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MONITOR SERVICES TO USER PROGRAMS

Dans le document Xerox Control Program-Five (CP-V) (Page 180-185)

BATCH PROCESSOR COMMAND SUMMARY

10. MONITOR SERVICES TO USER PROGRAMS

As técnicas de impressão são definidas pelo processo como ocorre a trans- ferência dos elementos gráficos para o suporte. Esta pode se dar de duas ma- neiras: direta ou indireta. Na primeira, a matriz que contém a imagem a ser impressa, entra em contato direto com o suporte no qual irá imprimir. Já na segunda, antes de chegar ao suporte, o conteúdo é impresso em uma outra superfície (de pedra, de borracha) que ajudará a regular a quantidade de tinta e compensar irregularidades do suporte (COLLARO, 1996).

Bann (2006) aponta três principais categorias dos processos de impres- são, baseadas em como funcionam suas matrizes (figura 26): impressões em relevo, impressões planográficas (matriz plana, em alguns casos tratadas quimicamente para realizar a transferência) e estênceis (matrizes vazadas). Cada método de impressão produzirá diferentes tipos de acabamentos, da qualidade de cor a texturas do próprio processo produtivo (AMBROSE; HARRIS, 2009).

É tarefa do designer, considerar os processos de impressão no início do desenvolvimento do projeto, a fim de assegurar o impacto visual idealizado e otimizar prazos e orçamentos. Pois, conforme Ambrose e Harris (2009) des- tacam, toda técnica de impressão possui variáveis próprias, como o tipo de tinta, a variedade de cores disponíveis, a velocidade de reprodução e o pró- prio custo de produção.

Levando em conta os dados já levantados sobre a capacidade comuni- cacional de texturas e superfícies, para além dos resultados visuais que as técnicas de impressão podem gerar, faz-se necessário um estudo investi-

Figura 25. Matrizes de impressão, planográfica, em relevo e vazada. Fonte: Pinterest.com

gativo de como a impressão pode criar texturas e se comunicar tatilmente mediante o papel, suporte escolhido. Assim, pensando a viabilidade de expe- rimentos apenas com pequenas tiragens, foram selecionadas algumas técni- cas de impressão que serão experimentadas e descritas ao longo do presente trabalho, são elas:

a. Jato de tinta: muito difundida na atualidade, esta tecnologia é bastan- te comum nas impressoras de mesa (muito utilizadas em escritórios e como impressoras doméstica). Imprime a partir de cabeçotes de impressão, que vão seguir instruções de um arquivo digital para depositar tinta líquida no suporte (figura 27). Em suas versões maiores, para gráficas, podem imprimir trabalhos de formatos variados em diferentes suportes (BANN 2006);

b. Laser: abrange diferentes métodos para a transferência do conteúdo do arquivo digital ao papel. “O mais comum é a eletrofotografia [...]. A técnica funciona com base no princípio da eletricidade estática: partículas de maté- ria com cargas elétricas de sinais opostos se atraem” possibilitando a impres- são (BANN, 2006 p. 97). Faz-se uso de toners de tinta e papéis em tamanho já definido, o que não permite grandes dimensões. Por seu efeito parecer uma película impressa sobre o suporte, quanto mais liso for o papel, melhor para a qualidade da impressão (figura 28).

c. Risografia: é uma técnica diferenciada que mistura características da fotocópia e da serigrafia (figura 29). Desenvolvida na década de 1980 pela empresa japonesa Riso, foi criada inicialmente para “viabilizar impressões de baixo custo em alto volume”. Seu custo reduzido, comparado a impressão a

Figura 26. Ilustração impressa a jato de tinta em papel texturizado. Fonte: acervo da autora

laser, deriva do uso de tintas mais baratas (de origem vegetal/mineral) “aliado ao consumo reduzido de energia elétrica e da menor necessidade de manu- tenção das máquinas”. A partir da digitalização do original, a máquina cria uma espécie de matriz de estêncil da imagem a ser impressa, a qual é enrola- da num tambor cilíndrico entintado e na medida em que o papel é puxado a impressão vai sendo transferida ao suporte (COLAB55 BLOG, 2017).

d. Tipografia: a primeira técnica não planográfica a ser abordada neste trabalho, possui mais de 500 anos de existência. Nela, a matriz que contém a imagem a ser impressa é elevada em relação ao fundo, sua superfície é en- tintada com rolos emborrachados e prensada contra o papel para produzir a impressão. Devido a alta densidade da tinta, o acabamento da técnica cria imagens fortes (figura 30), mas à medida que vai sendo reproduzida, perde sua intensidade conferindo características singulares aos projetos a cada im- pressão (BANN, 2006).

e. Linoleografia: este método de impressão segue a mesma lógica da xilo- grafia, técnica que usa uma matriz em madeira para imprimir (MENDONÇA; SANTOS; IOTTI, 2014). A imagem em relevo é moldada em uma peça fina de linóleo (espécie de tecido emborrachado), para criar um clichê invertido7 (em

negativo) da imagem que será impressa. Em geral, montada em um bloco de madeira, a matriz então é prensada contra um suporte, e deve ser re-entinta- da a cada impressão. O resultado será a impressão espelhada do design final desejado (figura 31). Nesta técnica, utiliza-se tinta tipográfica (à base de óleo), que devido sua espessura deve ser bem espalhada com o auxílio de espátu-

Figura 27. Calendário 2015, O.OO Design & Risograph Room, 2015. Fonte: https://www. colab55.com

7 O clichê em negativo

significa que deve-se subtrair do material, neste caso o linóleo, tudo o que não deve ser impresso. O resultado é a versão positiva do que foi gravado.

Figura 28. Linografia do esboço à linogravura, Lizzie, 2017. Fonte: Insta- gram.com/rarepress

Figura 29. Passo a passo - serigrafia. Fonte: www.etsy.

com/

las em uma superfície específica bastante lisa (pedra de mármore polido ou superfície de vidro). Esta etapa permite entintar uniformemente o rolo antes de passar no linóleo e só então realizar a impressão (JORGE; GABRIEL, 2000).

f. Serigrafia: apesar do uso de estênceis para gravar imagens ser uma técnica centenária, a serigrafia só surgiu no século passado, quando foi adicionada uma tela de fibra sintética ou metal ao processo. O estêncil é apli- cado à tela firmemente esticada sobre uma moldura de madeira (figura 32), e com o auxílio de um rodo de borracha puxa-se a tinta espalhando seu con- teúdo fazendo-a atravessar a tela nas áreas que o estêncil não está agindo (BANN, 2006).

É importante frisar, que as técnicas citadas não são as únicas que podem criar texturas e se comunicar tatilmente por meio da superfície. Pelo contrá- rio, acredita-se que todos os métodos de impressão comunicam além da per- cepção visual. Ressalta-se que dentre as técnicas acessíveis para pequenas tiragens acima abordadas, apenas quatro puderam ser aplicadas nos experi- mentos, por fatores como o tempo e materiais disponíveis.

Neste capítulo, abordaremos das etapas para execução do projeto, apre- sentando os procedimentos metodológicos adotados. Assim, o texto foi orga- nizado na seguinte sequência: uma breve explicação sobre o método, o relato sobre o processo de criação das estampas e, por fim, a descrição dos experi- mentos.

Método

Para otimizar as etapas de um projeto o designer deve fazer uso de uma metodologia projetual, que funciona como uma receita, uma série de proce- dimentos que organizarão o processo de design com o objetivo de atingir o melhor resultado. Mas não existe fórmula exata de qual método se encaixa melhor em qual tipo de projeto. Munari (1981) aponta, que tudo deve partir da definição do problema, é ele que vai determinar os limites a serem trabalha- dos dentro do projeto e estabelecer quais etapas devemos seguir.

Além disso, Munari (1981) reforça que o método projetual deve ser flexível, se adaptando às necessidades que porventura venham a surgir, estimulando o designer a melhorar as etapas do seu projeto e descobrir novos meios de solucionar diferentes problemas. Projetar sem um método muitas vezes é se sujeitar a erros ao longo de um processo que poderiam ser evitados seguindo uma metodologia projetual já experimentada.

Dentro deste conceito, no presente TCC, foi adaptado o método proposto por Munari (1981), que parte da identificação de um problema a ser soluciona- do e passa por 12 etapas até chegar à solução, são elas: (1) problema; (2) defini- ção (especificação e explanação do problema); (3) componentes do problema (ou subproblemas); (4) coleta de dados (pesquisa acerca do problema e seu contexto); (5) análise de dados encontrados; (6) criatividade (geração de ideias para possíveis soluções); (7) pesquisa sobre materiais e tecnologias; (8) expe- rimentação; (9) geração de modelos; (10) verificação da hipótese de solução (modelo); (11) desenho de construção (desenho com todas as informações fi- nais para o desenvolvimento do protótipo); e, por fim, (12) solução (protótipo). Desta maneira, tendo em vista a melhor adequação das fases para o pro- jeto proposto, considerando limitações tecnológicas, tamanho da equipe e o tempo disponível para executar o trabalho, os procedimentos foram compa- tibilizados, a saber:

1 Problema: Nesta etapa foi identificado o seguinte problema: propiciar experiências diferenciadas por meio da exploração da superfície.

2 Definição do Problema: Para definir o problema, foram exploradas as possibilidades de padrões visuais e as texturas físicas, escolhendo o papel como suporte.

3 Componentes do Problema: Nesta etapa foram entendidas as proprie- dades do papel e como explorá-las, bem como foram estudados alguns pro- cessos de impressão e reprodução. Foram também criadas estampas para avaliar o contraste cromático e a capacidade comunicativa da textura.

4 Coleta de dados: A construção de dados partiu de uma revisão biblio- gráfica com intuito de fundamentar os princípios de criação de estampas e os processos de impressão. Na sequência foi realizada uma pesquisa visual que exemplificou a teoria levantada e serviu como inspiração para o projeto de padronagem. Por fim, foi realizada uma produção experimental com os padrões desenvolvidos variando os processos de impressão e os papéis.

5 Análise de dados: Nesta etapa os experimentos foram descritos separa- damente de acordo com a técnica de reprodução, relatando os efeitos obtidos acidentalmente ou conscientemente em cada suporte avaliado.

6 Criatividade: Durante esta etapa foram realizadas três ferramentas de criatividade baseadas em Lupton (2013): o mapa mental, a pesquisa visual e o brain dumping visual, que possibilitaram a criação de estampas que foram aplicadas nas experimentações..

7 Materiais e Tecnologias: Nesta etapa foram escolhidos onze tipos de papéis: Offset, Vergê, Pérsico, Casca de Ovo, Vegetal, Color Plus (em 4 cores diferentes), Kraft, Filtro, Pólen, Canson para Desenho e Reciclado artesanal (produzido pela autora) e definidas as quatro técnicas de impressão que fo- ram posteriormente avaliadas (laser, jato de tinta, serigrafia e risografia).

8 Solução: Como solução foi produzido um catálogo com os experimentos realizados.

Vale ressaltar que as etapas descritas acima não ocorreram de forma line- ar, pois, se tratando de uma pesquisa experimental, a metodologia foi cons- truída de maneira fl exível se adaptando às necessidades do projeto. Assim, como cabe salientar que as fases de construção de modelos e desenhos téc- nico, descritas por Munari (1981) não cumprem uma função nesta pesquisa.

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