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5.3 Modélisation des antennes directives basées sur l'utilisation d'un codebook

Dandara de Aguiar BOTELHO Johan Carlos Costa SANTIAGO Alanna Crystine Lima Farias de SOUSA Bianca VENTURIERI João Joaquim Campos da COSTA

RESUMO: Esta pesquisa apresenta um estudo sobre a utilização de metodologias lúdicas no Ensino de Química voltado para a Educação Ambiental de alunos do Ensino Médio. Além disso, foi investigada a importância que atividades desse gênero apresentam na busca por uma aprendizagem significativa. Como instrumento empregado para a concretização da pesquisa, foi realizado uma Gincana da Química com temática ambiental, com alunos do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Magalhães Barata. Nessa gincana, foram desenvolvidas atividades diferenciadas que tinham como objetivo aliar os conteúdos de Química aos objetivos propostos pelo desenvolvi- mento da Educação Ambiental na escola. Buscou-se também avaliar a opinião dos alunos em relação ao emprego de metodologias lúdicas e instigar uma consciência crítica sobre a problemática ambiental. Diante das análises dos resultados coletados, verificou-se que os alunos se sentem mais motivados e interessados em aprender através do uso dessas metodologias que podem aliar o Ensino de Química aos objetivos propostos pela Educação Ambiental. Palavras-chaves: Educação Ambiental, Lúdico, Gincana da Química.

INTRODUÇÃO

A utilização de atividades lúdicas pelas escolas tem tido um significativo crescimento, pelo fato destas possibilitarem o estimulo ao prazer, a descoberta, além de incentivar a partici- pação, o respeito, a cooperação e a alegria em aprender os conteúdos ministrados em espaços formais e não formais de ensino.

O jogo é uma das atividades lúdicas que vem sendo bastante utilizada pelos educa- dores, pois apresenta uma função motivadora. Atualmente é visível a falta de motivação dos alunos, principalmente no Ensino de Química em que muitos costumam ter aversão à disciplina por considerá-la cheias de fórmulas de difícil assimilação. Em contrapartida, os professores encontram-se presos a uma forma obsoleta de ensino, fazendo com que os alunos acabem por perder o interesse, se aborreçam com facilidade e apresentem dificuldades em aprender (FIA- LHO, 2007).

Nessa perspectiva, o professor deve criar ambientes que o aluno possa relacionar os ensinamentos com seu cotidiano, estimulando a criatividade, a curiosidade, o interesse, provo- cando uma expectativa positiva no aluno. E estes devem ser estimulados a trabalhar em grupo de forma coletiva visando opiniões críticas, fazendo parte do processo de ensino aprendizagem de forma ativa e que não seja apenas um receptor de informações, mas que possa trabalhar jun-

tamente com o seu professor.

Dessa forma, neste trabalho fez-se o uso da gincana como atividade lúdica vinculando a disciplina Química ao meio ambiente, contextualizando o assunto em relação às questões ambientais ocorridas atualmente. De acordo com a SOCIEDADE DE PESQUISA EM VIDA SELVAGEM E EDUCAÇÃO AMBIENTAL (1996), os desequilíbrios ambientais decorrentes do desmatamento das florestas estão cada vez mais visíveis, como a escassez da água potável, o empobrecimento dos solos, atingindo a agricultura, assim como a extinção de espécies da flora e da fauna, com ação direta nos diferentes sistemas ecológicos.

As práticas de Educação Ambiental devem ser aplicadas como forma de possibilitar aos alunos situações de aprendizagem por meio das quais eles possam desenvolver condutas ambientais corretas, não apenas no espaço escolar, mas também em suas casas, ruas e cidades. Além disso, deve-se fazer com que esses alunos percebam que seus atos são responsáveis por manter o equilíbrio e a preservação do planeta, contribuindo para a formação de cidadãos res- ponsáveis com o meio ambiente.

Nesse sentido, a Educação Ambiental se constitui numa forma abrangente de educa- ção, que se propõe sensibilizar todos os cidadãos, através de um processo pedagógico partici- pativo permanente que procura instigar no aluno uma consciência crítica sobre a problemática ambiental (CARVALHO, 2004).

Visando a formação de cidadãos influentes em uma sociedade propícia de constantes transformações, os documentos oficiais foram elaborados para orientar o professor em suas práticas na busca de uma Educação Ambiental de qualidade. Uma dessas orientações é mostrar a ciência como um conhecimento que auxilia na compreensão de mundo e, sobretudo um co- nhecimento capaz de provocar alterações no meio ambiente (BRASIL, 2006).

Com base nesses pressupostos, neste trabalho irão constar os resultados obtidos na realização de uma gincana da química, realizada no Colégio Estadual Magalhães Barata, loca- lizada na cidade de Belém do Pará. Será destacado o uso de atividades lúdicas com a temática ambiental, como estratégia metodológica utilizada para a construção do conhecimento, visando motivar os alunos no processo de ensino aprendizagem. Pois, o aluno que compreende um es- paço escolar mais agradável e participa coletivamente da sua construção e manutenção, saberá também construir e manter uma cidade mais agradável e com melhor qualidade de vida.

METODOLOGIA APLICADA

O presente trabalho foi realizado com 20 alunos de uma turma do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Magalhães Barata, localizado no bairro do Telégrafo na cidade de Belém-PA. Foram necessárias três semanas para a realização das oito atividades propostas pela gincana. As avaliações dessas atividades foram feitas pelos três graduandos em Química, orga-

nizadores da gincana.

Na primeira semana foram feitas pesquisas bibliográficas sobre os conteúdos de estudo da disciplina de Química até o 2º ano do Ensino Médio. A partir de então as atividades foram organizadas priorizando os conhecimentos dos alunos para que eles pudessem ser os protago- nistas das atividades, construindo seu conhecimento através da ludicidade.

Na segunda semana foi apresentada a proposta da realização de uma gincana pela tur- ma. Esse momento consistiu em um diálogo com o objetivo de se conhecer a turma, investigar qual a relação desses alunos para com a disciplina e verificar se havia um interesse deles em participar de uma Gincana de Química. Após a realização desse diálogo, foram apresentadas as tarefas e as regras da gincana, sendo imprescindível o respeito e o trabalho em equipe. Assim sendo, qualquer equipe que desrespeitasse as outras equipes, as regras seriam aplicadas de ma- neira a penalizar com a redução de pontuação durante a contagem final das atividades.

Na terceira semana foi realizada a Gincana da Química, a turma previamente dividida em cinco (5) equipes teve que realizar oito (8) atividades que estão resumidas na tabela 1.

Tabela 1. Tarefas propostas pela Gincana da Química.

Tarefa Descrição

1- Caracterização da equipe Pontuaria a equipe que tivesse seus integrantes vestidos com as cores pré-selecionadas.

2- Melhor grito de guerra A equipe que criasse o grito de guerra mais criativo pontua- ria nesta atividade.

3- Melhor relato Cada equipe deveria apresentar um relato reflexivo sobre os problemas ambientais de ocorrência regional.

4- Melhor artigo/objeto Pontuaria a equipe que apresentasse o objeto mais criativo feito com materiais reutilizados.

5- Melhor paródia Cada equipe deveria elaborar uma paródia com temática ambiental.

6- Mimica da química Um integrante da equipe era escolhido para informar para sua equipe, através da mímica, sobre um impacto ambiental de origem antropogênica.

7- Jogo de perguntas e respos-

tas Uma sequência lógica foi elaborada para que dois integran-tes de equipes distintas respondessem a várias questões sobre Química e meio ambiente, contemplando a disputa entre todas as equipes.

8- Tarefa surpresa Avisados somente na hora da aplicação, cada equipe rece- beu três sacolas plásticas identificadas com as cores amare- lo, azul e vermelho. As equipes tinham por objetivo, coletar os três tipos de materiais que foram identificados e espa- lhados pelo terreno da escola, sendo eles papéis, plásticos e metais. Pontuaria a equipe que coletasse os materiais e separassem de maneira correta de acordo com as regras de cores da coleta seletiva.

Ao final das atividades, os alunos foram levados para sala de aula para que pudessem fazer suas apreciações sobre a metodologia aplicada, enquanto isso, em outra sala estava sendo con- tabilizadas as pontuações adquiridas pelas equipes no decorrer das atividades, para que então fosse declarado qual equipe mais pontuou e consequentemente foi a “campeã” da Gincana da Química.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Ao realizar-se uma sondagem sobre o interesse da turma em participar da Gincana da Química, verificou-se que surgiu um encantamento, uma simpatia pela ideia. Porém, em contra ponto podemos observar claramente um receio pelo fato de ter como tema a disciplina Química que ainda é receada por muitos alunos. Isso acontece pelo fato de muitos professores ainda fa- zerem uso de metodologias obsoletas, na qual a Química é apresentada aos alunos apenas como uma disciplina cheia de cálculos e fórmulas a serem decoradas.

Entretanto, é necessário que o aluno participe ativamente do seu processo de ensino aprendizagem e que sege capaz de relacionar a sala de aula com o seu cotidiano. Os alunos devem ser guiados para fazer críticas e observações. Como afirma DEMO (2003), o que deve ser feito é alterar a imagem da sala de aula como sendo algo ultrapassado, mudando a ideia de que o aluno é alguém inferior, submisso ao processo de ensino aprendizagem que comparece as aulas apenas para receber informações prontas. O aluno deve ir à aula para trabalhar junto com o professor, transformando a sala de aula em local de trabalho conjunto.

Com relação às práticas de Educação Ambiental, os alunos demonstraram ter com- preendido a mensagem e se reconhecerem como agentes responsáveis pela preservação do meio. Tal consciência ambiental foi mais bem compreendida através da tarefa três (3), na qual os alunos tiveram que fazer um relato reflexivo sobre os problemas ambientais de ocor- rência regional. Os temas mais discutidos por essas equipes foram à questão do desmatamento na Amazônia e a preservação dos recursos hídricos. Como apresenta os dados do BOLETIM TRANSPARÊNCIA FLORESTAL DA AMAZÔNIA LEGAL (2014) as florestas degradadas somaram 32 quilômetros quadrados em janeiro de 2014. Em relação a janeiro de 2013 houve redução de 53% quando a degradação florestal somou 69 quilômetros quadrados. A grande maioria (97%) ocorreu no Mato Grosso, seguido pelo Amazonas (2%) e Pará (1%). Quanto aos recursos hídricos busca-se utilização racional das águas com vistas ao desenvolvimento sustentável e a garantia, à atual e às futuras gerações, da necessária disponibilidade da água. Nesse cenário, a Amazônia ocupa posição de destaque. Segundo o MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE (2014), a Bacia Amazônica detém 14% dos rios brasileiros. A região hidrográfica amazônica ocupa 3,870 milhões de quilômetros quadrados de extensão, ou seja, 45,3% do ter- ritório nacional, onde vivem aproximadamente 8 milhões de pessoas.

Ainda sobre a perspectiva de preservação do meio ambiente, a atividade quatro (4) ins- tigou os alunos a repensarem suas atitudes com relação à gestão do que poderia ser considerado

como lixo. Nessa atividade, eles puderam compreender que nem tudo o que foi utilizado deve ser descartado, daí o propósito de desafia-los a criarem objetos feitos com materiais reutiliza- dos. A imagem 1 apresenta as alunas de duas equipes apresentando seus objetos feitos a partir de materiais reutilizados. As alunas da equipe 1 confeccionaram um abajur feito de cano PVC e suporte de madeira, já a aluna da equipe 2 está sentada sobre um banco feito com garrafas PET e assento de madeira, e segurando um boneco feito com tampas de garrafas PET.

Imagem 1. Alunas apresentando seus objetos feitos com materiais reutilizados.

As realizações dessas atividades confirmam que a gincana é uma estratégia motivado- ra, sendo capaz de despertar o interesse do aluno pelas questões que estão sendo discutidas na atualidade. Vale ressaltar que a proposta de se inserir a Educação Ambiental na abordagem de conteúdos de Química deve ser praticada frequentemente pelos educadores, para que o que se pretende com formação ambiental desses alunos seja alcançada.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considera-se imprescindível a utilização de atividades lúdicas no processo de ensino aprendizagem, principalmente para com disciplinas taxadas como de difícil assimilação como a química. É evidente que as metodologias utilizadas pelas escolas devem sofrer reformulações, favorecendo o aprendizado dos alunos e os tornando pessoas ativas na construção do seu co- nhecimento. Dessa forma, o professor pode fazer o uso de metodologias que sejam capazes de contextualizar o assunto a ser estudado, empregando temas geradores como o meio ambiente, mostrando para o aluno que a química diferente do que eles pensavam estar presentes no seu dia a dia. E através da ludicidade como a gincana da química, isso pode ser feito de uma forma divertida e prazerosa. Estimulando a participação do aluno e contribuindo para a formação de uma aprendizagem significativa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARROS, SILVEIRA, TEIXEIRA. Uma Experiência Pedagógica em Educação Ambiental: Eco-gincana Muvuca de Sementes de Marcelândia. Mato Grosso – MT, 2010.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretária de Ensino Básico. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Vol.2. Brasília: MEC, 2006.

CARVALHO, I.C.M. Educação Ambiental: a formação do sujeito ecológico. São Paulo: Cortez, 2004. 256p.

DEMO, Pedro. Educar pela Pesquisa. 6ª ed. Campinas: Autores Associados, 2003.

MOTA, Amanda. Amazonas discute gerenciamento de recursos hídricos. Disponível em: http://www.rumosustentavel.com.br/amazonas-discute-gerenciamento-de-recursos hídricos/ Acessado em Setembro de 2014.

FIALHO, Neusa Nogueira. Jogos no ensino de química e biologia. Curitiba: Ibpex, 2007. MARTINS, H., FONSECA, A., SOUZA JR., C., SALES, M., & VERÍSSIMO, A. 2014. Bo- letim Transparência Florestal da Amazônia Legal. (janeiro de 2014) (p. 11). Belém: IMA- ZON.

MENEZES, Luís Carlos. De onde vem tal motivação? Nova Escola: Abril, nov 2007.

SANTOS, Júlio. O papel do professor na promoção da aprendizagem significativa. Rio de Janeiro – RJ.

O PAMPA E A MATA ATLÂNTICA NA ESCOLA: CONTEÚDOS E ENFOQUES ME-