Chapitre 3 Méthode développée
3.4 Etape d’évaluation de l’évolution du rythme de vie
3.4.2 Evaluation par notation
3.4.2.3 Notation par barème statistique
A Modelação de Processos é uma das etapas cruciais do Desenvolvimento de Sistemas de Informação. Nesta última década surgiu um conjunto de técnicas e ferramentas que complementam ou que se assumem como alternativas às técnicas da Análise Estruturada, mais concretamente aos Diagramas de Fluxos de Dados e Dicionários de Dados.
Não obstante, numa primeira descrição dum sistema, continuamos a achar pertinente usufruir dos modelos que estas técnicas nos oferecem, pelo que passamos a apresentar sucintamente cada uma delas.
4.2.2.1 Diagramas de Fluxos de Dados
O Diagrama de Fluxo de Dados (DFD) tem sido uma das técnicas mais usadas na Análise de Sistemas aquando da Modelação de Processos, uma vez que as descrições narrativas e as especificações técnicas apresentam limitações óbvias quando comparadas com os modelos gráficos inerentes a esta técnica.
“…a DFD is a network representation of a model [Tom de Marco].”
Em primeira instância, um DFD tem como finalidade descrever um (sub)sistema como se fosse uma rede de funcionalidades ou de processos, ou seja, uma rede de tratamentos. O DFD é uma representação diagramática lógica do modelo da circulação da informação do (sub)sistema em estudo.
Tal como se pode verificar na figura 41, estes modelos concentram-se na dinâmica do sistema através da identificação de Fluxo de Dados e Processos.
Como são processados
e armazenados
os dados
De onde vêm os dados Para onde vão os dados
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Por um lado, os DFDs visam descrever e documentar graficamente um (sub)sistema, promovendo a clareza e a economia da representação. Por outro, têm como finalidade suportar a comunicação entre os elementos da equipa de projecto e destes com os utilizadores.
Estes modelos focam a dinâmica (fluxos de dados) e a funcionalidade (processos) do sistema, representando-o em partes com vista a gerir a complexidade. Ou seja, com base na abordagem top-down, os DFDs fornecem uma visão detalhada das partes do sistema sem perder a visão global. Os DFDs são bons instrumentos de comunicação não só devido ao facto de oferecerem uma representação gráfica, de baixa redundância e particionada do sistema, mas também devido ao facto de permitirem uma fácil e rápida construção, modificação, leitura e compreensão dos modelos motivadas pelo número limitado de símbolos.
Podemos mencionar como principais vantagens dos DFDs o facto de mostrarem a fronteira entre o (sub)sistema e o seu ambiente exterior, os processos relevantes e os depósitos de dados do sistema, as entidades externas com as quais o sistema comunica e os fluxos de dados através do sistema e deste com o exterior.
Pelo que as suas desvantagens ou limitações poderão ser resumidas ao facto de não mostrarem as estruturas de dados, as necessidades de acesso aos dados, as tomadas de decisão, os volumes de dados ou de informação, os ciclos e os cálculos. Mas não se pretende que mostrem, pois isso anularia as suas próprias vantagens.
Existem diversas notações para os DFDs, mas as mais conhecidas e usadas são a Notação de Gane – Sarson e a Notação de Yourdon - De Marco (ver figura 42).
Notação de Gane - Sarson: Notação de Yourdon - De Marco:
Fluxo de Dados
Processo
Depósito de Dados Entidades Externas
109 • Fluxo de Dados
Um fluxo de dados não é mais do que um contentor de informação em movimento, transferindo dados desde a sua origem até ao seu destino. É representado por uma seta que indica em que direcção fluem os dados, tal como representado na figura 43.
Designação do Fluxo de Dados Físico Designação do Fluxo de Dados Lógico
Figura 43 – Fluxo de Dados dos DFDs
Para controlar a semântica dos DFD, é necessário atribuir novos nomes a fluxos de dados modificados porque, embora a estrutura de dados seja a mesma, o conteúdo e a semântica de um fluxo de dados de entrada é sempre alterado pela transformação sofrida no processo. Então, um fluxo de dados de entrada é sempre diferente do correspondente fluxo de dados de saída.
• Processo
Genericamente, os processos indicam o que o sistema faz e podem ser representados tal como ilustrado na figura 44. Um processo pode ser visto como uma actividade de transformação dos fluxos de dados de entrada em fluxos de dados de saída.
N.º e Designação do Processo N.º e Designação do Processo N.º do Processo Designação do Processo N.º Local Designação do Processo
Figura 44 – Processo dos DFDs
• Depósito de Dados
Tal como o próprio nome indica, um depósito de dados não é mais do que um repositório de informação de armazenamento permanente ou temporário (figura 45). Pode ser considerado um arquivo ou ficheiro cuja estrutura é conhecida; no entanto, nem sempre um depósito de dados acaba por constituir um ficheiro informático.
Os processos interagem com os depósitos de dados através de entradas de dados (escrita de dados no depósito) ou de saídas de dados (leitura de dados do depósito).
Designação depósito Depósito de Dados Repetido Depósitos de Dados Designação depósito Designação depósito Designação depósito Di Di
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• Entidade Externa
Uma entidade externa, tal como o próprio nome indica, é uma entidade representativa de algo exterior ao sistema que recebe ou fornece dados. Assume uma das notações ilustradas na figura 46 com vista a representar uma pessoa, secção, departamento, organização ou qualquer outro sistema.
Designação Entidade Designação
Entidade Designação
Entidade DesignaçãoEntidade
Entidades Externas Entidade ExternaRepetida
Designação Entidade
Figura 46 – Entidade externa dos DFDs
De salientar que, aquando da concepção do DFD, todos os componentes devem ter um nome, que deverá ser único e representativo do objecto, uma vez que poderá ser um possível
identificador no Dicionário de Dados.
Na construção de Diagramas existem genericamente quatro tipos de diagramas de acordo com o grau de decomposição (ver figura 47):
• Diagramas de Contexto;
• Diagramas de Nível Zero ou de Alto Nível (também designados por pais);
• Diagramas de Nível Um, Nível Dois, ... Nível N (também designados por filhos);
• Diagramas de Decomposição que nos permitem deduzir e visualizar os processos inerentes a DFDs de 1.º Nível; 2.º Nível; 3.º Nível e assim sucessivamente.
Este tipo de decomposição em níveis, representado na figura 47, visa essencialmente lidar com a complexidade do sistema.
O Diagrama de Contexto representa: - os limites do sistema;
- as fronteiras de comunicação com o exterior (ou com outros subsistemas); - os fluxos de dados de entrada e de saída inerentes à comunicação com o exterior. Refira-se que os depósitos de dados são desnecessários no nível mais alto de Modelação (Diagrama de Contexto) para a compreensão do sistema.
O Diagrama de Alto Nível ou DFD 0 representa: - a visão global do sistema;
- a delimitação clara das fronteiras a respeitar;
- a comunicação com o exterior em termos de informação; - o armazenamento da informação: os depósitos de dados.
111 Os diagramas de decomposição têm como principal finalidade representar, para um dado processo, os processos que lhe estão subjacentes.
DIAGRAMA DE CONTEXTO TIPO DE DFD: NÍVEL DO DFD: 1 2 3 DIAGRAMA DE ALTO NÍVEL DFD 0 DFD de 1.º Nível DIAGRAMA DETALHADO ou DFD 1 DFD 2 DFD 3 DFD de 2º nível DFD 1.1 DFD1.2 DFD1.3 DFD2.1 DFD2.2 DFD3.1 DFD3.2 DFD3.3 DFD de 3º nível 1.1 1.2 2.1 2.2 1.3 3.1 3.2 3.3
Descrição dos processos
Figura 47 – Decomposição dos DFDs em níveis
Podemos estabelecer os seguintes passos na construção de DFDs de nível inferior: 1) Expandir o processo em subprocessos ou actividades elementares: número máximo de
processos de 7 a 12 consoante notação adoptada;
2) Verificar a consistência da representação: todos os fluxos e depósitos de dados do processo expandido encontram-se na fronteira; os depósitos são manipulados da forma estabelecida (leitura/escrita); os depósitos locais estão dentro dos limites da representação; 3) Evitar a redundância na decomposição: não representar as origens nem os destinatários
dos fluxos, excepto no caso de situações de excepção;
4) Garantir que a rede está bem interligada: a rede de tratamentos a obter deve estar interligada apenas por processos comunicantes ou depósitos comuns;
5) Manter equilíbrio de representação no conjunto global dos DFDs: se a representação do 2º nível for complexa, não basta alterar o DFD de 2º nível, é também necessário alterar o DFD de 1º nível e criar um DFD de 3º nível;
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4.2.2.2 Dicionário de Dados
O Dicionário de Dados tem como finalidade definir e documentar todos os dados que entram, são processados e saem do sistema [Isaías 2001]. Por conseguinte, o Dicionário de Dados visa complementar os DFDs através da descrição de todos os dados mencionados nos DFDs. Assim, um Dicionário de Dados constitui um catálogo que contém as definições detalhadas para todos os componentes dos DFDs e, consequentemente, as definições para todos os detalhes sobre os dados do sistema.
Os fluxos de dados, os depósitos de dados, os processos e as entidades externas constituem, então, entradas de um Dicionário de Dados, pelo que poderão ser identificados quatro níveis de descrição dos dados (figura 48):
• Dados Elementares: são dados que não necessitam de uma maior decomposição (dados que não podem ser divididos). Exemplo: Id_Escola, Designação, Localidade.
• Dados Compostos: são estruturas compostas por dados elementares ou por outras estruturas de dados, ou de uma mistura de ambos (dados que podem ser futuramente divididos). Exemplo: Endereço (Rua, Localidade, Código Postal).
• Fluxos de Dados: são estruturas de dados em movimento. • Depósitos de Dados: são estruturas de dados estáticas.
FLUXO DE DADOS DEPÓSITO DE DADOS
ESTRUTURA DE DADOS (Dado Composto)
ELEMENTO DE DADOS (Dado Elementar)
Figura 48 – Hierarquia da descrição dos dados num Dicionário de Dados
Tal como podemos verificar na figura 48, o Dicionário de Dados é o conjunto das definições formais de todos os dados do sistema.