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L’intertextualité au service de l’interculturalité

3. Analyse intertextuelle et classification

3.2.1.3. La mort du loup

A figura 4 refere-se aos instrumentos de pesquisa utilizados. Para a composição dos textos de campo, utilizei minhas anotações de campo; diários redigidos por mim, a professora- participante, e pelos alunos-participantes de pesquisa; relatos dos alunos-participantes de pesquisa; e registros on-line dos diálogos ocorridos nas sessões de uso do MSN Messenger.

Figura 4 - Instrumentos de pesquisa utilizados pela pesquisadora-participante

Fonte: Autora Notas de campo da pesquisadora Diários e relatos dos participantes INSTRUMENTOS DE PESQUISA Registros on-line dos chats E-mails trocados pelos participantes

As notas de campo foram redigidas por mim no decorrer da pesquisa, especialmente, durante e ao final das sessões de uso do chat. Tomava nota de tudo que me parecia relevante, além dos temas abordados, a duração dos encontros, também observava como se sucederam, como ocorrera a participação dos alunos, como ocorrera a relação entre os participantes, qual o meu papel na condução das interações, minhas impressões pessoais sobre a experiência vivida, algum fato que merecesse ser relatado sobre o ocorrido nas interações. Com base em reflexões sobre as notas, pude redigir os diários.

Os diários foram redigidos pelos alunos-participantes, em geral, ao término de cada sessão interativa. Às vezes, alguns não enviavam os diários no mesmo dia. Sempre os aconselhava que não deixassem para redigi-los muito tempo depois, pois isso poderia comprometer a forma como viam a experiência, além de correrem o risco de omitir alguma informação relevante, por conta da possibilidade natural de esta se perder com o passar do tempo. Os diários foram enviados por e-mail para mim, a pesquisadora-participante. Como orientações para redigirem os diários, pedia que analisassem a experiência de uso do chat no contexto de ensino-aprendizagem de inglês, em cada um dos eventos, como viu a sua participação e a dos outros participantes, quais as reflexões e impressões pessoais sobre a vivência da experiência.

Os relatos foram redigidos em momentos distintos. Em um desses momentos, em uma reunião, entreguei aos alunos-participantes algumas questões para orientá-los na análise deles mesmos nas interações (ver Apêndice 1), tive a intenção de oferecer a eles a chance de narrar como foi a experiência, além de contar um pouco mais sobre si mesmos. Tendo essas questões como referência e roteiro, os alunos-participantes redigiram suas reflexões sobre suas experiências como aprendizes e participantes de pesquisa. Em outros momentos, os alunos- participantes enviaram por e-mail seus relatos referentes à experiência vivenciada.

Os registros on-line das sessões de uso do chat pelo aplicativo do MSN Messenger também compõem os textos de campo, pois eles materializam os diálogos ocorridos, de acordo com os temas discutidos; portanto, representam parte considerável da experiência vivida. As sessões eram agendadas presencialmente ou por envio de e-mail aos alunos, a um endereço eletrônico único da turma. Esses e-mails, que continham orientações sobre a realização das sessões interativas, também funcionaram como instrumentos de pesquisa. O objetivo das sessões era discutir temas abordados em aulas presenciais ou temas livres e

também sanar possíveis dúvidas com relação a temas tratados presencialmente em nossas aulas de LI. Esse material foi, em seguida, interpretado e analisado, para a composição do texto de pesquisa.

No quadro 7 que se segue, represento as interações realizadas com a frequência de cada participante desta pesquisa. Nele apresento informações sobre a realização da pesquisa, particularmente, a ocorrência das interações on-line quanto a participantes, datas e duração.

Quadro 7 – Frequência dos participantes de pesquisa aos chats Participante 11/11/12 Chat 1 2h11min Chat 2 15/11/12 0h39min Chat 3 15/11/12 0h58min Chat 4 15/11/12 0h36min Chat 5 15/11/12 0h11min Chat 6 02/12/12 2h35min Chat 7 07/12/12 0h34min Chat 8 16/12/12 0h7min Chat 9 08/03/13 1h15min Chat 10 13/03/13 1h7min Valdirene X X X X X X X X X X Fernando X X X X X X Paulo X X X X X X X Renato X X X Anna X X Carla X X Fonte: Autora

As interações on-line dos participantes desta pesquisa ocorreram nos meses de novembro, dezembro de 2012 e março de 2013, em um período não muito regular, uma vez que era preciso contar com a disponibilidade dos participantes da pesquisa. O mês de janeiro e parte de fevereiro correspondeu ao período de férias, motivo pelo qual foram interrompidas.

Realizei, também, duas reuniões presenciais com os alunos-participantes da pesquisa, cujos objetivos visavam à discussão de questões relativas ao andamento da pesquisa, além de dar voz aos participantes para o que quisessem expressar e dar a eles um feedback com relação à pesquisa. Nessas reuniões tivemos também a oportunidade de discutir pontos relacionados aos aspectos linguísticos presentes nas interações. Fiz um levantamento das principais ocorrências quanto às construções linguísticas dos alunos a fim de discuti-las, sem

identificar quem as havia redigido. Nesses momentos foi possível realizar a sistematização linguística e também analisarmos juntos a possibilidade de aprendizagem por meio das interações on-line. As reuniões ocorreram na sala de aula de LI, na escola, uma delas em 19/02/2013 e a outra em 27/02/2013.

Para proceder à avaliação, envolvendo a reflexão do processo, no decorrer e ao final de cada interação, retomei a questão de pesquisa levantada a fim de construir minhas anotações de campo, a saber: i) Como se dá a experiência o uso do chat educacional em minha prática docente de língua inglesa junto aos meus alunos? Aliado a essa questão, outro questionamento contribuiu para essa avaliação – Até que ponto o uso da ferramenta chat propicia a construção de conhecimento?

No que diz respeito a esse questionamento levantado, este também funcionou como pilar para a reflexão dos participantes, auxiliando-nos na construção dos textos de campo. Ely, Vinz, Downing e Anzul (2001, p. 14) valorizam intensamente o processo de escrita dos textos de campo. Segundo as autoras, “para nós, pesquisadores, a escrita é o esteio dos nossos esforços de pesquisa a partir dos primeiros passos vacilantes antes do campo, caminhando para o projeto final para publicação”38.

Quando do registro e elaboração dos textos de campo, além de relatarmos como nos sentimos durante a experiência, considerei igualmente importante analisar o aspecto da interação entre todos, principalmente, voltada para a possibilidade de construção de conhecimento entre os participantes.