6.3 Étude du défaut de fer
6.3.1 Mesures de résistivité
Projectos familiares diversosProjectos familiares diversos
Projectos familiares diversos
Numa outra dimensão da fecundidade tardia, importa analisar igualmente alguns indicadores referentes à dinâmica familiar das mulheres que dão origem a estes nascimentos. Tendo em conta a informação disponível, tratar-se-á, em tempos distintos, da ordem de nascimentos [Gráfico 8] e da filiação dos nascimentos [Gráfico 9].
Nados vivos em mães de 40 e mais anos Nados vivos em mães de 40 e mais anos Nados vivos em mães de 40 e mais anos
Nados vivos em mães de 40 e mais anos por ordem de nascimentos, NUTS II por ordem de nascimentos, NUTS II por ordem de nascimentos, NUTS II por ordem de nascimentos, NUTS II –––– 2001 2001 2001 2001
[Gráfico 8] 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Total nados-vivos Portugal Norte Centro LVT Alentejo Algarve RA Açores RA Madeira Área geográfica de residência da mãe
%
1.ª ordem 2.ª ordem 3.ª ordem 4.ª ordem 5.ª ordem ou superior
Fonte: Fonte:Fonte:
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No que respeita à ordem de nascimentos e começando mais uma vez pelos dados referentes à totalidade dos nascimentos, observa-se que a esmagadora maioria dos nados vivos registados em 2001 se refere a primeiros nascimentos (53,29%) a que se seguem os segundos nascimentos (34,28%), os terceiros (8,69%) e com uma percentagem que é cerca de ¼ desta, os quartos nascimentos (2,32%) e seguintes ordens, cuja importância no cômputo total não chega a 1,5%. No caso particular dos nados vivos registados em mulheres que têm filhos depois dos 40 anos de idade, estes são na sua maioria não primeiros mas segundos nascimentos (30,35%), logo seguidos dos primeiros nascimentos (23,67%) e dos terceiros nascimentos (23,20%), detendo ainda os quartos nascimentos uma importância significativa (11,08%) e depois, com percentagens gradualmente menores as restantes ordens de nascimento. Assim se giza a ideia de que as mulheres que têm filhos quando têm 40 e mais anos o fazem, não para engrossar os caudais de uma família numerosa21, mas para preencher os primeiros escalões da ordem de
nascimento dos filhos, designadamente, para completar a díade filial ou mesmo para ter o seu primeiro filho.
Esta conclusão nacional encobre mais uma vez sinais de diversidade regional [Quadro 8.1 – Anexo]. O comportamento registado em termos nacionais estende-se às regiões Centro, de Lisboa e Vale do Tejo, Algarve e Região Autónoma da Madeira onde aos segundos nascimentos – sempre com valores acima dos 30% –, se seguem os primeiros e só depois os terceiros. Excepções a esta regra encontram-se na região Norte onde, à predominância dos segundos nascimentos, se seguem os terceiros e não os primeiros nascimentos, no Alentejo, onde após os segundos nascimentos que constituem a maioria, os primeiros e terceiros se encontram em igual percentagem e ainda na Região Autónoma dos Açores, a única região onde os nascimentos registados em mulheres de 40 e mais anos são sobretudo terceiros nascimentos (23,94%) e onde os nascimentos de 4.ª ordem apresentam, juntamente com o verificado na Madeira, as percentagens mais elevadas, muito concretamente, acima dos 14%. Neste contexto, a região de Lisboa e Vale do Tejo constitui mais uma vez um caso particular na medida em que é aqui que os
21 De acordo com a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN 2003), considera-se
família numerosa qualquer família com três ou mais filhos. A este propósito também Alfred Sauvy afirma que «o terceiro filho é o que constitui a charneira» (Sauvy s.d.: 102), alertando precisamente para a importância deste no conjunto da ordem de nascimentos, distinguindo entre famílias de um e dois filhos e as famílias numerosas.
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primeiros e segundos nascimentos perfazem no total a percentagem mais elevada de entre os nados vivos que ocorrem após os 40 anos (56,89%), daí o destaque a nível nacional. No campo oposto, também a Região Autónoma dos Açores se destaca, registando-se aqui a menor percentagem – no cômputo nacional – de primeiros e segundos nascimentos após os 40 anos de idade (26,76% no total). De facto, nesta região, os nascimentos que ocorrem após os 40 anos são sobretudo nascimentos de terceiros filhos (23,94%) e, ainda assim, os quartos filhos representam aqui uma fracção relativamente importante (14,08%), bem como todos os nascimentos das restantes ordens que no total perfazem 35,31% do total de nascimentos, valor muito distante dos valores nacionais que se ficam pelos 11,70% bem como de um máximo de 13,56% encontrado no caso do Algarve. A Região Autónoma da Madeira apresenta também valores elevados de nascimentos em todas as ordens iniciais, muito concretamente na primeira onde se encontra o valor mais elevado – 25,68% – e também na quarta, se bem que, a partir de então, os nascimentos depois dos 40 anos de idade são já muito poucos, representando apenas 9,46% do total.
Em último lugar, resta analisar a distribuição dos nados vivos depois dos 40 anos de acordo com a filiação [Gráfico 9]. Iniciando mais uma vez a análise com a totalidade dos nados vivos registados em 2001, conclui-se que uma fracção esmagadora dos nados vivos continua a ocorrer dentro do casamento (76,22%) contra apenas 23,78% que ocorrem fora do casamento, dos quais 17,79% em situação de coabitação dos pais e 5,99% sem coabitação. Descendo ao caso particular dos nascimentos ocorridos em mulheres de 40 e mais anos conclui-se que o comportamento é idêntico, ainda que com valores algo diferentes, muito concretamente, operando-se uma sub-representação dos nascimentos ocorridos dentro do casamento (69,54%) face a uma sobre-representação dos nascimentos fora do casamento que chegam aos 30,46%, seja com coabitação dos pais (22,66%) seja sem coabitação (7,80%).
Analisando agora a distribuição regional dos valores representados no gráfico, conclui-se que a Região Autónoma da Madeira e dos Açores, a região Norte e Centro registam as percentagens mais elevadas de nascimentos que, ocorrendo em mulheres de 40 e mais anos se registam dentro do casamento, respectivamente, 82,43%, 80,28%, 80,21% e 80% [Quadro 9.1 – Anexo].
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Nados vivos em mães de 40 e mais ano Nados vivos em mães de 40 e mais anoNados vivos em mães de 40 e mais ano
Nados vivos em mães de 40 e mais anos por filiação, NUTS II s por filiação, NUTS II s por filiação, NUTS II –s por filiação, NUTS II ––– 200120012001 2001
[Gráfico 9] 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Total nados-vivos Portugal Norte Centro LVT Alentejo Algarve RA Açores RA Madeira Área geográfica de residência da mãe
%
Dentro do casamento Fora do casamento
Fonte: Fonte: Fonte:
Fonte: Cálculos próprios (Quadro 9.1 – Anexo), com base no INE, Estatísticas Demográficas 2001 (IDNP).
No campo oposto, temos o caso particular do Algarve, a única região do país onde, no caso dos nados vivos após os 40 anos, é maior o número de nascimentos ocorridos fora do casamento, nomeadamente, 53,39% contra 46,61% que ocorrem dentro do casamento. Logo em seguida vem o Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo, cujos valores de nascimentos fora do casamento, apesar de inferiores aos do Algarve, se mantém acima da média nacional, nomeadamente 49,07% no Alentejo – assinalando a distribuição mais equitativa entre nascimentos dentro e fora do casamento – e 39,81% em LVT22. A estes nascimentos, sobre-representados no cômputo total,
unem-se algumas especificidades no domínio da coabitação dos pais, registando-se no Algarve a maior percentagem de nascimentos que ocorrendo fora do casamento se dão com coabitação dos pais (42,37%) e no Alentejo a maior percentagem de nascimentos que, ocorrendo em mulheres de 40 e mais anos se dão fora do casamento e sem coabitação dos pais (12,04%).
22 Esta observação não pode todavia ser desligada do facto de se observarem nas NUTS II do
Algarve, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo as percentagens mais elevadas de indivíduos casados de facto, onde se registam valores acima dos valores nacionais (INE 2001a).
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Analisadas que estão as diferentes variáveis seleccionadas para cada uma das dimensões consideradas, resta agregá-las na construção dos diversos perfis de fecundidade tardia.