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Mesure par TD-GCMS de la contamination organique apport´ ee par le pentane

Partie III Application industrielle

7.3 Mesure par TD-GCMS de la contamination organique apport´ ee par le pentane

Vicentina, onde existe diversos corações que são as pessoas que amam a Vila Vicentina. Do outro lado, as pessoas que amam o dinheiro. No meio, a justiça que observa os acontecimentos e nada faz. Estão do lado da balança, existe os que amam a Vila, de outro os que querem destruir a Vila.

Que a Vila Vicentina seria um paraíso aqui na terra, não conheço lugar melhor para morar.

Segurança ao saber que moro na Vila Vicentina, inseguro ao saber que existe força oculta agindo contra a tranquilidade de nossa moradia.

Existência, coragem, luta, acolhimento, amizade, proteção.

A Vila Vicentina se resume numa casa grande, onde existe a união de várias famílias num lugar só, que se compara a um lugar feliz. SENTIDO:

Estrutura: Metafórico

A Vila “Casa grande” tem sido cenário de disputas contrastantes, onde são encontradas pessoas que buscam romper as relações amorosas entre os moradores a fim de destruir a comunidade, causando inseguranças que culminam em uma estima de lugar depotencializadora. Porém, há outas pessoas corajosas na luta de resistência, almejando presevar a Vila como um lugar de acolhimento e proteção que se revela nas relações de amizade.

Escala Estima de Lugar (EEL): -11 Imagem: Contrastes (Pertencimento x Insegurança)

Corroborando com os resultados de Bomfim (2010), o Mapa Afetivo de Filho apresenta em seus contrastes a caracterização das “[...] duas faces da globalização: de um lado, a expressão de sociedades informacionais e de tecnologia de ponta; de outro, a exclusão configurada na segregação socioespacial e na polarização social” (BOMFIM, 2010, p.210). Essa polarização também foi salientada no Mapa Afetivo de Marília, quando a moradora afirma que “Aqui [Bairro Dionísio Torres] era um deserto e agora só tem barão, e eles não querem a Vila aqui. Rico não gosta de pobre, só quer ficar perto de rico”.

É importante apontar que dentro da própria comunidade é possível observar conflitos e contradições. Atualmente, na Vila Vicentina, muitas dessas contradições e conflitos originam-se da divisão da comunidade entre os moradores que resistem ao processo de remoção e os moradores que buscam negociar a venda de suas casas com as imobiliárias. Essa polarização assinala uma das grandes mudanças no cotidiano da Vila, expressa por muitos moradores quando perguntados nos itens componentes do IGMA 5.2 (Na Vila Vicentina, o que te entristece?) e 5.4 (Como a ameaça de desapropriação afetou o seu dia a dia?). No quadro 7, podemos ter uma visão geral de como moradores da Resistência se sentem em relação aos demais moradores que desejam sair da comunidade:

Quadro 7 - Relações contrastantes de vizinhança em contexto de remoção

- “Me entristece a divisão de alguns querendo sair e outros querendo ficar, gerando conflito” (Mapa Afetivo de Cida).

- “Me deixa triste é que meus dois vizinhos que são paredes junto da minha são do outro lado. Uma que era minha amiga fica soltando piada, aí me deixa triste” (Mapa Afetivo de Cláudia).

- “Me entristece essas pessoas pedindo para morar aqui e agora querem sair, negociar, ganhar dinheiro” (Mapa Afetivo de Gordinha).

- “Me deixa triste a derrubada das casas, a desunião do pessoal que quer sair. Era pra tudo estar unido” (Mapa Afetivo de Margarida).

- “Me entristece uma parte que é da resistência e uma parte que não é da resistência. Melhor seria que a gente fosse tudo unido” (Mapa Afetivo de Véi).

- “Me entristece essas confusões, desuniões. Podia ser muito melhor se fosse todo mundo unido, na paz” (Mapa Afetivo de Eunice).

- “Me deixa triste essas ameaças, desavenças, essas intrigas por parte deles. Antes todos se falavam, agora não, ficam soltando piadas. [...] Antes eu falava com todo mundo, agora só com a metade. As amizades não são mais a mesma coisa que antes” (Mapa Afetivo de Aline).

- “Mudou um pouco porque a gente fica encabulada de chegar bem ali, perto das pessoas que a gente conhecia e agora não fala. Tem medo de dar um ‘bom dia’. E isso é chato” (Mapa Afetivo de Zezé)

Fonte: Elaborado pelo próprio autor.

Bomfim, Feitosa e Farias (2018) apontam que a imagem de Insegurança também reflete os laços sociais que os indivíduos constroem no ambiente. Conforme as autoras, essa imagem, assim como a imagem de Destruição, expressa o adoecimento das relações de convivência, podendo gerar as sensações de sufoco, solidão e desamparo, que caracterizam, principalmente, as grandes cidades.

Os mapas afetivos anteriores e o Quadro 7 revelam que os moradores percebem que a Vila, anteriormente, proporcionava relações marcadas pela identificação entre os membros e a própria comunidade e pelos laços de amizade e familiares – características da imagem de Pertencimento que aparece como plano de fundo –, potencializando-os enquanto comunidade. No entanto, a instabilidade, a insegurança e a dúvida quanto à permanência na Vila – características da imagem de Insegurança que atua como plano de frente - têm gerado nas relações comunitárias intriga, desunião e até ruptura de laços afetivos.

b) Agradabilidade x Destruição

A partir da análise das 14 imagens de Contrastes, observei que, em cinco (05) mapas, as vivências contrastantes se constituíam transversalmente às imagens de Agradabilidade e Destruição. A Agradabilidade, como já abordado anteriormente, tem relação aos aspectos atrativos e os consequentes afetos prazerosos que os lugares despertam nas pessoas, seja por suas belezas naturais ou construídas ou pelas ofertas de oportunidades que atendam às necessidades (BOMFIM, 2010). Inversamente, a imagem de Destruição evidencia experiências despotencializadoras, pela qual as pessoas relatam percepções e vivências sobre um ambiente desagradável, degradado, malcuidado, destruído, cujas relações também são conflitantes e desgastadas. Expressões das duas imagens nos mapas afetivos dos moradores da Vila são identificadas no Quadro 8:

Quadro 8 - Expressões dos Contrastes de Agradabilidade x Destruição

“Eu diria que aqui é um lugar muito bom, tranquilo, não existe agressão física, só é mesmo de boca. [...] queria que todos fossem amigos, mas estão divididos, que não houvesse fofoca. Representa uma alegria, se estivesse tudo mais organizado”. (Mapa Afetivo de Cláudia)

“Na Vila Vicentina é tudo de bom, calmo. Não tem nada de violência, aqui é o céu. [...] A tristeza caso venha acontecer o pior. O medo das casas serem destruídas. Tristeza, saudade, convivência, abandono, dor, amizade”. (Mapa Afetivo de Margarida)