Physical Principles of RFID Systems
4.1 Magnetic Field
4.1.11 Measurement of System Parameters
4.1.11.2 Measuring the Transponder Resonant Frequency and the Q Factor
O espaço físico que const it ui o Est ado do Acr e, er a, at é o inicio dest e século, consider ado um a zona- não- descober t a, um t er r it ór io cont est ado pelos gov er nos boliv iano e br asileir o. Por su a v ez, o Br asil ut ilizav a aquela r egião com o um gr ande pr esídio a céu aber t o, par a onde env iav a pr isioneir os polít icos e cr im inosos com uns. Ent r et ant o, r ico em ser ingueir as, o Acr e r ecebeu na segunda m et ade do século XI X, m ilhar es de nor dest inos em busca de t r abalho em seus ser ingais.
Pr isioneir os, ex ilados polít icos e t r abalhador es nor dest inos m ist ur av am - se nos ser ingais do Acr e, f undav am pov oações, avançav am e se est abeleciam em pleno t er r it ór io boliv iano. I st o, nat ur alm ent e, desagr adav a ao gov er no daquele país que inv ocou v elhos t r at ados, de duv idosa int er pr et ação, e r esolv eu t om ar posse def init iv a do Acr e. Fundou a v ila de Puer t o Alonso, em 03 de j aneir o de 1889, e inst alou post os da alfândega par a ar r ecadar t r ibut os or iginados da com er cialização de bor r acha silv est r e. Essa at it ude causou r ev olt a ent r e os quase sessent a m il br asileir os que t r abalhav am nos ser ingais acr eanos. Lider ados pelo ser ingalist a José Car v alho, do Am azonas, os ser ingueir os r ebelar am - se e ex pulsar am as aut or idades boliv ianas, em 03 de m aio de 1889.
Mas, foi um espanhol cham ado Lu iz Galv ez Rodr igues de Aur ias quem lider ou out r a r ebelião, de m aior alcance polít ico, pr oclam ou a independência e inst alou o que ele cham ou de República do Acr e, no local conhecido com o Ser ingal Volt a da Em pr esa, em 14 de j ulho de1889. Galv ez, o “ I m per ador do Acr e“ , com o aut o pr oclam av a- se, cont av a com o apoio polít ico do
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gover nador do Am azonas, Ram alho Junior . Ent r et ant o, a República do Acr e dur ou apenas oit o m eses. O gov er no br asileir o, signat ár io do Tr at ado de Ayacucho, de 23 de m ar ço de 1867, r econheceu o dir eit o de posse da Bolívia, pr endeu Luiz Galv ez Rodr igues de Aur ias e dev olv eu o Acr e ao gover no boliv iano.
Todav ia, a sit uação cont inuav a insust ent áv el. O clim a de anim osidade per sist ia e aum ent av a a cada dia. Em 11 de j ulho de 1901, o gov er no boliv iano decidiu ar r endar o Acr e a um gr upo de capit alist as am er icanos, ingleses e alem ães, f or m ado pelas em pr esas Conw ay and Wit hr idge, Un it ed St at es Rubber Com pany, e Expor t Lum ber . Esse consór cio const it uiu o t em ív el Boliv ian Sy ndicat e que r ecebeu da Bolívia aut or ização par a colonizar a r egião, ex plor ar o lát ex e for m ar sua pr ópr ia m ilícia, com dir eit o de ut ilizar a for ça par a at ender seus int er esses. Ou sej a. Obt ev e plenos poder es par a assum ir o cont r ole econôm ico e ex er cer a aut or idade civ il nas t er r as do Acr e.
Os ser ingueir os br asileir os, a m aior par t e for m ada por nor dest inos, não aceit ar am aquela sit uação. Est im ulados por gr andes ser ingalist as e apoiados pelos gov er nador es do Am azonas e do Par á, der am início, no dia 06 de agost o de 1902, a um a r ebelião ar m ada: a Rev olt a do Acr e. Os ser ingalist as ent r egar am a ch efia do m ov im ent o r ebelde ao gaúcho José Plácido de Cast r o, ex - m aj or do Ex ér cit o, r ebaix ado a cabo por hav er par t icipado da Rev olução Feder alist a do Rio Gr ande do Su l, ao lado dos Magar at os. Plácido de Cast r o t inha, na época, 29 anos de idade e est av a aut o- ex ilado há t r ês anos no Acr e, t r abalhando com o ser ingueir o.
PLÁCI D O D E CASTRO
A Rev olt a por ele lider ada, financiada por ser ingalist as e por dois gov er nador es de Est ado, for t alecia- se a cada dia, na m edida em que r ecebia ar m am ent os, m unições, alim ent os, além de apoio polít ico e popular . Em t odo o país ocor r er am m anifest ações em fav or da anexação do Acr e ao Br asil. A im pr ensa do Rio de Janeir o e de São Paulo ex igia do gov er no br asileir o im ediat a pr ov idências em defesa dos acr eanos.
Por seu lado, o gov er no br asileir o pr ocur av a solucionar o im passe pela v ia diplom át ica, t endo à fr ent e das negociações o diplom at a José Mar ia da Silv a Par anhos Júnior , o Bar ão do Rio Br anco. Mas, t odas as t ent at iv as er am inócuas e os com bat es ent r e br asileir os e boliv ianos t or navam - se m ais fr eqüent es e os com bat es ent r e br asileir os e boliv ianos t or navam - se m ais fr eqüent es e acir r ados. No ent ant o, foi som ent e quando o pr esident e da Bolívia, gener al José Manuel Pando, or ganizou, sob seu com ando, um a poder osa ex pedição m ilit ar par a com bat er os br asileir os do Acr e, que o pr esident e do Br asil, Rodr igues Alves, or denou que t r opas do Ex ér cit o e da Ar m ada Nav al, acant onadas no Est ado de Mat o Gr osso, av ançassem par a a r egião em defesa dos ser ingueir os acr eanos. O enfr ent am ent o de t r opas r egular es do Br asil e da Bolívia ger ou a Guer r a do Acr e.
As t r opas br asileir as, for m adas por dois r egim ent os de infant ar ia, um de ar t ilhar ia e um a div isão nav al, aj udar am Plácido de Cast r o a der r ot ar o últ im o r edut o boliv iano no Acr e, Puer t o Alonso, hoj e Por t o Acr e. Ao alv or ecer do dia 24 de j aneir o de 1903, às m ar gens do r io Acr e, t r em ulou v it or iosa a bandeir a acr eana. O acr e er a do Br asil. Em conseqüência, no dia 17 de novem br o de 1903, na cidade de Pet r ópolis, à r ua West phalia, nº 05, no Rio de Janeir o, a r epúblicas do Br asil e da Bolívia fir m ar am o Tr at ado de Pet r ópolis, at r avés do qual o Br asil ficou de posse do Acr e, assu m indo o com pr om isso de pagar um a indenização de dois m ilhões de libr as est er linas ao gov er no boliv iano e m ais 114 m il ao Boliv ian Sy ndicat e.
O t r at ado de Pet r ópolis, apr ov ado pelo Congr esso br asileir o em 12 de abr il de 1904, t am bém obr igou o Br asil a r ealizar o ant igo pr oj et o do gov er no boliv iano de const r uir a est r ada de fer r o Madeir a- Mam or é. A Bolívia, apr ov eit ando- se do m om ent o polít ico, colocou na paut a de negociações seu am bicionado pr oj et o. Em cont r apar t ida, r econheceu a pr ior idade de chegada dos pr im eir os br asileir os à r egião e r enunciou a t odos os dir eit os sobr e as t er r as do Acr e.
O Tr at ado de Pet r ópolis pr opor cionou o sur gim ent o no Br asil, do pr im eir o Ter r it ór io Feder al: o Acr e, em 1903.
Com o cr escim ent o da pr odução de lát ex, a r egião acr eana pr oduziu 47 m il t oneladas de bor r ach a silv est r e, som ent e em 1910, o que r epr esent ou cer ca de sessent a por cent o de t oda a pr odução am azônica.