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Partie 1:  Mise au point d’un nouveau test de dépistage 

B. Mise au point d’une technique par cytométrie en flu

Conforme apresentado na Figura 3.1, o LSP é um caminho usado para tráfego de um conjunto específico de pacotes associados a uma FEC, através de uma rede MPLS. O LSP construído para uma FEC é unidirecional por natureza, sendo que o tráfego de retorno, se houver, deve tomar outro LSP.

A RFC 3031 define “um LSP de nível m” para um pacote P particular como sendo uma seqüência de roteadores LSR <R1, ..., Rn> com determinadas propriedades:

ƒ R1, o LSR de Ingresso, insere um rótulo na pilha de P, resultando numa pilha de profundidade m;

ƒ Para todo LSR Ri (1<i<n), P tem uma pilha de profundidade m ao ser recebido pelo LSR;

ƒ No trânsito de P entre R1 e Rn-1, nunca P tem uma pilha de profundidade menor que m;

ƒ Todo Ri (1<i<n) transmite P para Ri+1 usando o rótulo no topo da pilha como índice para o mapa ILM;

ƒ Se um sistema S transmite P entre Ri e Ri+1, a decisão de encaminhamento de S não se baseia no rótulo de nível m (e sim provalvemente em rótulos adicionais m

+ k que tenham sido introduzidos na pilha);

ƒ Um LSP de nível m pode então ser visto como uma seqüência de roteadores: o Que começa com um LSR (LSR de Ingresso ou LER de Ingresso) que insere

um rótulo de nível m;

o Onde todos os LSR intermediários tomam sua decisão de encaminhamento trocando o rótulo de nível m;

o Que termina em um LSR (LSR de Egresso ou LER de Egresso) onde a decisão de encaminhamento é feita por troca de rótulo de nível m - k (k > 0) ou através de procedimento não-MPLS.

Um LSP, usado para transmissão de pacotes, deve ser anteriormente construído. Caso se utilize de sinalização dinâmica nessa construção, identifica-se em geral os seguintes procedimentos nor protocolos relacionados:

ƒ Controle da Distribuição dos Rótulos; ƒ Disparo da Distribuição dos Rótulos; ƒ Retenção de Rótulo nos Roteadores.

3.6.1. Políticas de Distribuição de Rótulos

Conforme já mencionado, a distribuição de rótulos pode ser feita através de dois métodos [Gallaher02b]:

a) Programação Estática.

Similar à maneira como um roteador é programado para roteamento estático. Neste caso, a programação estática elimina a habilidade de re-roteamento dinâmico ou gerenciamento do tráfego.

b) Sinalização Dinâmica e Distribuição de Rótulo.

Esta opção leva em conta a realidade das redes contemporâneas que mudam em uma base dinâmica. Há vários protocolos disponíveis para esse fim, como por exemplo: o LDP, desenvolvido especificamente no contexto do MPLS; o RSVP-TE (RSVP – Traffic Engineering), uma extensão do RSVP que inclui funcionalidades de Engenharia de Tráfego; além de outros protocolos de roteamento que estenderam suas funcionalidades, como o BGP-TE (Border Gateway Protocol –

Traffic Engineering) e o OSPF-TE. Cada um apresenta suas vantagens e

desvantagens. Contudo, apesar das diferenças, os conceitos básicos da sinalização e distribuição de rótulos permanecem consistentes entre os protocolos. Vale destacar que, de acordo com o protocolo adotado, o rótulo pode ser carregado de duas maneiras:

1ª) De carona em um protocolo de roteamento. Nesta solução a informação de ligação de rótulo é adicionada aos protocolos de roteamento tradicionais para distribuição, garantindo a consistência da informação de encaminhamento e evitando a sobrecarga (overhead) na implementação de outro protocolo. Entretanto, esta não é uma solução completa, pois nem todas as sub-redes usam roteamento dinâmico e nem todos os protocolos de roteamento são capazes de tratar facilmente de rótulos.

2ª) Através do uso de um protocolo de distribuição de rótulo específico. Este método exige o uso de protocolos específicos para essa finalidade, a exemplo do novo protocolo usado unicamente para a distribuição de informação de ligação de rótulo chamado de LDP, ou mesmo a utilização do já bem estabelecido RSVP-TE. A desvantagem deste método de distribuição é que ele aumenta a complexidade do elemento de comutação, uma vez que outro protocolo deve ser suportado, e seu uso precisa ser coordenado com a operação dos protocolos de roteamento associados.

3.6.2. Controle da Distribuição de Rótulos

Há dois métodos para controlar a distribuição de rótulos [Rosen01]:

a) Controle Independente. Ocorre quando não há nenhum roteador específico que gerencie ou controle a distribuição dos rótulos. Neste caso, cada roteador tem a capacidade de processar os protocolos de roteamento, montar suas tabelas de comutação e distribuí-las.

b) Controle Ordenado. Neste caso, um roteador, tipicamente o LER de saída, é responsável pelo processo de distribuição dos rótulos, que pode ser disparado de forma não solicitada ou sob demanda.

A seguir, é apresentada a Tabela 3.2 comparando os dois métodos:

Controle Independente Controle Ordenado

Tempo de Convergência

Tempo de convergência de rede mais rápido

Tempo de convergência maior que o independente

Gerenciamento de Rótulos

Qualquer roteador que identifique uma mudança de roteamento pode

repassar esta informação para os demais e não se constitui num ponto

simples de falha O gerenciador de rótulos constitui-se em um importante ponto de falha Controle de Tráfego

Não há um ponto de controle de tráfego, o que torna a Engenharia

mais difícil

Melhor TE e controle de rede mais rígido

Tab. 3.2 – Comparação entre os Métodos: Controle Independente x Controle Ordenado 3.6.3. Disparo da Distribuição de Rótulos

Dentro do controle de distribuição de rótulos ordenado, há dois métodos principais para disparar a distribuição de rótulos [Rosen01]:

a) DOU – Downstream Unsolicited: Os rótulos são atribuídos com base nas decisões do roteador gerenciador de rótulos. Os rótulos são enviados pelo gerenciador de rótulos de forma não solicitada. Destarte, o gerenciador de rótulos pode usar como ponto de disparo (gatilho), um intervalo de tempo pré-definido e, assim, enviar rótulos ou mensagens de refrescamento de rótulo a intervalos de tempo regulares. Uma outra possibilidade seria o gerenciador de rótulo usar mudanças na tabela de roteamento padrão como um gatilho, ou seja, quando um roteador mudar uma informação de rota, o gerenciador de rótulos pode enviar atualizações de rótulos a todos os roteadores afetados. A Figura 3.6 abaixo ilustra o mecanismo de funcionamento deste modo.

LSR

anterior posteriorLSR

Resposta não solicitada de rótulo

b) DOD – Downstream On-Demand: Nesse método, os rótulos são requisitados pelos roteadores: ou seja, primeiro os rótulos são requisitados e, no segundo passo, os rótulos são enviados, conforme apresentado na Figura 3.7.

O modo DOU está freqüentemente associado à estratégia baseada em topologia, onde os rótulos são associados a entradas na medida em que elas são introduzidas na base de roteamento. Já o modo DOD provê um ambiente mais controlado, beneficiando quanto à prevenção de “loops” e garantindo a utilização de FEC consistentes através da rede.

LSR

anterior posteriorLSR

Resposta do Rótulo Pedido de Rótulo

Fig. 3.7 – Modo Downstream sob Demanda

3.6.4. Retenção do Rótulo

A arquitetura MPLS define dois modos para retenção do rótulo, ou seja, para o tratamento de ligações de rótulo de uma dada FEC, provenientes de um LSR posterior (downstream) que não é o próximo nó para uma dada FEC:

a) Conservador: neste modo as ligações são mantidas apenas se elas forem recebidas de um LSR posterior (downstream), que tenha sido selecionado pelo LSR anterior (upstream) como sendo o próximo salto para a referida FEC. Nos demais casos, as informações sobre ligações são descartadas. Assim, o LSR mantém poucos rótulos.

b) Liberal: neste modo, todas as ligações são mantidas, o que garante uma adaptação mais rápida a alterações na topologia e permitindo o chaveamento do tráfego para outros LSP em caso de mudanças, uma vez que as ligações para caminhos alternativos já foram estabelecidas.