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Martingale normale

2.4 Variables obtuses complexes et martingales normales complexes

2.4.3 Martingale normale

A iluminação e os eletrodomésticos representam uma parte significativa dos consumos energéticos do setor residencial, portanto é necessário encontrar soluções que conduzam à redução dos gastos energéticos a eles associados. No que diz respeito à iluminação de um determinado espaço deve-se ter em consideração as suas caraterísticas, as suas funcionalidades e as fontes de luz disponíveis. Tendo em conta as duas formas de iluminação, natural ou artificial, é necessário encontrar sistemas mais eficientes por forma a minimizar os gastos energéticos e em simultâneo melhorar a qualidade e conforto das habitações. Nesta perspetiva, Ricardo Mateus, refere que um sistema de iluminação efetivo e eficiente deverá [9]:

 Assegurar um elevado grau de conforto visual;

 Utilizar iluminação natural;

 Assegurar um nível de iluminação adequado à atividade;

 Possibilitar o controlo da iluminação dos espaços por zonas;

 Possuir baixo consumo energético.

A preferência pela iluminação natural constitui uma ação fundamental no sentido da eficiência energética dos edifícios, uma vez que reduz custos de operação. Assim, logo na fase de projeto, é necessário orientar a construção de modo a que todos os compartimentos usufruam de iluminação natural, seja ela conseguida através de janelas, claraboias, etc. Contudo, fatores associados às condições climáticas e a noite, impedem a iluminação natural de suprir todas as necessidades de iluminação. Tendo em conta a necessidade imperativa de uma forma de iluminação complementar, surge a iluminação artificial que nas habitações é conseguida essencialmente através de dois tipos de lâmpadas: incandescentes e fluorescentes.

As lâmpadas incandescentes são o tipo de lâmpadas mais utilizadas na iluminação artificial no interior das habitações, porém com a crescente consciencialização dos problemas associados ao excessivo consumo energético dos edifícios, a utilização de lâmpadas fluorescentes tem-se vindo a acentuar nos últimos anos.

Essencialmente as lâmpadas incandescentes têm uma curta duração, são mais baratas e pouco eficientes, já que, só cerca de 5% da energia que consomem é convertida em energia luminosa. As lâmpadas halogéneas, que pertencem à família das incandescentes, têm maior durabilidade que as anteriores, apresentando também uma eficiência luminosa superior. (Figura 2.18) [30]. Relativamente às lâmpadas fluorescentes, importa destacar as fluorescentes tubulares e as fluorescentes compactas. (Figura 2.19) Este tipo de lâmpadas apresenta uma eficiência energética muito superior às incandescentes, pois consomem cerca de menos 80% de

incomparavelmente maior, uma vez que em média as lâmpadas incandescentes possuem uma duração de 1000 horas enquanto o tempo de duração estimado para as lâmpadas fluorescentes é de 8000 a 10000 horas [31].

a) b)

Figura 2.18 – a) Incandescente e b) de halogéneo [32]

a) b)

Figura 2.19 – Lâmpadas fluorescentes: a) compactas e b) tubulares [9]

O tempo de utilização do espaço influi na decisão sobre o tipo de lâmpada a utilizar, assim, em espaços que necessitem de iluminação artificial por longos períodos de tempo deve-se aplicar lâmpadas fluorescentes. De referir que todos os sistemas de iluminação produzem calor, porém as lâmpadas incandescentes são aquelas que menos convertem a energia que consomem em energia luminosa, logo a sua produção de calor é maior. Este facto pode acentuar as necessidades de arrefecimento das habitações e por consequente o seu aumento de consumo energético.

O comportamento ineficiente evidenciado pelas lâmpadas incandescentes a nível energético levou a União Europeia a implementar medidas contra o uso deste tipo de lâmpadas. Deste modo, espera-se uma redução significativa da utilização das lâmpadas incandescentes e uma consequente redução no consumo de energia dos edifícios dos países membros [30].

Ainda de encontro com a procura de edifícios energeticamente mais eficientes deve-se optar por circuitos de iluminação separados, ou seja, comandados por interruptores independentes de modo a controlar a quantidade de lâmpadas acesas no edifício num determinado momento. A iluminação em espaços frequentemente pouco utilizados pode ser controlada por interruptores

de sensores de movimento, porém este tipo de solução consome continuamente uma certa quantidade de energia.

Os eletrodomésticos, por sua vez, também constituem uma elevada fonte de consumo energético, uma vez que grande parte destes aparelhos está continuamente em funcionamento. A crescente implantação dos eletrodomésticos nas habitações que se tem verificado devido à evolução tecnológica, tem-se revelado um motivo de preocupação para as entidades responsáveis pelo controlo e regulação dos consumos energéticos dos edifícios na União Europeia.

Neste sentido surgem, através da Diretiva 92/75/CEE do Conselho das Comunidades Europeias de 22 de Setembro de 1992, as etiquetas energéticas. Estas etiquetas contêm a classe de eficiência energética dos eletrodomésticos e ainda algumas informações adicionais acerca do nível de ruído e do consumo anual de energia e de água, permitindo assim ao consumidor aceder a uma informação mais detalhada acerca dos custos de funcionamento dos equipamentos. A etiquetagem dos eletrodomésticos começou por ser realizada segundo sete classes energéticas distintas (Classe A a G), sendo que, classe A é a mais eficiente e a classe G a menos eficiente, evoluindo posteriormente para um modelo também com sete classes mas que varia entre A+++ e D, como a Figura 2.20 elucida [33].

Figura 2.20 – Modelo atual das etiquetas energéticas em eletrodomésticos [33]

Os fornecedores são responsáveis pela exatidão da informação fornecida bem como pela obrigatoriedade da substituição da etiqueta anterior pela atual nos eletrodomésticos de frio doméstico, máquinas de lavar roupa e máquinas de lavar louça, colocados no mercado a partir do início de 2012.

A implementação de normas e regulamentos que visem a redução do consumo energético de determinados equipamentos, constitui um passo importante no incentivo dos consumidores à

seu alto índice de eficácia energética durante o seu funcionamento acabem por compensar esse mesmo investimento.

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