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Nitruration avec de faibles teneurs en azote

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Déformation de composition ( c )

Chapitre 3 : Nitruration et Carburation assistées par plasma de l’acier inoxydable austénitique 316L

3.2.2 Nitruration avec de faibles teneurs en azote

O desemprego conforme já fora sinalizado tem sido apontado como um dos graves problemas decorrentes do processo de reestruturação produtiva. Aumenta-se a concentração de renda, os índices de desemprego e consequentemente a pobreza. Numa sociedade capitalista centrada na desigualdade, em que os trabalhadores lutam para vender a sua força de trabalho e a partir daí prover no mínimo o seu sustento, no momento em que “não tem onde vender” essa força instaura-se um “profundo mal-estar”: o desemprego. Quando o emprego falta ao trabalhador ocorre uma busca incessante pelo tão “sonhado emprego” e a submissão a trabalhos precários. É o medo da não ocupação, da falta de salários para manter pelo menos as condições materiais mínimas de existência.

O mal supracitado é disseminado para todas as partes do mundo, é assim globalizado. Apesar de atingir mais ferozmente os países de “capitalismo periférico”, está presente também naqueles de capitalismo avançado. Conforme pontua Mészaros (2006) atualmente, nenhum setor do trabalho está imune à miséria desumana do desemprego e do trabalho temporário. No entanto no discurso da burguesia tal problema é deturpado em nome da propaganda ilusória dos benefícios advindos da flexibilidade. Assim de forma estratégica, a fim de esconder os problemas decorrentes da expansão e da acumulação do capital é que os dados referentes ao desemprego nos países de capitalismo avançado são maquiados sendo sustentados pela falsa ideia da flexibilidade.

O desemprego é, portanto característico do modo de produção capitalista, o qual é contraditório e sustenta-se a partir da “venda de ilusões” e faz parte da sua crise estrutural. Assim, não foi capaz de sustentar a ideia do “pleno emprego”, pelo contrário lança para os trabalhadores a permanente incerteza de permanecer ou não empregado. É valiosa a passagem de Marx (1848) no Manifesto Comunista,

A fim de oprimir uma classe, devem ser-lhe asseguradas certas condições sob as quais possa, pelo menos, continuar a sua existência servil. [...] [Mas] a burguesia é incapaz de continuar a ser por muito mais tempo a classe dominante da sociedade e a impor à sociedade como lei reguladora as condições de vida da sua classe. Ela é incapaz de dominar porque é incapaz de assegurar ao seu escravo a própria existência no seio da escravidão, porque é obrigada a deixá-lo mergulhar em um estado em que tem de ser ela a alimentá-lo ao invés de ser alimentada por ele (MARX e ENGELS, apud MÉSZAROS, 2006, p. 31).

Desse modo a classe trabalhadora vê-se submetida a desumanizadora precarização da força de trabalho. Em nome da flexibilidade são impostas variadas formas de contrato de

trabalho que retiram do trabalhador direitos sociais conquistados. Os trabalhos passam a ser cada vez mais precários, não são constituídos vínculos empregatícios. É a desregulamentação do mundo do trabalho. É ilustrativo do cenário pós-fordista a passagem do II Manifesto (1998),

[...] o trabalho sem garantias e mal pago está se alastrando como uma mancha de óleo, ao passo que mesmo o trabalho mais estável está sofrendo uma pressão em direção à intensificação sem precedentes à plena disponibilidade para uma submissão aos mais diversificados horários de trabalho (apud MÉSZAROS, 2006, p.37).

Essa suposta alternativa de combate ao desemprego, a flexibilização, em nada favorece a classe trabalhadora. Ao contrário além de contribuir para a expansão do trabalho precário, irregular e sem garantias aumenta-se a competitividade. O eixo do problema é assim deslocado, pois passa a ser algo de responsabilidade do indivíduo e não um produto das condições político-econômicas e sociais do sistema vigente.

Vasapollo (2006) situa que há um avanço do “trabalho atípico”, inclusive nos países da Europa, com destaque para a Itália, onde predomina tal tipo de trabalho. Assim destaca o “Pacto para a Itália” (Lei nº 30/2003), responsável pela reforma do mercado de trabalho deste país. Para o autor este Pacto representa o “caminho para a destruição dos direitos trabalhistas” (p.50). Desse modo salienta que “o trabalho de tempo integral e por tempo indeterminado é apenas um dos 44 tipos existentes no país”. Esse cada vez mais escasso. Têm se (re)criado formas de trabalho servil análogas à escravidão.

Nesse cenário de incertezas são criadas medidas paliativas a fim de sustentar e manter o próprio sistema, a exemplo dos programas sociais de geração de emprego pelo governo. Tais ações comumente são desenvolvidas pela parceria público-privada, sendo esta característica da ação intervencionista do Estado em prol do capital no contexto do neoliberalismo. Pode-se dizer que o Estado Mínimo vigente é apenas para o povo.

O relatório de 2009, acerca das condições de trabalho no mundo, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) deixou em evidência a situação de precariedade vivenciada pela população mundial e a falta de perspectivas no que tange a inserção no mercado de trabalho. É destacado no mesmo que a situação atinge “especialmente os poucos qualificados, imigrantes, mais velhos e jovens” (OIT apud DRUCK, 2010, p.105). Destaca também que a crise do emprego está longe de ser superada. Druck (2010) salienta que “a prática do trabalho

decente não tem resistido à avassaladora precarização social do trabalho trazida pela mundialização e continuidade das políticas neoliberais nos anos 2000” (p.107).

No Brasil durante as décadas de 1980 e 1990 houve uma grave crise do emprego. No discurso oficial está presente que o mesmo é decorrente, dentre outros fatores, da falta de qualificação dos trabalhadores. Desse modo são criadas políticas de emprego que não vão ao cerne da questão. Por isto, por vezes focais e paliativas, pois não contribuem para a geração de novos postos de trabalho. Conforme informa Pochmann (2006) o Brasil foi incluído no bloco dos quatro países com maior volume de desempregados. Em acordo com o autor afirma-se que “não há mais estratos sociais imunes ao desemprego” (p.62). Contudo, destaca- se que o desemprego afeta diferentemente as classes sociais, sendo mais presente na classe operária. Embora não tenhamos nos detido na análise destas diferentes categorias, afirmamos que ao se considerar as categorias raça, gênero e níveis de escolaridade encontram-se diferenças em relação à situação de emprego.

Druck (2010) traz uma contribuição importante ao expor de forma contundente o atual e constante panorama da crise no Brasil segundo ela abrangente, generalizada e central:

1) atinge tanto as regiões mais desenvolvidas do país, a exemplo de São de Paulo, quanto as regiões mais tradicionalmente marcadas pela precariedade; 2) está presente tanto nos setores mais dinâmicos e modernos do país, como nas indústrias de ponta, quanto nas formas mais tradicionais do trabalho informal... 3) atinge tanto os trabalhadores mais qualificados quanto os menos qualificados. Enfim, essa precarização se estabelece e se institucionaliza como um processo social que instabiliza e cria uma permanente insegurança e volatilidade no trabalho, fragilizando os vínculos e impondo perdas dos mais variados tipos (de direitos, do emprego, da saúde e da vida) para todos que vivem do trabalho (p.108).

Diante do exposto pode-se afirmar que se vive num contexto de incertezas em que a maioria dos brasileiros está sem emprego ou submetidos a trabalhos informais. O tempo do trabalho é assim intensificado, massificado tornando-se por vezes insuportável. A situação vivenciada por estes brasileiros entre o desemprego, o subemprego, a informalidade e a constante busca de emprego deu origem a nova categoria medida pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED): “desemprego oculto por trabalho precário”, conforme informa Druck (2010, p.111). Esse clima de insatisfação, medo, competitividade tem contribuído para a formação de uma legião de trabalhadores adoecidos.

Nesse contexto de incertezas e insegurança ganha centralidade e visibilidade a situação ocupacional dos jovens devido aos dados anunciados por diferentes organismos que atestam que o índice de desemprego e consequentemente de vulnerabilidade social é maior entre os

jovens. Silva e Andrade (2009) informam que “em 2007, havia 4,8 milhões de jovens desempregados, representando um número de 60,74% do total de desempregados no país e correspondente a uma taxa de desemprego três vezes maior que a dos adultos” (p.45). Além disto, 19,8% era o número de jovens que não estudavam nem trabalhavam. Esse quadro denota a preocupante situação de precariedade vivenciada por este significativo contingente populacional. Conforme os dados apresentados tanto o trabalho quanto a educação têm sido negados à juventude.

As experiências de trabalho da juventude são marcadas pelo desemprego. Conforme afirma Druck “os jovens têm uma vida de trabalho saturada de incertezas. É verdade que a incerteza não é uma novidade deste momento histórico da sociedade capitalista, mas a incerteza do presente produz um fato novo: a incapacidade de projetar o futuro” (DRUCK, 2010, p.115).

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