• Aucun résultat trouvé

3. Contexte hydrogéologique de l’Ile-de-France et de la ville de Paris

3.2 Les nappes d’eau souterraine de l’Ile-de-France et de Paris

O CASa Aberta é um programa radiofônico da Pró-Reitoria de Graduação da UFC em parceria à Rádio Universitária FM, tendo o apoio do Instituto UFC Virtual e, mais recentemente, da Liga Experimental em Comunicação da UFC. Sua veiculação ocorre todas as sextas-feiras, às 16h, desde o dia 15 de outubro de 2010. A data comemorava os 29 anos de fundação da Rádio Universitária FM e, acima de tudo, o dia do professor, figura motriz e centro da construção do programa.

Por meio das entrevistas com os idealizadores do CASa pôde-se apreender os fatores que conduziram a sua criação. A percepção de que a comunicação era um fator indispensável para a boa continuidade das ações do projeto, auxiliando inclusive no processo de aprendizagem, como já citado, gerou uma preocupação maior com as ferramentas utilizadas para tal papel. Foi por tal motivo, inclusive, que a coordenação do CASa dividiu-se nas duas linhas de ações trabalhadas nos capítulos anteriores.

Além disso, notou-se a necessidade de expandir as discussões que se realizavam no projeto para fora do nicho dos campi da UFC em Fortaleza. Entretanto, não havia uma decisão a priori do formato que seria usado para alcançar esse fim.

Ismael Furtado, apresentador do programa, comenta que quando ele e Andrea Pinheiro foram convidados a apoiar o CASa, no âmbito da comunicação, não havia uma determinação específica do que se desejava fazer para mediar esse diálogo entre projeto e professores. Havia a expectativa de melhorar sua comunicação.

A ideia de se criar um programa de rádio partiu, então, da experiência de Andrea Pinheiro na produção radiofônica e de Ismael Furtado como debatedor de um programa na Rádio O Povo. Um ponto comum a todas as entrevistas, realizadas para a assimilação das origens do programa no rádio, indicam a escolha desses dois profissionais não só pela desenvoltura com o veículo, mas por ser uma experiência significativa para eles trabalhar com tal instrumento.

Cavalcante Jr. indica como se deu o contato com a professora que viria a ser a produtora do CASa Aberta, de sua primeira edição até julho de 2011, partindo da experiência da docente e de seu interesse pela dinâmica do rádio:

Identificamos em uma das professoras do projeto CASa uma experiência longa com rádio, que é a professora Andrea Pinheiro. Nós a convidamos para criar um programa de rádio partindo daquilo que ela gosta, que ela sabe fazer. Então foi criado o programa CASa Aberta. (Entrevista Cavalcante Jr., 2011).

Segundo Ismael Furtado, o pensamento original seria produzir uma série de programas com temáticas relacionadas à educação, compilar os dados e distribuir aos docentes em uma coleção. Com o ritmo que o CASa Aberta foi ganhando ao longo de suas edições, o programa ganhou autonomia e provou ser uma iniciativa com méritos e temas a abordar suficientes para se manter ao longo do tempo.

Dessa forma se idealizou o CASa Aberta como ferramenta que propagasse os ideias e atividades do projeto CASa, comunicando para além das atividades presenciais de Fortaleza e pensando, prioritariamente, nos campi de Quixadá, Sobral e Cariri. Atingir-se-ia ainda, por consequência, toda a comunidade de ouvintes da rádio no referido horário. Custódio Almeida expressa sua visão sobre o assunto:

Eu vejo como a experiência da Universidade que se abre para a cidade, para a região metropolitana de Fortaleza, porque o programa de rádio extrapola a escuta interna da Universidade. Eu acho que é uma forma de mostrar para a sociedade que nós estamos empregando esforços no processo de sensibilização permanente dos professores para a docência. [...]

O CASa Aberta, como programa de rádio, [...] é um sinal de maturidade. Porque quando você abre para a escuta externa você já confirma que está no caminho certo. [...] É uma comunicação com a cidade, uma comunicação com ouvintes que vão nos interpelar, que vão exigir de nós respostas. Eu acho que com isso a gente ajuda também, para além da UFC, a construir uma cultura de formação docente permanente. (Entrevista Custódio Almeida, 2011).

A perspectiva de Cavalcante Jr. vai ao encontro do citado pelo Pró-Reitor de Graduação quando o coordenador traz a contribuição do programa na expansão do

pensamento desenvolvido pelo projeto, nas ações de Fortaleza, para as outras regiões que também abrigam as pessoas da CASa.

A concepção de que muitas das nossas discussões precisavam chegar para além da Casa de José de Alencar, principalmente para os nossos colegas que estão em Quixadá, que estão em Juazeiro do Norte, Barbalha, Sobral. E o rádio seria uma forma de disponibilizar algumas das temáticas, das discussões que estão acontecendo em Fortaleza para essas outras cidades. E, considerando que a Rádio Universitária a programação pode ser acompanhada pela internet. Tanto ao vivo essas pessoas podiam acompanhar o programa e participar com perguntas como também no formato de podcast e disponibilizar essa gravação dentro do portal. (Entrevista Cavalcante Jr., 2011).

A possibilidade de se disponibilizar os conteúdos dos programas em podcasts no site do Instituto UFC Virtual, função conjugada posteriormente ao site do CASa, gera um maior número de professores cobertos por essa mídia, contemplando ainda a vontade inicial de se criar uma coleção para os docentes, já que eles podem ter acesso aos programas e adquirir os que lhes forem de interesse através de downloads nos sites mencionados.

A título de situação do formato citado anteriormente, podcast é o nome dado a um arquivo de áudio disponibilizado em plataformas virtuais na web, podendo ser baixado para escuta. Várias críticas são realizadas, questionando se esse formato seria ou não uma expressão radiofônica, mas não cabe a este estudo especificá-las, apenas situar o leitor acerca das definições dos termos utilizados na escrita.

A função do programa seria difundir não apenas o que se faz dentro do CASa, mas sim o próprio sentido de formação docente defendido pelo projeto. Ismael Furtado identifica a visibilidade gerada pelo CASa Aberta e a importância de o veicular num suporte midiático da UFC, o qual possui em seu público direto os docentes que compõe a instituição.

Eu acho que institucionalmente o programa é importante no sentido que dá visibilidade a uma ação diferenciada da Universidade. Se você olhar o projeto CASa, você demora um tempinho para entender. Ele a princípio é confuso. Quando a pessoa fala pela primeira vez, ―Comunidade de Cooperação e Aprendizagem Significativa‖, é estranho. A forma dele trabalhar, por ser diferente, ela é percebida como estranha também. Então, ter um programa que dá visibilidade a isso, por um veículo de ampla aceitação, num formato extremamente conhecido, é uma forma de consolidar esse projeto da Universidade [...] ocupando um espaço que é da Universidade, [...] valorizando o instrumento da rádio. (Entrevista Ismael Furtado, 2011).

PAIVA & PORTO (não publicado) trazem uma definição do CASa Aberta que resume as estratégias trabalhadas em suas concepção, função e atuação. O programa funcionaria

CASa‖, assim como ―foi pensado para ser um espaço de reflexão sobre a prática docente na Universidade, a partir da vivência dos professores e se constitui, pois, como um espaço de

conversa, de troca de experiências e de saberes.‖ Dessa forma, por intermédio de seus

debatedores, por vezes docentes veteranos, outras recém-ingressos, ora professores da UFC, ora de outras IES, o programa pode congregar um grande acervo de conhecimento e trocas de experiências entre estes e os que ouvem. A formação docente, objetivo maior do CASa, contempla-se tanto dentro dos estúdios quanto nos diversos locais alcançados pela mensagem sonora.

No próximo tópico será apresentada a estrutura organizativa do CASa Aberta, visando a compreensão de como ele se adéqua a perspectiva que lhe é inferida através de seu formato de apresentação, temáticas e distribuição de informações.