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Modèles élasto-viscoplastiques

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4.4 Opérande RELATION

4.4.3 Modèles élasto-viscoplastiques

“16. Três vezes no ano aparecerá todo o teu de qualidade masculina

perante YHWH, teu Elohim, no local que escolher, em Festa de os ázimos, e em Festa de as semanas e em Festa de as tendas, mas não aparecerá perante YHWH vazio. 17. Cada um conforme a dávida de mão, conforme a benção de YHWH, teu Elohim que deu para ti”.

Quando analisamos os dois últimos v.16 e 17 da nossa perícope percebemos que Deuteronômio simplesmente repete a antiga lei, mas agora ela é aplicada às peregrinações até o santuário central, em Jerusalém, o lugar escolhido por YHWH (Dt 12,5). O termo no v.16 “aparecerá todo o teu de qualidade masculina” (ךָ ְרוּכְז־לָׁכ ה ֶא ָׁרֵּי), significa que todos tinham a obrigação de comparecer, excetos os cegos, as crianças, as mulheres, os servos, os enfermos e os idosos que não podiam suster-se de pé.

Para o pesquisador Champlin (2001) uma pergunta bem interessante pode ser feita no v.16 da perícope. Por que só os homens? Será que isso reflete o papel submisso das mulheres? Certamente o antigo Oriente não era igualitário, mas as mulheres eram honradas dentro de Israel (por exemplo, Provérbios 31).

Ela acredita que existem duas boas possibilidades: Primeira; as mulheres eram necessárias em casa em um ambiente pecuário e agrícola, especialmente se os homens estavam ausentes. Segunda; a prática dos homens só teria visivelmente marcado adoração de Israel como diferente do culto da fertilidade dos cananeus, onde eram esperadas as mulheres (CHAMPLIN, 2001, pg. 820).

O v. 16 faz uma observação que ninguém deveria ir de mãos vazias “e não

aparecerá perante YHWH vazio” (ם ָׁקי ֵּר הָׁוהְי יֵּנְפ־תֶא הֶא ָׁרֵּי אלְֹו) refere-se a obrigação de realizar os sacrifícios apropriados e levar as ofertas voluntárias adequadas. Cada participante deverá levar suas ofertas segundo a bênção divina. A generosidade deve ser exercitada tanto para com YHWH como também para pessoas necessitadas.

O modo de conclusão, no v.16 surge pela última vez a participação das Festas, destacando novamente que o lugar de sua celebração é o santuário central. Entre os aspectos distintivos destas Festas ressalta-se o fato de serem Festas de peregrinação.

O calendário festivo de Deuteronômio encerra-se convidando todos a levar suas oferendas, de acordo com a benção que o Senhor lhes dá. Ninguém deve apresentar-se ao santuário de mãos vazias (Dt 16,17). A generosidade não deveria ser exercitada somente com as pessoas necessitadas, também com o Senhor, seu Deus. Era está a responsabilidade que o Senhor esperava dos corações agradecidos dos seus filhos, que não apenas reconhecessem o Senhor, mas que fossem agradecidos também pelos dons do seu amor (LÓPEZ, 2004, pg. 283).

Os v.16 e 17 são versículos de resumo que se aplicam as três principais Festas judaicas. Estas Festas permitiam que Israel desenvolve-se um senso de comunidade nacional.

8 CONSIDERAÇÕES INTERMEDIÁRIAS

O perícope de Deuteronômio 16,1-17, pertence a um bloco narrativo, chamado

“livro da lei” e neste livro encontramos as três principais Festas judaicas que estão sendo

estudadas “pesah, ázimos, semanas e tendas”. A perícope está dentro do segundo discurso feito por Moisés.

Ao analisarmos a estrutura de Deuteronômio 16,1-17, chegou-se a uma divisão em quatro partes que acreditamos ser a mais correta. Na primeira parte temos a Festa do Pesah e a Festa do Ázimo nos v.1-8, na segunda parte temos a Festa das Semanas que está nos v.9-12, na terceira parte a Festa das Tendas v.13-15 e o resumo final chamado de peregrinação anual nos v.16-17. Esta divisão é a mais apropriada para o nosso estudo e foi utilizada para a análise do conteúdo.

A perícope de Deuteronômio 16,1-17 para Von Rad (2006) é composta por uma sequência litúrgica de vários eventos. No fato de a sequência litúrgica de um evento cúltico ter que servir como moldura para uma grande obra literária teológica, podemos ver uma vez mais, quanta dificuldade Israel encontrava para desenvolver teoricamente conteúdos teológicos a partir de si mesmo. Esse estilo Deuteronômico, caracterizado pela infatigável repetição de uma típica combinação de palavras, tem do princípio ao fim uma característica exortativa e constitui uma palavra que se dirige ao interlocutor para conquistá-lo e cercá-lo com juras carinhosas (RAD, 2006, pg. 216).

Vimos também que nos últimos anos o livro de Deuteronômio tem sido um dos livros mais contestados com respeito à sua autoria mosaica. Porém temos evidência que o escritor do livro de Deuteronômio foi Moisés. Chegamos à conclusão que a datação do livro é de VII a.C. e a maioria dos pesquisadores concorda com esta ideia.

Aprofundamos nosso estudo analisando o conteúdo da perícope de Deuteronômio 16,1-17, suas frases, estrofes, termos e seus vocábulos, levamos em conta o contexto histórico e social do povo de Israel. A Festa do pesah e a Festa do ázimos (v.1-8), observamos que a palavra pesah tem um significado e etimologia incertos. No uso, o termo parece designar tanto a Festa como a manutenção do animal no banquete festivo. O ritual do pesah é apresentado pela primeira vez no livro de Êx 12,1-28 onde está relacionado com a Festa dos ázimos. O rito consiste de um banquete em que um cordeiro de um ano é comido. O cordeiro deveria ser assado inteiro, e aquilo que era comido no banquete devia ser queimado no dia seguinte. Esta Festa era considerada familiar onde o chefe da casa reunia a família para a participação da Festa e tinha como seu principal benefício, a proteção da família e do rebanho.

A Festa mencionada em Deuteronômio 16,1-8 modifica a prática do ritual, a imolação do cordeiro torna-se um ato quase sacrifical que deve ser realizado somente no templo de Jerusalém, o banquete também deve ser comido no templo. Agora com a Festa do pesah centralizada no templo, o chefe da família deveria se deslocar anualmente para o templo para o grande dia festivo.

A Festa do pesah e a Festa dos pães ázimos estavam estreitamente relacionadas. Estas duas Festas deviam lembrar o povo de Israel da obra redentora de YHWH a favor deles. A importância do rito pesah na celebração dos ázimos mostram a importância crescente da Festa do pesah no povo de Israel. De rito família (Êx 12) passou a ser uma Festa nacional, no santuário central.

A Festa das Semanas (v.9-12) é considerada uma das ocasiões mais importantes do povo de Israel por muitos séculos, sua origem é uma festividade agrícola. Ela marca o início da colheita na primavera no mês chamado de Abib considerado o primeiro mês do ano judaico. A Festa das semanas, como as outras grandes Festas anuais, era uma ocasião de alegria em que os adoradores participavam de uma refeição cerimonial ou Festa sacrifical perante YHWH. A presente Festa, como as outras, foi idealizada para a participação da família, dos servos, dos levitas, dos estrangeiros residentes, dos órfãos e das viúvas. Era, afinal das contas, apenas uma participação nas bênçãos abundantes com que YHWH abençoará o seu povo com uma boa colheita.

Ao analisarmos a Festa das tendas (v.13-15) observamos que a celebração desta Festa deveria começar após a colheita dos produtos da eira e do lagar, sendo observada no templo de Jerusalém por sete dias num clima de muita alegria e festividade. Em tal ritual deveria estar presente além da família e dos empregados, o levita, o estrangeiro, o órfão e a viúva que pertence à mesma cidade de oferta. Como a Festa era celebrada em Jerusalém, significa que as pessoas mencionadas acompanhavam o celebrante, o chefe da família. A gratidão pela colheita e alegria festiva eram as características marcantes desta Festa, o povo se reunia no templo para comemorar a boa colheita que tiveram naquele ano.

Após a análise dos dois últimos versos 16 e 17 da nossa perícope, percebeu-se que Deuteronômio simplesmente repete a antiga lei, mas agora ela é aplicada ás peregrinações até o santuário central em Jerusalém, o lugar escolhido por YHWH. Sendo assim, podemos dizer que os últimos versos 16 e 17 são versículos de resumo que se aplica as três principais Festas judaicas. Estas Festas permitiam que Israel devolve-se um senso de comunidade nacional.

CAPÍTULO II

ÊXODO, NÚMEROS E LEVÍTICO

2.1 INTRODUÇÃO

No capítulo anterior fizemos uma análise exegética histórico-literária do texto de Deuteronômio 16,1-17, iniciando pela tradução literal, analisando as variantes textuais e as anotações massoretas. Na sequência foi realizada a análise da formação do Deuteronômio, já dividido em frases e estrofes no momento da tradução, depois a datação e o lugar vivencial do Deuteronômio, com seus autores e leitores. Em seguida fizemos a análise do conteúdo de Deuteronômio 16,1-17, que é uma seção mais extensa, analisando a composição, o seu uso na liturgia e a interpretação do texto, investigando sua produção e recepção pelos indivíduos da religião de Israel.

Este capítulo focará na análise das três principais Festas judaicas segundo os livros do Êxodo, Números e Levíticos, procurando identificar as principais diferenças das Festas judaicas e suas mudanças com o passar do tempo. Pretende-se identificar como as Festas sofreram suas mudanças e se essas mudanças tiveram alguma influência na sociedade judaica. Será realizada também uma breve comparação dos livros de êxodo, Números e Levíticos com o texto de Deuteronômio 16,1-17 e identificar as mudanças que as Festas sofreram.

2.2 AS TRÊS PRINCIPAIS FESTAS SEGUNDO: PESAH (ÊX 12,1-14; ÊX 23,18 E

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