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Making your own visual styles

Dans le document Hacking Windows ® XP (Page 131-135)

Muitos métodos de visualização tiram partido da cor para organizar, codificar e

apresentar informação ao observador. A cor é usada nas mais variadas tarefas, desde

aplicações tão comuns como nas interfaces de utilizador, até outras mais específicas

como na codificação da classificação de valores ou classes de objetos.

Neste contexto, irá fazer-se uma breve abordagem à problemática da cor, ainda que não

sendo o tema, nem o contributo central deste trabalho, é, contudo, um instrumento

fundamental em visualização. Assim, será discutida a questão em dois cenários,

apresentados a seguir:

• Utilização da cor para classificação;

• Utilização de sequência (paletas ou tabelas) de cores para representação de

variáveis quantitativas.

A abordagem apresentada tem como base a proposta de Colin Ware em (Ware, 2000,

2003), influenciado pelo trabalho desenvolvido por Eduard Tufte em (Tufte, 1994, 1998).

4.1.1. Cor para classificar

O nome técnico para a classificação (ou etiquetagem) de um objeto é “codificação

nominal de informação”. Um código nominal não tem que ser ordenável; tem somente

que ser lembrado e reconhecido. A cor é frequentemente muito eficiente quando utilizada

com código nominal (Ware, 2003). Quando se pretende facilitar a vida a alguém que tem

que classificar objetos visuais em diferentes categorias, atribuir cores distintas aos

objetos é frequentemente a melhor opção.

Existem alguns fatores percetuais a ter em consideração quando se pretende escolher

um conjunto de cores para classificar (Ware, 2003).

1. Capacidade de distinção. O espaço de cor CIE60 permite determinar o grau da

diferença percebida entre duas cores colocadas próximas uma da outra. Quando

se pretende distinguir rapidamente uma cor de um conjunto de outras cores

podem ser aplicadas várias regras. Uma delas passa por escolher uma cor

afastada das restantes no espaço de cor CIE.

2. Cores primárias. As cores primárias, vermelho, verde, amarelo e azul, bem

como o preto e o branco, são especiais a vários níveis. Certamente, estas cores

apresentam-se como escolhas naturais quando se necessita de um leque

reduzido de cores. Adicionalmente, o trabalho na área da confusão cromática

sugere que não devem ser escolhidas duas cores da mesma categoria. Deve ser

evitado o uso de múltiplas tonalidades de verde para codificação, por exemplo.

3. Contraste com o fundo (background). Em muitas situações, espera-se que

objetos codificados com cor possam aparecer numa variedade de fundos. O

contraste simultâneo com cores de fundo pode alterar dramaticamente o aspeto

da cor, fazendo com que uma cor se pareça com outra. Esta é uma razão pela

qual se deve ter um conjunto reduzido de códigos de cor. Um método de reduzir

os efeitos do contraste consiste em colocar uma linha fina branca ou preta a

envolver o objeto codificado com cor. Adicionalmente, nunca se devem usar

códigos usando diferenças puramente cromáticas relativamente ao fundo. Deve

existir uma diferença de luminância significativa, adicionalmente à diferença de

cor.

4. Cegueira cromática. Uma vez que uma parte significativa da população tem

algum tipo de distúrbio relacionado com a perceção das cores (daltonismo, etc.),

pode ser desejável usar cores que possam ser distinguidas mesmo por pessoas

com esses problemas. Note-se que a maioria das pessoas com problemas

visuais relacionados com cor não conseguem distinguir cores que variam na

direção vermelho-verde. Contudo, quase toda a gente consegue distinguir

variações na direção amarelo-azul. Infelizmente, isto reduz drasticamente as

opções de design disponíveis.

5. Número. Apesar de a codificação de cor ser uma forma excelente de mostrar

informação de categorias, somente um número reduzido de categorias pode ser

rapidamente percebido. Estimativas variam entre cinco e dez cores.

6. Tamanho do objeto. Os objetos codificados com cor não devem ser muito

pequenos; especialmente se as diferenças de cor estiverem na direção amarelo-

azul, provavelmente o tamanho mínimo será cerca de meio grau do ângulo visual.

Em geral, quanto maior for a área codificada com cor, mais fácil será distinguir as

cores. Objetos pequenos codificados com cor devem ter cores fortes e saturadas

para uma discriminação máxima. Quando são usadas grandes áreas codificadas

com cor, por exemplo, regiões de um mapa, as cores devem ser pouco saturadas

e variar pouco umas das outras. Isto permite que pequenos objetos codificados

com cores vivas possam ser percebidos no meio das regiões de fundo.

7. Convenções. Por vezes, as convenções para a codificação de cor devem ser

tidas em consideração. Algumas convenções comuns: vermelho=quente,

vermelho=perigo, azul=frio, verde=vida, etc.. Contudo, é importante lembrar que

estas convenções não são necessariamente universais para todas as culturas.

Por exemplo, na cultura Chinesa, vermelho significa vida ou sorte e verde significa

morte.

A seguir é apresentada uma lista de doze cores recomendadas para uso em codificação:

1. Vermelho

2. Verde

3. Amarelo

4. Azul

5. Preto

6. Branco

7. Rosa

8. Ciano

9. Cinzento

10. Laranja

11. Castanho

12. Púrpura

4.1.2. Sequência de cores

A pseudocor é a técnica de representar valores com variações contínuas usando uma

sequência de cores (Ware, 2003). A pseudocor é largamente usada nos diagramas de

radiação astronómica, imagens médicas e em muitas outras aplicações científicas. Os

geógrafos usam uma sequência bem definida de cores para mostrar a altura acima do

nível do mar; as terras baixas são sempre verdes, que invoca a imagem da vegetação, e

a escala continua à medida que a altitude aumenta, passando pelo castanho e o branco

para os picos das montanhas.

O esquema de codificação de cor mais usado pelos físicos consiste numa sequência de

cor que se aproxima do espectro físico da luz visível (Ware, 2003). Apesar de esta

sequência ter algumas propriedades úteis, não é uma sequência percetual. Isto pode ser

facilmente demonstrado com o seguinte teste. Dê-se um conjunto de pastilhas pintadas

com vários tons de cinzento a pessoas, pedindo que as coloquem por ordem. Elas

rapidamente as ordenarão pela ordem escuro-claro ou claro-escuro. Agora, dê-se às

mesmas pessoas pastilhas pintadas de vermelho, verde, amarelo e azul e peça-se que

as coloquem por ordem e o resultado será variado. Para muitas pessoas, o pedido não

fará muito sentido. Pode, até, haver quem decida ordenar por ordem alfabética.

Seguidamente é apresentado um conjunto de questões importantes que devem ser

atendidas quando se pretende usar codificação de cor (Ware, 2000):

• Algumas sequências de cores não serão percebidas por pessoas que sofram de

distúrbios de perceção cromática.

• Se for necessária uma sequência ordenável do ponto de vista percetual, pode ser

usada uma sequência de preto-branco, vermelho-verde, amarelo-azul ou

saturação (esbatido

– vívido). Em geral, uma série de cores que cresça ou

decresça monotonicamente relativamente a um ou mais canais oponentes de cor,

resultará numa sequência ordenada do ponto de vista percetual.

• Diferentes sequências podem ser apropriadas dependendo do nível de detalhe

dos dados. É sugerido que quando é necessário mostrar um elevado nível de

detalhe, a sequência de cor deve ser baseada, sobretudo, na luminância, para

tirar partido da capacidade deste canal para comunicar altas frequências

espaciais.

• Espaços de cor uniformes podem ser úteis para gerar sequências de cor nas

quais passos percetuais iguais correspondem a passos métricos iguais. Contudo,

em alguns casos pode ser desejável exagerar deliberadamente alguns atributos

dos dados, usando uma sequência percetual não-uniforme.

• Quando for importante recuperar valores a partir de uma tabela de cores, a melhor

sequência de cores para minimizar erros devido aos efeitos do contraste consiste

em usar uma que circule através de muitas cores.

• Em muitos casos, a melhor sequência de cores pode ser uma espiral no espaço

de cor. A sequência pode variar através uma gama de cores, tendo o cuidado de

escolher cada cor com uma luminância mais alta que a anterior.

• Mesmo que as cores sejam criadas numa sequência contínua e suave, há a

tendência para a perceber como um conjunto discreto de cores colocadas em

ordem.

• Uma vez que a cor é tridimensional, é possível mostrar duas ou mesmo três

dimensões usando cor. Na verdade, isto é usado de forma habitual no caso de

imagens de satélite, onde partes invisíveis do espectro são mapeadas para as

cores primárias do monitor: vermelho, verde e azul.

• A cor é só uma das maneira de revelar as formas das superfícies. Com

frequência, o shading da superfície com uma fonte de luz artificial, usando

técnicas convencionais de computação gráfica, é uma melhor alternativa.

4.2. Taxonomias para a visualização de

Dans le document Hacking Windows ® XP (Page 131-135)