Chapitre 2 : Diagnostic Industriel
2.4. Les différentes méthodes du diagnostic
Segundo Bloom e colaboradores (1956), este representa o nível mais baixo de entendimento. Refere-se a um tipo de entendimento ou apreensão tal que o indivíduo conhece o que está sendo comunicado e pode fazer uso do material ou idéia que está sendo comunicada, sem necessariamente relacioná-la a outro material ou perceber suas implicações mais completas. Pode ser classificado em Tradução, Interpretação ou Extrapolação.
2.2.2.1.1. Tradução
Pode ser definida basicamente como compreensão, conforme é evidenciada pelo cuidado e precisão com que a comunicação é transformada ou vertida de uma língua ou forma de comunicação a outra. A tradução é julgada com base na fidelidade e precisão; isto é, na
medida em que o material na comunicação original é preservado, ainda que a forma da comunicação tenha sido alterada. São exemplos: a capacidade para compreender enunciações não literais (metáfora, simbolismo); habilidade para transformar material verbal matemático em expressões simbólicas e vice-versa (sistema de equações); capacidade de compreender ou criar uma abstração, tal como um princípio geral, por meio de ilustrações e exemplos (fila, pilha, lista, árvore, etc); entre outros.
2.2.2.1.2. Interpretação
Refere-se à explicação ou síntese de uma comunicação. Enquanto a tradução envolve uma representação objetiva de uma comunicação, parte por parte, a interpretação subentende uma reordenação, redisposição ou nova visão material. A qualidade da interpretação está diretamente relacionada aos conhecimentos prévios do indivíduo sobre o tema chave da comunicação. São exemplos: capacidade de ler e interpretar algoritmos; capacidade de construir um programa eficiente em uma linguagem definida a partir da interpretação de um algoritmo; entre outros.
2.2.2.1.3. Extrapolação
Refere-se à extensão das direções ou tendências além dos dados fornecidos, para determinar implicações, consequências, corolários, efeitos, etc., que estão de acordo com as condições descritas na comunicação original.
A extrapolação requer que o leitor perceba com clareza os limites dentro dos quais uma comunicação se encontra e pode ser entendida. Em todos os casos, praticamente, o leitor deve reconhecer que uma extrapolação pode somente ser uma inferência com algum grau de probabilidade – sendo rara a certeza no que se refere à extrapolação. São exemplos: habilidade para predizer a continuação das tendências das linguagens de programação; capacidade para tirar conclusões a partir de efeitos colaterais em software e expressá-las com
efetividade; capacidade para calcular ou prever consequências de linhas ou blocos de linhas de código; entre outros.
2.2.2.2 Aplicação
Está relacionada ao uso de abstrações em situações particulares e concretas. As abstrações podem apresentar-se sob a forma de idéias gerais, regras de procedimentos ou métodos generalizados. As abstrações podem também ser princípios técnicos, idéias e teorias, que devem ser recordados e aplicados. Nessa categoria, o aluno deve ser capaz (em um problema ainda não visto por ele) de aplicar as abstrações apropriadas sem que lhe tenha sido sugerido quais são estas abstrações ou sem que lhe seja ensinado como usá-las naquela situação. São exemplos: aplicação dos conceitos de estruturas de dados (fila, pilha e lista) ao construir um sistema operacional; capacidade de aplicar a teoria de grafos em situações práticas; aplicação da teoria de logaritmo na produção de algoritmos eficientes (como, por exemplo, método de ordenação Quicksort, método de pesquisa binária, etc); entre outros.
2.2.2.3 Análise
Diz respeito ao desdobramento de uma comunicação em seus elementos ou partes constituintes, de modo que a hierarquia relativa de idéias é tornada clara e/ou as relações entre as idéias expressas são tornadas explícitas. Tais análises têm a intenção de esclarecer a comunicação, de indicar como a comunicação é organizada e a maneira pela qual consegue transmitir seus efeitos, assim como sua base e disposição.
2.2.2.3.1. Análise de Elementos
Identificação dos elementos incluídos numa comunicação. São exemplos: a capacidade para reconhecer suposições não enunciadas; habilidade para distinguir fatos de hipóteses; habilidade para identificar motivos de falhas em algoritmos; capacidade de analisar e identificar as classes, atributos e métodos necessários à produção de um software sob o paradigma orientado a objetos; entre outros.
2.2.2.3.2. Análise de Relações
Uma vez identificados os diversos elementos de uma comunicação, o leitor ainda tem diante de si a tarefa de determinar as principais relações entre os elementos, como também as relações entre as diversas partes que a constituem. Às conexões e interações entre elementos e partes de uma comunicação dá-se o nome de Análise de Relações. São exemplos: capacidade para verificar a coerência de hipóteses com certas informações e suposições; habilidade para compreender as inter-relações entre blocos de código fonte; capacidade de compreender e estabelecer as inter-relações necessárias entre os objetos de um código fonte orientado a objetos; entre outros.
2.2.2.3.3. Análise dos Princípios Organizacionais
Refere-se à organização, à disposição sistemática e à estrutura que conservam a comunicação unificada. Isto inclui a estrutura “explícita”, bem como a “implícita”. Abrange as bases, a disposição necessária e a mecânica, que fazem da comunicação uma unidade. Segundo Bloom e colaboradores (1956), a tarefa de analisar a estrutura e a organização de uma comunicação se encontra em nível bastante difícil e complexo. O autor de uma comunicação raramente indica de forma explícita os princípios de organização empregados e, em algumas situações, não tem uma clara concepção de que os utilizou. São exemplos:
capacidade para reconhecer forma e padrão de codificação em um programa fonte; capacidade para reconhecer as técnicas gerais usadas em programas cuja qualidade é considerada alta; entre outros.