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Un modèle simple de parois propagatives : la bifurcation fourche im-

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3.2 Influence d’un pompage inhomogène : Le blocage des parois

3.2.1 Un modèle simple de parois propagatives : la bifurcation fourche im-

Em breve, Furnas iniciará a construção de dois aproveita- mentos hidroelétricos no rio Madeira, à montante de Porto Velho, Santo Antônio e Jirau com 24 e 21 metros de desní- vel respectivamente.

Hoje, o parque gerador do Estado de Rondônia conta com uma oferta de aproximadamente 800 mW. Com a construção das usi-

nas de Santo Antônio e Jirau serão mais 6.450 mW colocados no mercado. Como os aproveitamentos contarão com eclusas, as corredeiras de Santo Antônio serão afogadas tornando o rio nave- gável em mais 260 km, entre Porto Velho e Abuanã.

Contudo, para a ligação hidroviária com o rio Mamoré e Guaporé faltará vencer o desnível de 27 metros numa ex- tensão de 237 km (Figura 12).

Figura 12 - Previsão de novos Aproveitamentos no rio Madeira A Hidrovia Tapajós-Teles Pires desfruta a vantagem de penetrar o Estado de Mato Grosso e aproximar-se de forma signifi cativa das atuais áreas de produção e de expansão da fronteira agrícola. Próximo à foz, no rio Amazonas localiza- se o terminal de grãos da Cargill, em Santarém. No curto prazo, algumas empresas estudam utilizar este trecho do baixo Tapajós para transporte de soja.

O baixo Tapajós é navegável, por grandes comboios, des- de a foz até Luís do Tapajós, situada a 345 km da foz.

O projeto de extensão da hidrovia foi desenvolvido pela AHIMOR/ INTERNAVE e propõe uma extensão total de na- vegação de 1.043 km, alcançando a região de Cachoeira Rasteira, próxima a Alta Floresta no Mato Grosso. A hidro-

via terá calado de 1,5 m, a montante de São Luís do Tapa- jós, com período de recorrência de dois anos (Figura 13 e Foto 17). As obras estão orçadas em aproximadamente R$ 250 milhões (correção pelo dólar de 1999).

Das proximidades de São Luís do Tapajós a Buburé, na região das cachoeiras, o rio será navegável através de um ca- nal-eclusa, aproveitando o leito natural e o Canal da Cruzes. Serão necessários serviços de derrocamento e construção de uma eclusa para transposição do desnível das corredeiras. De Buburé à Cachoeira Rasteira, o percurso será em corrente li- vre, viabilizado por obras de derrocamentos e dragagens.

Por outro lado, a ELETRONORTE desenvolveu estudos de aproveitamento energético no trecho.

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Figura 13 - Hidrovia Tapajós-Teles Pires Foto 17 - Canal-Eclusa das Cruzes A Hidrovia do Marajó tem por objetivo a ligação Belém-

Macapá, atravessando a Ilha de Marajó. A Hidrovia vai atravessar pelo meio da ilha, levando novas perspectivas à economia marajoara. Possibilitará a redução do percur- so Belém-Macapá em 150 km, empregando comboios de 2.800 toneladas de capacidade.

A implantação destas hidrovias vem sofrendo críticas por parte de ambientalistas que se dizem temerosos com um desenvolvimento “ambientalmente sem controle” da região amazônica e dos cerrados.

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7 | Região Hidrográfi ca do Tocantins-Araguaia

A Rede Hidrográfi ca do Tocantins-Araguaia drena 767.000 km2, sendo que 343.000 km2 correspondem à bacia do rio Tocantins, 382.000 km2 ao Araguaia (seu principal afl uente) e

42.000 km2 ao Itacaiúnas. Este último é o maior contribuinte do curso inferior. Os rios Guamá e Capim também pertencem à Região Hidrográfi ca do Tocantins-Araguaia (Figura 14).

Caderno de Transporte Hidroviário e Recursos Hídricos

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Limitado pelas bacias do Paraná-Paraguai ao sul, do Xin- gu por oeste, do São Francisco pelo leste e Parnaíba pelo nordeste, o rio Tocantins integra a paisagem do Planal- to Central, composta por cerrados que recobrem 76% da bacia. O curso inferior do rio Tocantins e o rio Itacaiúnas são cobertos por fl oresta amazônica. Na altura do eixo de Xambioá (TO) e Estreito (MA) a bacia cruza uma zona de transição formada por ambientes pré-amazônicos.

Os rios Tocantins e Araguaia são bastante diferentes. O rio Tocantins tem o leito mais encaixado, com estreita pla- nície de inundação. Nasce em Goiás e fl ui em direção norte por 2.500 km até desaguar no rio Amazonas, nas proximi- dades de Belém.

Os principais formadores do rio Tocantins são os rios Pa- ranã e Maranhão. Este último nasce na Reserva Biológica de Águas Emendadas, no Distrito Federal, divisor das águas das bacias do Amazonas, do Paraná e do São Francisco.

São muitas as corredeiras e cachoeiras ao longo do rio Tocantins, que por certo serão afogadas com a implantação dos vários empreendimentos hidroelétricos em curso.

O rio Araguaia nasce nos contrafortes da Serra dos Caia- pós e deságua no rio Tocantins, percorrendo 2.115 km. Nas extensões de declividade muito baixa o rio forma várias ilhas, entre elas a do Bananal, maior ilha fl uvial do mundo, e inúmeras lagoas marginais. À jusante da confl uência com o rio das Mortes começam a surgir várias corredeiras ou travessões rochosos além de bancos de areia provenientes das erosões de margens, sendo que a corredeira mais im- portante é a de Santa Isabel, próxima ao encontro com o rio Tocantins.

Durante a época das cheias, o rio Araguaia e seus prin- cipais afl uentes, Rio das Mortes e Cristalino, formam uma enorme planície inundada.

O regime hidrológico da bacia é bastante defi nido. No rio Tocantins a época das cheias, no curso superior, se esten- de de outubro a abril, com pico em fevereiro e nos cursos médio e inferior, em março. No rio Araguaia, as cheias são mais intensas, sobrevindo com um mês de atraso em decor- rência da inundação da planície do Bananal. Ambos sofrem a ação das secas entre maio e setembro, quando são atingi- dos os menores níveis.

A navegação nos rios Araguaia e Tocantins remonta à época das entradas e colonização da região central e norte do País, o que ocasionou a formação de inúmeras cidades ao longo dos rios da bacia tendo Belém do Pará como cen- tro de referência comercial e cultural.

A construção de rodovias principalmente a Belém-Brasília (BR 153) deslocou o eixo de ocupação e desenvolvimento tendo início assim, a um novo ciclo de ocupação urbano e agropecuário.

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