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NAUDOJIMO INFORMACIJA UŽKABINIMO STRYPAS LV120/LV120G

Dans le document D A Y A K L V G (Page 82-85)

Lev Vigotski (1896-1934), bielorrusso estudioso das áreas de psicologia, filosofia, história e literatura, iniciou uma série de pesquisas em psicologia do desenvolvimento, educação e psicopatologia, que foram interrompidas devido a sua morte prematura, e continuadas por seus colaboradores, como Luria e Leontiev, por exemplo. (Vigotski, Luria, & Leontiev, 1998). Ele compreende o desenvolvimento humano como resultado de um processo sócio-histórico, enfatizando o papel da linguagem e da aprendizagem nesse desenvolvimento. (Vigotski, 1987).

Sua questão central é a aquisição de conhecimentos pela interação do sujeito com o meio. Para ele, desde o nascimento a aprendizagem está relacionada ao desenvolvimento. Postula a existência de algo inato no percurso do desenvolvimento, definida pelo processo de maturação do organismo. Por outro lado, afirma que a aprendizagem, a partir do contato com o ambiente sociocultural, é que possibilitaria o despertar de processos internos de desenvolvimento. (Vigotski, 1987).

Considera que a cultura mediada pelo outro se encontra na base da constituição psíquica e potencializa o desenvolvimento para além das aquisições específicas de determinada faixa etária. (Vigotski, 1987). Sua concepção de sujeito compreende que a relação deste com o real ocorre por meio de mediações, através das quais se dá a internalização de atividades e comportamentos. Ou seja, a relação do homem com o mundo e a conversão de relações sociais em funções mentais superiores, é sempre mediada por um elemento intermediário. Esse mediador pode ser de dois tipos: os instrumentos e os signos. (Vigotski, 2003).

O instrumento caracteriza-se por ser um objeto social, criado com determinado objetivo, possuidor de uma função e de um modo de utilização social e cultural. O signo, por sua vez, é um instrumento que se dirige ao controle da atividade psicológica tanto do indivíduo como de terceiros. É pela interiorização de sistemas de signos produzidos culturalmente que ocorre o desenvolvimento cognitivo. Para internalizar os signos, o indivíduo precisa captar os significados estabelecidos socialmente. Portanto, esta aquisição encontra-se intimamente relacionada com a interação social. (Vigotski, 2003).

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O desenvolvimento caracteriza-se, então, pelo surgimento de formações qualitativamente próprias, a partir de um ritmo individual, através de mediações especiais. Os processos mediados constituem funções psicológicas mais sofisticadas que vão sendo construídos ao longo do desenvolvimento. Eles não se encontram presentes ainda em crianças pequenas, como as avaliadas neste estudo. Na faixa etária pesquisada, as funções naturais, referentes aos mecanismos biológicos, e as funções culturais, regidas pelas leis históricas, fundem-se e vão aos poucos constituindo os sistemas mais complexos.

Diferente dos outros autores, Vigotski (1987; 2003) não classifica o desenvolvimento psicológico em estágios ou faixas etárias, mas fornece indicadores para a compreensão de sua evolução. Acredita que a determinação dos principais períodos de formação da personalidade da criança deve centrar-se nas formações novas, nas novas estruturas de personalidade, nas transformações psíquicas e sociais que se manifestam pela primeira vez em cada idade. Estas determinam fundamentalmente a consciência da criança e sua relação com o meio, bem como sua vida interna e externa.

Considera dois níveis de desenvolvimento na criança, o real e o potencial. O desenvolvimento real se trata da capacidade da criança encontrar soluções para problemas de forma independente, utilizando funções mentais estabelecidas a partir de ciclos de desenvolvimento já completados. O desenvolvimento potencial, por sua vez, desenvolve-se a partir da exposição da criança a situações em que possa contar com a ajuda de um sujeito mais capaz, que defina as funções ainda em processo de maturação.

Desenvolve o conceito de zona de desenvolvimento proximal, definindo-a como a distância entre esses dois níveis de desenvolvimento, o real e o potencial. Afirma que o desenvolvimento mental só pode ser determinado mediante a revelação do nível de desenvolvimento real e da zona de desenvolvimento proximal. (Vigotski, 1999; 2003). Considera que a imitação possui um caráter essencialmente humanizador, pois para imitar é preciso que a criança possua recursos de passar do que sabe ao que não sabe. Esta é a forma principal que determina a influência do ensino sobre o desenvolvimento. Uma criança não é capaz de imitar qualquer coisa, mas apenas o que está dentro de sua zona de desenvolvimento proximal. (Vigotski, 1987; 1999).

A cultura fornece a cada um os sistemas simbólicos de representação da realidade, permitindo construir certa ordem e certa interpretação do mundo real. Portanto, o desenvolvimento psicológico não pode ser visto como um processo abstrato, descontextualizado ou universal. (Vigotski, 2003).

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(Vigotski, 1987). No início, a criança utiliza a linguagem apenas para se comunicar, como fala socializada. Em seguida, surge a fala egocêntrica como uma transição entre o discurso socializado e o pensamento lógico, com função de controlar e regular o comportamento. É utilizada como apoio ao planejamento de sequências a serem seguidas, e auxilia na resolução de problemas.

A internalização da linguagem ocorre de forma gradual, transformando-se num instrumento de pensamento, com a função de adaptação social. Também permite o desenvolvimento da independência em relação à realidade concreta e o surgimento do pensamento abstrato flexível. Quando o desenvolvimento intelectual da criança adquire uma estrutura classificatória torna-se possível o uso da linguagem como instrumento lógico e analítico do pensamento (Vigotski, 1987).

Para o autor, a primeira e principal instituição social para a criança é a família, além de receber influências do meio social e cultural em que se situa. As crianças possuem suas características próprias e observam o mundo e o comportamento das pessoas que a cercam de uma maneira muito distinta. Aprendem através da acumulação de conhecimentos, da criação de hipóteses e de experiências vividas. A aquisição de conceitos espontâneos, a partir do contexto cotidiano, e de conceitos científicos, por meio do ensino, desencadeia a formação de estruturas mentais necessárias à aprendizagem. (Vigotski, 2003)

O brincar é tido como uma ação que, apesar de operar no campo do significado, ocorre na realidade, o que propicia uma estrutura básica para mudanças de suas necessidades e sua consciência, fundamental para o desenvolvimento. A vida social e a constante comunicação entre adultos e crianças despertam e intensificam o pensamento, permitindo a assimilação de experiências no decorrer de gerações. (Vigotski, 1987, 2003).

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