex com um numero anormal de invaginações) e imagem da direita ( córtex com anormal volume). Adaptado de (Mechelli, Price, Friston, & Ashburner, Voxel-Based Morphometry of the Human Brain: Methods and Applications, 2005)

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