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Modélisation des problèmes d’ordonnancement

Chapitre IV : Job-shop avec transport avec des robots de capacité non unitaire

4. Conclusion du chapitre

3.3. Modélisation des problèmes d’ordonnancement

Instituto de História Contemporânea – Universidade Nova de Lisboa

O presente trabalho visa evocar a participação e os êxitos alcança- dos pelos atletas portugueses nas diversas edições dos Jogos Olímpicos, Jo- gos Olímpicos da Juventude e Jogos Paralímpicos, assim como perspectivar a participação de Portugal nos Jogos da XXX Olimpíada e da XIV Paralimpíada .

Jogos Olímpicos

A criação dos Jogos Olímpicos da Era Moderna ocorreu em 1896, na cidade grega de Atenas, no entanto Portugal apenas inicia a sua participação na V edição dos Jogos Olímpicos, ou seja, há precisamente 100 anos .

Foi em 1912 que Portugal se fez representar pela primeira vez nos Jogos Olímpicos (de verão) . A delegação portuguesa foi constituída por seis atletas nas modalidades de Atletismo, Esgrima e Luta Greco-Romana . Esta foi uma participação modesta e tragicamente marcada pela morte de Fran- cisco Lázaro que colapsou no decorrer da prova de Maratona .

Desde essa data Portugal participou em todas as vinte e duas edi- ções realizadas, tendo alcançado até aos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, um total de vinte e duas medalhas: quatro de Ouro, sete de Prata e onze de Bronze .

Pode dizer-se que a participação de Portugal no que diz respeito ao número de atletas não tem tido uma evolução gradual ou com uma tendên- cia de crescimento . O número de atletas tem variado muito consoante as

datas e vários são os factores que têm influenciado essa situação: questões políticas, financeiras e até mesmo boicotes podem ser dadas como exemplo .

Sabe-se no entanto que nas últimas edições, com um planeamen- to mais estruturado, todos os atletas que têm conseguido obter os apura- mentos estabelecidos pelas respectivas federações internacionais têm sido apoiados e integrados nas delegações portuguesas .

Relativamente ao número de modalidades em que Portugal tem par- ticipado, verifica-se que a maior participação ocorreu nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, com dezoito modalidades presentes, seguida dos Jogos de Barcelona 1992 e Pequim 2008 com dezasseis .

As maiores participações nacionais ocorreram nos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992 e Atlanta 1996, onde Portugal se fez representar por 100 e 106 atletas respectivamente . Estas foram as únicas edições em que Portugal se deslocou com uma comitiva com número igual ou superior a 100 atletas .

Apesar de terem sido as participações mais numerosas, as mesmas não corresponderam a uma melhor prestação desportiva, no que concerne ao número de medalhas alcançadas .

De referir ainda que apesar das espectativas extremamente eleva- das para a participação portuguesa nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992 (destaca-se entre outros aspectos a conquista de duas medalhas de ouro nas últimas duas edições, o facto da comitiva ser a maior de sempre até então, os Jogos realizarem-se no país vizinho, permitindo um bom apoio de espectadores portugueses e a presença do Hóquei em Patins como mo- dalidade de demonstração no programa dos Jogos), Portugal regressou de Barcelona sem medalhas .

Relativamente ao número máximo de medalhas conquistadas, Por- tugal conseguiu nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984 e, precisamente vinte anos depois, nos Jogos de Atenas 2004, regressar a casa com três me- dalhas . Estas são assim consideradas como as melhores prestações do país quanto analisado este indicador .

Nos Jogos Olímpicos de Inverno, e apesar dos mesmos terem sido criados em 1924 em Chamonix (França), Portugal só iniciou a sua participa- ção na edição de Oslo, em 1952 . No total Portugal fez-se representar em ape- nas seis edições, mas tendo em consideração as características geográficas e meteorológicas de Portugal facilmente se compreende o porquê .

que tendo nacionalidade portuguesa residiam noutros países onde a prática dos desportos de inverno é muito mais enraizada e desenvolvida .

Em média Portugal foi representado nestas edições por um atleta . Excepção a este dado foram as edições dos XV Jogos Olímpicos de Calga- ry 1988, onde Portugal esteve representado por duas equipas de Bobsleigh com um total de cinco atletas, assim como na edição dos XVII Jogos Olímpi- cos de Nagano 1998, onde Portugal se fez representar com dois atletas em duas modalidades .

Relativamente aos resultados obtidos verificamos que o melhor re- sultado foi alcançado nos Jogos Olímpicos de Nagano, onde Mafalda Pereira, a única representante feminina portuguesa até à data, alcançou o 21º Lugar na prova de Esqui Acrobático .

Jogos Olímpicos da Juventude

Os Jogos Olímpicos da Juventude são um evento que ao longo dos anos vinha a ser idealizado pelo actual presidente do Comité Olímpico In- ternacional (COI) . Este foi oficialmente apresentado por Jacques Rogue à Comissão Executiva do COI a 25 de Abril de 2007 . A 5 de Julho do mesmo ano, no decorrer da 119ª Sessão do Comité Olímpico Internacional na Gua- temala, foi anunciado, após votação unanime por parte dos membros do COI a sua criação e as datas para as primeiras edições de verão e inverno para 2010 e 2012, respectivamente .

Este evento está direccionado para os jovens atletas de idades com- preendidas entre os 14 e 18 anos e são constituídos não só por um pro- grama competitivo desportivo, onde só conseguem apuramento directo os melhores atletas de cada continente, mas também por um programa de educação olímpica, composto por inúmeras actividades, como por exemplo, actividades culturais e musicais, actividades de descoberta e aventura, de- bates e conversas com Campeões Olímpicos, entre outras .

Portugal participou na 1ª edição dos Jogos Olímpicos da Juventude (de verão) realizados em Singapura, de 14 a 26 de Agosto de 2010 com uma delegação composta por dezanove atletas que competiram em dez modali- dades .

Ao nível dos resultados desportivos obtidos os atletas lusos trou- xeram para Portugal três medalhas: uma medalha de ouro alcançada na prova de triatlo equipa (cada equipa era constituída por atletas de 4 países diferentes, em que Portugal participou juntamente com a Áustria, Hungria e Israel), uma medalha de prata na modalidade de taekwondo (na prova de – 63kg masculina) e uma medalha de bronze na prova dos 50m bruços de natação feminina . Em Innsbruck, nos Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno 2012, Portugal não se fez representar .

Os Jogos Paralímpicos

Analisando agora os Jogos Paralímpicos verificamos que os mesmos tiveram a sua primeira edição em 1960, no entanto Portugal apenas veio a participar doze anos mais tarde, em Heidelberg (Alemanha Ocidental), no ano de 1972 .

A estreia de Portugal aconteceu com a participação de uma equipa masculina de basquetebol em cadeiras de rodas . Apenas doze anos mais tar- de Portugal voltou a participar, sendo que a partir desse ano esteve presente em todas as edições realizadas até esta data .

No total Portugal fez-se representar em oito edições dos Jogos Pa- ralímpicos: Heidelberg 1972, Stoke Mandeville/ Nova York 1984, Seul 1988, Barcelona 1992, Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008, tendo alcançado no total 85 medalhas, 25 medalhas de ouro, 29 de prata e 31 de bronze .

Relativamente à participação portuguesa nos Jogos Paralímpicos verifica-se uma evolução gradual até à edição de Sydney 2000, onde alcan- çou o número máximo de 53 atletas . Depois desta edição tem-se verificado um decréscimo no número de atletas presentes .

Ao nível das modalidades Portugal tem conseguido estar representa- do em sete modalidades, sendo o atletismo e o boccia as modalidades onde Portugal tem sido mais consistente, quer ao nível da participação, quer na ob- tenção de bons resultados . Até 2008, das 85 medalhas conquistadas, 51 foram ganhas em provas de atletismo e 24 no boccia . Verifica-se no entanto que a conquista de medalhas tem sofrido grandes oscilações, não estando directa- mente relacionadas com o número de atletas presentes . Das quinze medalhas

novamente chegar às quinze nos Jogos Paralímpicos de Sidney em 2000 . Após este ano tem-se vindo a verificar a diminuição do número de medalhas para as doze nos Jogos Paralímpicos de Atenas 2004 e as sete em Pequim 2008 .

É possível encontrar análises e explicações para o decréscimo da obtenção de medalhas através de alguns trabalhos que têm sido realizados e publicados quer pela Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência, quer pelo Comité Paralímpico de Portugal . Os factos que con- tribuem para justificar que, ano após ano, a dificuldade para os atletas por- tugueses conquistarem medalhas ser maior, estão relacionados com o au- mento do número de países nos Jogos Paralímpicos (por exemplo nos Jogos Paralímpicos de Nova Iorque/ Stoke Mandeville 1984 estiveram presentes 54 países enquanto nos Jogos Paralímpicos de Pequim 2008 estiveram em competição 146 países) . Este aumento proporciona também a existência de novos patamares de exigência competitiva com um crescente investimento na preparação desportiva dos atletas paralímpicos de elite, facto que Portu- gal não tem conseguido acompanhar .

À semelhança dos Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno, Por- tugal também nunca se fez representar nos Jogos Paralímpicos de Inverno .

Expectativas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos – Londres 2012

Relativamente às expectativas para os Jogos Olímpicos e Paralímpi- cos de Londres 2012, em data em que as qualificações ainda estavam a de- correr1, foram contactados o Comité Olímpico de Portugal e o Comité Para-

límpico de Portugal no sentido da recolha necessária de dados e informações . Numa primeira fase foram ainda consultados os contratos-programa celebrados entre os respectivos Comités e o Instituto do Desporto de Portugal, I . P . (IDP)2 no sentido de se verificar os objectivos definidos para Londres 2012 .

Analisando o contrato-programa n .º 287/2009 celebrado, a 3 de Junho, entre o COP e o IDP verifica-se que os objectivos definidos para Lon- 1. O presente trabalho foi apresentado no Congresso de História e Desporto que se reali- zou nos dias 31 de maio e 1 de junho de 2012.

2. Designação do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) à data da celebra- ção dos Contratos-Programa

dres 2012 passavam pela melhoria qualitativa dos resultados, o aumento do número de praticantes nacionais, com especial incidência no sexo feminino e a renovação e redução do nível etário dos praticantes .

Consultado o COP foi-nos informado que as previsões para a parti- cipação olímpica em Londres estavam traçadas, de forma mais precisa, para a participação de cerca os 75 a 80 atletas, e que à data, estavam apurados 67 atletas em 12 modalidades contando o COP chegar aos números previs- tos . Quanto ao aumento da taxa de participação feminina, os apuramentos já conseguidos faziam prever uma concretização daquela meta traçada .

Quanto à previsão de medalhas para os Jogos da XXX Olimpíada o Comité Olímpico de Portugal não quis traçar objectivos neste ambito, dada a situação que tinha acontecido no ciclo olímpico anterior e que acabou por gerar alguma confusão e conflitualidade com os media ao serem assumidos objectivos quantitativos .

Passando agora a análise para o projecto Paralímpico verifica-se que da mesma forma foi celebrado a 3 de Junho o contrato-programa n .º 433/2009, entre o CPP, o IDP e o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) . Nesse contrato foram definidos objectivos semelhantes aos dos Jogos Olímpicos, ou seja, a melhoria qualitativa dos resultados, o aumento do nú- mero de praticantes nacionais, com especial incidência no sexo feminino e a renovação e redução do nível etário dos praticantes .

Com o pedido de informações efectuado ao Comité Paralímpico de Portugal foi possível quantificar os objectivos entretanto definidos, ou seja, levar uma missão a Londres constituída por cerca de 40 atletas em pelo me- nos 4 modalidades: Atletismo, Boccia, Natação e Remo .

À data da realização do Congresso de História e Desporto, estavam apurados cerca de 30 atletas, em cinco modalidades, nas quatro acima des- critas e na Equitação .

Também ao nível da conquista de medalhas não foi traçada nenhu- ma meta em concreto, sabendo-se desde logo que, a cada edição dos Jogos Paralímpicos, com o interesse cada vez maior dos países em estarem pre- sentes e a apostarem na obtenção de resultados de excelência com um in- vestimento financeiro elevado, Portugal cada vez mais tem sentido dificul- dades em competir de igual para igual . Aguardemos então pela chegada dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Londres 2012 .

Cardoso, Carlos Paula (2009) . 100 Anos de Olimpismo em Portugal, Gradiva Publicações S .A . Pinto, Rodrigo António (2004) . Portugal nos Jogos Olímpicos do Século XX, Comité Olímpico de Portugal .

Comité Olímpico de Portugal (2012) . Acedido a 21 e 22 de Abril de 2012 em: http://www . comiteolimpicoportugal .pt/

Comité Paralímpico de Portugal (2012) . Acedido a 21 e 22 de Abril de 2012 em: http://www . comiteolimpicoportugal .pt/

Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (2008) . Portugal Paralímpico,

Pequim 2008: Os Portadores da Luz, Olival Basto .

Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (2004) . Portugal: Livros dos

Louros dos Jogos Paralímpicos de Atenas 2004, Olival Basto .

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LA Foundation (2012) . Relatórios Oficiais dos Jogos Olímpicos, Acedido a 21 e 22 de Abril de 2012 em: http://www .la84foundation .org

O COMITé OLÍMPICO INTERNACIONAL