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Dans le document Hacking Windows ® XP (Page 109-112)

A maioria dos serviços de informação e comunicação estão alojados em servidores

especializados. De seguida irão ser abordados alguns dos mais importantes.

Serviço FTP

O File Transfer Protocol (FTP), é um protocolo de rede standard usado para transferir

ficheiros de um sistema computacional para outro sobre uma rede baseada no protocolo

TCP, como a internet. Este protocolo é baseado numa arquitetura do tipo cliente-servidor

em que os utilizadores se podem autenticar usando um login e password, sendo também

possível a ligação anónima se o servidor estiver configurado para o permitir. Para

ligações seguras, de modo a proteger o login e password, bem como encriptar o

conteúdo, o FTP pode ser protegido com SSL/TLS39 (FTPS) ou, alternativamente, sobre

SSH40 (SFTP).

O termo FTP tanto se pode referir ao protocolo como ao programa que implementa este

protocolo (Servidor FTP) ou mesmo ao programa cliente.

As primeiras aplicações clientes FTP eram baseadas em linha de comando,

desenvolvidas antes de os sistemas operativos disponibilizarem interfaces gráficas.

Ainda hoje este tipo de aplicações (baseadas em linha de comando) são incluídas nas

instalações base de muitos sistemas operativos como o Windows, Mac OS, Unix ou

Linux. Desde então, muitas aplicações clientes e utilitários FTP foram desenvolvidos

39 SSL/TLS: Secure Sockets Layer (SSL) e o seu sucessor Transport Layer Security (TLS) são protocolos

criptográficos desenvolvidos para assegurar comunicações seguras sobre rede de computadores, como a

internet.

40 FTP sobre SSH: Consiste na utilização do FTP através de um túnel SSH que encripta todo o tráfego que

circula nesse túnel.

para desktops, servidores e dispositivos móveis, entre outros sistemas computacionais.

O suporte para FTP foi também incorporado em muitas aplicações de produtividade,

como editores de páginas (sites) web. A maioria dos navegadores web também

incorporam suporte para o FTP.

Objetivos com enquadramento institucional

O serviço FTP permite a troca / partilha de ficheiros com recurso a um sistema de

armazenamento central (servidor FTP). A possibilidade de armazenamento de qualquer

tipo de ficheiro dá-lhe uma flexibilidade e funcionalidade importantes para as

organizações.

Caracterização técnica e funcional

O serviço / protocolo FTP permite a validação dos utilizadores por intermédio de um par

login + password. Contudo, não recorre a qualquer tipo de encriptação dos dados que

coloca / recebe da rede, incluindo os dados de validação do utilizador.

De maneira a permitir o login seguro e a transmissão do conteúdo de forma encriptada, o

FTP é frequentemente protegido com SSL/TLS (FTPS). Uma alternativa passa por usar

o FTP sobre SSH (SFTP) ou sobre VPN41. Contudo, esta diversidade de soluções

levanta alguns problemas de compatibilidade.

Tecnologias existentes

Para o lado do servidor existem várias implementações, desde as fornecidas diretamente

com alguns sistemas operativos, passando pelas soluções gratuitas e/ou de código

aberto, e terminando em soluções comerciais proprietárias. A solução mais adequada a

determinado cenário dependerá de vários fatores tais como as funcionalidades

pretendidas, a dimensão e tráfego previstos ou o nível de segurança.

Para o lado do cliente também existem muitas soluções disponíveis no mercado,

começando pelas aplicações disponibilizadas diretamente pelo SO (sistema operativo)

(como Windows, Mac OS ou Linux), passando pelo suporte que a maioria dos

navegadores web disponibilizam de forma nativa, e terminado em aplicações específicas

FTP. Normalmente, tanto as aplicações que vêm com o SO como os navegadores web

têm algumas limitações, disponibilizando um conjunto de funcionalidades limitado.

Felizmente a oferta de aplicações clientes FTP é bastante variada, não sendo difícil

encontrar soluções gratuitas bastante competentes.

41 VPN: Rede privada virtual (Virtual Private Network) é uma rede de comunicações privada construída em

cima de uma rede de comunicações pública (como por exemplo, a internet). Por questões de segurança, o

tráfego é normalmente encriptado.

Vantagens e/ou desvantagens da sua adoção

A possibilidade de dispor de um sistema de armazenamento central onde se pode

guardar ou consultar qualquer tipo de ficheiro é uma mais-valia.

Contudo, é necessário ter um cuidado especial na organização da informação

armazenada sob pena de ser virtualmente impossível geri-la passado pouco tempo.

Outro problema importante pode ser, no caso de documentos partilhados, a definição de

permissões (quem tem acesso a quê), já que o FTP não suporta este tipo de

funcionalidades diretamente.

A possibilidade de encriptar o conteúdo transferido é uma mais-valia, contudo levanta

também alguns problemas devido à diversidade de soluções existentes incompatíveis

entre si. Acresce que a maioria de tanto servidores como clientes só implementam uma

parte destes protocolos de segurança, podendo ter implicações / impondo limitações nas

escolhas possíveis.

Servidor web

A história dos servidores web está intimamente ligada à história da World Wide Web pois

os servidores web são o seu motor, sendo responsáveis pelo conteúdo que pode ser

consultado por intermédio de, por exemplo, um navegador web. Este percurso começou

num local inesperado (Ceruzzi, 2003): o laboratório de física de alta energia do CERN42,

na fonteira Franco-Suíça.

Estes servidores usam normalmente o protocolo HTTP43 para comunicar com os clientes

(por exemplo, os navegadores web) e usam o HTML44 para formatar o conteúdo

apresentado. As comunicações entre um servidor e um cliente podem ser protegidas

com o recurso ao protocolo HTTPS45 que permite encriptar todo o conteúdo transferido.

Os primeiros servidores web só permitiam o alojamento de páginas estáticas. Hoje

quase todos os servidores suportam páginas dinâmicas, o que permite executar código

42 CERN: Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire) –

https://home.cern/.

43 HTTP: Protocolo de Transferência de Hipertexto (Hypertext Transfer Protocol) é um protocolo de

comunicação usado por sistemas de informação hipermédia. Ele é a base para a comunicação de dados da

World Wide Web.

44 HTML: Linguagem de Marcação de Hipertexto (HyperText Markup Language) é uma linguagem de

marcação utilizada para produzir páginas na web. Os documentos HTML podem ser interpretados por

navegadores web.

45 HTTPS: Protocolo de transferência de Hipertexto Seguro (HTTP Secure, HTTP over TLS ou HTTP over

SSL).

do lado do servidor recorrendo a tecnologias como o PHP46, ASP47, entre outras. Este

código ao ser executado permite o acesso a recursos, como bases de dados, fazer algum

tipo de processamento sobre os dados e, no final, produzir o código HTML que será

enviado para o sistema cliente.

Objetivos com enquadramento institucional

Por trás de qualquer site, existe sempre um servidor web, independentemente deste fazer

parte de uma intranet de uma organização ou estar exposto ao acesso público. Este tipo

de servidor dá suporte a uma multiplicidade de serviços, desde a simples partilha de

informação com um site estático até às mais sofisticadas redes sociais, como o

Facebook48. Uma organização pode disponibilizar um vasto leque de serviços com

suporte num servidor web, bastando para tal proceder à sua instalação e respetiva

configuração.

Caracterização técnica e funcional

Os servidores web permitem mecanismos sofisticados de validação de utilizadores. A

possibilidade de encriptar as comunicações, utilizando o protocolo HTTPS, proporciona-

lhe um nível de segurança considerável nas comunicações entre o servidor e o cliente.

A possibilidade de ligação a bases de dados (alojadas no mesmo servidor ou noutro)

aumenta em muito as funcionalidades disponibilizadas.

As funcionalidades disponibilizadas dependem sobretudo dos serviços instalados no

servidor web. Um bom exemplo são os CMS49 como por ex. WordPress50 ou Joomla51

que disponibilizam um conjunto de funcionalidades que facilitam a criação e gestão de

um site sofisticado só necessitando de suporte a por ex. PHP e acesso a uma base de

dados.

46 PHP: Acrónimo para processador de hipertexto (“PHP: Hypertext Preprocessor”, originalmente “Personal

Home Page”), é uma linguagem de script (de código aberto) interpretada do lado do servidor web, capaz de

produzir conteúdo dinâmico.

47 ASP: Acrónimo para “Active Server Pages” é uma estrutura de bibliotecas básicas para processamento de

linguagens de script no lado servidor para geração de conteúdo dinâmico. Exemplos de linguagens

suportadas são VBScript e JScript.

48 Facebook é uma rede social disponível em https://www.facebook.com/

49 CMS: Sistema de gestão de conteúdo (Content Management System)

50 WordPress: sistema de gestão de conteúdo gratuito e de código aberto baseado em PHP e MySQL. Site

oficial: https://wordpress.org/

Tecnologias existentes

Para o lado do servidor existem várias implementações, desde as fornecidas diretamente

com alguns sistemas operativos, passando pelas soluções gratuitas e/ou de código

aberto, e terminando em soluções comerciais proprietárias. A solução mais adequada a

determinado cenário dependerá de vários fatores tais como as funcionalidades

pretendidas, a dimensão e tráfego previstos ou o nível de segurança.

Para o lado do cliente também existem muitas soluções disponíveis no mercado,

começando pelos navegadores web muitas vezes disponibilizados junto com o SO (como

Windows, Mac OS ou Linux), passando por aplicações específicas para determinadas

funções como algumas apps disponíveis para smartphones.

Vantagens e/ou desvantagens da sua adoção

A facilidade com que pode proceder à instalação de um novo serviço num servidor web é

um detalhe importante para um gestor de informática de uma organização.

Contudo, também se corre o risco de serem instalados e disponibilizados serviços sem o

planeamento necessário que, no limite, podem ser desadequados à organização

A possibilidade de partilhar informação de forma fácil é, naturalmente, uma mais-valia.

Uma interface bem projetada pode ajudar a vida dos utilizadores.

Contudo, a qualidade dessa interface não depende diretamente do servidor mas do

serviço instalado nesse servidor web. Adicionalmente, como acontece com muitas outras

ferramentas, há a possibilidade de utilização incorreta e/ou abusiva dos serviços

disponibilizados.

A utilização de canais de comunicação seguros (HTTPS) permite que qualquer

colaborador possa ter acesso a material sensível mesmo quando se encontre fora das

instalações da organização.

Contudo, essa possibilidade também expõe o servidor a potenciais ataques perpetrados

por, por exemplo, hackers.

Servidores de Base de Dados

Uma base de dados consiste num conjunto de arquivos relacionados entre si com

registos de qualquer tipo (ex. sobre pessoas, locais, produtos). Mantém coleções

organizadas de dados que se relacionam de forma a criar algum significado (Informação)

e proporciona uma maior eficiência quando se efetua uma pesquisa ou estudo.

Antes do surgimento das bases de dados, as aplicações recorriam a ficheiros

armazenados diretamente pelo sistema operativo para armazenar os seus dados.

Existem várias soluções de bases de dados no mercado, incluído algumas de código

aberto e sem custos. Estre as bases de dados mais populares podem listar-se as

seguintes: MySQL52, Oracle DB53, Microsoft Access54 ou Microsoft SQL Server55, entre

muitas outras.

Objetivos com enquadramento institucional

A utilização de uma base de dados permite o armazenamento, organização e pesquisa

de dados / informação mais eficiente. Quando o servidor de base de dados é usado em

conjugação com um servidor web o acesso à informação pode ser muito facilitado pelas

funcionalidades que uma interface web pode propiciar.

Caracterização técnica e funcional

Os servidores de base de dados são normalmente computadores dedicados que alojam

os dados da base de dados e que muitas vezes só correm o software relacionado com a

gestão da base de dados. Estes computadores geralmente recorrem a hardware

poderoso: capacidade de multiprocessamento (múltiplos CPUs56), quantidade de

memória generosa e sistemas de armazenamento de alto desempenho (muitas vezes

recorrendo a soluções com SSDs57 e discos em RAID58).

Tecnologias existentes

O tipo de dados determina a estrutura lógica da base de dados e no fundo, determina a

maneira como a informação pode ser armazenada, organizada e manipulada. O modelo

mais popular é a base de dados relacional que usa um formato baseado em tabelas.

Vantagens e/ou desvantagens da sua adoção

A utilização de um servidor de base de dados permite otimizar o processo de

armazenamento, organização e, sobretudo, de pesquisa de dados / informação.

Contudo, uma base de dados mal planeada / desenhada pode apresentar limitações

crescentes (de desempenho, por exemplo) à medida que vai crescendo e pode tornar

virtualmente impossível atualizações futuras para, por exemplo, acrescentar à estrutura

existente novos campos de informação.

52 MySQL é um sistema de gestão de bases de dados relacionais de código aberto. Site da empresa:

http://www.mysql.com/

53 A Oracle é umas das empresas que há mais tempo está no mercado das bases de dados. Site da

empresa: http://www.oracle.com/

54 O Access faz parte do pacote Office da Microsoft. É uma solução para bases de dados para uso em

sistemas clientes, não servidores. Página oficial do produto: http://office.microsoft.com/access

55 O SQL server é a solução de base de dados para servidor da Microsoft. Página oficial do produto:

http://www.microsoft.com/sqlserver

56 CPU: Unidade central de processamento (Central Processing Unit).

57 SSD: Unidade de armazenamento de estado sólido (Solid-State Drive).

Dans le document Hacking Windows ® XP (Page 109-112)