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Dans le document ANNEE 2004 (Page 34-73)

Os dados relativos às práticas educativas foram obtidos através da consulta da página Web da Escola e da entrevista focus group a professores, anteriormente referida.

Tipo de atividades desenvolvidas

Apesar de “alguns professores, nomeadamente de Informática terem frequentado ações neste âmbito” (professor 4) e da Escola estar sensível a esta problemática “não temos nenhum de plano de ação / política global de escola.” (professor 4). Porém, a Escola tem desenvolvido algumas atividades ao nível de certas disciplinas e ao nível da Biblioteca. “Em cada turma, os professores alertam para os perigos. Mas, muitas vezes, os alunos conhecem as regras (p ex. as regras de sala de aula) e não as cumprem. Sabem ao que se expõem, o risco que correm, simplesmente depois colocam lá as fotos.” (professor 3)

Uma das professoras referiu que os seus alunos trabalharam este tema criando “folhetos muito interessantes, que depois apresentaram aos miúdos da primária.” (professor 3)

Várias turmas de alunos, constituindo equipas, participaram ainda nos Concursos do projeto SeguraNet. “Tivemos muitas turmas envolvidas e, especialmente, muitas turmas do ensino de adultos e da disciplina de Formação Cívica.” (professor 4)

“Participei também na atividade «O que farias?» promovida pelo projeto SeguraNet. A partir de um problema, os alunos pesquisavam, discutiam e apresentavam a conclusão, qual o procedimento correto para resolver a situação.” (professor 1)

A Biblioteca da Escola, em articulação com a equipa TIC, tem desenvolvido algum trabalho em conjunto (Tabela 23), especialmente no que diz respeito à aplicação de técnicas de pesquisa pelos alunos quando utilizam a Internet para a elaboração de trabalhos escolares:

“Este ano, com a biblioteca da Escola tem havido alguma parceria, alguma preocupação com que saibam pesquisar a informação de forma segura e em sites de confiança. Os alunos são levados a citar as fontes e a não plagiar, a fazer um uso consciente e crítico das redes e fontes de informação de modo a evitar problemas e de modo a evitar que utilizem informação que não é fidedigna que não e de qualidade.” (professor 4)

68 TABELA 23 - RESUMO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NA BIBLIOTECA

Atividade Público Calendário Disciplinas “Nós e as redes sociais” 3 turmas do 3.º ciclo 2.º período Formação Cívica

“O que farias?”

(SeguraNet) 7.º ano Ano letivo

Formação Cívica

“Modelo de pesquisa

Big 6” 7.º e 8.º ano Ano letivo Várias “Avaliar a informação

na Internet em 5 passos”

7.º ano

Adultos Ano letivo Várias

“Como fazer um poster

Científico” Turmas de Inglês do 10.º ano 2.º e 3.º períodos Inglês, Biologia e Geologia A, Física e Química A

“Criar um Blog” Adultos Ano letivo Várias

“Direitos de autor na internet”

Todos os

alunos Ano letivo Várias

“Quem não queres ser na sociedade de informação”

7.º ano

Adultos Ano letivo Várias

A Associação de Pais, muito sensível a estas questões, promoveu algumas iniciativas ao longo do ano. “Convidaram um professor de Informática para falar sobre os perigos da Internet, mas os pais que vêm são muito poucos e são sempre os mesmos. É muito difícil trazer os pais à Escola!” (professor 3).

Recursos humanos e materiais envolvidos

No que diz respeito aos recursos humanos, a Escola envolveu cerca de 194 alunos e 14 professores nas atividades do projeto SeguraNet, para além da participação de vários encarregados de educação através da Associação de Pais.

Salienta-se igualmente que muitas destas atividades foram realizadas por alunos, a maioria adultos, que frequentam os cursos das “Novas Oportunidades”.

Contexto curricular

A maior parte das atividades relacionadas com o projeto SeguraNet, que foi possível elencar através da entrevista aos professores, foram realizadas no contexto de Formação Cívica. Pontualmente, professores de outras disciplinas, como os de Informática, História, Inglês e Área de Projeto, também se envolveram em atividades desta natureza.

A Biblioteca foi outro dos espaços por excelência para o desenvolvimento de atividades, nomeadamente de oficinas de curta duração que visaram capacitar os alunos para uma pesquisa na Internet mais consciente e produtiva.

Um dos professores quis deixar patente que, embora considerando a importância destes temas e da sua abordagem na Área de Estudo Acompanhado, nomeadamente através do desenvolvimento de atividades que ajudem os alunos a melhorar os resultados das suas pesquisas na Internet, tal não se afigura viável pelo escasso tempo dedicado a esta área curricular não disciplinar e pelo facto de ele ter de ser canalizado para outros conteúdos e dificuldades dos alunos.

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CONCLUSÕES

O estudo de caso que agora concluímos possibilitou encontrar informação sobre a visão e ação da Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico D. Manuel I (Beja) em torno da problemática da segurança na Internet, sobre os comportamentos dos alunos no uso da Internet e sobre a frequência e os modos de participação dos alunos no projeto SeguraNet ou em atividades com ele relacionadas. O estudo proporcionou ainda elencar um conjunto de recomendações relativamente à integração educativa e às atividades específicas do projeto SeguraNet.

Nesta ótica, sublinhamos alguns dos principais resultados do estudo de caso:

1. Os professores consideram que a segurança dos jovens na Internet é um tema atual, importante e inquietante e que a Escola, no seu conjunto, deve intervir junto da comunidade educativa (principalmente junto dos alunos e dos pais dos alunos) tendo em visto capacitá-los para uma utilização mais informada, consciente e crítica da Internet. Contudo, a Escola não possui ainda um plano global de intervenção neste âmbito.

2. As atividades desenvolvidas pela Escola foram sobretudo realizadas no quadro da Biblioteca Escolar e no âmbito Área de Formação Cívica. Na Biblioteca Escolar, as atividades proporcionadas aos alunos estavam muito direcionadas para a exploração de técnicas de pesquisa e para o conhecimento dos direitos de autor e das normas de referenciação bibliográfica. No âmbito disciplinar, os alunos participaram em concursos e realizaram desafios (O que farias?”, por exemplo) promovidos pelo projeto SeguraNet, para além da elaboração de folhetos e discussão nas aulas de situações problemáticas relacionadas com esta temática. Em geral, estiveram

envolvidos nestas atividades cerca de 25% dos alunos e cerca de 11% dos professores da Escola. É de salientar que muitas destas atividades abrangeram alunos adultos dos cursos “Novas Oportunidades”.

3. No que concerne ao comportamento dos alunos na Internet destacamos que a grande maioria dos alunos estabelece ligações diárias à Internet e fá-lo através de dispositivos móveis. Globalmente, o comportamento dos alunos aproxima-se bastante do que se considera ser práticas adequadas de utilização da Internet, evidenciando algumas preocupações nos contactos que estabelecem, principalmente com desconhecidos, e com o tipo de informação pessoal disponibilizada através desta rede. As principais práticas a rever relacionam-se com a partilha de fotos ou vídeos pessoais e com a transferência ilegal de músicas, filmes e jogos. 4. Relativamente ao conhecimento da comunidade educativa sobre o

projeto SeguraNet constatámos que apenas 33% dos alunos entrevistados sabia da sua existência. A maior parte dos alunos afirma nunca ter consultado a página Web do projeto e apenas alguns alunos referem ter participado em atividades relacionadas com segurança na Internet. Porém, os alunos que participaram nestas atividades consideram que melhoraram os seus hábitos de utilização.

5. Como propostas de melhoria do projeto SeguraNet, os professores recomendam que seja dada continuidade às atividades em formato de jogo / concurso proporcionadas por este projeto. Sugerem que as atividades a promover pelo projeto devem também dirigir-se aos alunos em idade adulta porque, no seu entender, esta camada da população estudantil apresenta ainda dificuldades na utilização da Internet. Consideram que um dos conteúdos mais relevantes a explorar nestas atividades conduza ao conhecimento e à prática de

70 técnicas de pesquisa na Internet, aspeto em que os alunos apresentam maiores insuficiências. Cogitam ainda, que um maior impacto destas atividades só é possível após uma revisão curricular que altere o escasso número de horas letivas de algumas disciplinas. Por último, alvitram que a temática da segurança da Internet seja mais explorada ao nível da formação contínua de professores.

FONTES

Página Web da Escola: http://www.esdmibeja.pt/

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