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Les modalités relatives à la participation des actionnaires à l’Assemblée Générale

ANNUEL DU PRÉSIDENT

3. Les modalités relatives à la participation des actionnaires à l’Assemblée Générale

Esta tese teve como objetivo geral analisar o efeito dos modelos mentais dos empreendedores na capacidade absortiva em empresas incubadas. Para atender este objetivo a pesquisa adotou a abordagem quantitativa por meio da modelagem de equações estruturais. A aplicação do questionário obteve 132 respostas oriundas de empresas incubadas pertencentes ao Consórcio de Universidades Comunitárias do Rio Grande do Sul (Comung) e da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe).

Os resultados encontrados forneceram evidências para uma relação positiva entre as variáveis cognitivas: conhecimento, criatividade e gestão de risco na ACAP organizacional nas empresas pesquisadas (H1). A partir das análises foi possível identificar quais as variáveis cognitivas dos modelos mentais dos empreendedores incubados exercem influência sobre a ACAP. Sendo possível inferir que a forma como estão constituídos os modelos mentais dos empreendedores desta amostra, configuram-se como um importante preditor do desenvolvimento da ACAP organizacional.

Desta maneira, as relações hipotetizadas suportadas indicam o quanto os modelos mentais são preditores na ACAP organizacional, levando em conta aspectos de natureza complexa e multifacetada intrínsecos das variáveis cognitivas dos empreendedores propostos neste estudo. Em relação a isto, a partir dos conceitos de modelos mentais e ACAP, percebe-se que há uma linha que os une, a qual leva as organizações a uma melhor percepção sobre a dinâmica do ambiente. Adicionalmente, entende-se que a relação entre os modelos mentais e a ACAP organizacional também podem fornecer um referencial explicativo do porquê alguns negócios prosperam e outros não.

Ao identificar e mensurar as variáveis cognitivas dos modelos mentais dos empreendedores no conjunto de empresas integrantes dos núcleos de inovação e tecnologia das Universidades Comunitárias do Rio Grande do Sul e da Associação Catarinense das Fundações Educacionais, os achados desta tese corroboraram com as orientações das literaturas previamente pesquisadas, sobretudo no que tange as variáveis cognitivas: conhecimento, criatividade e gestão de risco, revelando efeito positivo em suas relações. Portanto, a aplicação efetiva do conhecimento nas práticas organizacionais é a ACAP praticada pelos

empreendedores, os quais estão diretamente envolvidos neste processo de absorção do conhecimento. Já a criatividade que faz menção à capacidade de gerar novas ideias, elaborando novas soluções com criatividade, e é durante o processo criativo que os empreendedores se utilizam dos modelos mentais. E a gestão de risco, ligada à capacidade de selecionar informações relevantes do ambiente e avaliá-las, é vista como uma tendência de um indivíduo a assumir ou evitar o risco, sendo fortemente influenciada pelos modelos mentais.

Uma organização está exposta à influência dos fatores externos (uma abordagem de fora para dentro) e dos fatores internos (de dentro para fora); com base nisso os empreendedores baseiam seus modelos mentais e tomam suas decisões. Neste estudo, as variáveis cognitivas relacionamento, estratégia e experiência não apresentaram efeito na ACAP organizacional, mostrando uma discordância em relação aos achados na literatura que estabeleceram essa relação. A não confirmação das relações destas variáveis na ACAP organizacional, pode estar relacionada a especificidade da amostra. Essas são empresas jovens que, ao mesmo tempo em que desenvolvem internamente seus valores e práticas, formando uma cultura, os empreendedores, ao interagirem neste ambiente, modificam e são modificados.

Nesse sentido, considerando as relações sustentadas pela parte empírica entre as variáveis cognitivas dos modelos mentais e a ACAP, é possível inferir a existência das capacidades constituintes da ACAP organizacional (reconhecimento do novo conhecimento, assimilação e aplicação) junto ao conjunto de empresas pesquisadas, atendendo assim o objetivo específico “b” estabelecido neste estudo.

As relações de influência das variáveis cognitivas dos modelos mentais dos empreendedores no desenvolvimento da capacidade absortiva de empresas incubadas foram evidenciadas em três das seis variáveis cognitivas propostas neste estudo. Frente a complexidade dessas relações os resultados para este conjunto de empresas, com características de base tecnológicas, permitiram apontar que nem todos os empreendedores valem-se das mesmas variáveis ou modelos mentais na tomada de decisão. Visto que os alguns empreendedores podem recorrer a práticas conhecidas ou não, e assim suas práticas deixam de ser suficientes no ambiente em questão.

Por fim, os resultados permitem reconhecer a empresa incubada como um conjunto de elementos cognitivos, caracterizando a perspectiva multinível a partir do efeito do nível individual no nível organizacional. Nesse processo, a sua mentalidade estrutura o seu modo de perceber e entender a si e o mundo à sua volta, definindo por consequência a maneira de agir por meio da ação empreendedora.

5.2 CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS DA PESQUISA

Inicialmente, convém ressaltar a carência de estudos que relacionem a capacidade absortiva (ACAP) e modelos mentais. Levando isto em conta, este estudo apresenta uma importante contribuição teórica, ao propor um conjunto de variáveis cognitivas de modelos mentais e sua relação com ACAP.

Nesse sentido, a principal contribuição deste estudo, está na apresentação de um conjunto de variáveis cognitivas dos modelos mentais que possuem relação com a ACAP organizacional, apontados pela literatura. As variáveis cognitivas consistem em elementos que são organizados para representar a realidade percebida, além de serem componentes que influenciam na tomada de decisão, nos relacionamentos entre essas estruturas, e que permitem as relações de causa e efeito.

A criação de incubadoras de empresas dentro de universidades tem gerado grande impulso ao desenvolvimento de micro e pequenas empresas, e inclusive, estimulado a criação de projetos inovadores nos próprios acadêmicos. Logo, as variáveis cognitivas sugeridas neste estudo formam um sistema de influências, o efeito das relações dos modelos mentais anteriormente apresentados, pode também, auxiliar na compreensão sob quais situações um empreendimento incubado é mais provável de ser bem-sucedido ou não.

Além disso, uma incubadora de empresas dentro de uma universidade tem papel intermediador entre a troca de conhecimento que a instituição pode oferecer ao empreendedor. Ainda há a troca de know-how entre a incubadora e a universidade que propicia uma maior influência no papel da incubadora, tanto no desenvolvimento local, como setorial. Isto posto, em termos práticos, uma melhor compreensão das variáveis cognitivas dos modelos mentais que embasem a tomada de decisão de empreendedores é um passo importante para compreender de maneira mais aprofundada a ação empreendedora.

As incubadoras são instrumentos importantes na difusão da tecnologia através da criação de empresas inovadoras, adequadas à realidade regional. Considerando a dimensão regional em que a pesquisa foi realizada, bem como o objeto de estudo, entende-se que o desenvolvimento abrange questões econômicas, sociais, ambientais e individuais, aspectos esses que são alicerces para as ideias de crescimento e desenvolvimento, tanto do local quanto da região. Cabe então, conbsiderá-lo, como um processo dinâmico de melhoria, que implica em mudança, evolução, crescimento e avanço de várias dimensões que impactam no desenvolvimento.