Article 2. Objet du marché
2.3 Modifications
5.1.PRÁTICAS A APLICAR PELO PRÓPRIO CIDADÃO
Práticas de vigilância
Se vir alguém a assaltar a casa de um vizinho ou a rondar a zona, ligue o número de emergência da polícia.
Se se aperceber de veículos suspeitos nas ruas da vizinhança, telefone aos seus vizinhos para saber se o veículo é legítimo. Se estes não estão em casa ou não é possível ligar-lhes, tome nota da matrícula do veículo e, se necessário, telefone para a polícia local.
Se pensa que alguém esteve na sua casa durante a sua ausência, não entre, pois o ladrão pode ainda lá estar. Chame a polícia do telemóvel ou da casa de um vizinho, e vigie a casa até eles chegarem.
Nunca deixe entrar estranhos na sua casa sem verificar as suas credenciais; se necessário ligue para a Organização que a pessoa diz representar. Se tem suspeitas, ligue para a polícia.
Se o alarme de um vizinho disparar, ligue ao seu vizinho ou procure ver, para saber se é falso alarme. Se não está ninguém em casa, chame a polícia no caso de ter havido uma tentativa de roubo. Se a casa de um vizinho estiver aberta quando sabe que este não está em casa, chame a polícia.
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Protecção da habitação quando se está fora
Não publicite a sua ausência ao permitir que correio, jornais ou mercearia se acumulem à porta.
Não esconda as chaves à porta de casa.
Não deixe as cortinas ou persianas fechadas se estiver fora durante muito tempo.
Não se esqueça de informar a polícia da sua ausência e morada durante as férias, e avisar as companhias de seguros se a casa ficar desocupada mais tempo do que aquele previsto na apólice.
Não deixe recados que os ladrões poderão ler.
Não se fie em fechaduras antigas. Instale fechaduras modernas em todas as portas.
Não deixe escadas e ferramentas sem ser guardadas (no jardim, por exemplo), pois podem ser usadas pelo ladrão.
Não se vá embora sem trancar todas as portas e janelas da casa, garagem e arrecadações. Não se esqueça de pedir a um vizinho para ficar com o seu correio e de vez em quando
estacionar o carro em frente a sua casa.
Não deixe os arbustos crescerem acima do nível da janela, pois podem tornar-se um bom esconderijo.
Não se esqueça de ligar as luzes exteriores ao anoitecer e de deixá-las ligadas como de costume se sair à noite. Considere a instalação de um temporizador para as luzes internas. Não se esqueça de manter um registo (incluindo fotográfico) de todos os valores que possui
em casa.
Segurança para residentes em apartamentos
Quando está à procura de apartamento, tente comprar ou arrendar num edifício seguro, ou seja, num com porteiro ou sistema intercomunicador controlador de entrada (audio e visual). Se possui um apartamento num edifício não seguro, faça campanha para a instalação de um sistema de segurança.
Instale fechaduras e trancas de confiança nas portas e, se vive no piso térreo, faça-o também nas janelas e portas-janela.
Instale um óculo nas portas para que não precise de abrir a porta a estranhos. Verifique sempre a identificação de comerciantes ou funcionários públicos que surgem à sua porta.
119 Instale uma corrente na porta para que não a tenha de abrir completamente até ter verificado a credencial dos estranhos. Também pode dar-lhe protecção de noite, caso não deseje trancar as fechaduras, por ser mais difícil a fuga em caso de fogo ou emergência.
Mantenha uma lista de números de emergência (polícia, bombeiros) perto do telefone.
Faça amizades com os seus vizinhos. A vigilância natural por vizinhos é o meio mais eficiente de dissuadir os ladrões após os sinais de ocupação.
Não indique o seu sexo no caso de haver placas nas caixas do correio ou noutros locais à entrada: escreva R. Silva, em vez de Rita Silva.
Assegure-se que halls, escadas, corredores, e as entradas dos apartamentos estão bem iluminadas. Pressione os responsáveis do prédio se necessário.
Não abra a porta a estranhos através do intercomunicador, ou deixe estranhos entrar quando você estiver também a entrar, mesmo quando digam que têm amigos no prédio ou que são técnicos. Muitos criminosos entram desta maneira.
Comissões do prédio devem formar programas de informação de segurança a novos moradores, de forma a que os padrões de segurança se mantenham.
Organize um movimento de Vigilância de Bairro, se tal for necessário.
Vigilância de Bairro
Encorajar as pessoas a notarem actividades suspeitas e imediatamente participarem crimes sérios.
Minimizar o crime que é possível de ser prevenido através do melhoramento de segurança das pessoas e das habitações.
Deter os ladrões ao demarcar as propriedades e apresentar sinais de aviso à volta das habitações.
O grupo não deverá ser de vigilantes, pelo que os seus membros são desencorajados de se envolverem fisicamente com os criminosos.
A polícia local necessita da informação dos detalhes específicos do esquema, e das directrizes aprovadas dos níveis aceitáveis de implementação dos diferentes elementos. Encontros (formais e informais) regulares de todos os residentes são necessários.
Moradores que afixam sinais e que vigiam o comportamento suspeito não são por si só suficientes para desencorajar e deter os criminosos.
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Os moradores não irão demarcar a sua propriedade a não ser que tenham disponível equipamento suficiente.
Se uma das estratégias da VB é a realização de inquéritos de segurança, então a polícia terá que estar disponível para os realizar.
5.2.PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO PARA O CIDADÃO
Este tipo de programas deve tentar dar ênfase a um conjunto de precauções básicas que cada cidadão terá de compreender, por forma a complementar as medidas de desenho elaboradas pelos planeadores, arquitectos e projectistas.
Estes programas deverão tomar a forma de conferências e wokshops e estar associados aos princípios da Consulta, elaborados na parte teórica desta dissertação.
Precauções gerais:
Deve ser recomendado e salientado a importância de manter portas e janelas fechadas, de instalar sistemas de fechaduras e alarmes adequados e apropriados, de assegurar que o correio e o lixo são tratados por vizinhos quando se está fora e de possuir sempre duplicados de chaves.
Procedimentos de segurança:
Deve ser instruído aos cidadãos a forma como usar áreas de arrumos, chaves para entrar, caixas de correio e outros elementos, de forma a minimizar o crime.
Participação:
Ensinar as pessoas de que forma e quando devem participar problemas ou comportamentos suspeitos aos responsáveis de gestão ou à polícia.
Protecção da propriedade privada:
Deverá ser protegida por uma apólice de seguros, deverá ser catalogada convenientemente, mantendo-se os talões e os números de série, fazendo marcas características nos itens mais valiosos, etc.
Informação acerca do bairro:
Visto a noção cognitiva dos habitantes dos lugares seguros não é de fiar, salientar aos cidadãos quais as áreas mais problemáticas das imediações, e quais as que deverão ser evitadas.
121 Auto-protecção:
Estes programas poderão também ajudar as pessoas a defender-se, ou a como reagir se estiverem a ser assaltadas, e a ter treino de primeiros socorros, etc.
5.3.INQUÉRITOS AOS CIDADÃOS
Uma parte importante da compreensão da situação real de um determinado local deverá ser obtida in situ, através da análise dos espaços e da percepção que deles os cidadãos têm. As consultas e inquéritos aos cidadãos são um meio mais seguro do que as estatísticas policiais ou os dados demográficos para o planeador se aperceber dos problemas e em que espaços ocorrem, que tipo de alteração necessitam e de que forma influenciam o normal desenvolvimento da vida individual e em comunidade.
Neste ponto pretende-se muito sumariamente (baseando-se principalmente no documento da Auckland, 2003), enumerar directrizes para a formulação dos inquéritos. O resultado das consultas é um factor essencial para eliminar as ambiguidades que algumas directrizes de desenho podem criar. O que resulta num local pode não resultar no outro, podendo então o elemento de incerteza ser dissipado pela visão do cidadão.
Os aspectos fulcrais a inquirir serão:
• Questões de ordem demográfica (sexo, idade, local de residência, etc.).
• Questões relativas à área em questão, nomeadamente as razões para lá se encontrarem, a frequência de visitas, o meio de transporte utilizado, local de estacionamento, horas do dia em que se encontram no local, etc.
• Questões relativas à segurança no local (o local é ou não seguro, em que zonas se sentem ou não seguros, a que horas do dia, o local é frequentado à noite, etc). Aqui também pode ser inserida uma listagem ou mapa de vários espaços dentro da área de estudo, para que o cidadão crie mapas cognitivos de zonas que percepciona como seguras ou não seguras.
• Questões relativas à vigilância natural (se se percepciona que ela existe, se contribuem para ela e para a participação do crime, se têm a noção daquilo que podem fazer para combater o crime, se estão bem educados ou informados, etc.)
• Questões relativas a aspectos "técnicos" (luz, polícia, vandalismo, parques, WC públicos, existência de áreas isoladas, etc.), para determinar quais os aspectos que cada cidadão percepciona como principais contribuintes para a insegurança.
• Questões relativas ao caminho que é preciso percorrer para alterar os aspectos negativos e assegurar uma maior percepção (e efectiva) segurança para os cidadãos (quanto é preciso trabalhar para tornar o local mais seguro, em que aspectos e zonas é que é mais importante trabalhar para atingir esse fim, que sugestões podem dar e que experiências próprias podem partilhar).
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Claro que outras questões podem e devem ser inseridas, especialmente se existe um fim especial em mente (por exemplo o dimensionamento de um sítio específico com características próprias, como uma zona comercial). Por outro lado, quantos mais inquéritos forem realizados ao mesmo cidadão, mais ele se pode sentir relutante em respondê-los, pelo que questões de outra natureza que não directamente a prevenção do crime (mas que indirectamente estão ligadas a ela) podem ser perguntadas. O importante é não gerar inquéritos longos, confusos e maçudos, mas a estrutura em si desses inquéritos está fora do âmbito desta dissertação.