1. CHAPTER I: INTRODUCTION
1.6. Neuroinflammation in DLB
A primeira etapa do estudo consistiu em uma pesquisa bibliográfica e documental que teve a complementação de um estudo bibliométrico, com análise estatística descritiva simples e análise de conteúdo. Ela foi realizada para conhecer de maneira mais aprofundada o tema acerca da Inovação na Gestão Pública e delimitar uma possível lacuna teórica.
115 Na segunda etapa do estudo, consolidou-se o referencial teórico que serviu de base para a posterior análise dos dados. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica. Revisou-se nesta fase as literaturas sobre O Histórico da Administração Pública no Brasil, Isomorfismo Gerencial, Análise de Ambiente Interno, Inovação, Teoria Institucional e Neo- institucionalismo, proporcionando conhecimentos para que o pesquisador possa ter respaldo teórico suficiente para explorar de maneira mais adequada os temas propostos. Para apresentar uma revisão de literatura acerca dos objetivos delimitados, o embasamento teórico foi feito com base em artigos e literatura especifica. As análises e pesquisas bibliográficas de autores clássicos e de autores específicos do tema servirão de base para uma análise profunda do estudo, na qual o autor poderá identificar aspectos relevantes para a compreensão do tema.
Os artigos foram selecionados a partir de pesquisas em bibliotecas eletrônicas com abrangência de periódicos científicos.
A terceira etapa do estudo consistiu em estudo de caso para a compreensão de três perspectivas do caso de estudo com o objetivo de verificar, por meio das entrevistas e análise de documentos, a análise do ambiente de inovação na Administração Pública. Como já mencionado, as organizações selecionadas para o estudo de caso foram três representantes da Administração Pública Estado de Santa Catarina.
Nesta fase de Coleta de dados, as ações foram divididas em alguns estágios:
a. Coleta de dados: Se deu a partir de entrevistas com servidores do alto escalão da Administração Pública Estado de Santa Catarina, bem como com servidores de carreira e servidores pertencentes à cargos comissionados, a fim de obter pareceres diferenciados acerca do tema.
b. Observação: A técnica de observação foi utilizada com o intuito de validar as informações coletas em entrevista e compreender em campo as informações coletas.
Na fase de análise dos dados, desenvolveram-se duas etapas: a. Análise documental: Foi feita uma análise de registros impressos e digitais disponibilizados pelas instituições pesquisadas que descreviam seus processos, sistemas de gestão e políticas internas.
b. Análise de dados primários: Com base nas entrevistas, documentos, observações e apoio do referencial teórico foi possível
116 compilar e analisar os dados recolhidos em campo a fim de apresentar as evidências que comprovem ou não as assertivas selecionadas.
Os procedimentos para análise e tratamento dos dados foram destacados no quadro 14.
Quadro 14 - Análise e Técnica dos Dados
Tipo de Análise Técnica de Coleta Software Utilizado
Resultado Almejado
Quantitativa Questionário Google Docs
Microsoft Excel
Exatidão nas informações
colhidas
Qualitativa Entrevista semi- estruturada Microsoft Excel para organização dos dados Obter informações generalizadas para a pesquisa, não encontradas em registros documentais.
Fonte: Elaborado pelo autor
Após a coleta de dados, houve o cruzamento das informações das mesmas com a metodologia e preceitos teóricos dos seguintes autores:
Estrutura – Dimensões contempladas nos estudos de Volberda (1998)
Conforme a metodologia preconizada pelo autor, é possível analisar o potencial de flexibilidade da estrutura de uma organização entre o caráter mecanicista (baixo potencial de flexibilidade) e o organístico (alto potencial de flexibilidade). Assim, este potencial de flexibilidade coaduna com os conceitos e pressupostos de Inovação organizacional, pois um ambiente de inovação é resultado de um ambiente baseado em estruturas flexíveis.
117 Seguindo o estudo de Volberda (1998), analisou-se o potencial de flexibilidade estrutural da Administração Pública Estado de Santa Catarina sob três perspectivas: a forma organizacional básica, os sistemas de planejamento e controle e os processos de regulação, conforme já abordado.
Quadro 15 - Dimensões (Estrutura)
Fonte: Elaborado pelo autor
Assim, será adotado o esquema já abordado nos capítulos anteriores deste estudo, onde Volberda (1998) representa este potencial de flexibilidade, dividindo a estrutura das organizações em mecanicistas e orgânicas.
Figura 6 - Potencial de Flexibilidade
Fonte: Elaborado pelo autor
Estrutura mecanicista
Estrutura orgânica
118 Assim, as estruturas orgânicas tendem a ser mais flexíveis por possuir indivíduos mais críticos, criativos e com uma visão sistêmica mais apurada. Além do mais, as estruturas são mais horizontais, existem menos formalizações nas relações e a comunicação se dá de forma mais fluida.
Por outro lado, as estruturas mecanicistas possuem alto nível de formalização, níveis hierárquicos maiores, centralização de informações e os objetivos já são pré-definidos, o que torna o ambiente mais estático e dificultando quaisquer modificações, ou seja, possui menor potencial de flexibilidade.
Cultura – Dimensões contempladas nos estudos de Fiates (2010)
Segundo Fiates (2010), através destas dimensões é possível analisar características de uma cultura inovadora em uma organização. As dimensões analisadas, conforme já explicitada no Capítulo 2, serão as seguintes: Missão, Adaptabilidade, Envolvimento, Consistência ou Coerência e Difícil de ser observado.
Quadro 16 - Dimensões (Cultura)
119 Será analisado neste componente organizacional o nível de inovação em cada um dos Três Poderes, sendo que quanto mais inovativo mais próximo está de uma cultura de inovação. Em contraponto, quanto menos inovadora for a organização, mais próxima ela está de uma estrutura conservadora de Gestão.
Figura 7 - Potencial de Inovação
Fonte: Elaborado pelo autor
Infraestrutura Tecnologia – Dimensões baseadas nos estudos de Volberda (1998)
Através dos Estudos do autor, buscou-se analisar o ambiente sob a perspectiva da adequação do ambiente às necessidades dos servidores, o investimento software/hardware para propiciar melhores condições de estrutura tecnológica e a disponibilização de informações visando prestar maior transparência às ações de todos os servidores. Quadro 17 - Dimensões (Infraestrutura Física/T.I)
Fonte: Elaborado pelo autor
Inovação
- +
120 Com relação à Infraestrutura/Tecnologia da Informação, será estudado o potencial de inovação de uma organização. Onde, quanto mais inovadora for a organização maior a sua adequação às estruturas orgânicas. Por outro lado, este potencial diminui à medida em que ela adota características de uma estrutura mecanicista.
Figura 8- Potencial de Flexibilidade
Fonte: Elaborado pelo autor
Pessoas – Dimensões baseadas nos estudos de Amábile (1997); Bes e Kotler (2011)
O último componente a ser analisado (Pessoas) analisará o ambiente sob a ótica da autonomia dada ao indivíduo, enquanto propositor e questionador. Além do mais, o aprendizado que lhe é disponibilizado e oferecido, bem como a iniciativa do próprio indivíduo em fazer diferentes.
Por fim, a motivação, elemento basilar das pesquisas de Amábile (1997), será peça chave para analisar a real condição em que os servidores se encontram e veem suas Instituições.
Quadro 18 - Dimensões (Pessoas)
Fonte: Elaborado pelo autor
Inovação
- +
121 Concomitante à estratégia desenvolvida nos outros componentes, analisar-se-á o componente Pessoas sob dois extremos:
- Ambiente de Criatividade – que aproxima de um ambiente de inovação;
- Ambiente de Estaticidade – que possui fatores que impedem a construção e desenvolvimento da inovação
Figura 9 - Potencial de Inovação
Fonte: Elaborado pelo autor
Após a apresentação dos dados dos Três Poderes foi realizada uma análise comparativa no qual constam os componentes organizacionais que mais se aproximam de um ambiente de Inovação. Considerando os resultados obtidos na pesquisa, foi possível a representação do que se buscava na proposta da pesquisa.