• Aucun résultat trouvé

INSTRUCTIES VOOR DE INSTALLATIE VOOR LV120/LV120G VERANKERINGSSTANG

Dans le document D A Y A K L V G (Page 30-33)

A maioria dos entrevistados receberam o apoio familiar e mantiveram o assunto HIV na família, na tentativa de evitar o estigma. A esse respeito, Ayres, França e Paiva (2006, p. 2) dizem que:

A luta contra o estigma é uma luta dolorosa, desgastante, diária que é (re)feita com toda a gama de recursos e depende de um conjunto de fatores. Há uma maior facilidade para esse enfrentamento entre aqueles portadores que vivem numa condição de cidadania mais plena (os de maior renda, escolaridade e acesso à justiça). Mas mesmo entre os desfavorecidos vão se criando pequenas, mas importantes estratégias de “sobrevivência” ao estigma, e que não devem ser desprezadas ou desconsideradas.

Em consonância com esses autores, as oportunidades de estudo, lazer, amizade e cultura, possibilitam a interação com diferentes opiniões e ajudam o jovem adulto com HIV, nas respostas às dúvidas e ao enfrentamento das situações de adversidade. Vejamos alguns excertos e o que narraram os entrevistados:

[...] Sim, que a sociedade geralmente é muito preconceituosa, qualquer coisa, se você tiver exemplo: câncer, as pessoas já sentem preconceito daquilo e no caso do HIV é pior ainda, porque a pessoa fica como se assim, não vou chegar perto ele tem HIV e ela pode passar para mim, eu acho que isso interfere bastante hoje em dia. O sigilo é mais por isso, muita gente não fala sobre ou não diz que tem, por causa disso, a falta de informação é muito grande!!! (Entrevistada D, informação verbal);

[...] /.../ eu conversava com a minha mãe e ela falava: você quer falar? Aí eu falava, mãe eu não vejo necessidade. Ela sempre disse se você quiser a gente conversa com a Direção, mas eu mesmo nunca quis, era uma coisa bem conversada. (Entrevistado G, informação verbal);

[...] Acho que o preconceito das pessoas é muito grande, não só com o HIV ,mas com outros problemas também, tipo, talvez a homossexualidade, é o preconceito das pessoas, acho que a hipocrisia, que fala mais alto nas pessoas, elas não se importam, querem julgar pela roupa que se veste, por qualquer coisa, querem crescer em cima de você. Cada um tem que fazer sua parte, respeitar o espaço do outro, a opção sexual, se a pessoa tem HIV /.../. Cada um tem que fazer sua parte. (Entrevistado H, informação verbal).

“A” informou que na adolescência decidiu que não aceitaria a piedade de ninguém e conversou com a tia dizendo-lhe que assim, vivenciava as mesmas

experiências dos outros adolescentes. Manteve o sigilo sobre viver com HIV, a pedido da família. A entrevistada “B” relatou que na sua adolescência a convivência com a avó piorou. A própria família a orientou a manter o sigilo do HIV. Na entrevista de “C”, a mesma informou que sua relação familiar melhorou muito na adolescência quando a irmã soube que ela já tinha conhecimento do HIV e não mais a chamou de doente. “D” explicou que começou a dar mais valor às coisas, a ser mais atenciosa com as pessoas e consigo própria, e desta forma, optou pelo sigilo e recebeu apoio dos pais.

“F” informou que sentia muito medo que outras pessoas soubessem do seu diagnóstico e ficasse sem os amigos e a mãe orientou a manter o sigilo favorecendo que ele não fosse discriminado. “G” informou que tinha muito medo de que qualquer sangramento pudesse contaminar alguém e o sigilo foi uma opção compartilhada com a mãe, uma vez que, considerou não querer ser tratado como doente.

O entrevistado “H” informou que não teve raiva em nenhum momento e que de fato tentava se recuperar do choque que viver com HIV representa na sua vida e que estava buscando compreender a situação, pois, considerava que ficou um pouco abatido. Sobre o sigilo, considerou que ninguém o orientou e ele não pretendia contar para ninguém, salvo se necessário. “J” informou que teve uma adolescência bem sucedida na convivência com os amigos e a família, relatando que somente ela e a mãe sabiam do HIV.

Pela leitura das narrativas, foi possível constatar que, a opção pelo sigilo também reforça a manutenção do ocultamento das estatísticas do HIV, fato este que leva a publicidade ser veiculadas em datas pontuais em dezembro, quando se comemora o dia de combate à AIDS e na festividade do Carnaval. O assunto e todas as suas variáveis deveriam ser veiculados periodicamente, porque ainda não existe a cura e o tratamento demanda uma insistência pessoal na manutenção da saúde.

Os entrevistados destacaram que sentiram medo com a exposição e primaram em não colocar outra pessoa em risco. Outro ponto levantado pelos entrevistados foi que, a partir da compreensão da condição de pessoa vivendo com HIV, encontraram apoio na família e as situações de distanciamento entre os irmãos foram desfeitas.

A memória compartilhada pelos entrevistados sobre viver com o HIV não os impossibilitou da vida diária e eles consideraram que passaram a dar mais valor à vida, às conquistas e à solidariedade. Os jovens adultos com HIV fazem parte de um grupo de pessoas que sobreviveram à epidemia e que estão contribuindo para a reflexão sobre como a sociedade precisa avançar no âmbito do acolhimento e da concessão de respostas à sexualidade.

Dentre os entrevistados, “D” e “F”, foram os que abordaram que viver com HIV pode ocasionar uma brusca mudança de vida se o tratamento não for mantido em dia, o que resulta na piora da saúde e na perda da vida. Esta manifestação dos entrevistados corrobora com Kübler-Ross (2005) pela constatação das etapas da vida e de suas perdas.

Os entrevistados “B” e “F” relataram ter vivenciado impasses na relação familiar, o que causou descontentamento, mas estão em busca de superarem a indiferença e seguem no estudo e trabalho. Para Frankl (1999 apud Sommerhalder, 2010) este é o sentido atitudinal, quando se superam e transformam as situações difíceis.

Dans le document D A Y A K L V G (Page 30-33)