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Part I The Neural Foundations

3.3 Topological Variations in Terms of Kernel Memory

3.3.3 Further Modification

A evolução das cidades fez com que a forte urbanização pressionasse o EVU, fragmentando-o em muitos casos, e não permitindo que os espaços verdes remanescentes na cidade se conetassem com os espaços naturais da envolvente regional. Ao longo dos tempos, a preocupação com a necessidade das cidades terem o contacto com a natureza restabelecido, por diversos motivos, levou a que se pensasse colmatar esta situação, devolvendo a natureza às cidades através de diversas estruturas, contornando assim a fragmentação a que estes espaços foram sujeitos.

Rio Tinto não foi uma excepção à regra. Com uma área densamente habitada e consequentemente densamente urbanizada, a cidade apresenta uma área muito reduzida de EVU, apresentando apenas um parque urbano de maiores dimensões junto ao centro da cidade, o que não é manifestamente suficiente perante uma população de cerca de 50.000 habitantes. Esta visão é constatada através da cartografia analisada neste estudo, sendo também confirmada por parte dos agentes entrevistados e da população inquirida, que validam aquilo que a análise territorial nos revelou. A esta manifestação de insuficiência, acresce a opinião de agentes e da população de que a cidade de Rio Tinto precisa de mais EVU e que o mesmo é algo importante na qualidade de vida da cidade.

Se é um facto que o EVU é pouco existente, factual é também a marginalização do corredor fluvial que dá nome à cidade. Esta marginalização, consequência da forte urbanização exercida no território (e de erros de planeamento urbano segundo os agentes locais, erros deste tipo que estão também na origem da problemática dos poucos espaços verdes em Rio Tinto), traduz-se num corredor muito pouco aproveitado como solução para o problema da ausência de EVU na cidade, onde em vários trechos do mesmo, as margens encontram-se completamente ocupadas pela urbanização.

Os Corredores Verdes enquanto estruturas que visam a continuidade dos espaços verdes, têm por base suportar uma série de funções importantes para a população e para o ecossistema local, como as recreativas, ecológicas e culturais, provindo assim o território de uma área multifuncional. Neste caso, a oportunidade do corredor verde explora-se por meio do corredor fluvial enquanto elemento linear, como já referido anteriormente, pouco aproveitado enquanto elemento importante para a estrutura verde da cidade de Rio Tinto, e que, dada a importância que os agentes e a população atribuem ao mesmo, pode ser explorado e as suas margens requalificadas.

Essa visão de requalificar as margens do rio Tinto obedeceu a uma metodologia que permitiu não só perceber quão importante é para os agentes e população o EVU, o rio e as suas margens para a cidade, como também quais os cenários ideais, quer em termos de caraterísticas estruturais, quer em termos de equipamentos, o que culminou naquilo que é o capítulo cinco deste estudo, “Propostas para um cenário de requalificação para as margens do rio Tinto”.

A multifuncionalidade é uma premissa importantíssima neste estudo. A visão num cenário de requalificação visa permitir no mesmo espaço funções de recreio e lazer, funções que permitam a interpretação do ecossistema local e que eduquem para a manutenção do mesmo e funções que permitam a interpretação da história local, aproximando os riotintentes e os visitantes da cidade que suporta o corredor.

O estudo efetuado pretende ser uma base relevante para um futuro projeto de requalificação do corredor fluvial em questão, uma requalificação extremamente pertinente por todas as razões auferidas e indicadas neste processo metodológico. Esta necessidade terá de “andar de mãos dadas” com a problemática da poluição do rio Tinto, ou seja, a qualidade da água ou neste caso, a falta dela, será uma condicionante importante a todo o processo de requalificação. No entanto, já há esforços efetuados no sentido da melhoria da qualidade da água, além de que têm existido variadíssimas ações de sensibilização para a problemática ambiental vivida. Estas atitudes e a visão da população e dos agentes sobre a importância do rio Tinto para a qualidade de vida na cidade são uma oportunidade importante para a emergência e consolidação de um corredor verde para os cidadãos e para a estrutura verde na cidade de Rio Tinto.

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Anexos

Anexo 1 – Dados relativos à Densidade populacional no Grande Porto