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Memory Operands

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BASIC PROGRAMMING MODEL

2.5 OPERAND SELECTION

2.5.3 Memory Operands

Inicialmente, em 2006, o campus UFSCar Sorocaba funcionava em instalações provisórias, enquanto o campus, construído em 2008, estava no processo de construção e formalização. Em 2011, pela resolução ConsUni nº 695 de 06 de maio, foi denominado um único centro para a nova universidade, o Centro de Ciências e Tecnologia para a Sustentabilidade, o CCTS (UFSCar, 2018a). Segundo D1:

A proposta inicial era muito boa, mas inviável, na prática. Uma das propostas dentro desta diretriz era realizar um ‘novo modo de universidade’, sem departamentos ou institutos para que as diversas áreas dialogassem e surgissem planos e estratégias de ensino/pesquisa/extensão multidisciplinares (D1, 2018).

Ou seja, a ideia de um único centro era considerada inovadora, pois sem a divisão de centros e departamentos, o caráter integrador da sustentabilidade teria coerência. Com isso, o novo campus da UFSCar tinha potencial de ser realmente sustentável, diferentemente das propostas já feitas anteriormente para a criação da UFSCar, nos demais campi.

O processo de departamentalização instituído em 2011 segregou algumas disciplinas. Contudo, a ideia de um único centro ainda estava ativa e fazia jus ao conceito de sustentabilidade empregado pela universidade, uma vez que a centralidade ainda estava no entendimento e na percepção da Ciência e Tecnologia. Inicialmente a expansão do campus foi pautada nos princípios e conceitos multidisciplinares e de integração entre as áreas de conhecimento, justamente para não abortar o caráter sustentável que tanto se almejava em um

campus da UFSCar.

No segundo semestre de 2011 foi criado o Conselho do Centro de Ciências e Tecnologias para Sustentabilidade (CoCCTS), o qual já havia participado informalmente do processo de departamentalização do CCTS, em 2010, porém sua formalização só ocorreu no ano seguinte. Esse mesmo conselho, após um ano do processo de departamentalização do CCTS, vislumbrou a necessidade de propor a descentralização do único centro, sugerindo que mais centros fossem criados para suprir as necessidades da “dinâmica de funcionamento, avanços e desafios, além de discussões sobre o zoneamento do espaço físico” (UFSCar, 2018b, p. 1) do campus. Foi então que, em novembro de 2012:

[...] decidiu-se criar uma Comissão Assessora de Avaliação do Processo de Departamentalização. Dentre suas atribuições previa-se: um estudo do

processo de departamentalização, funcionamento e procedimentos das verbas institucionais e de extensão; levantamento das possíveis barreiras para o bom funcionamento dos departamentos, sobretudo quanto ao quantitativo de funcionários e infra-estrutura; alocação espacial dos departamentos, novos cursos e novos centros acadêmicos (UFSCar, 2018c, p. 1).

Essa Comissão Assessora de Avaliação do Processo de Departamentalização aprovou, em dezembro de 2013, depois de várias reuniões e articulações com outros setores responsáveis que seriam atingidos pelas consequências dessa descentralização, a criação do Centro de Ciências Humanas e Biológicas (CCHB), o qual iniciou suas atividades, no início de 2014. Esse centro integrou os departamentos de Biologia (DBio-So), Ciências Humanas e Educação (DCHE-So) e Geografia, Turismo e Humanidades (DGTH-So), uma vez que os indivíduos desses departamentos manifestaram o interesse de uma articulação e diálogo entre as ciências biológicas e humanas (UFSCar, 2018c). Segundo o site do CCHB34 “essa organização é a possível na atual conjuntura do campus Sorocaba e atenderia as diversas demandas existentes, até que haja condições de se compor um Centro de Ciências Humanas e um Centro de Ciências Biológicas, de modo independente e orgânico”.

Os Centros, explicitados no Regimento Geral (Art. 9º), serão constituídos por Departamentos, Coordenações de Cursos de Graduação, Coordenações de Programas de Pós-Graduação e, eventualmente, por Unidades Multidisciplinares que compreendam atividades de ensino, pesquisa e extensão relacionadas às áreas do conhecimento abarcadas por eles. Com base nessa diretriz, considerou-se que as realidades das unidades do campus Sorocaba permitiriam a abertura de novos centros acadêmicos, em função da diversidade de áreas do conhecimento que constituíam o campus. Considerou- se que mesmo sendo um aspecto positivo na abordagem acadêmica, do ponto de vista administrativo essas diferenças ocasionavam situações de desconformidade na discussão sobre recursos, bolsas e espaço físico para pesquisas (UFSCar, 2018c, p. 1).

Dada a diversidade de áreas de conhecimentos constituídas no campus UFSCar Sorocaba, percebeu-se a necessidade da construção de mais um centro. No segundo semestre de 2014 foi criado o CCGT, aprovado pela comunidade acadêmica e formalmente aprovado pelo ConsUni, o qual foi o último centro criado na instituição. Sua configuração é diferente dos outros centros, pois seus departamentos e cursos são de áreas de conhecimento diversas, como explicitado no trecho abaixo:

Diferentemente da maioria dos centros que se organizam por área do conhecimento, o CCGT possui departamentos e cursos de áreas diferentes, mas que trabalham com as mesmas questões. De forma geral, os departamentos componentes do CCGT atuam desenvolvendo sistemas de gestão, análises econômicas e tecnologias que dão suporte às ações de empresas privadas e órgãos públicos. Dada sua forma de organização, o CCGT tem condições de articular ações conjuntas entre os vários departamentos, atingindo resultados muito maiores do que os provenientes de ações individuais e isoladas (UFSCar, 2018d, p. 1).

Atualmente o campus UFSCar Sorocaba é uma referência no que diz respeito a ensino, pesquisa e extensão. Um campus relativamente recente que cresceu muito e ainda tem muito potencial em termos de infraestrutura e reconhecimento. Os processos de departamentalização e descentralização foram importantes para o crescimento e desenvolvimento do campus como instituição de ensino e propiciaram mais vagas para os estudantes da região e do Brasil. Com isso, promove um crescimento da região, impulsionando sua economia e proporcionando mais oportunidades para a comunidade acadêmica e a comunidade sorocabana.

Há também outro fator preponderante dessa descentralização. Os centros foram sendo criados, segundo P2, P3 e P4, de acordo com a afinidade dos docentes presentes naquele momento na instituição e acordos entre visões de mundo dos docentes. Assim, como em qualquer outro ambiente profissional, existiam os docentes que apoiavam a gestão da época e docentes que não apoiavam. Descontentes com a não representatividade, os docentes que eram oposição à gestão propuseram a criação de novos centros, para que, de maneira democrática, pudessem ter outras opções de gestão e se sentissem representados. Assim, segundo os entrevistados, criaram-se, por questões de afinidade acadêmica, os centros CCHB e CCGT.

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