7.6 Validation de la m´ethode
7.6.1 Mesure d’´epaisseur des dalles en b´eton
Com base nos dados de avaliação das condições de processamento, estas se mantiveram inalteradas durante a aquisição das imagens, a constância de tais condições é importante para que os dados de densidade óptica analisados não sejam afetados por fatores como variação de temperatura e concentração de químicos. Com base nos dados obtidos na avaliação dos parâmetros de processamento (tabela 1), nota-se que o valor de base+véu está dentro do valor de referência de 0,20 ± 0,03.
A avaliação do contraste utilizando a escada de alumínio (5.2) apresenta os valores e o comportamento de referência para a mesma análise com os simuladores antropomórficos. De acordo com o gráfico 5 nota-se que para a variação de mAs apresentada o comportamento das curvas de densidade ópticas é apenas deslocado, sendo assim as curvas apresentam grau de inclinação muito próximos variando apenas o step em que inicia-se a porção útil com acuidade visual para distinção de diferentes tons de cinza, isso ocorre pois o aumento do tempo de exposição eleva o número de fótons de maneira linear, de modo que a resposta do filme dentro da avaliação sensitométrica não afeta o contraste, assim sua inclinação e consequentemente seu gradiente médio permanecem inalterados.
Este impacto no contraste pode ser analisado no gráfico 6 através da subtração do valor de densidade óptica dos steps 6 e 8, apresentando-se com pequena variação em torno de 1,00. Essas pequenas variações podem ser justificadas pelo tipo de gerador, sendo um equipamento monofásico a influência do
ripple pode afetar a variação dos valores em até 10%. Para um tempo de exposição
mais longo, resultando em 20 mAs nota-se uma queda neste valor de contraste, uma vez que a densidade óptica do filme começa em steps mais curtos a atingir a região de limitação de sensibilidade do filme.
Já a avaliação com a variação de kVp demonstra que a medida em que se eleva o valor de tensão do tubo o nível de contraste é diminuído (gráfico 8), isto ocorre pois o poder de penetração do feixe é aumentado, assim o número de fótons que chega ao filme é elevado também, porém de maneira não proporcional.
O primeiro fantoma antropomórfico utilizado simula uma extremidade, onde ocorre o predomínio de interações do tipo efeito fotoelétrico uma vez que a faixa de energia utilizada é baixa. Para tais regiões a melhor visualização das estruturas se dá com um alto contraste, uma vez que a composição dos tecidos é bastante diferente, sendo ossos, tecidos moles e espaços interarticulares. A partir
das imagens da avaliação com o simulador de pé apresentadas nas figuras 13 e 14, nota-se a o impacto visual na variação dos parâmetros de tensão do tubo e tempo de exposição, esta avaliação qualitativa pode ser realizada de maneira satisfatória por especialistas, uma vez que de acordo com o enegrecimento do filme a acuidade visual permite ou não a distinção entre as estruturas.
O aumento do tempo de exposição, variando o valor de mAs entre 6,4 e 10, a quantidade do feixe foi aumentada, resultando em imagens mais enegrecidas com o nível de contraste também elevado para até 1,57. Essa maior diferença entre d.o. faz com que seja diminuído o gradiente médio da imagem uma vez que passamos a ter um menor número de tons de cinza.
Porém ao avaliarmos os dados apresentados no gráfico 5, onde está apresentada a evolução da diferença de densidade entre a porção óssea e os tecidos moles, admitida para avaliação do contraste para a variação do tempo de exposição nota-se que seu desenvolvimento não se faz linear como o apresentado pela escada de alumínio.
Para o comportamento do contraste da imagem do simulador de pé para a variação da tensão do tubo de raios X nota-se que para até 50kVp o valor de contraste se eleva, e somente quando a tensão é elevada a 55kV é que este valor passa a decrescer, isto ocorre pois os valores de d.o. para tecido mole começam a atingir a região onde a limitação de sensibilidade do filme e de acuidade visual são fatores determinantes para a diminuição da distinção entre estruturas. Desta forma é contrariada a avaliação realizada com os degraus de alumínio.
Esse comportamento se dá, pois a constituição do fantoma, ainda que simule uma região do corpo humano com apresentação óssea idêntica não apresenta densidades proporcionais em suas outras estruturas acrílicas. Também a medição mecânica com a utilização de densitômetros aumenta as chances de erros tanto para o local das medidas quanto para a sua incerteza intrínseca de medição.
Contudo, para técnica adotada como base os valores de d.o. nas regiões de interesse variam de 0,40 para a porção óssea a 1,42 para os tecidos moles, ou seja, encontram-se dentro da porção útil da curva sensitométrica, onde a acuidade visual permite visualizar os tons de cinza presentes na imagem, possibilitando que sejam distinguidas com nível satisfatório de resolução tanto a porção óssea e trabecular, quanto os espaços interarticulares e bordas do tecido mole.
Um dado importante a ser analisado nesta parte da avaliação é o valor de d.o. para 3,2 e 4mAs apresentado na tabela 3, uma vez que estes permaneceram praticamente inalterados. Como analisado anteriormente o comportamento em geral do contraste não se adéqua ao previsto pelos valores admitidos como referência e neste ponto a dependência de gerador monofásico influencia em pequenas variações tempo, neste caso de apenas 10ms, tornando essa variação numericamente equivalente.
As figuras 15 e 16 mostram como a variação da tensão do tubo e do tempo de exposição impacta na qualidade das imagens com o simulador de joelho. A técnica radiológica inicial utilizada com este phantom (63kVp x 12mAs), forneceu uma imagem com valores de d.o. variando entre 0,58 e 1,50 nas estruturas de interesse, ou seja, dentro da porção útil da curva sensitométrica sendo o valor de contraste de 0,92, este mesmo valor foi o encontrado na variação de tempo (16mAs) imediatamente superior ao primeiro, já para uma combinação menor de 10mAs tivemos uma diminuição de aproximadamente 5,5% deste valor. Levando em consideração o tipo de gerador utilizado estes valores têm comportamento similar ao do contraste na escada de alumínio, permanecendo praticamente constantes.
Porém ao avaliarmos a variação maior de combinação de tempo e corrente (20 e 25 mAs) notamos um aumento de até 25% no valor de contraste, enquanto este deveria permanecer constante ou dentro de um limite de até 10% de variação para que não perdesse propriedade. Esse aumento se deve a combinação da constituição física do simulador com a limitação do filme radiográfico.
Na análise do contraste com a variação da tensão do tubo nota-se uma inversão de comportamento em relação ao padrão de referência, uma vez que à medida que a energia do feixe é aumenta o valor de contraste também se eleva e chega a um patamar constante. De acordo com as medidas realizadas com os degraus de alumínio o contraste da imagem diminui à medida que a energia do feixe é aumentada.
O tórax em particular é uma região que necessita de um baixo contraste para que suas imagens apresentem as estruturas anatômicas diferenciadas. Devido à proximidade de composição das ramificações brônquicas muitos tons de cinza devem ser diferenciados para que estes possam ser visualizados, esta influencia qualitativa se apresenta de forma clara nas figuras 17 e 18..
O comportamento do contraste para a variação do tempo de exposição com o fantoma de tórax apresentou variações de até 10% para 8, 10, 12 e 16mAs, assim em um análise comparativa com os valores de do step de alumínio levando em conta o equipamento estes valores se mostram adequados para uma avaliação do contraste, excetuando-se a imagem realizada com 6,4mAs a qual apresentou valor de contraste muito inferior as demais conforme apresentado no gráfico X.
Da mesma maneira que no simulador de joelho, o tórax apresentou um nível de contraste progressivo à medida que a energia foi elevada, sendo que apenas para a última seleção de energia notou-se uma queda no valor de contraste, sendo esta por limitações do filme e de medida do densitômetro. Ainda assim a diferenciação de estruturas se mostra evidente e pode ser analisada por especialistas uma vez que o enegrecimento das imagens foi alterado de forma nítida e com impacto direto na visualização.