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C. Autres facteurs nutritionnels à prendre en compte

3. Malnutrition (dénutrition et surnutrition)

Na sequência, constam os itens que classificam a pesquisa de acordo com sua natureza, seus objetivos, seu problema e procedimentos técnicos.

a) Do ponto de vista de sua natureza

O estudo realizado na área de custos na produção leiteira se classifica como uma pesquisa aplicada. Para Oliveira (2003, p. 62), isso significa que:

Pesquisa científica é a realização de um estudo planejado, sendo o método de abordagem do problema o que caracteriza o aspecto científico da investigação. Sua finalidade é descobrir respostas para questões mediante a aplicação do método científico... A pesquisa sempre parte de um problema, de uma interrogação... Para solucionar esse problema são levantadas hipóteses que podem ser confirmadas ou refutadas pela pesquisa.

Nesse mesmo rumo relata Gil (2012, p. 27):

A pesquisa aplicada, por sua vez, apresenta muitos pontos de contato com a pesquisa pura, pois depende de suas descobertas e se enriquece com o seu desenvolvimento; todavia, tem como característica fundamental o interesse na aplicação, utilização e consequências práticas dos conhecimentos. Sua preocupação está menos voltada para o desenvolvimento de teorias de valor universal do que para a aplicação imediata numa realidade circunstancial. De modo geral é este o tipo de pesquisa a que mais se dedicam os psicólogos, sociólogos, economistas, assistentes sociais e outros pesquisadores sociais.

O estudo, portanto, se classifica como aplicado porque trabalha com o método de custeio por absorção e variável na composição dos custos de produção,

bem como com as análises baseadas em fórmulas científicas de apuração dos resultados e elaboração de indicadores.

b) Do ponto de vista de seus objetivos

Sob essa ótica, a presente pesquisa se classifica como exploratória e

descritiva que, segundo Oliveira (2003, p. 65), significa:

A pesquisa de campo é uma forma de coleta que permite a obtenção de dados sobre um fenômeno de interesse, da maneira como este ocorre na realidade estudada. Consiste, portanto, na coleta de dados e no registro de suas variáveis presumivelmente relevantes, diretamente da realidade, para ulteriores análises. A pesquisa de campo abrange: a) pesquisa bibliográfica; b) determinação das técnicas de coleta de dados e determinação da amostra; e c) registro dos dados e de análises.

Exploratório: pesquisas empíricas cujo objetivo é a formulação de

questões ou de um problema, com tripla finalidade: desenvolver hipóteses, aumentar a familiaridade do pesquisador com um ambiente, fato ou fenômeno, para realização de uma pesquisa futura mais precisa, ou modificar e clarificar conceitos.

Quantitativo-descritivos: pesquisas empíricas cuja principal finalidade é

o delineamento ou análise das características de fatos ou fenômenos, a avaliação de programas ou isolamento de variáveis principais ou chaves.

A respeito da pesquisa exploratória complementa Beuren (2004, p. 80):

A caracterização do estudo, como pesquisa exploratória normalmente ocorre quando há pouco conhecimento sobre a temática a ser abordada. Por meio de estudo exploratório, busca-se conhecer com maior profundidade o assunto, de modo a torná-lo mais claro, ou construir questões importantes para a condução da pesquisa.

Estudos de Gil (1999 apud BEUREN, 2004, p. 80) igualmente se dirigem à pesquisa exploratória a fim de destacar que a mesma

é desenvolvida no sentido de proporcionar uma visão geral acerca de determinado fato, portanto, esse tipo de pesquisa é realizado, sobretudo, quando o tema escolhido é pouco explorado e torna-se difícil formular hipóteses precisas e operacionalizáveis.

Já Andrade (2002 apud BEUREN, 2004, p. 80), em seus estudos, ressalta algumas finalidades primordiais da pesquisa descritiva, como: proporcionar maiores informações sobre o assunto que vai investigar; facilitar a delimitação do tema de

pesquisa; orientar a fixação dos objetivos e a formulação das hipóteses; ou descobrir um novo tipo de enfoque sobre o assunto.

Nesse contexto Gil (1999) é igualmente citado por Beuren (2004, p. 81), quando manifesta que:

Pesquisa descritiva tem como principal objetivo descrever características de determinada população ou fenômeno ou estabelecimento de relações entre as variáveis. Uma de suas características mais significativas está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados.

Infere-se do exposto que a pesquisa descritiva configura-se como um estudo intermediário entre a pesquisa exploratória e a explicativa, ou seja, não é tão preliminar como a primeira nem tão aprofundada como a segunda. Nesse contexto, descrever significa identificar, relatar, comparar, entre outros aspectos.

Estudos de Vergara (2007, p. 47) também fazem menção à pesquisa descritiva:

A pesquisa descritiva expõe características de determinada população ou de determinado fenômeno. Pode também estabelecer correlações entre variáveis e definir sua natureza. Não tem compromisso de explicar o fenômeno que descreve, embora sirva de base para tal explicação. A pesquisa de opinião se insere nessa classificação.

Finalmente, para Gil (2012, p. 28), “As pesquisas deste tipo têm como finalidade primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis”.

Portanto, a pesquisa se classifica como exploratória, pois se dedica a um tema que ainda não foi muito explorado, bem como descritiva, pois proporciona maiores informações sobre o assunto abordado.

c) Quanto à forma de abordagem do problema

Quanto à forma de abordagem do problema, o método empregado é o

qualitativo, segundo o qual, para Beuren (2004, p. 92), concebem-se análises mais

profundas em relação ao fenômeno que está sendo estudado. A abordagem qualitativa visa destacar características não observadas por meio de um estudo quantitativo, haja vista a superficialidade deste último.

d) Do ponto de vista dos procedimentos técnicos

Do ponto de vista dos procedimentos técnicos, o estudo se classifica como

pesquisa bibliográfica, levantamento de dados e estudo de caso.

A respeito da pesquisa bibliográfica, Marconi e Lakatos (2003, p. 183) conceituam que ela

[...] abrange toda a bibliografia, já tornada pública em relação ao tema de estudo, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, material cartográfico etc., até meios de comunicação orais: rádios, gravações em fita magnética e audiovisuais: filmes e televisão. Sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto, inclusive conferências seguidas de debates que tenham sido transcritas por alguma forma, quer publicadas, quer gravadas.

Nesse mesmo rumo, Gil (1999, p. 65) expressa que a pesquisa bibliográfica

[...] é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Embora em quase todos os estudos seja exigido algum tipo de trabalho desta natureza, há pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas. Parte dos estudos exploratórios podem ser definidos como pesquisas bibliográficas, assim como certo número de pesquisas desenvolvidas a partir de análise de conteúdo.

Em outra obra, Gil (2012, p. 28) complementa que “As pesquisas deste tipo têm como finalidade primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis”.

Com relação à pesquisa documental, o autor supracitado descreve que a mesma “se utiliza de materiais diversos que ainda não receberam qualquer tipo de tratamento analítico, ou que ainda podem ser reescritos de acordo com os objetivos do estudo” (GIL, 1999, p. 65). E completa descrevendo que:

A pesquisa documental assemelha-se muito a pesquisa bibliográfica. A única diferença entre ambas está na natureza das fontes. Enquanto a pesquisa bibliográfica se utiliza fundamentalmente das contribuições dos diversos autores sobre determinado assunto, a pesquisa documental vale- se de materiais que não receberam ainda tratamento analítico, ou ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetivos específicos da pesquisa. (GIL, 2012, p. 51).

Quanto à pesquisa de levantamento, Gil (1999, p. 70) manifesta que se caracteriza pela interrogação direta das pessoas, cujo comportamento se deseja

conhecer. Basicamente, procede-se à solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para em seguida, mediante análise quantitativa, obter as conclusões correspondentes dos dados coletados.

E, finalmente, quanto ao estudo de caso, Gil (1999, p. 72) expressa que:

O estudo de caso é caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou de poucos objetos, de maneira a permitir o seu conhecimento amplo e detalhado, tarefa praticamente impossível mediante os outros tipos de delineamento considerados.

Nesse momento, Gil (1999, p. 73) se vale do pensamento de Yin (1981), que assim se manifesta:

O estudo de caso é um estudo empírico que investiga um fenômeno atual dentro do seu contexto de realidade, quando as fronteiras entre o fenômeno e o contexto não são claramente definidas e no qual são utilizadas várias fontes de evidência.

Sendo assim, o estudo possui um referencial teórico baseado na pesquisa em livros e revistas, bem como um levantamento e coleta de informações com base em dados e entrevista com o proprietário, os quais facilitam o amplo conhecimento da atividade.