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La modélisation de la qualité de l'eau des rivières

CHAPITRE I. SYNTHESE BIBLIOGRAPHIQUE

I. Notions et processus hydrologiques

I.IV. La modélisation de la qualité de l'eau des rivières

Esta secção apresenta várias teorias existentes para avaliar o impacto da comunicação externa da informação organizacional.

Crepaldi (2008: 48) citando Fitz-Enz (2000: 69) afirmou que “Communication is the most persuasive human activity Organizational Communication is the lifeblood of the enterprise”, ora, tendo a comunicação esta importância torna-se urgente a compreensão do retorno da mesma. Crepaldi (2008: 49) referiu que a análise financeira do investimento em comunicação já foi identificada por outros autores na realidade brasileira. No entanto, esta investigação vai direcionar-se para o retorno em termos de impacto ou a reação dos consumidores de informação nos canais de comunicação. Crepaldi (2008: 52) citando Schultz (1997: 123) defendeu que “the key element required to effectively measure the Return-on-Brand-Communication Investment, or more rightly said, the Return-on-Customer-Investment to the ability to separate business- building brand communication from brand-building brand communication”. Yanaze decompôs o valor da organização em três: financeiro, social e de mercado. No âmbito desta dissertação vai refletir-se sobre a equidade social no que concerne ao património social percebido pelos stakeholders em razão da solidez jurídica. À perceção dos

stakeholders acresce a eficácia da comunicação e a atribuição pública do valor da

organização. Ou seja, a comunicação organizacional externa tem um grande papel no impacto da reputação corporativa (Idem, p. 56) e como indicado anteriormente, na celebridade, status e legitimidade (Bria, 2014: 77).

Um dos fatores que pode ter-se em conta é a avaliação do nível de engagement5

dos utilizadores. Engagement consiste na interação da audiência, que Dias e Miranda (2017) definiram, referenciando Bowden (2009 e Gummerus et al., (2012) que “busca traçar um modelo no qual os usuários, para além de compradores repetidos dos produtos ou serviços, adotem posturas positivas e maior participação frente às empresas”, sendo este termo utilizado para expressar um envolvimento e compromisso

5 Apesar de no ponto I. 2.3.4, ter-se definido que para o termo engagement optou-se por usar o

termo compromisso, devido a esta bibliografia se encontrar em português do Brasil irá se manter o termo originalmente utilizado na fonte na apresentação da teoria apesa r de ir de encontra à definição previamente apresentada.

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por parte dos públicos. Nesta dissertação considerou-se o engagement como o padrão de ações e reações registadas pelas audiências em canais de comunicação de informação bidirecionais. O engagement elevado poderá estar associado a um grau de fidelidade e da advocacia por parte do consumidor da informação. Bruich et al. (2012; Jayasingh e Venkatesh, 2015 apud DIAS & MIRANDA, 2017) reforçaram esta ideia quando sugeriram a possibilidade de quantificar nas redes sociais o engagement dos públicos ao aderirem à comunidade da organização permitindo em simultâneo os estudos dos seus comportamentos. Este fenómeno é recente, mas tem sido valorizado porque permite ultrapassar as barreiras geográficas e físicas para estudar as audiências. O estudo do engagement é potencializado pelo marketing de conteúdo, uma vez que este capta a atenção das audiências e incentiva a adesão à comunidade criada pela organização (Tripura, 2017 apud DIAS & MIRANDA, 2017).

Em Kotler, Kartajaya e Setiawan (2017: 102) foram apresentados dois tipos de indicadores para avaliar o impacto do Marketing. Estes são o RAC (Rácio de Ação de Compra) e o RAM (Rácio de Advocacia da Marca). O primeiro calcula o número de pessoas, das que dão atenção à marca, que realmente consomem os produtos ou serviços. O segundo calcula, das pessoas que estão atentas à marca, o número daquelas que se tornam advogados da marca, ou seja, aquelas que defendem e promovem a marca enquanto seus consumidores. Este rácio está interligado com a fidelidade que o indivíduo tem com a marca na era da conectividade e como este se expressa na sua comunidade online como “advogado da marca” (p. 89). Ajuda a ter a perceção da imagem exterior da marca pelo consumidor, mas também pode influenciar e dar a conhecer a marca a novos indivíduos, quando esta advocacia ocorre publicamente nos

Social media, ou até mesmo, na divulgação oral. Tendo em conta as particularidades que

influenciam o comportamento informacional e de consumo das audiências previamente referidas, Kotler, Kartajaya e Setiawan (2017: 130) apresentaram um padrão perfeito e equilibrado em que o RAM é igual a 1, ou seja, existe uma equivalência entre a atenção inicial e a advocacia que é apresentada após o consumo e experiência. Relativamente à avaliação da técnica de marketing de conteúdos, deve refletir-se sobre se estes conteúdos atingiram os objetivos estratégicos, mas também inquirir se os formatos e os canais eleitos foram os mais adequados recorrendo às ferramentas de análise de social

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media já mencionadas (Idem: 167-168), se há um aumento da adesão à página da

organização, se fazem “gosto” ou partilham, se a organização permitir a cocriação, conhece qual o grau de adesão à mesma. A recolha de pequenos dados estatísticos poderá tornar possível a reflexão, ou até a conclusão sobre o valor do investimento da comunicação, e poderá, também, permitir avaliar a resposta e reação das audiências à estratégia implementada. A geração de conteúdos deve refletir a audiência e as tendências no comportamento informacional não negligenciando os fatores externos influenciadores que estão para além do controlo da organização. Esta pode tentar compreendê-los e agir por forma a tirar partido dos mesmos.

Bollo et al. (2017: 56) definiram indicador como a variável qualitativa ou quantitativa que representa um fenómeno de forma sintética que sumariza uma tendência. Um indicador necessita de transpor um critério de avaliação para elementos observáveis e mensuráveis. Os indicadores de impacto respeitam os resultados que permitem aos investigadores verificar se estes vão ao encontro do sucesso dos objetivos.

Com base num poster apresentado por João Dias e Maria João Amante, nos dias 3 e 4 de maio de 2018, no Banco de Portugal, aquando do 1.º Workshop de Bibliotecas, foi possível observar o estudo realizado no ISCTE em que foram desenvolvidas métricas de atividade, de audiências e de interação, com base na comunicação da informação realizada pelas bibliotecas universitárias no Facebook. As métricas de atividade foram subdivididas por categorias de tipologia de conteúdos e por atividade mensal comparando os anos de 2016 e 2017. As métricas de audiências mediram a adesão à página das bibliotecas por mês e as ações realizadas nas páginas por mês, comparando os valores mensais obtidos. Nas métricas de interação apresentaram as visualizações dos vídeos publicados e os números de gostos, partilhas e comentários e outras ações, por mês. Concluíram este estudo através da determinação da taxa de interação (número de interações diárias/ (número de publicações diárias + número de adesões diárias à página) x 100). Esta contabilização permitiu concluir que tinha havido um aumento na taxa de interação anual.

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I. 2.6. Gestão e Curadoria da Comunicação da Informação