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Minimum wages in Europe: from diversity to coordination

SUPPORTING REBALANCING THROUGH WAGE COORDINATION

2. Minimum wages in Europe: from diversity to coordination

No contexto de sala de aula, quando se fala de materiais curriculares esse é entendido como aquele que auxilia o professor no desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. Os materiais são “todos aqueles instrumentos que proporcionam ao educador referências e critérios para tomar decisões, tanto no planejamento como na intervenção direta no processo de ensino/aprendizagem e em sua avaliação” (ZABALA, 1998, p.167).

Desse modo, utilizamos e desenvolvemos uma Unidade de ensino que contemple a abordagem do ensino por investigação. Esse material de desenvolvimento curricular, inserido na Unidade de Ensino Investigativa, é constituído de um texto conceitual sobre Eletrodinâmica, de atividades investigativas (práticas de laboratório, simulação ou de interpretação), e de Objetos8 de Aprendizagens (animações, imagens, softwares e vídeos), de modo a tentar aumentar o envolvimento dos estudantes pelos estudos e propiciar momentos de aulas mais produtivos e instigantes. A Unidade foi concebida para esse âmbito de intervenção (sala de aula) de pesquisa, possui uma intencionalidade ou função (orientar, guiar, propor, divulgar) conforme os conteúdos (conceitual, procedimental e atitudinal) que desenvolvemos e conforme o tipo de suporte que utilizamos (quadro branco, vídeo, informática, multimídia, etc.). Ela constitui, portanto, o produto de mestrado profissional desenvolvido especificamente para esta pesquisa.

A Unidade é constituída por:

a) Material instrucional dos estudantes

O material instrucional desenvolvido foi produzido de materiais amplamente divulgados no meio acadêmico, e ainda, de outros preparados especialmente para atender aos novos tempos à prática do Ensino Médio nas escolas. O texto de apoio tem foco conceitual. Procuramos utilizar uma linguagem simples buscando ao máximo contextualizar o assunto abordado ao cotidiano do aluno mostrando a importância dos estudos da Física. Ele foi desenvolvido para preencher algumas lacunas do livro didático utilizado pelos estudantes. O livro didático (PENTEADO; TORRES, 2011) consultado faz um apanhado muito resumido dos assuntos relacionados na pesquisa. O texto é constituído de 5 capítulos que tratam de assuntos no domínio da Eletrodinâmica. Os temas abordados são: condutores (metálico, eletrolítico e gasoso), corrente elétrica, geradores de tensão, resistência elétrica e circuitos elétricos. Esses conteúdos constituem os fundamentos da Eletrodinâmica. Através deles, é possível dar sequência a outros conteúdos que não

8 Objetos de aprendizagens no construto de Mike Sostericand & Susan Hesemeier. Artigo: When is a Learning

foram contemplados neste trabalho, por exemplo, o estudo dos capacitores e dos geradores elétricos. Na Figura 2 apresentamos parte do material referente a condutores e isolantes da Unidade de Ensino.

Figura 2: Exemplo de parte do material instrucional da Unidade de Ensino

b) Caderno com atividades investigativas

As atividades investigativas foram concebidas no intuito de promover o engajamento cognitivo/comportamental (COELHO; AMANTES, 2014) e a interatividade dos estudantes entre si. Elas foram apresentadas de acordo com o objetivo de ensino. Existem atividades de interpretações de textos, outras que envolvem atividades com experimentos reais, e ainda, atividades práticas com simulações. As atividades investigativas foram desenvolvidas na perspectiva de laboratórios abertos e questões abertas, na perspectiva adotada por Azevedo (2004):

[...] Uma atividade de laboratório aberto, como as outras atividades de ensino por investigação, a solução de uma questão, que no caso será respondida por uma experiência (p.27)

[...] Chamamos de questões abertas aquelas em que procuramos propor para os alunos fatos relacionados a seu dia-a-dia e cuja explicação estivesse ligada ao conceito discutido e construído nas aulas anteriores. (p.29).

As atividades investigativas são apontadas pelo potencial que possuem de estimular as interações entre os estudantes. Para potencializar o aspecto investigativo, algumas delas foram concebidas na perspectiva PIE – Predizer, Interagir e Explicar – do mesmo método proposto por (DORNELES; ARAÚJO; VEIT, 2012) e na perspectiva do Modelo dos 5Es proposto por (BYBEE et. al, 2006). Na perspectiva do Modelo do 5Es inclui as seguintes fases: (a) envolver (engage); (b) explorar (explore); (c) explicar (explain); (d) estender (elaborate); (e) estimar (evalute). Essas ações estão explicitadas na Quadro1.

Nas atividades do tipo PIE os estudantes num primeiro momento foram convidados a

predizer, ou seja, fazer previsões sobre o fenômeno estudado. Nessa etapa, sem o

auxílio do material instrucional ou de qualquer objeto de aprendizagem, os estudantes levantam hipóteses para a solução do problema. É uma oportunidade de fazer uma avaliação diagnóstica e de conhecer que concepções de prévias ou subsunçores eles possuem sobre o assunto. No segundo momento, os estudantes eram convidados a interagir. Por exemplo, numa atividade prática investigativa, os estudantes interagem com o aparato experimental – fazem medição, calculam, comparam resultados, testam se as hipóteses apresentadas anteriormente foram confirmadas. Por fim, na terceira parte da atividade, os estudantes devem explicar seus resultados e compará-los se existem ou não divergências nas respostas obtidas. Entendemos que a divulgação dos resultados de uma atividade investigativa é importante tal como no laboratório de Ciências.

No Modelo dos 5Es, cada etapa traduzem diversas ações, levados a cabo pelos estudantes. Essas ações são indicadas no Quadro 1. A fase Envolver possibilita chamar a atenção do aluno à atividade, estimular o seu pensamento e o acesso ao seu conhecimento prévio. Na fase Explorar os alunos são convidados: a pensar, investigar, resolver problemas e coletar informações.

Quadro 1: Modelos dos 5Es: O que o estudante faz? (BYBEE et. al, 2006) Modelo

dos 5Es

Indicações na

atividade O que o estudante faz?

Envolver

Observem: o esquema, a Tabela, o gráfico; Leiam o texto; Assistam ao vídeo.

Apresenta as questões como: “Por que isso

acontece?”; “O que eu posso falar sobre isso?”; “O que eu posso encontrar sobre isso?”.

Explorar Dissertem; Experimentem; Observem; Registrem as Observações;

Formula previsões e hipóteses; Testa previsões e hipóteses; Registra observações;

Discuti os resultados com os colegas.

Explicar

Tirem conclusões; Divulguem os resultados.

Atenta-se às explicações do professor; Se atenta às explicações dos colegas;

Avalia as falas dos colegas e levanta questões; Avalia as falas professor e levanta questões; Explica possíveis soluções baseadas em registros anteriores;

Avalia sua compreensão.

Estender Aplicam o conhecimento; Respondem questões; Generalizam o conteúdo.

Aplica as novas definições, explicações e capacidades em novas situações, generaliza os conteúdos num contexto próximo ao da atividade.

Estimar

Pensem sobre o trabalho que desenvolveram.

Avalia seu progresso e o seu conhecimento.

A fase Explicar permite aos alunos analisarem sua exploração. Nesta fase, é possível identificar a trajetória do desenvolvimento da atividade pelo estudante, se prestou atenção na fala do professor, na fala do colega; se avaliou essas falas de forma crítica e reflexiva; se as soluções apontadas para solucionar os problemas são baseadas em registros coletados, etc. Na fase Estender, expande e solidifica o pensamento do aluno de modo que é possível aplicar o conhecimento adquirido em situações do mundo real. E por fim, na fase Estimar permite ao professor avaliar o desempenho dos estudantes em relação aos entendimentos de conceitos, habilidades, processos e aplicações.

c) Ferramentas Educacionais de Apoio

A utilização de recursos tecnológicos é um fator de motivação para o estudo da Eletrodinâmica. Essas ferramentas consistem de experimentos, software, applets e animações que auxiliam o aprendizado dos estudantes. Trouxemos nesse trabalho o construto de Objeto de aprendizagem, o mesmo trazido por (SOSTERIC;

HESEMEIER, 2002), quando nos referirmos às ferramentas tecnológicas. Segundo Sosteric; Hesemeier (2002), os objetos de aprendizagens devem conter dados, porém, mais do que um ficheiro de imagens e arquivos digitais, estes dados ou informações devem estar atreladas a uma teoria e a uma prática com fins pedagógicos. Devem ainda, internamente ou por associação sugerir contextos adequados para sua utilização. É importante também que possam ser utilizados como fontes de pesquisa; serem reutilizados e referenciados. Utilizamos nessa pesquisa alguns objetos de aprendizagem, tais como: vídeos, softwares e applets.

A Figura 3 mostra o esquema de um objeto de aprendizagem, o aplicativo Thomas Edison 4.0 9 utilizado para simular experimentos de eletricidade envolvendo geradores de diferentes voltagens, resistores e medidores elétricos. É possível, por meio desse aplicativo, investigar diferentes situações que envolvem o funcionamento de circuitos elétricos com associações em série e em paralelo, tanto de resistores como de geradores, e ainda, verificar a ocorrência de curto-circuito e discutir suas causas.

Além do Edison, na Figura 4 apresentamos outro exemplo de objeto de aprendizagem, um exemplo de applet que foi utilizado para simular circuitos elétricos com associações em série e em paralelo. Ele foi acessado no site http://phet.colorado.edu/pt_BR/simulation/circuit-construction-kit-dc. A grande vantagem da utilização desses recursos (applets, software e animações) é que podemos simular uma variedade de experimentos que não conseguimos demonstrar experimentalmente devido à falta de equipamentos no laboratório escolar.

Figura 3: Principais elementos de circuitos elétricos.

Figura 4: Exemplo de um applet mostrando um circuito com lâmpadas.

Na vivência das escolas, as atividades experimentais são pouco frequentes. Os experimentos reais possibilitam “obter imagens de um fenômeno ainda não observado, aprender estratégias para lidar com os erros e incertezas inerentes ao processo de medição, procurar evidências de alguma relação entre grandezas envolvidas na situação, e outros” (BORGES, 2002, p.297). Essas abordagens experimentais auxiliam os estudantes a perceberem a diferença entre um circuito elétrico real e um circuito elétrico virtual em relação às grandezas apresentadas

teoricamente e, nem sempre os resultados obtidos utilizando modelos de circuitos ideais coincidem com a realidade.