Introduction and Foundations
28 Introduction and Foundations
1.7 Markov and hidden Markov models
Sendo o farmacêutico um dos profissionais de saúde mais próximos e acessíveis à população, este deve estar preparado e sensibilizado para aconselhar e esclarecer as mulheres sobre as várias questões que afetam a sua saúde íntima. Este deve ser capaz não só de poder aconselhar os produtos mais adequados a cada situação, mas também informar acerca das melhores práticas de higiene a serem adotadas por cada mulher, constituindo esta uma forma de prevenção das várias complicações do foro ginecológico. 71
Este aconselhamento deve ter em conta as diferentes fases de vida da mulher, citando puberdade, ciclo menstrual, gravidez e menopausa. Durante estas fases a mulher passa por diferentes necessidades e para as quais deve adaptar os seus cuidados de higiene íntima. Algumas destas adaptações, passam pela hidratação extra da área vulvovaginal durante a menopausa, dado que nesta fase há a queda da secreção de estrogénios e, portanto, uma menor lubrificação. No caso das mulheres grávidas, em que se verifica uma maior secreção vaginal, alteração do pH e da microflora, deve haver uma adaptação dos agentes de limpeza junto com um aumento da frequência de higienização, dado que nesta altura ficam mais debilitadas e sujeitas a infeções. Já no caso da puberdade, deve haver uma sensibilização desta população para uma adoção de variados cuidados em resposta às alterações fisiológicas sentidas. 71
Outra população que deve ser acompanhada é a população mais idosa e que sofre de problemas como incontinência. Nestas situações, as perdas de urina e, consequente aumento da humidade no ambiente vulvovaginal, podem suscitar ao aparecimento de infeções. Assim cuidados como uso de dispositivos médicos próprios para a absorção destas fugas urinárias, aliados a uma limpeza frequente, são fulcrais à manutenção do equilíbrio vulvovaginal. 71
MÉLODIE CARVALHO 41
2.6. Conclusão
A utilização de regular produtos de higiene íntima, pela mulher, tornou-se parte da sua rotina de higienização diária. Atualmente, a oferta de produtos de higiene feminina íntima é vasta, no entanto, alguns podem interferir com os valores de pH e microflora normais, importantes na prevenção de possíveis infeções. 55, 58
Para uma limpeza vulvovaginal adequada a lavagem com auxílio de um agente de limpeza hipoalergénico que contenha ácido láctico e com um pH ácido, aumentando assim a homeostase da pele. Esta limpeza deve ser efetuada diariamente de forma a manter a área vulvovaginal desprovida de humidade e resíduos que possam provocar desequilíbrios a nível do pH e da microflora local, prevenindo assim o aparecimento de problemas vulvovaginais comuns como é o caso de algumas infeções e o prurido, que mostrou ser um problema bastante comum entre a população feminina. Algumas adaptações das práticas de higiene íntima bem como os produtos utilizados devem ser efetuadas conforme a fase de vida em que se encontra a mulher.58, 71
Uma educação da população feminina, sobre a importância de boas práticas de HI da mulher, bem como os potenciais riscos associados às más práticas deve constituir uma prioridade tanto para os profissionais de saúde como para a mulher, de forma a promover uma melhor saúde íntima global. Um farmacêutico que esteja na linha de contato direto com a população deve assumir um papel de embaixador da democratização do conhecimento científico, da desmistificação e da quebra de sentimentos de desconforto, por parte da mulher, em relação a este tema. É na base de um acompanhamento atento dos utentes e de um bom aconselhamento, sobre as corretas práticas de higiene íntima, na base do dia-a-dia, que os comportamentos errados podem ser corrigidos. Assim, o farmacêutico pode desempenhar um papel muito importante, dado que, um utente bem informado procurará corrigir comportamentos, prevenindo assim complicações associadas às más práticas de higienização íntima feminina.
MÉLODIE CARVALHO 42
Bibliografia
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12 Portaria n.º 224/2015, de 27 de julho - Estabelece o regime jurídico a que obedecem as regras de prescrição e dispensa de medicamentos e produtos de saúde e define as obrigações de informação a prestar aos utentes.
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15 Projeto de acreditação pela JCI - Normas de Procedimento. Norma 57.
16 Decreto-Lei n.º 106-A/2010, de 1 de outubro - Adota medidas mais justas no acesso aos medicamentos, combate à fraude e ao abuso na comparticipação de medicamentos e de racionalização da política do medicamento no âmbito do Serviço Nacional de Saúde. 17 Decreto-Lei n.º 48-A/2010, de 13 de maio - Regime Geral das comparticipações do estado no
preço dos medicamentos.
18 Portaria n.º 195-D/2015, de 30 de junho.
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21 Decreto-Lei n.º 242-B/2006, de 29 de dezembro - Estabelece o sistema de pagamento, às farmácias, da comparticipação do Estado no preço dos medicamentos.
22 Portaria n.º 1100/2000, de 17 de novembro - Critérios Técnico-Científicos para a alteração da classificação quanto à dispensa ao público.
23 Decreto-Lei n.º 134/2005, de 16 de agosto - Estabelece o regime da venda de medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias.
24 Decreto-Lei n.º 148/2008, de 30 de agosto. Diário da República. 1.ª série. N.º 148. 25 Ministério da Saúde: Circular Normativa nº 01/CD/2012, de 30 de novembro. INFARMED. 26 Decreto-Lei n.º75/2013, de 4 de Junho. Legislação Farmacêutica Compilada. INFARMED. 27 Sociedade Portuguesa de Cuidados Farmacêuticos (2007). Estatutos da Sociedade Portuguesa
de Cuidados Farmacêuticos.
28 Decreto-Lei n.º 131/2015, de 4 de setembro - Estatutos da Ordem dos Farmacêuticos.
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MÉLODIE CARVALHO 47
Anexos
MÉLODIE CARVALHO 48 Anexo A) Percentagem cumulativa dos diferentes países, representativa da ineficácia de alguns métodos de contraceção. Imagem retirada do artigo “Typical-use contraceptive failure rates in 43 countries with Demographic and Health Survey data: summary of a detailed report”, referência 42.
MÉLODIE CARVALHO 49 Anexo B) Folheto informativo “Contraceção Hormonal de Emergência”
MÉLODIE CARVALHO 50
RELAT Ó RI O
D E EST Á GI O
M
2016- 17REALIZADO NO ÂMBITO DO MESTRADO INTEGRADO EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS
Hospital Pitié-Salpêtrière
MÉLODIE CARVALHO I
Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto
Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas
Relatório de Estágio Profissionalizante
Hospital Pitié-Salpêtrière
1 de outubro de 2015 a 28 janeiro de 2016
Mélodie Macedo Carvalho
Tutora: PH Amélie Liou
__________________________
MÉLODIE CARVALHO II
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Eu, Mélodie Macedo Carvalho, abaixo assinado, nº 100601083, aluna do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, declaro ter atuado com absoluta integridade na elaboração deste documento. Nesse sentido, confirmo que NÃO incorri em plágio (ato pelo qual um indivíduo, mesmo por omissão, assume a autoria de um determinado trabalho intelectual ou partes dele). Mais declaro que todas as frases que retirei de trabalhos anteriores pertencentes a outros autores foram referenciadas ou redigidas com novas palavras, tendo neste caso colocado a citação da fonte bibliográfica.
Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, ____ de __________________ de ______
MÉLODIE CARVALHO III
AGRADECIMENTOS
A realização deste estágio foi sem dúvida uma experiência inesquecível, tanto a nível profissional como a nível pessoal. Considero que pude aprender bastante no decorrer do mesmo, tudo isto com uma atmosfera muito agradável. Para isso tenho a agradecer a várias pessoas que de forma mais ou menos direta me ajudaram a realizar este trabalho.
Primeiro quero agradecer à Dra Améie Liou por ter aceite o meu estágio, ainda que fora das normas normalmente aceites. Ademais quero agradecer a simpatia, o acolhimento, disponibilidade e constante preocupação não só no decorrer do estágio como ainda atualmente, e ainda por tudo o que me ensinou e proporcionou aprender.
À Dra. Mélanie Houot que esteve sempre disponível para me auxiliar e orientar em todas as tarefas que me foram incumbidas e esclarecer qualquer dúvida sempre que necessário. Por me ter ensinado muito e por ter confiado no meu trabalho, tendo permitido a minha contribuição em variadas atividades do setor, com grande responsabilidade. E agradeço toda a simpatia e preocupação com a minha integração e pela boa disposição permitindo um ótimo ambiente de trabalho e aprendizagem.
À Karine Quenehen e ao Gilles Mackenzie pela simpatia, boa disposição e sentido de humor que traziam para o setor, tornando as horas de trabalho muito mais agradáveis, sem esquecer todo o apoio e esclarecimento de dúvidas sempre que necessário.
Agradeço ainda aos alunos de internato, Alaki, Elisabeth, Aexandre, Louise, Doriane e Raphaelle pela amizade e por me terem incluído logo desde início e por terem tornado as pausas de almoço muito mais divertidas. E ainda ao Julien e à Magalie pelo companheirismo durante as nossas horas de estágio.
Faço ainda um agradecimento muito especial à minha tia Fernanda que me recebeu com muito carinho em sua casa durante o período de estágio e que me apoiou em todos os momentos.
Não posso deixar de agradecer aos meus pais por me terem permitido embarcar nesta aventura e pelo apoio demonstrado ao longo de todo o meu percurso académico.
MÉLODIE CARVALHO IV
RESUMO
Segundo a legislação europeia atual, o farmacêutico, na sua formação académica, deve completar um estágio total com duração mínima de 6 meses. Dentro destes 6 meses, 3 têm de ser obrigatoriamente realizados em Farmácia Comunitária em Portugal, sendo que o restante tempo poderá ser completado igualmente em Farmácia Comunitária ou em Farmácia Hospitalar, em Portugal ou noutro país europeu ao abrigo do programa de Mobiidade ERASMUS. Para completar a minha formação, eu tive a oportunidade de realizar 4 meses do meu estágio, que teve um total de 7 meses, no Hospital Pitié-Salpêtriére, em Paris, no período de 1 de outubro de 2015 a 28 de janeiro de 2016.
O farmacêutico hospitalar pode atuar em diferentes áreas do hospital e ao nível do hospital Pitié-Salpêtrière, a farmácia é dividida em vários setores, responsáveis por diferentes atividades. O meu estágio esteve concentrado nas atividades de um só setor, o dos Medicamentos Derivados do Sangue, nas quais pude intervir de forma ativa. Para além destas atividades, pude ainda participar noutras, de entre as quais, a formação de guarda dos alunos de internato. Assim, ainda que de uma forma muito breve, pude perceber quais as funções dos outros setores da farmácia hospitalar.
Desta forma, no relatório presente, irei descrever as várias atividades realizadas no setor dos Medicamentos Derivados do Sangue, tais como receção de encomendas e gestão de stocks, retrocessão, dispensa dos medicamentos e a sua rastreabilidade no hospital. Neste, irei ainda relatar a minha experiência nas outras atividades em que pude participar.
MÉLODIE CARVALHO V
Índice
Agradecimentos ... III Resumo ... IV Índice de abreviaturas ... i Índice de Figuras ... ii Índice de Tabelas ... iii Parte 1 - hospital Pitié-Salpêtrière ... 1 1.Introdução ... 1 1.1 Um pouco de história ... 1 1.2. Assistência Pública – Hospitais de Paris ... 1 1.3. Pitiè-Salpêtrière ... 1 1.4. Farmácia Hospitalar do Hospital Pitiè-Salpêtrière ... 2 Parte 2 – Medicamentos Derivados do Sangue ... 2 2.1. Constituição da equipa ... 3 2.2. Tarefas à responsabilidade do setor ... 3 2.3. Medicamentos Derivados do Sangue ... 3 2.3.1. Regulamentação ... 5 2.3.2. Farmacovigilância e rastreabilidade ... 6 2.3.3. Obrigatoriedade de relato dos efeitos indesejados... 6 2.3.4. Informação do paciente ... 6 2.3.5. Circuito dos Medicamentos Derivados do Sangue no estabelecimento de saúde ... 7 2.3.6. Retrocessão ... 7 2.3.7. Administração e vigilância ... 8 Parte 3 – Memória de atividades ... 9 3.1. Rotina no setor dos Medicamentos Derivados do Sangue ... 10 3.1.1.Receção de encomenda e armazenamento ... 10 3.1.2. Dispensa dos medicamentos ... 10 3.1.3. Rastreabilidade ... 12 3.1.4. Medicamentos com ou sem Tarifa para a Atividade (T2A/ não T2A) ... 13 3.1.1. Arquivos ... 14 3.2. Outras atividades do setor dos MDS... 15
MÉLODIE CARVALHO VI 3.2.1. Reuniões semanais ... 15 3.2.2. Elaboração de fichas terapêuticas para novos produtos ... 15 3.2.3. Inventário de final de ano ... 16 3.2.4. Participação em Comités de Retorno de Experiência “CREX” ... 16 3.2.5. Reuniões de formação dos alunos de estágio ... 16 3.2.6. Auditoria às Boas Práticas de Administração de Imunoglobulinas por via
intravenosa ... 17 3.2.7. Outras atividades ... 17 3.3. Conclusão ... 18 Bibliografia ... 20 Anexos ... 21
MÉLODIE CARVALHO I
Índice de abreviaturas
CHU Centro Hospitalar Universitário
DL Decreto Lei
EFS Estabelecimento Francês do Sangue
GHS Groupe Homegène de Séjour
LFB Laboratório Francês de Fracionamento e Biotecnologia
MDS Medicamentos Derivados do Sangue
MSN Maladies du Sistème Nerveux
MÉLODIE CARVALHO II
Índice de Figuras
Figura 1. Setor MDS da farmácia hospitalar do hospital Pitié-Salpêtrière. ... 2 Figura 2. Fluxograma referente à receção de encomendas ... 10 Figura 3. Esquema representativo do processo de rastreabilidade no hospital. (adaptado de Lopez et al.6) ... 12 Figura 4. Representação das fichas de rastreabilidade e dados que devem ser inseridos pelo profissional responsável pela administração do medicamento ao paciente. ... 13
MÉLODIE CARVALHO III
Índice de Tabelas
Tabela 1. MDS dispensados regularmente no hospital PS... 5 Tabela 2. Tabela resumo das atividades em que pude participar durante o estágio. ... 9