CHAPITRE II – LE CADRE CONCEPTUEL : ADAPTATION DU MODELE
I. 2 Les modèles de qualité perçue appliqués au secteur du commerce
Como propiciar momentos de reflexão sobre a prática pedagógica do
professor e algumas possíveis razões pelas quais muitos dos docentes acabam
concebendo existir um grande e intransponível abismo entre o que a teoria
aconselha e o que acontece de fato na prática?
Consideramos que é indispensável ao profissional efetivamente
preocupado com os resultados e diretrizes do seu trabalho permitir-se reflexões
sobre sua prática. O professor poder “ver” pontos, atitudes e procedimentos
metodológicos que precisam de melhorias e avanços, assim como perceber
aspectos de sua prática docente que estão sendo desenvolvidas de acordo com
os objetivos estabelecidos.
Ao pensarmos na formação de um professor reflexivo, devemos levar em
consideração o tríplice movimento sugerido por Schön, enquanto constitutivo da
competência docente: a reflexão-na-ação, a reflexão-sobre-a-ação e a reflexão-
sobre-a-reflexão-na-ação.
Schön, em sua análise sobre a epistemologia da prática, faz uma distinção
entre conhecimento-na-ação e reflexão-na-ação. O conhecimento-na-ação é um
conhecimento que possuímos, ligado à ação, que revelamos em nossas ações
inteligentes, sobre como fazer as coisas. Trata-se de um conhecimento dinâmico
e espontâneo, revelado por nossa execução capacitada e espontânea da
performance e é uma característica nossa sermos incapazes de torná-la
verbalmente explícita. (2000, p. 31)
A reflexão-na-ação, para o autor, diferentemente do conhecimento-na-
ação, é uma atividade cognitiva consciente do sujeito, que é levada a efeito no
decorrer da ação. Como salienta Schön, consiste em pensar “sobre o que se está
fazendo, enquanto se está fazendo” (2000, p. 26).
“A distinção entre os processos de reflexão-na-ação e de conhecer-na-
ação pode ser sutil” (Schön, 2000, p. 34) e este é um processo que podemos
desenvolver sem que precisemos dizer o que estamos fazendo (p. 35).
Schön propõe que o profissional, ao recorrer ao conceito de reflexão-na-
ação, desenvolva uma conversa reflexiva com a situação prática, em que, de
forma constante, define e redefine um problema enquanto o trabalha, testando as
suas interpretações e soluções. Dessa forma e de acordo com o seu modelo, o
autor propõe que o professor desenvolva um ensino reflexivo. Este modelo
estende-se à interação entre o professor e seus alunos, entendendo-se como tal
que professor e alunos se envolvam numa conversa reflexiva com a situação.
Deste modo, a partir dos materiais e entre eles, desenvolvem um processo de
back-talk que lhes permita repensar sobre a compreensão que têm sobre o que
estão a fazer. Eles refletem sobre a sua forma e a dos outros de ver as coisas
(SCHÖN, 1992).
Garcia afirma que a improvisação desempenha papel importante no
processo de reflexão-na-ação, uma vez que o professor deve ter capacidade para
variar, combinar e recombinar, em movimento, um conjunto de elementos de uma
dada situação (1998, p. 53).
Qual o papel da “reflexão-sobre-a-ação” no desempenho profissional do
professor?
Entendemos que o processo de reflexão-sobre-a-ação deve ser
sistemático e temos implícita uma prática reflexiva que permite ao professor
interpretar as diversas situações de ensino que vivencia, com a função de as
transformar e moldar de acordo com as suas concepções e objetivos. Tal reflexão
pode ser feita pelo professor de forma individual, com o apoio de investigadores
ou integrada em um processo de formação. Em qualquer das situações,
consideramos que haverá uma contribuição para mudanças no desempenho
profissional do professor.
Neste processo, a noção de “reflexão-sobre-a-ação” pode ser entendida
como uma “conversa entre o professor e a situação” mediante a qual o professor
reinterpreta (reestrutura) a sua compreensão inicial da situação e a dota de novo
significado.
Ao concluirmos os comentários sobre o modelo proposto por Schön,
queremos salientar sua importância relativamente a dois aspectos. Por um lado, o
tratamento dado à relação entre a reflexão e o conhecimento. Nessa relação, de
acordo com Alarcão (1996), ao refletirmos sobre uma ação, temos como objeto
da reflexão a ação e como objetivo sua compreensão. Para que haja a
compreensão, faz-se necessário um conjunto de saberes que já possuímos ou
que precisamos reorganizar ou aprofundar de forma a pô-lo em uso na ação e é
essa interação, que ocorre num ciclo reflexivo (prática/reflexão), que leva ao
desenvolvimento da competência dos professores. “O professor faz da sua
prática um campo de reflexão teórica estruturadora da ação” (p. 176). Tal
pressuposto está subjacente à importância que hoje se atribui à riqueza da
experiência que reside na prática, consubstanciada no conceito do professor
como um ser reflexivo. Este conceito surgiu como reação à perspectiva do
professor como um ser passivo nos processos de reforma educativa, visto
apenas como um receptor e concretizador de um conjunto de técnicas
exteriormente definidas (ZEICHNER, 1993; ALARCÃO, 1996).
3.4 Considerações preliminares
Embora este estudo apresente uma amostra bastante específica e a
utilização de instrumentos voltados a um determinado assunto da Matemática,
observamos fortes indícios de que o professor que reflete a e sobre a ação se
dispõe, inicialmente, a mudanças.
Ao permitir-se conhecer mais profundamente, o professor terá de si uma
maior compreensão de suas capacidades, conhecimentos e maneira de ser, que
se traduz em um maior discernimento sobre o que é capaz ou não de fazer,
gerando-lhe a confiança necessária para tomadas de decisões, quer sejam
profissionais, quer sejam pessoais.
Professores, resolvendo problemas em conjunto, podem produzir
significados sobre a Matemática e sobre o ensino desta que talvez não
acontecessem em um processo individual. Ao trocar experiências com os colegas,
pode refletir sobre sua prática e deixar de perpetuar práticas irrefletidas.
Por outro lado, diversos professores ainda permanecem com concepções
sobre problemas como um instrumento para ser utilizado como aplicação da
teoria e no nosso entendimento, dificultam a possibilidade da ocorrência de
mudanças nesse aspecto. Parece mais simples aplicar práticas pedagógicas que
“sempre deram certo”.
Capítulo 4
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IMPACT DE L'UTILISATION D'INTERNET SUR LA<br />QUALITE PERÇUE ET LA SATISFACTION DU<br />CONSOMMATEUR
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