The sleep-wake abnormalities in DLB challenge the study of sleep in this disease
6.6. Future directions
O material de preenchimento mais indicado para a construção com terra, segundo Hunter e Kiffmeyer (2004) é o solo com até 30% de argila, similar ao usado na taipa de pilão (EASTON, 2007). Estes autores fazem uso de rejeito de mineração, um material sem matéria-orgânica, de fácil acesso para transporte, que pode ser caracterizado antes da compra e já tem os impactos regulados.
É sempre recomendável visitar a fonte do solo e levar alguns baldes para coletar o solo e testar antes de encomendar. A caracterização e estabilização seguem os mesmos procedimentos descritos em REFERENCIAL TEÓRICO - CONSTRUÇÃO COM TERRA, pg. 59 e detalhados em METODOLOGIA, pg. 173.
A terra a ser colocada nos sacos deve estar úmida. Como mencionado, cada solo possui uma umidade ótima de compactação, determinada pelo ensaio de compactação de Proctor, descrito na norma brasileira ABNT NBR 7182:1968 - Ensaios de Compactação (ABNT,
1986b).
No caso da construção com terra ensacada, Hunter e Kiffmeyer (2004) explicam que o teor de umidade pode ser maior do que os 10% considerados ideais para a taipa. Surpreendentemente, quando a terra é compactada com maior teor de umidade, há um alinhamento das partículas da argila, que promove uma maior interação iônica e consequentemente maior resistência após a secagem. Na taipa, não se pode aproveitar dessa característica dos solos argilosos, pois uma maior umidade faz com que a terra adira ao equipamento, comprometendo a compactação. Minke (2009) também descreve este fenômeno. Jaquin et al. (2009) concluíram de seus experimentos que a resistência da terra compactada é resultante de uma força de sucção.
No caso da impossibilidade de ensaio em laboratório, o teste da bola pode ser feito para determinar a umidade ideal, mas o que se espera é que a amostra não se parta, mas tenha fissuras (HUNTER E KIFFMEYER,
2004).
A particularidade da terra ensacada é que esta aceita granulometrias variadas. Mesmo areia pura, brita, pozolanas, entulho fragmentado e plásticos podem ser usados (WOJCIECHOWSKA, 2001), tomados os devidos
cuidados, mas somente em último caso, já que o uso destes materiais leva a um desempenho é inferior.
Materiais de superfície áspera como a brita e o entulho fragmentado devem ser embalados com dois sacos de tecido plástico de polipropileno, um dentro do outro. Assim podem ser usados em áreas alagadiças, mas somente para as primeiras fiadas, já que quanto mais alta a pilha, mais pressão sobre os sacos (DAIGLE, 2008).
Quanto à adição de fibras, Hoffmann, Minto e Heise (2011) afirmam que não se devem acrescentar materiais elásticos ou que apresentem baixa densidade como fibras vegetais ou sintéticas na taipa de pilão. Pacheco, F. S. (2013), para o "brickeradobe", no entanto, utiliza fibra de sisal misturada à terra.
4.1.1.2 Sacaria
Podem ser usados sacos de diferentes tamanhos e materiais, dependendo da disponibilidade, da finalidade e do tipo de preenchimento a ser usado. Os materiais mais comuns são os plásticos e as fibras naturais. Os sacos plásticos são os mais utilizados, por sua resistência, durabilidade e padronização, mas muitas pessoas preferem materiais naturais por serem menos impactantes (HUNTER E KIFFMEYER, 2004). Segundo Hart (2015),
os sacos de fibras naturais são mais resistentes à incidência solar que os plásticos, mas menos resistentes à umidade. Mas tudo depende do material de preenchimento:
Se os sacos forem preenchidos com um solo úmido (como o para adobe) ou com solo estabilizado, então não importa se os sacos vão se degradar, pois a estrutura permanece sólida. Se os sacos forem preenchidos com um material mais solto, então você deve usar sacos de polipropileno tecido, ao invés de estopa ou juta, porque eles não vão se degradar com o tempo. Você precisa ter cuidado para mantê-los protegidos da luz do sol, tanto quanto possível e recolocá-los para protegê-los dos raios UV (HART, 2015).
Assim, os sacos de materiais naturais são mais adequados para climas secos e edificações temporárias. Uma opção ao plástico são os sacos de fibra natural tratada, mas os produtos conservantes muitas vezes também são impactantes (hidrocarbonetos), não agradando aos que buscam opções naturais (HUNTER E KIFFMEYER, 2004; GEIGER, 2011).
Os chamados sacos plásticos são na verdade sacos de tecido plástico ou tela plástica (polipropileno ou PEAD, respectivamente), que permitem que o vapor de água atravesse as fiadas (Figura 65).
Figura 65- Tecido plástico e tela plástica.
Fonte: PP woven bag (2015); Biopack (Hiperadobe) (2015).
Ao se usar sacaria plástica, é preciso muito cuidado com a exposição solar. A resistência dos plásticos aos raios ultravioleta é baixa tanto para o PEAD quanto para o PP-T (Dynalab Corp, 2015; HUNTER E KIFFMEYER, 2004). Segundo Wilson (2013), "edifícios de superadobe sem telhado ou reboco tendem a se deteriorar drasticamente quando a luz solar destrói o material do saco". Existem tratamentos para aumentar a resistência U.V., mas é importante cobrir a construção sempre que não se estiver trabalhando.
A escolha do material é influenciada pelo tipo de material de preenchimento desejado. Brita e areia já foram usadas em sacos de PP-T, mas não há registros em PEAD-MR, nem pura nem com estabilizantes.
O PP-T é mais resistente a enchentes e aceita uma maior gama de materiais, mas obriga o uso do arame farpado entre as fiadas e de tela plástica para armar o reboco (HUNTER E KIFFMEYER, 2004; MINKE, 2013a). A matéria têxtil de polipropileno foi testada por Daigle (2008) segundo os procedimentos de ensaio da norma americana ASTM D 4595, considerada mais apropriada para os materiais para CTE do que a internacional ISO 13934, já que usa tiras de 200 mm, em oposição a 50 mm. Os resultados dos testes para a tração do material na direção da máquina e em direção cruzada foram similares. A média de resistência de
ruptura foi de 6,7 kN/m e o alongamento médio na ruptura foi de 29%. Mas o estudo de Daigle apontou grande perda de resistência entre amostras de um mês em comparação com as de uma semana, indicando que o material se degrada mesmo sem a incidência da luz. Assim, não se deve contar com as propriedades da sacaria de PP-T comum como elemento de resistência, e sim com a capacidade coesiva do material de preenchimento. Caso seja necessário, uma sacaria especial deve ser providenciada. Geiger (2011) afirma que algumas sacarias são capazes de conter o preenchimento de maneira permanente.
Quanto ao formato, como visto, os sacos podem ser individuais (unitários) ou contínuos (tubulares). Cada formato tem suas particularidades e ferramentas de utilização, como será demonstrado em REFERENCIAL TEÓRICO - PROCESSO CONSTRUTIVO EM TERRA ENSACADA, pg. 133.
Assim, a escolha pelo tamanho dos sacos depende da disponibilidade na região da sacaria almejada e das ferramentas necessárias, mais do que do tipo de solo.
Os sacos individuais têm a vantagem de poderem ser preenchidos no chão ou no topo das paredes, enquanto os sacos contínuos só podem ser preenchidos sobre a parede. Os sacos individuais de PP-T que possuem costura simples terminam em pontas que dificultam o reboco. Soluções possíveis são a inversão dos sacos ou se esconder a ponta, como recomendam Hunter e Kiffmeyer (2004) (Figura 66).
Figura 66 - Pontas dos sacos individuais.
Fontes: Hunter e Kiffmeyer (2004); Earthbag Building (2015) e Hunter e Kiffmeyer (2004).