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La nanotechnologie d’ADN structural 27

1. Introduction 1

1.3. La nanotechnologie d’ADN 20

1.3.2. La nanotechnologie d’ADN structural 27

De posse de um panorama que revela aspectos sobre a instituição escolar, a adolescência e como esses processos estão perpassados por interesses que caracterizam o fenômeno capitalista, faz-se relevante atentar para as relações existentes entre eles e quais os principais questionamentos que a sociedade levanta atualmente a esse respeito. De acordo com Sposito (2008), a escola é um importante meio para garantir a reprodução cultural e social dos diversos grupos e classes sociais. Assim, essa instituição representa um espaço que deveria possibilitar a intensificação e a abertura para as interações dos sujeitos com os demais.

uma adequação da estrutura escolar à nova realidade. Com algumas exceções, sobretudo nas redes de ensino municipais de algumas cidades brasileiras, a estrutura da escola pública, incluindo a própria infra-estrutura e os projetos político-pedagógicos ainda dominantes, não está adequada aos desafios postos para a educação da juventude. A escola, após um longo processo de estruturação, se abriu para receber um novo público, mas ainda não se redefiniu internamente a ponto de dialogar com os sujeitos e sua realidade (Dayrell, 2007).

Essa dificuldade está atrelada ao histórico da construção da educação na sociedade brasileira, pautada nos ideais da burguesia detentora das posses que abandona a escola pública para investir em instituições privadas. Desde então, a qualidade da escola pública deixa a desejar, situação que parece se repetir no cenário escolar da contemporaneidade (Frigotto, 2011).

Nesta perspectiva, Faria e Vidal (2000) atentam para o fato de que a instituição escolar abandona a pessoa para constituir o aluno, como se ambos não pudessem conviver. Desse modo, torna-se um espaço frio e que convida a centrar-se naquilo que é racional e neutro, sem levar em consideração a realidade vivida.

Assim, os alunos acabam por identificar-se de forma mínima com o ambiente da escola e tratam de demonstrar essa pouca identidade, utilizando-se, na maioria das vezes, da falta de zelo para com a instituição, como o demonstram as pichações nos prédios, os objetos danificados e a violência com os que convivem no espaço escolar (Faria & Vidal, 2000). Este aspecto é ressaltado também por Dayrell (2007), quando afirma que as situações de violência e mesmo de vandalismo apresentadas por muitos jovens não podem ser dissociadas da violência mais ampla que permeia a sociedade brasileira.

é marcado por vulnerabilidades e desigualdades que delineiam suas vidas e, muitas vezes, violam seu direito de viver esse período da vida em sua plenitude de possibilidades. Essas vulnerabilidades atingem os adolescentes de formas diferenciadas, fruto das desigualdades sociais constituídas no decorrer da história do Brasil, baseadas em preconceitos e discriminações. Dentre os fatores que produzem tais desigualdades, pode-se mencionar a origem e identidade étnico-racial, as relações de gênero, a presença ou não de alguma deficiência e o local onde vivem.

Neste sentido, o UNICEF (2011) aborda ainda a adolescência vivenciada em situações de pobreza, enfatizando que esta representa uma situação de vulnerabilidade e que, por sua vez, potencializa outras vulnerabilidades, ao tornar mais frágeis ambientes que deveriam ser de proteção e segurança. Em relação a esse aspecto, Hillesheim e Cruz (2008) destacam que, dentre os riscos a que as populações em situação de vulnerabilidade estão expostas, o acesso precário aos equipamentos sociais, como os serviços de saúde e educação, por exemplo, é um dos fatores mais alarmantes.

B. Nunes (2007) ressalta que, em áreas urbanas precarizadas, os jovens têm acesso limitado às inovações culturais, baixo nível de escolaridade e necessitam reestruturar continuamente as práticas de vida; portanto, têm seu potencial limitado pelas condições sociais. Sposito (2003) aborda esse aspecto referindo-se a dados encontrados por Novaes e Mello (2002) e constata que os jovens pobres são aqueles que mais dependem das formas públicas de lazer, tais como a circulação pelas ruas, uma vez que não têm acesso fácil às formas de lazer que envolvam gastos. Sendo assim, tais jovens referem-se às atividades como assistir televisão e ouvir rádio como coisas comuns no seu fim de semana, embora reconheçam que não são formas ideais de lazer.

Sendo assim, Sposito (2008) afirma que os jovens da geração contemporânea vivenciam os conflitos e contradições de uma estrutura social excludente. Portanto, são

vítimas da violência social a eles imposta e trazem consigo essa bagagem para o interior da escola, o que interfere na trajetória escolar e impõe novos desafios à instituição.

Arraigado nesse cenário, o fator violência surge na atualidade como uma das características mais alarmantes no contexto da escolarização brasileira, principalmente quando se refere ao público adolescente. A esse respeito, Araújo (2001) alude recorrendo aos trabalhos de Debarbieux (1998). Este último, por sua vez, refere-se ao fato de a juventude, na maioria das vezes, estar relacionada com a incivilidade, mas utiliza-se desse fator para denunciar a desorganização do mundo da escola, a crise de sentidos pela qual passa essa instituição. O autor ainda aponta para a falha da escola em cumprir as promessas de integração social, quando afirma: "É bem possível que a incivilidade de certos jovens seja uma incivilidade reativa à expressão de um amor decepcionado com uma escola incapaz de cumprir suas promessas de inserção´ (Debarbieux,1998, p.13, citado por Araújo, 2001).

A questão da violência é, hoje, um dos fatores que acentuam os debates atuais sobre a relação dos jovens com a escola, muitas vezes levando a crer no fracasso da mesma, fazendo com que professores e jovens questionem-se a respeito de sua função. Dayrell (2007) pontua que, para a escola, o problema está relacionado com a própria juventude, vista como individualista e irresponsável, desinteressada pela educação escolar. Por outro lado, na visão dos jovens, a escola não atende aos seus interesses e lhes propõe um cotidiano tedioso.

Desse modo, Mello (1999) afirma que, quando os jovens vão à escola, o interesse deles sucumbe devido ao desinteresse que a própria escola manifesta por eles. Acrescenta ainda que, se a escola não é capaz de reter o interesse do estudante e, por fim, o próprio estudante, ela é inadequada. Diante disso, Amparo, Galvão, Cardenas e Koller (2008) sugerem a necessidade de que a psicologia busque compreender o lugar

da escola na vida dos jovens, resgatando o significado da mesma a partir da compreensão deles próprios enquanto sujeitos de direitos e atores da sua história.

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