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MOVING AND SEARCHING OPERATIONS A number of functions

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CHAPTER 4 TEXT OPERATIONS

4.3 MOVING AND SEARCHING OPERATIONS A number of functions

Durante a história, a biblioteca tem mudado de função. No romance O nome da rosa, de Umberto Eco (1983), ambientado em um mosteiro medieval, a biblioteca era um espaço onde os monges “guardavam” e monopolizavam a informação. Nada mais que depósitos dos melhores monumentos das mentes do passado, as bibliotecas exerciam a função de guardiãs desses monumentos erguidos pelo homem em seu trabalho de conquista do mundo físico e do desenvolvimento de suas capacidades intelectuais e espirituais. Esse modelo já não satisfaz. A biblioteca não tem essa característica, porque passou a promover o uso da informação, a integração e a disseminação do material impresso e eletrônico (LEITÃO, 2005; PRADO, 2003).

Nas bibliotecas universitárias se concentra a maior parte do acervo de todo o país e é nelas, sobretudo naquelas abertas à comunidade em geral, que se pode contar com serviços e atendimento de qualidade (BRIQUET de LEMOS, 1998).

Segundo Prado (2003, p. 15),

A biblioteca universitária deve funcionar como um verdadeiro serviço de documentação, não só conservando, mas também difundindo os documentos. Estará assim em melhores condições de servir aos estudiosos e pesquisadores.

A globalização trouxe mudanças influenciadas pela economia, pela política e pela tecnologia, causando múltiplos efeitos em todas as organizações, inclusive as do conhecimento. A mudança de paradigma mais importante se constituiu na aquisição e disponibilidade de informação tanto do ponto de vista qualitativo quanto quantitativo. É perceptível que indivíduos com maior quantidade de informação se envolvem em ações de maior alcance do que aqueles que possuem pouca informação (RODRÍGUEZ et al., 2014).

As transformações tecnológicas trouxeram consequências e impactos diretos no contexto das bibliotecas universitárias por causa do aumento do fluxo de informações,

da fluidez das relações interpessoais, da automatização de diversos processos e produtos, da quebra de paradigmas e do surgimento de novos conceitos como a globalização e as tecnologias da informação, fazendo surgir uma sociedade que não somente valoriza a informação e o conhecimento, mas também os reconhece como essenciais (SILVEIRA, 2014).

As tecnologias não são apenas instrumentos facilitadores do processo de ensino e aprendizagem, mas também uma ferramenta provocadora que traz profundas alterações no ambiente das bibliotecas universitárias, uma vez que essas mesmas tecnologias estão presentes na universidade, no ensino, na pesquisa e na extensão, afetando os serviços e produtos gerados e oferecidos à comunidade acadêmica (CARVALHO, 2004).

Nesse contexto, Silveira (2014, p. 73) afirma que com “o suporte da informação evoluindo, o papel deixou de ser protagonista, e os formatos eletrônicos vêm sendo preferidos pela academia”. No entanto, a grande missão da biblioteca universitária continua sendo a relação com o usuário, aproximando produtores e consumidores de conhecimento (SILVEIRA 2014; LEITÃO, 2005).

A biblioteca universitária vem acompanhando as mudanças sociais, mudando seus paradigmas e adaptando-se a diversas ocasiões, configurando um novo modelo centrado na acessibilidade. Segundo esse novo padrão, a biblioteca tradicional vem dando lugar à biblioteca com ação cultural, e o importante é suprir as demandas do usuário de forma imediata, independente de suporte ou localização. Vem deixando de ser depósito do conhecimento para se tornar espaço do saber, de compartilhamento e de disseminação da informação (TARGINO, 2010; SILVEIRA, 2014).

Hoje as bibliotecas disponibilizam informações de qualquer parte do mundo por meio das redes eletrônicas de informação. Não mais se dedica apenas a reunir, organizar, disseminar e/ou até produzir o conhecimento registrado, tornando-se serviço social de extrema importância para a evolução da sociedade em geral. Além disso, os bibliotecários do século XXI precisam acompanhar os movimentos de democratização da informação, assumindo outros encargos, como avaliação, planejamento, redes de

informação, programas de gerenciamento de informação e edição de revistas técnico- científicas (TARGINO, 2010).

Prado (2003) acredita que se devem exigir do pessoal da biblioteca universitária certos atributos para que a biblioteca possa de fato exercer o verdadeiro trabalho de ensino e pesquisa. Tais qualidades não se resumem ao aspecto cultural, mas se estendem ao campo técnico e moral. Os funcionários devem estar cônscios de sua responsabilidade, manifestando grande desejo de servir e procurando tornar o mais útil possível o material da biblioteca.

Apesar de a origem das bibliotecas universitárias remontar à Idade Média, elas estão inseridas em um meio cujas mudanças vêm alterando sua função ao longo dos anos. Nesse movimento, é preciso que deixem de ser depósitos de materiais bibliográficos para se tornarem locais de acesso ao conhecimento, buscando formas de agregar bom desempenho e qualidade aos seus serviços.

2.1.1 Repositório Institucional

Os repositórios institucionais são voltados à produção intelectual da instituição, especialmente universidades e institutos de pesquisa, e têm sido utilizados para gerenciar informação científica proveniente das atividades de pesquisa e ensino, oferecendo-lhes suporte, além de serem utilizados para: maximizar a acessibilidade, o uso, a visibilidade e o impacto da produção científica da instituição; apoiar as publicações científicas eletrônicas da instituição; contribuir para a preservação dos conteúdos digitais científicos ou acadêmicos produzidos pela instituição ou seus membros; contribuir para o aumento do prestígio da instituição e do pesquisador; reunir, armazenar, organizar, recuperar e disseminar a produção científica da instituição (LEITE, 2009).

Leite (2009) descreve os benefícios dos repositórios institucionais para as universidades: favorecer o uso e reuso de informações produzidas; prover um ponto de referência para os trabalhos acadêmicos que podem ser interoperáveis com outros sistemas e maximizam a eficiência entre eles e o compartilhamento de informações; aumentar a visibilidade e o prestígio da instituição; contribuir para o processo de

avaliação das atividades de pesquisa; contribuir para a missão e a valorização da instituição no que diz respeito à transparência, à liberdade de discurso e à igualdade.

Além dos benefícios para as universidades, os repositórios institucionais também trazem benefícios para a comunidade científica, pois contribuem para a colaboração na pesquisa, por meio da facilitação de troca livre de informação científicas; contribuem para o entendimento público das atividades e esforços de pesquisa; reduzem custos (ou pelos menos direcionam sua realocação) associados com assinaturas de periódicos científicos; e favorecem a colaboração em escala global na medida em que explicitam resultados de pesquisa e põem autores em evidência (LEITE, 2009).

Leite (2009) descreve que a forma correta de mensurar o sucesso institucional do repositório é a quantidade anual de artigos depositados em relação à quantidade total de artigos publicados pelos membros da comunidade, e somente 15% do total de 2,5 milhões de artigos científicos publicados anualmente estão sendo depositados.

Leite (2009) determina que, para um aumento de depósito nos repositórios, é preciso adotar uma política de depósito obrigatório (mandato). O autor aponta que em instituições cuja participação dos autores depende exclusivamente do incentivo a políticas voluntárias, as taxas de depósito permanecem baixas.

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