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Modifications post-traductionnelles des histones lors de l’élongation

Chapitre I : Introduction

1.4. Mécanismes régulateurs de la chromatine au cours de la transcription

1.4.2. Modifications post-traductionnelles des histones lors de l’élongation

O presente item tem como objetivo retratar aspectos logísticos da indústria de bens de capital agrícolas encontrados na literatura. Tal retrato tem fundamental importância para o projeto de pesquisa, uma vez que auxiliará no alcance de uma visão básica sobre o panorama que tais empresas se encontram em termos de suas atividades logísticas.

Inicialmente, ressalta-se que as empresas do subsetor de bens de capital agrícolas brasileiras concentram-se em algumas localidades, entre as quais se destacam os estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Aspectos logísticos estão entre os motivos apontados para tal concentração, na qual incluem a localização estratégica em relação ao Mercosul e os benefícios logísticos da proximidade com importantes portos brasileiros, utilizando tanto para o escoamento da produção agrícola quanto para o recebimento de componentes para as indústrias da região (CASTRO, 2004).

Para se ter uma noção da cadeia de valor do subsetor, Zawislak (2000) apresenta os elos da cadeia desde os fornecedores de componentes e peças até a indústria de máquinas e implementos em si e a distribuição até o verdadeiro usuário da tecnologia, o agricultor, conforme mostra a Figura 4.1.

Figura 4.1 – Cadeia de valor do arranjo industrial de máquinas e implementos agrícolas Fonte: adaptado de Zawislak (2000).

Tendo em vista a cadeia de valor típica do subsetor, fica clara a constatação de quais atividades agregam valor ao cliente, servindo como base para o entendimento das relações entre os agentes e elos dessa cadeia, constituindo-se em um auxílio para a execução de projetos voltados à melhoria da integração logística em empresas deste subsetor.

Brandão (2003) destaca as dez maiores dificuldades de empresas do subsetor, entre a redução de custo de logística, conforme mostra o Quadro 4.4.

Principais dificuldades das empresas do subsetor Dificuldades Citações %

1. Necessidade de redução de custos 58 23,4

2. Aumento do nível de concorrência 32 12,9

3. Diferenças tributárias 19 7,7

4. Maior exigência de prazo de entrega 18 7,3

5. Necessidade de inovação 18 7,3

6. Custos de logística 14 5,6

7. Falta de capacidade de produção 13 5,2

8. Falta de qualidade assegurada 9 3,6

9. Falta de volume de produção 9 3,6

10. Concorrência de produtos importados 8 3,2

Quadro 4.4 – Principais dificuldades das empresas do subsetor de BK agrícolas Fonte: adaptado de Brandão (2003).

Matérias-primas Atacadistas Indústria de componentes Fornecedores Indústria de máquinas Transportadoras Agricultores, cooperativas e revendedores

Além disso, o autor aponta a baixa eficiência logística, acompanhada da baixa integração horizontal e vertical, falta posicionamento de mercado e baixa capacitação em gestão de custos e qualidade um dos principais gargalos do subsetor.

De acordo com Taboada (2002), qualidade e custo do produto estão deixando de ser diferencial competitivo no subsetor de bens de capital agrícolas, pois são aspectos em que as empresas tendem a se igualar facilmente nos dias atuais, e com isso o serviço começa a ganhar expressividade.

Para ilustrar tal afirmação o autor apresenta o caso de uma empresa de grande porte do subsetor, que oferece aos seus clientes o serviço de reposição de peças avariadas em um prazo máximo de 48 horas e a promessa de caso não cumprido o prazo, a peça seja entregue sem custo para o cliente onde este estiver. O autor afirma que questões como: quantos depósitos são necessários, onde localizá-los, quais itens devem ser estocados e quais sistemas de transporte são os mais apropriados para cada situação formam a base para uma estratégia logística bem apurada no subsetor.

Já outros autores como Pasqual e Pedrozo (2007) procuraram responder de que maneira as diferentes características do produto, da demanda e da operação constituem-se no meio ambiente como determinante dos padrões de decisões logísticas no setor de bens de capital agrícolas. Para estes, a partir do final da década de 1990 e com mais intensidade na década atual, a produção destes bens aumentaram e a competitividade reapareceu em razão das boas safras e melhores preços dos principais produtos agrícolas. Dessa forma, cresceram nos últimos anos, as discussões sobre os processos de produção, de logística e as vantagens competitivas no subsetor. Entre estas discussões está a do posicionamento logístico, que é o processo de integração entre produção e logística visando minimizar os custos para um determinado nível de serviço.

Mediante a pesquisa realizada pelos autores, foram identificados fatores de suma importância para a atividade logística de qualquer empresa produtora de bens de capital agrícolas. Entre as constatações estão:

1) Empresas de pequeno porte do subsetor de bens de capital agrícolas possuem nível de agilidade mais elevado (rapidez no recebimento do produto pelo cliente), por apresentarem um menor número de itens de produtos acabados, projetos de produtos e processos produtivos mais simplificados.

Essa agilidade é vista por Bowersox e Closs (2001) como uma estratégia logística baseada no tempo, sendo uma das principais maneiras de se obter superioridade competitiva.

Tais estratégias trabalham com a eliminação de trabalho desnecessário, viabilizando a máxima rapidez do serviço prestado ao cliente.

2) O grau de obsolescência do subsetor no geral apresenta-se muito baixo, mas tem tendência de aumento, devido ao expressivo lançamento de novos produtos que vem ocorrendo nos últimos anos. Sabe-se, portanto, que o grau de obsolescência constitui-se em um dos fatores-chave para a estruturação da cadeia logística, pois com a tendência atual da diminuição do tempo do ciclo de vida dos produtos, as empresas estruturarão suas operações de forma a permitir um rápido escoamento da produção.

As implicações disso para a área de logística é que o grau de obsolescência corresponde a um dos componentes do custo de manutenção de estoques. Dessa forma, pode- se dizer que as empresas do subsetor incorrem em baixos custos de manutenção de estoques, seguindo a afirmação de Bowersox e Closs (2001).

3) O longo ciclo de vida dos produtos e a crescente demanda de bens de capital agrícolas são os principais motivadores para a estruturação da coordenação do fluxo de produtos acabados no subsetor;

4) A decisão de disparar a fabricação dos produtos, no contexto geral do subsetor, tem como base: a) os riscos e custos associados à manutenção dos estoques, como por exemplo, o grau de obsolescência dos produtos; b) o nível de concorrência do mercado, como o indicador giro de estoques e prazo de entrega e c) à necessidade de resposta rápida aos clientes. Todas estas características levam as empresas do segmento a fabricarem a maior parte de seus produtos contrapedido.

Para Christopher (2000), a decisão de puxar ou empurrar é afetada significativamente pelas variáveis: prazo de entrega e visibilidade da demanda. Partindo deste pressuposto, a pesquisa revelou que a visibilidade da demanda no subsetor praticamente inexiste e os produtos têm um alto valor unitário, o que leva as empresas a retardarem a fabricação dos produtos até que a informação esteja disponível, ou seja, a produção puxada consiste em uma das características marcantes do setor.

5) a constatação de que tanto a descentralização dos estoques como a fabricação de produtos para estoque (make to stock) ocorrem com baixa freqüência no setor, ou seja, a organização do fluxo de produtos corresponde a puxar, centralizar e produzir contrapedido e esta segundo os autores pode ser a chave para a segmentação de um eventual estratégia logística no subsetor.

Entre os aspectos destacados para caracterizar a logística no subsetor de bens de capital agrícolas, estão:

a) os principais motivadores da localização geográfica das empresas do subsetor de bens de capital agrícolas no país se relacionam com aspectos logísticos;

b) a representação da cadeia de valor do subsetor possibilita uma visualização dos agentes desta cadeia, ajudando na identificação de qual elo agrega mais valor, podendo ser útil para um possível projeto de integração logística;

c) os dados quantitativos referentes ao estudo de Brandão (2003) mostram que a excelência logística no subsetor pode ser uma poderosa arma na redução de custos nas organizações;

d) as constatações do estudo de Pasqual e Pedrozo (2007) evidenciaram algumas características de negócio fundamentais para um eficaz padrão na tomada de decisões logísticas do subsetor.