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Nombre d'onde (cm -1 )(a)

V. 1.2 13B Aluminate de lanthane

V.1.3 Niobate de lithium

A Hidroginástica é uma atividade de grupo de fitness, desenvolvida em meio aquático, conforme se ilustra na Figura 7, que inclui exercícios aeróbios para o desenvolvimento da componente cardiorrespiratória e exercícios para o desenvolvimento da resistência e força muscular localizada e flexibilidade (Sanders & Rippee, 1993).

Figura 7 – Atividade de Hidroginástica.

Devido ao facto da Hidroginástica ser uma atividade realizada em meio aquático, não é possível uma transferência direta e simples das atividades realizadas em terra onde o efeito do envolvimento (ar) sobre o trabalho muscular é praticamente nulo. No caso da Hidroginástica ambos, instrutor e participante, devem estar conscientes das propriedades da água de forma a desenvolver um treino que reproduza os estímulos e as resistências pretendidas. De acordo com Sanders e Rippee (1993) através da utilização das características da água (i.e. viscosidade, flutuação, velocidade, inércia e superfície), bem como a utilização de diversos materiais de sobrecarga (e.g. halteres, coletes, esparguetes, caneleiras, aquafins, barbatanas, etc.) pode-se variar a intensidade do exercício. Por seu turno, mediante o tipo de exercício

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realizado, pode-se adotar diversas posições corporais (e.g. em pé, deitado lateral, deitado ventral, deitado dorsal, etc.).

No que diz respeito à profundidade da piscina onde se desenrola a atividade existem dois tipos de profundidades normalmente preconizadas: Shallow Water (i.e. profundidade da água ao nível do peito), Transitional (i.e. profundidade da água acima da linha do peito até ao nível do ombro) e Deep Water (i.e. profundidade da água acima do nível do peito).

Relativamente ao ensino da Hidroginástica existem algumas limitações ao nível da participação do instrutor, já que este, ao contrário dos instrutores em salas de aulas de grupo, não possui espelhos para assistir na demonstração nem mesmo se deslocar por entre os praticantes. Por essa razão, muitas vezes poderá ser necessário o instrutor de Hidroginástica demostrar os exercícios no cais (Deck) sem participar diretamente na classe (Sanders & Rippee, 1993). Outros aspetos que também influenciam o ensino desta modalidade são o facto de a água esconder as partes do corpo submersas dos praticantes, dificultando assim a visualização e correção dos exercícios. Esta mesma correção assim como a comunicação em geral, é ainda afetada pela acústica das piscinas, que normalmente não é a mais favorável, o que só vem ainda valorizar mais o papel da linguagem não-verbal e a importância do seu estudo e domínio.

Considerando todos estes constrangimentos os instrutores dão especial atenção à demonstração em segurança dos exercícios no Deck, à velocidade apropriada na água e à exploração do meio aquático. Por essa razão são muitas vezes utilizadas para a demonstração materiais como cadeiras ou barras que ajudem a suportar o corpo, calçado antiderrapante e, se possível, o uso de microfone à prova de água.

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Capítulo III

3 METODOLOGIA

RESUMO:

Uma vez analisada a literatura relacionada com a comunicação não-verbal e sua aplicação ao contexto do fitness, mais especificamente às atividades de grupo, são de seguida apresentadas as opções metodológicas assumidas na elaboração desta investigação. Assim, inicialmente é feita a caracterização da amostra dos instrutores que participaram neste estudo, seguindo-se uma referência à metodologia observacional, bem como à metodologia de desenvolvimento e validação do Sistema de Observação da Comunicação Proxémica. Posteriormente são descritos os instrumentos, os materiais utilizados e os procedimentos adotados na recolha de dados. Por último são apresentadas as técnicas estatísticas aplicadas no tratamento dos dados.

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3.1 AMOSTRA

Esta investigação assenta no estudo do comportamento não-verbal cinésico e proxémico de instrutores de atividades de grupo de fitness. Tendo em conta os objetivos definidos em cada um dos estudos, foram constituídas diferentes amostras de instrutores que obedeciam às características pretendidas e que apresentaram o seu consentimento por escrito para a realização deste trabalho. Desta forma, participaram nesta investigação um total de 84 instrutores de vários ginásios distribuídos por Portugal continental (i.e. norte, centro e sul). As diferentes amostras que foram constituídas pelos motivos supramencionados são devidamente apresentadas e caracterizadas em pormenor em cada um dos diferentes estudos realizados.

Importa referir que devido às características gerais da amostra, as gravações das aulas estavam condicionadas aos horários dos instrutores, sendo efetuadas em diferentes dias e horas. Todas as 84 aulas iniciaram com o aquecimento, seguindo-se da fase fundamental, concluído com o retorno à calma e alongamento.

3.2 CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS

3.2.1 Metodologia observacional

O presente estudo centra-se na análise da comunicação não-verbal cinésica e proxémica do instrutor de fitness no decorrer da lecionação de aulas de grupo. Para realizar esta análise recorreu-se à metodologia observacional conforme definida por Anguera, Blanco, Losada, e Hernández (2000).

Este tipo de metodologia tem conhecido um inegável desenvolvimento nas últimas décadas e cuja validade científica está perfeitamente consolidada, como demonstram os estudos realizados a nível internacional (Castañer, Anguera, & Castellani, 2007; Castañer, Camerino, Anguera, & Jonsson, 2010; Castañer, Miguel, & Anguera, 2009; Castañer, Torrents, Anguera, & Dinušová, 2008; Castañer, Torrents, Anguera, Dinusova, & Jonsson, 2009; Fernandez, Camerino, Anguera, & Jonsson, 2009; Jonsson et al., 2006a; Jonsson et al., 2006b), bem como os estudos realizados sobre o

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comportamento pedagógico dos instrutores de fitness em Portugal (Castañer, Franco, Rodrigues, & Miguel, 2012; Franco, Rodrigues, & Balcells, 2008; Simões, Franco, & Rodrigues, 2009).

O conceito de observação distingue-se do ato de “olhar” uma vez que este implica dar significado ao que se observa através da seleção da parte da informação que é determinante (Sarmento, Campaniço, Leitão, Jonsson, & Anguera, 2011). Contudo, este processo não é totalmente objetivo nem, na maioria dos casos, neutro. Isto deve-se ao facto de ser um processo estritamente humano, onde as expetativas, dúvidas e incertezas se desenvolvem num quadro de referência próprio.

Esta humanização do processo de observação, faz com que este esteja sempre associado a distorções sistemáticas ou assistemáticas que refletem os erros dos próprios observadores e dos procedimentos adotados. O recurso à observação sistemática tem como objetivo minimizar o efeito do erro através da utilização de instrumentos que apresentam validade interna, ou seja medem o que pretende ser medido (Anguera, 2009).

3.2.2 Desenho observacional

A utilização da metodologia observacional tem como vantagem a sua flexibilidade, a sua capacidade de ajustamento a uma ampla variedade de comportamentos, o seu rigor, a sua natureza discreta e não restritiva. Por outro lado, o tempo que requer para o seu domínio e a complexidade do processo de treino dos observadores e as restrições de natureza ética constituem-se como aspetos menos vantajosos.

Esta investigação propõe-se assim seguir esses mesmos eixos que caracterizam uma investigação desenvolvida a partir de uma metodologia observacional, caracterizada pelo estudo do comportamento espontâneo e habitual de um ou vários sujeitos, durante um tempo determinado, que executam tarefas ou atividades com vários níveis de resposta num contexto natural e habitual, pelo que se caracteriza por ser ideográfica, pontual e multidimensional, conforme a classificação proposta por Anguera, Villaseñor, Blanco e Losada (2001):

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 Ideográfica (I) - centrada na análise de um indivíduo;

 Pontual (P) - é observada uma aula de grupo de cada um dos oitenta e quatro sujeitos;

 Multidimensional (M) - uma vez que a comunicação será analisada sob diferentes pontos de vista (dimensões ou critérios).

De acordo com Castañer (2009), na aplicação da metodologia observacional ao estudo da comunicação não-verbal, uma das principais preocupações metodológicas que se coloca é o da viabilidade de se poder definir objetivamente e delimitar a grande diversidade de comportamentos. Existem, por exemplo, comportamentos fáceis de identificar, como os movimentos das mãos e braços que ilustram uma explicação verbal. No entanto, esta dimensão de comportamento cinésico de ilustração poderá estar subdividida em diversas categorias de ilustração, de aparência mais Pictográfica, Cinetográfica, etc. (Castañer, 2009). Por este motivo, a definição dos graus de abertura para cada dimensão e categoria é um aspeto que assume uma grande relevância em sistemas de observação do comportamento não-verbal.