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Misrepresentations by omission

Dans le document GOOD PRACTICE GUIDE ON CONSUMER DATA (Page 9-13)

Para o estudo que pretendemos efectuar, optámos, como atrás referimos, como instrumento de recolha de dados, por um inquérito por questionário destinado a professores do 1º CEB (cf. anexo A), após ponderarmos das vantagens e limites que lhe estão associados.

Neste sentido, consideramo-lo vantajoso pois pode ser administrado a uma amostra de grandes dimensões, sendo fácil e barato o seu envio pelo correio, não sendo necessária a presença do investigador para a sua administração.

numa área geográfica extensa. Como não precisa de ser respondido de imediato, permite às pessoas envolvidas escolherem a altura que melhor lhes convier para o seu preenchimento. O facto de garantir o anonimato favorece a autenticidade das respostas fornecidas pelos inquiridos. Com este tipo de instrumento de trabalho há uma uniformização de respostas o que permite a sua comparação. Possibilita, ainda, a quantificação e o cruzamento dos dados recolhidos.

Em relação às limitações atribuídas ao inquérito por questionário, este não pode ser aplicado a analfabetos ou analfabetos funcionais, no entanto, este limite não é tomado em conta no nosso trabalho, dado ser aplicado a professores. O facto de se utilizar o correio para a sua distribuição e devolução, poderá originar atrasos na recolha dos questionários. Para colmatar este facto e mais facilmente motivarmos os professores ao seu preenchimento, os questionários foram entregues por mão própria à maioria dos docentes, pedindo previamente autorização aos respectivos Conselhos Executivos. Aqueles que não foi possível entregar pessoalmente, foram enviados por correio para as escolas, depois de contactados telefonicamente os coordenadores ou responsáveis pelas mesmas. A sua distribuição foi efectuada atempadamente – durante a primeira quinzena do mês de Fevereiro – de modo a que, mesmo que se se verificassem atrasos na correspondência, estes não interferiam com o normal desenrolar da investigação (definimos o final do mês de Março como a data limite para a recolha dos questionários). Outra limitação está relacionada com a extensão dos questionários. Um questionário demasiado extenso torna-se enfadonho e fastidioso, diminuindo o empenho e a colaboração por parte dos inquiridos. Tentou-se minimizar este factor construindo um questionário intencionalmente pouco extenso, tornando-o mais atractivo e fácil de preencher.

Deste modo, e em relação às limitações na utilização desta técnica, apenas apontamos o facto de os inquiridos terem a possibilidade de ler todas as perguntas antes de responder e de poder ser respondido em grupo, o que poderá, de algum modo, perturbar a informação (Pardal e Correia, 1995, 52).

4.1. Construção do questionário

Tivemos, como já mencionámos, algumas preocupações na construção do questionário de modo a, durante a fase de observação, recolhermos informações o mais fidedignas possível. Procurámos garantir o anonimato, utilizar uma linguagem clara e objectiva, formular as questões com neutralidade e coerência e dar-lhe uma forma atractiva e agradável de preencher.

Antecedemos o questionário propriamente dito por uma caixa de texto onde, através duma nota introdutória, apresentamos o departamento e a universidade, esclarecemos os inquiridos quanto ao objectivo que se pretende alcançar com este estudo, apelamos à cooperação honesta e sincera no preenchimento do questionário e garantimos a natureza anónima do mesmo. No final do questionário, agradecemos a colaboração prestada.

O questionário foi estruturado em duas partes distintas. A primeira, constituída por questões que se destinam a recolher os elementos necessários para a definição e caracterização da amostra, refere-se às variáveis independentes já apresentadas. A segunda parte é formada pelas questões destinadas à recolha da informação respeitante às variáveis dependentes. Pretendemos estabelecer correlação entre as duas partes e, em alguns casos, entre variáveis dependentes, procurando, deste modo, chegar à confirmação ou infirmação das hipóteses da investigação.

No que concerne à construção das questões do questionário, mantivemos presente que estas são suportadas pelas hipóteses de investigação e devem estar adequadas às características da população.

Utilizando como base a classificação apresentada por Pardal e Correia (1995) em relação ao tipo de perguntas, no nosso questionário podem ser encontradas perguntas de facto (questões 1 a 11), que são utilizadas na determinação fácil de dados concretos e de resposta simples; perguntas de acção (questão 16), utilizadas quando se pretende que o inquirido se reporte a uma acção realizada no passado; perguntas de opinião (questões 12, 13,14,15,17,18), onde se coloca o inquirido na situação de emitir uma opinião sobre algo.

Relativamente à modalidade de perguntas, baseando-nos mais uma vez em Pardal e Correia (1995), construímos duas modalidades de perguntas distintas:

- Perguntas fechadas, que estabelecem limites ao inquirido quanto à opção a tomar, por uma de entre as respostas apresentadas (questões 2, 4, 5, 7, 9, 10).

- Perguntas de escolha múltipla, onde através de um conjunto de questões apresentadas, o inquirido é convidado a escolher uma ou várias opções, entre as diversas alternativas. Dentro desta modalidade encontramos perguntas:

em leque aberto – os professores, além de poderem optar por uma

das alternativas fornecidas, podem acrescentar uma outra, diferente das apresentadas (questões 6 e 11);

em leque fechado – os professores limitam-se a escolher uma de

entre as opções apresentadas, sem liberdade para manifestar a sua opinião fora do conjunto de alternativas propostas (questões 13, 14, 16, 18);

de avaliação ou de estimação – os professores atribuem um grau de

intensidade face a um determinado assunto (questões 12, 15, 17). Para medir o grau de intensidade das atitudes e opiniões utilizámos escalas de intensidade ou de apreciação (Pardal e Correia, 1995: 70). A questão 12 tem três graus de resposta (sendo o valor mínimo atribuído à expressão discordo totalmente e o valor máximo atribuído à expressão concordo totalmente) e as questões 15 e 17 têm cinco graus de resposta (sendo o valor mínimo atribuído às expressões discordo totalmente e nada importante, respectivamente, e o valor máximo atribuído, respectivamente, às expressões concordo totalmente e muitíssimo importante)

Para termos uma visão mais abrangente da relação de cada questão, subdividida nos vários itens, e as dimensões dos conceitos a estudar, construímos as respectivas chaves de leitura (cf. Anexo B). Este instrumento serviu-nos de guia para a organização das questões e para a sua análise posterior.

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