Chapitre 3 : Description de la méthodologie CommonKADS
3.4. La modélisation à l‟aide de CommonKADS
Algumas das mais interessantes relações entre os domínios cognitivo e afetivo (e algumas das indicações mais claras das inter-relações entre os dois domínios) são aquelas em que a consecução de um alvo ou objetivo de um domínio é considerada como o meio para a consecução de um alvo ou objetivo, no outro. Em alguns casos, pode-se utilizar modificações no domínio cognitivo, como um meio para produzir modificações no domínio afetivo; por exemplo, dá-se ao estudante informações com a intenção de mudar a sua atitude. Em outros casos, pode-se usar um alvo afetivo como um meio de atingir um cognitivo; por exemplo, desenvolve-se um interesse no material, de maneira que o estudante aprenderá a usá-lo (BLOOM e colaboradores, 1964).
2.4.1 Objetivos Cognitivos como Meio para Metas Afetivas
O observador cuidadoso, na sala de aula, pode perceber que o professor sagaz, tanto quanto o teórico psicológico utiliza o comportamento cognitivo e a consecução de alvos cognitivos, para atingir alvos afetivos (Figura 2.2). Em muitos casos, age assim, mais
intuitivamente do que conscientemente. Grande parte do que é chamado de “ensino satisfatório” é a capacidade do professor de alcançar objetivos afetivos, através do desafio a crenças fixadas dos estudantes e levando-os a discutirem questões (BLOOM e colaboradores, 1964).
Figura 2.2 – Comportamento Cognitivo para Atingir Alvos Afetivos.
Em alguns casos, os professores utilizam o comportamento cognitivo, não apenas como um meio para o comportamento afetivo, mas como um tipo de pré-requisito. Os objetivos de apreciação são frequentemente abordados cognitivamente, fazendo, por exemplo, o estudante analisar um algoritmo, de maneira que chegará a compreender o modo pelo qual certas operações são realizadas – a combinação de instruções, a lógica, o estilo de programação, etc. Tal análise, num nível cognitivo, quando conhecida a fundo, pode ser percebida como a aprendizagem necessária para a “verdadeira” apreciação de um algoritmo, ou para o julgamento de sua qualidade sob uma visão ampla.
2.4.2 Objetivos Afetivos como Meio para Metas Cognitivas
Pela discussão prévia, parece claro que a abordagem cognitiva, para objetivos afetivos, é frequentemente uma rota percorrida. E o caminho inverso? Um dos principais tipos de objetivos do domínio afetivo, que são procurados como meios para os fins cognitivos, é o
Comportamento Cognitivo Comportamento Cognitivo Comportamento Cognitivo Comportamento Cognitivo Comportamento Cognitivo Comportamento Cognitivo Comportamento Cognitivo Comportamento Cognitivo Alvos Afetivos
desenvolvimento do interesse ou motivação. Na medida em que é encarado pelo pólo cognitivo, o estudante pode ser tratado como uma máquina analítica, como um “computador” que resolve problemas. Pelo contrário, considerado pelo pólo afetivo, toma-se maior conhecimento da motivação, impulsos e emoções, que são os fatores que levam à consecução do comportamento cognitivo.
De forma óbvia, a motivação é crítica para a aprendizagem e, desta maneira, é um dos modos principais, pelos quais o domínio afetivo é usado como meio para o cognitivo (Figura 2.3). O grande número de objetivos de interesse indica a importância deste aspecto da situação de aprendizagem. A influência da emoção sobre a memória e a aprendizagem também é importante: segundo Bloom e colaboradores (1964), indivíduos têm mais probabilidade de aprender e recordar material, em relação ao qual têm um sentimento positivo. São exemplos desse fato: (1) um aluno que não gosta de matemática tem muita dificuldade em aprendê-la; (2) meninos desgostosos de ir à escola dificilmente atingem resultados em avaliações melhores que aqueles que a apreciam. Ainda que estes “gostos” possam ser produzidos pelas expectativas, são as preferências internalizadas que produzem o efeito.
Figura 2.3 – Comportamento Afetivo para Atingir Alvos Cognitivos.
Onde estão envolvidos objetivos educacionais, quase sempre se tem interesse no afeto positivo, mais no mostrar o caminho, do que no impelir o aluno para a aprendizagem. Mas existem algumas situações escolares em que o efeito negativo é usado para impedir que ocorram certos comportamentos e para facilitar a aprendizagem cognitiva. Em alguns casos,
Comportamento Afetivo Comportamento Afetivo Comportamento Afetivo Comportamento Afetivo Comportamento Afetivo Comportamento Afetivo Comportamento Afetivo Comportamento Afetivo Alvos Cognitivos
pode ser exercida a pressão social para modificar uma posição ou ponto de vista de um estudante.
Porém, a literatura teórica e experimental sugere que este não é um caminho fácil para a modificação cognitiva. Existe também a probabilidade de que as pessoas possam se submeter exteriormente, sob tais situações, mas permanecer sem modificação, interiormente. A teoria de Festinger (1957, apud BLOOM e colaboradores, 1964) da dissonância cognitiva postula que a ameaça ou pressão externas severas representam uma justificação, para o indivíduo se entregar a um comportamento, contrário a suas crenças, de maneira que há menos necessidade de reduzir a dissonância, causada por se envolver neste comportamento, sob as condições de ameaça. Onde a ameaça é leve, há menos justificação para se entregar ao comportamento e pode-se assim esperar mais modificação na opinião particular, para reduzir a dissonância. Por outro lado, certa atmosfera escolar ameaçadora poderia na verdade invalidar as tentativas dos professores de ocasionar tanto aprendizagem cognitiva como afetiva.
2.4.3 Concluindo Sobre a Teoria do Relacionamento Entre os Dois
Domínios
O fato que deve ficar claro é que os dois domínios são estreitamente entrelaçados. Cada comportamento afetivo tem um equivalente de comportamento cognitivo de algum tipo e vice-versa. Um objetivo num domínio tem um equivalente no domínio oposto, ainda que frequentemente não se tome conhecimento disso. Existe uma certa correlação entre os níveis da Taxionomia, de um objetivo afetivo e seu equivalente cognitivo. Cada domínio é algumas vezes usado como um meio para o outro, ainda que a rota mais comum seja do cognitivo para o afetivo. Existem exposições teóricas que permitem expressar uma em termos da outra e vice-versa.