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Chapitre 2 Support du travail

2.3 Correction des données fournies par les capteurs

2.3.2 Méthode

As Metodologias do Ciclo de Vida do Desenvolvimento de Sistemas (SDLC - Systems

Development Life Cycle) constituem o método tradicional de Desenvolvimento de Sistemas de

Informação que assentava nas seguintes fases:

Estudo prévio (Identificação e Selecção do Projecto + Planeamento e Início do Projecto); Análise do Sistema;

Concepção ou Projecto Lógico do Sistema; Concepção ou Projecto Físico do Sistema; Construção ou Implementação do Sistema; Instalação e Manutenção do Sistema.

69 Existem várias abordagens a este tipo de método apresentando um número e designação de fases diferente do exposto aqui. Todavia, os produtos finais de cada uma delas são praticamente os mesmos.

O ciclo de vida ou processo consiste num conjunto de fases sequenciais, cada uma delas com tarefas bem definidas e nas quais participam pessoas com responsabilidades atribuídas e com diferentes competências [Silva 2001].

A descrição detalhada deste método visa essencialmente explicitar o ciclo de vida ou processo de Desenvolvimento de Sistemas de Informação, uma vez que as fases sequenciais que o compõem estão presentes na evolução metodológica.

3.2.1.1.1 Estudo Prévio

O Estudo Prévio ou investigação preliminar consiste, por um lado, na identificação da necessidade de um novo sistema ou da melhoria de um sistema existente e, pelo outro, no planeamento e início do projecto (plano detalhado para o sistema proposto, incluindo a apresentação das fases posteriores e respectivos recursos necessários).

1. Recolha do pedido:

Identificação dos motivos ou problemas que originaram o pedido de um novo sistema.

Porque é que se necessita de um novo sistema e qual a sua prioridade?

2. Condução da análise de riscos:

Visão global do sistema actual (levantamento dos processos existentes, seus problemas e riscos e averiguação do que se pensa, à partida, ser a solução). O que está a ser feito? O

que se pretende? O que se pensa ser a solução?

3. Testes de previsão da viabilidade:

- Prever a viabilidade operacional do novo sistema: Existe patrocínio da Direcção? Existe

o envolvimento dos utilizadores? Existem barreiras à implementação do projecto? Qual a influência do novo sistema na organização e nos seus clientes e fornecedores? O sistema novo garante a satisfação das exigências e necessidades de informação? Quais as vantagens/desvantagens do sistema novo face ao sistema actual?

- Prever a viabilidade técnica do novo sistema: Existe tecnologia para suportar o novo

sistema? Que recursos? O sistema pode ser expandido? O equipamento tem capacidade para garantir manutenção, rapidez, rigor, confiança, facilidade de acesso e segurança dos dados?

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- Prever a viabilidade económica e financeira do novo sistema: Quais os custos e

benefícios? Quanto tempo demorará a recuperar o investimento inicial? Gráficos de custos, benefícios e rendimento ao longo do tempo são suficientes?

d) Elaboração da proposta (pode ser vista como um PDI – Plano Director de Informática): - Clarificação da finalidade e objectivos do projecto;

- Descrição da dimensão do projecto, suas alternativas e estudo de viabilidade;

- Cronograma das várias actividades (previsão temporal): Gráficos de Gantt, Redes PERT (Program Evaluation and Review Technique) e CPM (Critical Path Method).

As principais técnicas de levantamento de dados do sistema existente ou para o novo sistema, às quais se recorre nesta fase preliminar e na identificação dos requisitos do sistema, são: observação pessoal, questionários, entrevistas, pesquisa e reuniões de grupo.

3.2.1.1.2 Análise do Sistema

Em primeira instância, a Análise tem como objectivo determinar e organizar as necessidades para o sistema a desenvolver ou para o sistema existente. Esta fase pode ser composta por três sub-fases [Isaías 2001]:

• Determinação das necessidades ou requisitos; • Estruturação dessas necessidades ou requisitos;

• Elaboração e selecção de alternativas, com base essencialmente em factores fundamentais: custos, trabalho e níveis técnicos necessários.

A recolha de informações sobre o sistema actual com vista à identificação dos requisitos do sistema, pode traduzir-se nas seguintes tarefas:

• Recolha e interpretação detalhada dos factos: documentos que circulam pelo sistema, qual o seu conteúdo, como são gerados, que transformações sofrem;

• Apreensão dos problemas e alternativas existentes: percepção dos problemas e do modo de os evitar ou alternativas para os minimizar;

• Análise das fragilidades e erros do sistema: identificar os pontos frágeis do sistema, isto é, onde a informação está sujeita a erros, demoras, mau aproveitamento, etc.;

• Lista dos meios disponíveis (recursos) e avaliação do seu desempenho: identificação dos recursos para o processamento da informação e averiguação do rendimento de cada um desses recursos em termos de eficiência e rapidez no tratamento da informação.

Para a realização destas tarefas, determinando as necessidades do sistema, é crucial envolver os utilizadores actuais ou potenciais, perguntando, observando, verificando ou

71 fazendo o seu próprio trabalho. Tipicamente, são efectuadas entrevistas e questionários e promovidas sessões em grupo.

As tarefas ou momentos a destacar nesta fase são o Levantamento de Requisitos (identificação detalhada das funcionalidades do sistema) e a Especificação do Sistema (descrever “o que o sistema deve fazer” e não “como fazer o sistema”) [Silva 2001].

É indispensável que, após a Análise do Sistema, o analista que a efectuou saiba “o que o sistema faz (ou deve fazer)”, tenha uma visão perfeita de como funciona e a percepção de quais os seus pontos fortes e fracos (só assim conseguirá projectar um SI novo ou melhorar o SI existente).

3.2.1.1.3 Concepção ou Projecto do Sistema

A Concepção ou Projecto do Sistema consiste no conjunto de processos de planeamento do novo sistema que irá complementar ou mesmo substituir o sistema actual. Esta fase tem como finalidade definir detalhadamente a arquitectura global da solução desde os aspectos mais conceptuais até aos aspectos mais tecnológicos.

Com base na Especificação do Sistema inerente à fase da Análise, inicia-se a fase do Projecto, também designada Especificação Técnica, uma vez que são definidos os componentes aplicacionais (objectos, módulos, programas, servidores aplicacionais), tecnológicos (redes, máquinas, outros servidores) e os dados (estrutura de ficheiros e base de dados, servidores a utilizar) [Silva 2001].

O Projecto do Sistema divide-se em duas sub-fases complementares: Projecto Lógico e Projecto Físico.

a) Projecto Lógico

A fase de Projecto Lógico consiste na estruturação de todas as necessidades de informação para o sistema a desenvolver. Durante esta fase, os analistas concentram-se nos aspectos conceptuais com vista a especificar o novo sistema de acordo com os requisitos do sistema determinados na fase de Análise do Sistema:

- Construção das entradas e saídas de dados mais eficientes, isto é, fichas ou écrans e mapas ou listagens que contenham os dados necessários, organizados e dispostos de forma prática e agradável a quem os utiliza;

- Descrição das regras de processamento, elaboração dos ficheiros que irão conter a informação, bem como o seu tipo de organização;

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- Estruturação de como será o novo sistema: menus, opções, comandos ou controlos, validações, dependências e demais aspectos de funcionamento do sistema.

Como produto final desta fase obtém-se uma descrição detalhada das especificações funcionais, independentemente da plataforma (conjunto de hardware e software) que venha a ser adoptado. O Projecto Lógico deve acontecer sempre antes do Projecto Físico. Não obstante, nem sempre este princípio é seguido, condicionando (muitas das vezes negativamente) o sucesso da especificação do sistema.

b) Projecto Físico

A fase de Projecto Físico consiste na especificação organizacional e tecnológica para o sistema a desenvolver. Durante esta fase, os analistas procedem à:

- Escolha das técnicas e linguagens de programação em que deve ser desenvolvido o novo sistema e selecção dos sistemas de gestão de base de dados;

- Descrição dos programas e estrutura das Bases de Dados, para além da elaboração algorítmica das rotinas-base que devem constituir o software do novo sistema;

- Escolha e aquisição de recursos tecnológicos em conformidade com as características da infra-estrutura tecnológica de suporte e as exigências do sistema em termos de velocidade, eficiência, capacidade e segurança no processamento e partilha dos dados com outros sistemas, para além da correspondente elaboração dos planos de instalação do sistema (incluindo arquitecturas de computadores, tecnologias de base de dados, entre outras plataformas de hardware e software a adoptar).

3.2.1.1.4 Construção do Sistema

A Construção do Sistema consiste essencialmente na elaboração de todo o software e ficheiros de dados do sistema, ou seja, as aplicações informáticas, sua interligação, testes e sua documentação. A Construção do Sistema pode ser também designada por etapa de implementação ou programação e permite gerar o código necessário ao funcionamento do sistema de acordo com o projecto da fase anterior.

De salientar que as aplicações informáticas devem ser construídas seguindo técnicas estruturadas de programação e obedecendo a critérios de reusabilidade, portabilidade, flexibilidade, amigabilidade, eficiência e produtividade com vista à obtenção de software de qualidade. Para além da codificação e testes, esta fase, dependendo dos autores, poderá ainda ser responsável pela instalação do novo sistema e descontinuação de sistemas obsoletos.

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3.2.1.1.5 Instalação e Manutenção do Sistema

A Instalação e Manutenção do Sistema visa não só preparar e instalar o sistema no ambiente para o qual foi projectado, mas também acompanhar o funcionamento do mesmo, resolvendo eventuais problemas e melhorando algumas partes específicas.

Esta fase inicia-se aquando da realização das etapas de instalação, incluindo também as etapas de testes, avaliação e verificação do sistema e de formação dos utilizadores. A avaliação e verificação consistem na confirmação de que a codificação do sistema foi efectuada em conformidade com a especificação técnica resultante da fase de Projecto, que por sua vez resultou dos requisitos especificados na Análise. O sucesso destas tarefas traduz- se na aceitação formal do sistema pelo cliente ou utilizador.

Caso surjam diversos pedidos de alteração dos requisitos ou caso o sistema se torne obsoleto, será necessário promover a sua substituição. Pelo que esta fase será também responsável por desencadear novamente o Ciclo de Desenvolvimento de Sistemas.

Desde o início do projecto à instalação final, todas as fases devem ser devidamente documentadas, nomeadamente através da elaboração do manual do sistema ou aplicação e do manual do utilizador.